História A Neko In My Life - Capítulo 20


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Got7, Jackbam, Jaebum, Markjin, Senhorita_im, Youngjae
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Palavras 3.426
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Opa, opa!

Ai que saudades daqui, gent. Sei nem como eu fazia essas notas mas ok.

Boa leitura, queridinhos.

OBRIGADA MEU AMOR @Camisyung PELA CAPA FINALMENTE DESENPACOU <3

Capítulo 20 - Conflitos Antes das Onze


Resmunguei ao despertar aos poucos e sentir meu corpo pesar. Aquela sensação extrema de exaustão não me era estranha, mas já não me lembrava mais de tê-la sentido tão recentemente. Passei as mãos pelo rosto tentando afastar de vez aquela sensação horrível de derrota de mim, mas, não sendo novidade alguma, não fazendo diferença.

Suspirei fundo abrindo os olhos com calma já premeditado que minha cabeça iria latejar assim como atrás de meus olhos também. Eu não 'tava entendendo mais nada. O quarto era completamente desconhecido para mim, isso além de minhas lembranças que vagamente surgiam em minha mente. Resmunguei irritado com esse sentimento de desordem e ocultação em minha mente.

Mas logo travei e me forcei a fechar os olhos ao ouvir o barulho da maçaneta sendo acionada e bem provavelmente a porta sendo aberta. Será que me drogaram e sequestraram? Por que diabos logo eu? Por acaso sou algum herdeiro rico e não tenho conhecimento? Ah, até parece.

Tentei manter a calma enquanto ouvia o barulho típico de uma movimentação calma pelo quarto e, automaticamente, prendi a respiração ao notar uma agitação muito perto de mim. Sério, logo eu estaria entrando em colapso total. Odiava a sensação de não lembrar o que rolou contem com...

Espera.

Ontem eu estava na casa do Yugyeom! Mas que porra, o que aconteceu? Lembro de ter conversado um pouco com ele e depois de acordar num quarto estranho - que bem provavelmente é da casa dele - com a sensação de ter sido atropelado umas quatro vezes. Não faz sentido algum. Franzi a testa em raiva por realmente não me lembrar de nada.

– Sabe, hyung, sei que está acordado – sempre soube que minha atuação era ruim mesmo.

Suspirei decepcionado por ter sido flagrado e abri lentamente os olhos, tentando preparar meu psicológico para o que quer que viesse pela frente. De uma forma ou outra aconteceu alguma coisa nesse meio tempo em que não me recordo de nada e, por algum motivo, temo demais pelo o quê.

– Oi – murmurei encontrando seus olhos focados nos meus. Yugyeom estava sentado na beira da cama ao meu lado, os cabelos um pouco bagunçados, um roupão de cetim cobrindo seu corpo, aquele sorriso pequeno nos lábios. Estava adorável, não havia como negar. Adoravelmente desorganizado.

– Bom dia, hyung – seu sorriso aumentou, me fazendo sorrir junto a si – dormiu bem?

– Bom dia. É... Acho que sim – minha voz saía baixa graças a minha ainda sonolência e aquele gostinho ruim típico na boca.

Ele deu uma fraca risada.

– Fico feliz por isso – e sem eu me der conta, Yugyeom inclinou-se levemente de forma a selar seus lábios nos meus brevemente, antes de se levantar e sorrir. Já eu... Nossa eu devia estar com a maior cara de bunda da vida. MAS O QUE FOI ISSO?!

– O-o q-qu...

– Vou tomar um banho e volto logo – Yugyeom me interrompeu sem se importar com o provável espanto gritante estampado em meu rosto – trouxe o café da manhã para você – apontou para uma bandeja cheia de frescuras sobre o criado mudo que nem sabia que estava ali – você precisa recuperar suas energias, hyung. – andou até o guarda-roupas e de lá tirou uma toalha, logo sumido por uma porta.

Gelei. Mas gelei mesmo.

Que história é essa?! Que diabo acabou de acontecer? Ele me beijou? Tipo, encostou os nossos lábios, sabe, tipo, de verdade! Eu não acredito nisso.

Me sentei sobre a cama complemente desnorteado e acabei levando os dedos até o local que fora levemente agraciado pelos lábios do Kim, sem crer no que acabou de rolar. E como se não bastasse, aquela frase estranha sobre recuperar energias, que merda foi essa? Franzi o cenho todo perdido e novamente gelei no lugar.

Por que consegui sentir a pele de minhas coxas ao me remexer?

Puxei de uma vez o lençol que cobria meu corpo e claramente me apavorei com o que via. Eu estava vestindo apenas uma camisa. Apenas. Uma. Camisa. Puta que pariu.

– Que merda ‘tá acontecendo?! – meu tom subiu alguns oitavos com tudo que vinha a minha mente de uma vez.

Minha respiração estava cada vez mais pesada, sentia o suor escorrer frio em minha nuca e o desespero crescendo abundantemente em meu interior. Aquilo que acho que aconteceu não pode ter acontecido... Deve... Deve ser só coisa da minha mente. Provavelmente equívoco da minha parte, claro.

Ainda que atordoado, acabei pegando a bandeja sobre o móvel e o apoiei em meu colo, estava com fome mesmo, e daí? Isso não queria dizer que havia parado de tremer como vara verde e suar como se tivesse corrido uma maratona ou só corrido mesmo. Eu estava sim nervoso, pensamentos abarrotados de ideias absurdas e um medo gigante de encarar Yugyeom. Por mais que tentasse firmar em minha cabeça de que não aconteceu absolutamente nada, o fato de estar seminu na cama do quarto dele - acabei por confirmar isso - e com uma baita de uma fome não me ajudavam em muita coisa.

Ouvi o trinco do provável banheiro em que ele estava e travei no lugar outra vez. Por que ele não podia ficar lá até eu terminar de comer e vazar daqui sem deixar rastros? É, um plano bem bosta, mas é o que tem pra hoje.

Olhei pelo canto dos olhos Yugyeom movendo-se pelo quarto, o corpo sendo coberto por um pequeno pedaço de pano envolta de sua cintura. Deuses do céu, qual a graça em me fazer sofrer vinte e sete horas por dia? Eu não sou de ferro não, ok? Parem de me testar.

Disfarçadamente voltei a comer, fingindo que nem tinha notado aquela presença ali. Daria pra cortar qualquer conversa referente ao que rolou nessa noite, certo? Não tinha necessidade de bater papo...

– Como se sente, hyung? – ah, ótimo. Ele tinha mesmo que se sentar do meu lado vestindo apenas uma calça de moletom? Assim não dá. Resmunguei em confirmação – Fico tranquilo em saber disso.

– Por quê? – acabei soltando, sem pensar e sem o olhar também.

– Ontem não estávamos com plena consciência de nossos atos, sabe. Não sei dizer o nível de cuidado que tive – senti as lágrimas do desespero acumulado em meus olhos, mas não permiti que passasse disso, afinal, ainda podia estar confundido as coisas.

– O que quer dizer com isso? – perguntei baixo, parando de vez de comer e finalmente olhando em seus olhos. Estes que mantinham um brilho diferente e, mais uma vez, senti vontade de chorar.

– Como assim? – franziu a testa – você não se lembra, hyung? – talvez decepção acompanhasse sua indagação? Talvez.

– E-eu não... – desviei minha atenção até o chão. Não iria consegui encara-lo por mais tempo – Eu não me lembro de nada. N-não faço ideia do que aconteceu, Yugyeom-ah. Me... Me desculpa – não sabia se era uma boa me desculpar, mas fui na fé.

O ouvi suspirar.

– Não precisa se desculpar. Nem eu me lembro com muita clareza.

– E-então c-como sabe que... – tentei escolher as palavras certas, mas a vergonha me impedia de raciocinar direito – que a gente... Bem... Que a gente... Aish! – passei as mãos pelos fios de meus cabelos, morrendo de timidez e descrença.

– Como eu sei que nós passamos a noite juntos?

– Espera aí – tomei fôlego, ainda mais perdido do que qualquer outro momento –, você tá me dizendo que nós... F-Fizemos mesmo aquilo? – ainda que minha voz fosse morrendo gradativamente, o sorriso ladino vindo do Kim me fez ter certeza de que fui ouvido.

– Você é uma graça, hyung – apertou minhas bochechas com uma das mãos, ganhando uma careta minha no processo.

– Isso... Isso é sério? – e lá se vinha aquela vontade de chorar.

– Seríssimo – ele permaneceu sorrindo, isso até ele provavelmente me assistir permitir que minhas lágrimas finalmente saíssem. Logo seu sorriso desapareceu – Hyung...

– Me desculpa, Yugyeom, m-mas isso não era pra acontecer – fui sincero, deixando a comida de lado. Eu não podia acreditar na grande merda que fiz... Minha vontade mesmo era de me afogar naquele suco de laranja que ‘tava bonzão, admito.

– Hyung, – ele voltou a sorrir, de longe dava pra notar que era forçado – apenas aconteceu... Não precisa se desculpar. Você sabe tanto quanto eu que isso já era pra ter rolado a muito tempo. Sabe... – desviou seu olhar do meu por um momento antes de voltar a falar – Foi só uma transa casual.

Ele parecia bem controlado. Tipo, eu não conseguia definir se ele estava decepcionado, incrédulo, confuso ou puto. Provavelmente era uma grande mescla de todos esses sentimentos. Já eu... Eu só queria morrer.

Morrer por fazer com que o Kim sentisse todas aquelas coisas; morrer por não me lembrar de nada e não ser maduro o suficiente para negar e me abrir com ele, tanto no passado quanto agora; morrer por desgosto de mim mesmo por, claramente, destruir algo que eu poderia construir ao lado de alguém que eu verdadeiramente gosto.

Foi inevitável não lembrar de Jaebum e não chorar ainda mais.

Eu estava me sentindo sujo, desmerecedor de tamanha devoção que JB diariamente deposita em mim. Ele relutou, aceitou, confiou e eu simplesmente passei por cima de tudo isso. Sei que não temos nada sério e... Sei também que o que fiz com Yugyeom essa noite não passará de algo sem significados, mas, é o suficiente para eu nunca mais ser o mesmo perto do Jaebum. Já que mentir ou ocultar só vai me fazer ficar pior e se eu dizer a verdade... Ele vai me odiar para o resto da vida.

E eu não iria suportar passar por isso.

– Hyung... – senti o toque de sua mão acariciando meu rosto, inutilmente tentado livrar-se dos rastros das lágrimas – Não precisa chorar, huh? Não fizemos nada de errado, não tem porque disso.

– V-você realmente não entende, Yugyeom – voltei a olhá-lo, uma mistura de mágoa e decepção na voz – Isso simplesmente não era para ter acontecido. Sei que deixei explícito durante muito tempo que eu gostava de você; que te admirava e sempre o desejei ao meu lado bem mais do que um amigo. Mas... De qualquer forma você nunca se interessou, nunca deu importância para minhas investidas, apenas me ignorava. E, sabe, eu cansei. – senti sua mão se afastar do meu rosto ao tempo que eu não mais chorava, apenas o olhava nos olhos enquanto falava – Cansei de tentar me aproximar de você, cansei de me rebaixar e insistir em algo que não ia dar certo, isso pelo simples fato de você não permitir!

– H-hyung-

– E por estar cego e obcecado por alguém que não me dava a mínima, eu não pude enxergar a pessoa mais maravilhosa e perfeita que estava ao meu lado, cuidado de mim, me escutando, me protegendo, me apoiando, me amando. Eu nunca senti isso, nunca! E quando sinto que sou merecedor de tais sentimentos, quando pretendo me entregar por completo a ele, você começa a agir como se estivesse interessado por mim e isso é uma droga, Yugyeom! Ficar confuso e perdido, são sensações horríveis – tomei fôlego, passando as mãos pelo rosto – Eu prometi a mim mesmo, enquanto vinha para cá, que iria te esquecer e seguir em frente, junto de quem eu realmente gostava e agora você me diz que não há nada de errado?! – me levantei, cagando para estar vestido ou não – Eu fiz a pior merda da minha vida e agora não sei mais o que fazer!

– Hyung, se acalma! – Yugyeom também se levanta, apoiando as mãos em meus ombros. Eu nem havia notado que estava ofegante – Eu não sabia que você se sentia assim, me desculpa. Talvez se eu poder falar com quem você esteja saindo ele venha a entende-

– Você não está entendendo – voltei a corta-lo, me afastando de si – Ele nunca vai me desculpar, muito menos querer te ouvir.

– Espera... Você... Você está falando do...

– Jaebum? Sim, dele mesmo – ver a expressão dele ir mudando de surpresa para obscura me assustou um pouco, me causando a reação de me afastar mais. Mesmo não sendo bem a hora certa de falar sobre, não vi oportunidade melhor de desabafar e ser sincero com ele, mesmo me arrependendo um pouquinho disso.

– Isso é sério? Você gosta dele? Daquele projeto de ser humano?! – ele deu alguns passos em minha direção e logo me vi cercado entre ele e a parede – Você está me trocando por aquela coisa?! Você é estupid-

Ainda que com medo de toda a sua reação, não hesitei em lhe dar um forte tapa no rosto. Não iria permitir que ele falasse mal do Jaebum em minha presença nunca mais.

– Não ouse falar dele, Kim Yugyeom! – ele estava com uma das mãos sobre o local atingido, me olhando espantado – Você não o conhece, não sabe o quão bom ele é e como se preocupa com todos a sua volta; ele é incrível do jeito que é e claramente você não tem direito algum de falar dele, entendeu?

– Ah, me poupe, Youngjae! – ele se afastou, passando a mão pelos fios de cabelo – Não adianta vir com esse papo de idiota apaixonado pra cima de mim. Não me importa o que você acha dele e a merda toda; o que me importa é o fato de você vir até aqui, me seduzir, dormir comigo e ainda me destratar falando de um garoto na minha cara!

– Você está se fazendo de vítima?! – agora foi a minha vez de dar alguns passos em sua direção – Está dizendo que eu te seduzi? Você endoidou? Eu vim aqui por conta do Hun e nada mais! Esqueceu que você quem foi até a minha casa?

– Foda-se! Se você não quisesse mesmo não teria aceitado vir até aqui! E não era isso o que você sempre quis?! Dormir comigo? E agora você vem e decide me descartar? É claro que eu sou a vítima nisso tudo. Toda essa porra que 'tá rolando é culpa sua! Desde o começo!

– Você é um idiota, Kim Yugyeom... – sentia novamente aquele bolo na garganta e a necessidade de chorar me abraçando.

– Eu? Tem certeza?

Ainda o encarei por alguns segundos antes de começar a caminhar, passando por si e seguindo até a porta. Pude ouvir ele me chamando, mas tudo o que eu queria fazer era sair dali, com ou sem roupa.

Ao chegar próximo a escada, vi que Hun estava a porta de seu quarto, os olhinhos transbordando medo por provavelmente ter ouvido a discussão. Me amaldiçoei por isso, só tendo como reação lançar um fraco sorriso, em uma boba tentativa de desculpas.

Desci as escadas rapidamente, vendo nesse processo que minha bolsa estava no mesmo lugar que antes. Mais que depressa peguei as peças de roupas que haviam ali dentro e me vesti de qualquer jeito mesmo.

– Então é isso? – tive que respirar fundo antes de me virar para ele, a bolsa já em minhas costas.

– Não me procure mais, Yugyeom. Finja que eu e meus amigos não existimos – declarei, já exausto daquela manhã.

– Isso não vai ficar assim, Youngjae. – o ouvi dizer assim que minhas mãos alcançaram a chave e a maçaneta – Eu nunca vou permitir ser trocado por alguém como Im Jaebum – ignorei totalmente a forma como ele havia proferido tais palavras e saí daquele lugar.

Saí sem mais olhar para trás.

**

- POV. JB -

Estava deitado no sofá, passando os canais da tv aleatoriamente enquanto ouvia daqui o casalzinho tendo uma pequena discussão na cozinha. Eu nem me incomodava mais com esses ocorridos já que sempre acontecia. Logo, logo eles estariam se engolindo e fingindo que eu nem estava ao lado deles.

E... Bem, dito e feito.

Revirei os olhos vendo-os vindo aos tropeços até aqui, sugando a essência vital de seus corpos pela boca. Nem pigarrando esses pervertidos me deram atenção. Tive que aguentar os dois ainda juntos no sofá, todo aquele climão desnecessário paras as dez da manhã e ainda tendo um telespectador com zero de vontade de assistir.

– Aí, hyungs, tem como parar com isso? – perguntei, aumentando o volume da televisão.

– Relaxa, pirralho – Jackson-hyung resmungou e eu acabei fazendo o mesmo.

– Vocês sabem que eu sou só uma criança, né?

– Grande coisa.

– E sabem que isso é extremamente imoral, né?

– 'Tá bom, cala a boca JB.

– Eu quero assistir minha tv~ – choraminguei, lançando uma almofada na direção deles.

– Pirralho irritante – sorri vitorioso ao que os ânimos foram abaixados e o casal se separou – espera só até você e o Youngjae começarem a brincar também.

– Nesse caso iremos utilizar o quarto e toda a sua glória com porta e janelas fechadas – desviei da mesma almofada que havia jogado.

– Está bem espetinho, hein? – Bambam-hyung se levantou e deixou um carinho em meus cabelos antes de voltar a cozinha.

– Até demais – Jackson se esticou no sofá, assim como a mim.

– Hyung... Será que o Jae está bem? – acabei soltando a pergunta que guardava desde o momento que meu hyung favorito passou a ignorar nossas mensagens e ligações.

Jackson suspirou e permaneceu em silêncio por um breve momento.

– Ele deve estar bem sim, JB – não estava crendo muito naquela fala – Não acho que o Kim venha a fazer algo a ele. Porque, parando para pensar, qual seria o motivo para tal?

É, olhando por esse lado, não tinha um porquê de estarmos nessa paranoia. Jae-hyung não havia feito nada a ele, então se aquele tapado desejasse fazer algum mal a alguém mesmo, esse alguém seria eu.

Suspirei mais calmo desta vez, finalmente podendo prestar atenção no canal de tv que havia escolhido.

Ou melhor, teria prestado atenção se Bambam-hyung não tivesse nos chamado para tomar café. Nem reclamei, né. Se tratando de comida não dou a mínima para o resto.

A mesa estava bem tranquila, falávamos de coisas sem muita importância enquanto riamos de boa parte delas. Tudo bem que com a falta do Jae-hyung deixava uma sensação de incompletude ali, mas não é como se ele nunca mais fosse voltar; a questão era apenas aguardar para logo mais o receber de braços abertos e nunca mais o deixar partir para perto daquele tapado.

Paramos a conversa ao que o trinco da porta foi acionado e logo mais esta foi aberta e fechada. Já sabia de quem se tratava e não pensei duas vezes ao me por de pé, mais do que ansioso em poder abraçá-lo e dizer o quanto senti sua falta - mesmo nem tendo se passado um dia ainda.

Mas, diferente do hyung feliz e tão ansioso quanto a mim que imaginava, a imagem de um Youngjae de rosto inchado, olhos vermelhos, todo descabelado, com as roupas amarrotadas e, nitidamente, sem seu costumeiro sorriso no rosto, veio aos olhos de todos presentes ali.

Ele não estava nada bem e aquilo me deixou extremamente em alerta.

– Hyung... O que houve? – pude sentir quando meus sentidos se aguçaram ao que uma fungada vinda dele se fez presente e, com agilidade, ele deixou a cozinha.

Olhei para os dois sentados na mesa, ambos tão confusos quanto eu.

E como se fosse combinado, fomos todos atrás do Jae, ele que provavelmente deveria estar no quarto dele.

A porta não estava trancada e ele estava mesmo lá, encolhidinho no canto da cama, chorando baixinho. Aquilo estava me destruindo de forma dolorosa, vê-lo daquele jeito me deixava mal e impotente. Queria matar o provável estúpido que o deixou assim ao mesmo tempo que queria acolhe-lo em meus braços e dizer que estava tudo bem.

E no caso foi exatamente o que eu fiz.

– Hyung, o que aconteceu? – perguntei assim que me sentei próximo a si, acariciado seu rosto húmido e cabelos.

Ele não disse nada e isso me preocupou ainda mais.

– Jae, o que ele fez, huh? – Jackson-hyung também se aproximou, abaixando-se próximo a cama e de frente para ele – Ele te machucou?

Silêncio.

– Jae, – Olhei Bambam hyung também se aproximando – você não precisa nos dizer nada agora, tudo bem? Sabemos que te forçar não irá melhor a situação, então só fale quando se sentir confortável.

– Eu sou um idiota. – ouvi meu hyung favorito balbuciar nitidamente por conta da minha boa audição. E aquilo me deixou ainda mais em pânico.

– Não, hyung, você não é idiota. Seja o que for que aquele tapado tenha feito ou dito a você, saiba que você sempre será a pessoa mais maravilhosa que já tive o prazer de conhecer – disse rapidamente, deixando um beijo em seus cabelos – Eu amo você, não esqueça disso, tudo bem?

Por algum motivo, ele se deitou de bruços e começou a chorar mais. Olhei para Jackson e Bambam como se tentasse entender o motivo daquela reação e eles estavam como a mim: confusos e assustados.

Deus, o que aquele desgraçado fez com o meu Youngjae?

 

 

 

 

 


Notas Finais


Tá aí.

Vish, capítulo tenso, né? É, Yug, não dá pra te defender amigo. 2Jae sendo mais ferrado que minha vida, slc. Vamos ter fé que as coisas melhoram k k k

Mas relaxem que ainda tem muita coisa pra rolar e, claramente, mais treta q

Bem, espero que vocês tenham entendido o que aconteceu! Vamo reza pra da certo porque nao aguento mais da mancada senhor

Bj coirinhas e ~Atéé c:


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