História A N I M A L S (mitw) - Capítulo 9


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Categorias TazerCraft
Tags D4rkmorgs, Misticismo, Mitw, Reencarnação, Romance, Tazercraft, Vampirismo
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Palavras 1.245
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, LGBT, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Avancei três anos.
Beijos, mamãe Morgs.

Capítulo 9 - Decisão repentina


capítulo 9

Decisão repentina

“O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”

1 Coríntios 13:4-7

— Estou todo marcado. — Tarik resmungou envolvido pelos braços do vampiro — Você precisa cuidar dessas unhas, estão cada vez mais afiadas.

— Elas estão exatamente iguais as que eu tinha há três anos atrás, e você nunca reclamou delas. — Mikhael resmungou de volta, beijando o topo do cabelo de Pac.

— Sabe o que eu sinto? — ergueu o rosto, encarando o maior. Com o passar dos anos, a pele de Mike ficou mais fina, deixando mais aparente algumas veias em suas bochechas e criando olheiras em seus olhos. Mas, para Tarik, ele continuava lindo, como no dia em que se conheceram.

— Diga. — sorriu, deixando suas presas à mostra, acariciando as laterais do rosto de Tarik.

— Sinto que você está ficando cada vez mais especialista em me satisfazer, e eu o mesmo com você. Será que na minha próxima vida, se eu voltar, vou gostar das mesmas coisas que gosto de fazer agora? — brincou.

— Ah, eu espero que você ainda goste de ficar em cima, você faz um trabalho incrível e… — recebeu um tapa no peito nu, gargalhando junto de Pacagnan.

— Eu queria adotar um morceguinho. — fez bico — Você podia me dar um de aniversário de 3 anos de namoro.

— Namoro? Somos praticamente casados, Pac. Só temos nós dois para o resto das vidas. Ninguém vai me querer, e eu não vou querer ninguém. E você é odiado por querer um vampiro.

— Que lástima, estou preso à um homem cruel e sanguinário. — Tarik fez drama, deitando-se sobre o peito do namorado.

— E você gosta. — girou os corpos, invertendo-os de posição — Eu sei que você adora pertencer à esta criatura. — as testas se tocaram, e ambos sorriram.

— Eu te amo. — sussurrou Pac, como se aquele fosse o maior segredo dos dois.

— Eu te amo. — declarou-se o vampiro, beijando o homem sob ele.

Naquela altura, ele já era chamado de Drácula, e ajudava ao povo da vila, protegia-os de ladrões e dos lobisomens, além de ajudar com pura medicina. Por ser um gênio da química por conta de seus feitiços, conseguia tratar de doenças da população fazendo remédios e distribuindo-os.

A Igreja acreditava que os remédios eram fruto de feitiçaria, e condenava-o por isso. Mas ele e Tarik eram como bons médicos, mal compreendidos. Um novo padre havia chegado alguns meses depois de Mikhael ter sido descoberto como vampiro, e ter matado milhares de caçadores em busca de proteger à ele e seu namorado.

Apesar da vila entender de suas boas intenções e saber que se respeitá-lo, mal nenhum acontecerá, a religião estava dominando o espaço agora, portanto, os religiosos cheios de superstições planejavam alguma forma de matá-lo, ainda que muitos acreditassem na bondade do coração do vampiro.

Mike tinha tornado os arredores de seu castelo um lugar obscuro e assustador, para evitar visitantes. Mas do muro para dentro, era um paraíso para ele e Pacagnan. Os dois amantes vinham vivendo de forma segura estando ali.

— E nada de morceguinho. — disse Mike durante uma curta pausa no beijo.

— Ahn. — reclamou o mais novo — Mike, eu quero adotar uma criança! — afastou o rosto, fitando os olhos do morcego.

— Pac, eu sei que é um desejo ardente que você tem em ser pai, mas não será saudável para uma criança crescer em um lar como o nosso, e arriscar ser perseguido por ser filho de um Drácula.

— Você fala de uma forma tão cruel… Eu ensinaria ele palavras mágicas para fazer as sementes das flores crescerem e desabrocharem no nosso jardim… Ensinaria a escrever e ler… Por que não me dá isso? Sabe que amo crianças.

— Quero que quando nós formos montar uma família, ela possa seguir de forma segura, Tarik. Quero que Deus abençõe-a. Isso não será possível enquanto esses católicos quiserem nos amarrar e queimar-nos em praça pública. — suspira, tensionado.

Pac empurra-o suavemente para que se afaste e Mike o faz, deitando ao lado do outro. Tarik cobre melhor seu corpo nu com o cobertor, virando-se de frente para Linnyker.

— Eu te entendo… Tudo bem. — assentiu e deu um sorriso triste. Mikhael tocou a lateral do rosto dele, fazendo um breve carinho.

— Ei, não fique mal com isso. Daremos um jeito, cedo ou tarde.

— Desculpa. — se aproximou, deitando sobre o peito de Link — Eu preciso aceitar de uma vez que não podemos ter uma vida normal, insistir nisso não está funcionando… Você que é o vampiro, e eu que estou perdendo minha humanidade… Posso confessar algo que está na minha cabeça desde o ano passado, quando tivemos o incidente com o bispo? — Mike quase ri, lembrando-se de uma vez em que estavam na casa de um paciente, e o bispo apareceu com uma cruz de ouro de uns 30 centímetros de altura, pingando água benta. O católico tentou atear fogo nos dois.

— O que é?

— Eu desejo fazer uma carnificina. Matar todos eles.

— Credo, Tarik, por Deus! — Mikhael arregala os olhos.

— Mike, não adianta tentarmos seguir buscando alguma santificação divina. Você tem contato com o mundo inferior, é um vampiro, você pode invocar anjos da escuridão pra resolver todos os nossos problemas. Por que não faz isso? Sabe que não vão nos deixar em paz.

— Eu não quero que inocentes morram, Tarik. E não quero condenar você. Quero te ter de volta no futuro. Pare de pensar de forma negativa. Não se sente bem curando os doentes com nossos remédios? É um dom divino poder ajudar eles assim. — o Drácula falava docemente, acariciando as costas de Pacagnan. O ex-bibliotecário ouvia-o atenciosamente.

A noite fria e escura estava silenciosa, e o quarto era aquecido pela lareira que Mikhael havia construído em seu quarto para madrugadas como esta. Durante os tais 3 anos, as coisas iam andando como uma montanha russa. Coisas maravilhosas, e outras horríveis em contrapartida. Altos e baixos.

— Me sinto bem sim. Mas é horrível ter que viver fugindo… Eu sabia que seria difícil quando concordei em me mudar para cá com você, e quando começamos a namorar… Mas não sabia que seria tão difícil.

Os dois se calaram por um momento. Mike tinha medo de falar o que pretendia, mas juntou coragem para perguntar.

— Você não está planejando me deixar, está? — sua voz rouca falhou ao final. Tarik o encara, balançando a cabeça negativamente várias vezes.

— Claro que não… Estou pensando em nos mudarmos. Deve haver algum lugar escondido e longe daqui para nós…

— Você se afastaria da sua mãe? — questionou. A boca de Pac move-se em busca de palavras.

— A rainha Ivone não parece se importar muito com minha ausência. — deu de ombros.

— Ok, você me convenceu… Podemos dar um jeito nisso, amor. — deu um selinho nos lábios rosados de Tarik — Só vou fazer uma visita ao meu amigo mago e você pode se despedir da sua mãe enquanto isso.

— Amanhã? — Tarik ficou surpreso com a decisão repentina.

— Sim. Não sei pra onde iremos, mas não quero viver aqui com você infeliz, Pac. — abraçou o corpo de seu humano — Eu prometi que te faria feliz.

— Oh, eu te amo tanto. — Pacagnan diz risonho — Você me faz feliz sim, Mike. Eu lhe amo por isso.

— Ótimo. Então, tente dormir agora, docinho. Temos que fazer as malas ao raiar do sol.



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