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História A Nerd do Colégio - Capítulo 37


Escrita por: ThayFullbuster

Notas do Autor


Oi, oi, oi!
Meu Deus, eu nem acredito que 'tô aqui! Sério!
Final de período da faculdade, trabalho, COVID... olha, tá difícil pra mim esse momento, não vou mentir pra vocês. Recebi algumas mensagens super carinhosas de algumas leitoras e, sério, de verdade, muito obrigada pela paciência. Eu realmente não me sinto bem nesse final de semestre. Tive muitas crises de ansiedade e depressão e precisei mesmo parar pra respirar.
Me desculpem pela demora, infelizmente eu não posso prometer que não vai acontecer, mas saibam que eu SEMPRE vou voltar.
Então espero que gostem desse capítulo, ele não está completo como deveria, mas eu preferi trazê-lo logo pra, quem sabe, poder aliviar vocês também nesse momento que estamos passando.
Boa leitura!

Capítulo 37 - Pingos nos i's.


A Nerd do Colégio – Capítulo trinta e sete.

 

Na volta do jogo contra a Anbu na quarta, depois que deixei Sakura em sua casa e lhe garanti que estava bem, a única coisa que fui capaz de fazer foi me jogar na cama e dormir pelo resto do dia. Eu sentia um cansaço absurdo, tanto físico quanto mentalmente.

E ontem fomos pegos de surpresa por um simulado de química do professor Asuma. Confesso que não estava mesmo preparado – afinal, a ideia da surpresa é justamente essa –, mas acredito que não fui mal já que química era uma das matérias que eu me saía muito bem.

E por causa da expulsão de Gaara e Neji na quarta, o treino havia sido bem pesado. Gai garantiu que não deixaríamos nenhum outro assunto que não tivesse relacionado com o campeonato tirar nossa concentração no jogo. Apenas mais uma vitória contra a Anbu e poderíamos descansar por uns dois dias antes de nos prepararmos para a Terceira Fase.

Durante o intervalo que percebi que Gaara e Ino estavam afastados um do outro. Ela ainda tentava conversar normalmente, fingindo que não havia nada errado, mas Gaara não era bom em fingir. A cara dele estava bem péssima, para dizer o mínimo. E acho que peguei um pouco pesado com ele também, porque nem comigo ele estava falando direito.

Na verdade, ele não estava falando direito com ninguém, nem mesmo com Temari.

Pensei em tentar conversar com ele depois do treino, mas como havia sido muito puxado, todos nós fomos apenas para suas casas. E Sakura estava entretida demais em seus estudos que só percebeu que havíamos chego em sua casa depois de chamá-la três vezes. E assim como na quarta, ela fez um biquinho lindo ao saber que dormiria em seu próprio quarto e não no meu, e por muito pouco não arranquei com o carro para levá-la para a minha casa, mas Tsunade estava preocupada com os estudos dela e queria assegurar que ela estava sendo responsável.

Eu queria dizer pra ela que a rosada estava sendo tão responsável que eu não sabia o que era sexo há mais de uma semana, mas tenho certeza que Dan tentaria me estrangular se dissesse alguma coisa parecida.

Por isso eu só a beijei e disse que a amava, antes de vê-la sorrir, sussurrar que também me amava e entrar em casa.

...

Nessa gloriosa manhã de sexta, eu acordei com uma dor de cabeça infernal. Parecia que tinham feito minha cabeça de bola de golfe e a acertado com um taco com a maior força que um golfista usa para arremessar a bola até o buraco numa única tacada.

Ainda assim me arrumei para ir para o colégio. Tomei um banho com calma, me arrumei devagar, tomei café da manhã caprichado e tomei um remédio que minha mãe me deu para tomar. Tinha um gosto terrível, mas graças ao suco de abacaxi, o gosto sumiu da minha língua. Fui dirigindo com calma até a casa de Sakura e ao chegar, mandei uma mensagem avisando que estava esperando. Não coloquei nenhuma música para tocar com receio da dor de cabeça voltar, então fechei os olhos e encostei a cabeça no encosto, ficando no silêncio à espera de Sakura.

Abri os olhos quando ouvi a porta do carona abrir e me virei.

- Você está bem, Sasuke? – ela se sentou, jogando a mochila no banco traseiro e se aproximou de mim. – Parece um pouco pálido, tomou café da manhã?

- Tomei, amor, não se preocupe. Só acordei com dor de cabeça, mas já tomei um remédio.

- Não está sentindo nada? – suas mãos passaram da minha testa para o meu pescoço. – Está um pouco quente, mas não acho que seja febre. Sentiu algum enjoo? Alguma dor no corpo? Cansaço?

- Sakura, eu estou bem. – sorri, achando sua preocupação extremamente fofa. Me fazia lembrar de quando eu era pequeno e minha mãe me mimava quando ficava doente.

- Tem certeza? – seu olhar encontrou o meu, firme e preocupado. Assenti, tentando passar confiança. – Tudo bem, mas se sentir alguma coisa, qualquer coisa, me avise, certo?

- Pode deixar. – assenti novamente, antes de lhe beijar, enfim.

Fomos o caminho todo até o colégio em silêncio, e tenho certeza que os olhares que ela me deu eram para ter certeza se eu estava mesmo bem ou se estava fingindo para não preocupá-la.

Algo que tenho certeza que ela sabe que eu faria.

- Sasuke? – ela me chamou, incerta.

- Sim? – respondi, olhando-a logo em seguida depois de estacionar o carro e puxar o freio de mão. 

- Sabe o que está acontecendo com Ino e Gaara? – observei seu cenho franzir, seu olhar desviando para o meu rapidamente.

- Eles estão se estranhando há alguns dias, pelo menos foi isso que o Gaara disse. Por que?

Sakura não disse nada, apenas apontou para o seu lado direito, soltando seu cinto de segurança rapidamente em seguida e puxando a maçaneta para abrir a porta. Confuso, olhei na direção onde ela apontava, e vi Gaara e Ino discutindo, ao lado do carro do ruivo, próximo ao caminho que dava para a entrada do colégio.

Soltei meu cinto de segurança e pulei do carro rapidamente, seguindo até onde eles estavam, observando alguns alunos parados presenciando a cena. Sakura chegou e interrompeu a discussão, olhando de um para o outro com o cenho franzido.

- O que está acontecendo com vocês dois? – parei atrás de Sakura, olhando de um para o outro. Ino estava com o olhar feroz, mas também havia ali uma camada de lágrimas que fazia seus olhos ficarem mais brilhosos. Gaara também estava com o olhar endurecido e com o maxilar trincado.

- Fala pro idiota do seu amigo que eu não tenho nada com o Sai, por gentileza, porque aparentemente a minha palavra não serve de merda alguma. – o deboche de Ino transbordava em cada palavra e eu sabia que Gaara odiava quando ela fazia isso com ele.

- E a minha deve servir menos ainda, porque você não acreditou em mim quando eu disse que a mensagem era da minha prima! – Gaara rugiu, raivoso. Franzi o cenho. Que prima? – E que motivos você teria para falar do nosso relacionamento com o cara que claramente tem sentimentos por você?

- Que merda de primo não tem o número da “prima” salvo no celular?! Ah, Gaara, não me faça de idiota! – Ino cuspiu, falando o parentesco com ironia.

Gaara trincou o maxilar novamente e quase pude ver uma veia saltar em seu pescoço.

- Não, você que está me fazendo de idiota, achando que se eu realmente fosse te trair, eu seria burro o bastante para dar meu número e deixar uma mensagem fácil de ser vista. E não tente desviar da minha pergunta!

Eu me segurei pra não dar um tapa na minha própria testa. Puta que pariu.

Ino arregalou os olhos e inflou as bochechas, seu rosto ficando vermelho à medida que as palavras de Gaara eram absorvidas.

- Está me dizendo que eu não seria capaz de descobrir uma traição sua? – Ino se aproximou devagar, como um felino prestes a atacar sua presa.

Observei o ruivo piscar três vezes e agora que deve ter percebido a merda que disse, crispou os lábios, provavelmente se contendo para não falar uma merda pior.

- Ok, vocês dois, chega. – Sakura interveio. – O sinal já vai tocar e estamos chamando muita atenção. Vamos pra sala, Ino. – Sakura segurou nos braços da loira e tentou levá-la.

- Torce para eu não descobrir mesmo nenhuma traição, Gaara, porque se eu descobrir, você está ferrado. – Ino ameaçou, apontando o dedo em riste para ele.

- Dá pra parar com essa merda?! – Gaara explodiu, se aproximando delas. – Eu nunca traí você e nunca trairia, você não acredita em mim porque está ocupada demais alimentando os sentimentos que o primo do Sasuke tem por você! – Ino arregalou os olhos e a camada de lágrimas se intensificou. – Não importa o quanto eu diga ou quantas vezes eu diga, você simplesmente quer estar certa, mesmo que signifique acreditar que eu teria a coragem de te trair!

- Gaara! – puxei seu braço, me colocando em sua frente. Ele estava bufando, as mãos apertadas em punhos, os olhos ferozes e raivosos, mas consegui identificar uma camada de decepção e de mágoa.

Seu olhar desviou para mim por alguns segundos antes de voltar para Ino.

- VOCÊ É UM IDIOTA! – a loira gritou e tentou se aproximar para estapeá-lo, mas Sakura a segurou. – Você é um maldito idiota, Gaara!

- Ino, chega! – Sakura a chacoalhou, conseguindo fazê-la se calar e lhe encarar. – Se acalma e vamos embora.

- Sakura-

- Vamos, por favor. – a rosada a interrompeu e se virou para mim. – Leva a minha mochila. – assenti rapidamente, vendo-a se distanciar e levar a loira junto.

Me virei para encarar o ruivo, que ainda olhava para Ino.

- Você ficou louco? Que merda foi essa?

- Agora não, Sasuke. – Gaara resmungou e tentou contornar o meu corpo, se afastando de mim, mas segurei seu braço e comecei a puxá-lo na direção do meu carro. – Sasuke!

- Vamos conversar. Agora. – o larguei para abrir a porta do carona. – Entra no carro.

- Nós podemos conversar uma outra hora, eu não estou no clima.

- Entra na porra do carro, Gaara. – grunhi abrindo a porta do motorista antes de sentar ao volante e fechar a porta com um pouco mais de força que o normal. Esperei ele se sentar e fechar a porta antes de começar a falar: – Pode me explicar que merda foi aquela? Desde quando você e Ino estão discutindo desse jeito?

- Eu tentei conversar e explicar pra ela que a mensagem que ela acha que viu é da minha prima de Suna, mas ela prefere acreditar na possibilidade de que eu a traí do que admitir que criou um caos por nada! – ele cruzou os braços e virou a cara para a janela depois de responder.

- Eu nem sabia que você tinha uma prima. E como você não tem o contato da sua prima salvo no celular?

- Ela é irmã do Sasori, e você sabe que eu não tenho contato com o lado paterno da minha família. – ele revirou os olhos, agora me encarando. – Tirando minha avó Chiyo, são todos uns filhos da puta.

- Sasori tem uma irmã? – questionei confuso. Se bem que além de ser um babaca, eu não sabia nada sobre ele.

- Ela é adotada, se chama Matsuri. – ele deu de ombros, sem se importar. – Minha tia sempre quis uma menina, mas depois do imbecil do meu primo, ela não pode mais engravidar, então convenceu o babaca do meu tio a adotar.

- E como ela te mandou mensagem se você não tem contato com nenhum deles?

- Minha avó deve ter dado meu número, sei lá. Ela ainda tem esperança de ver a família toda se falando e Matsuri é ingênua o suficiente pra querer o mesmo. – Gaara deu de ombros de novo. – Mas infelizmente o meu tio não aceitou muito bem o sobrinho mais novo dele mandando-o ir se foder. – um riso sarcástico saiu por seus lábios.

Passei a língua no lábio inferior, digerindo essa informação. Eu sabia que Gaara não se dava bem nem com Sasori e nem com o tio por causa de sua vinda para Konoha, mas não fazia ideia que o desentendimento dele se estendia ao resto da família também.

- Ino realmente não acreditou em você?

- Não. – ele não me encarou quando respondeu, mas pude ver seu maxilar tensionar e sua expressão ficar abatida. – O que mais me incomoda nessa situação é que ela podia ter perguntado à Temari se era verdade, mas ela preferiu acreditar numa mensagem fora de contexto e não pensou duas vezes antes de ir correndo falar com o seu primo.

Suspirei, encostando a cabeça no encosto do banco.

- Gaara-

- Não tenta defendê-la, Sasuke. – ele me interrompeu, estava começando a ficar nervoso e irritado. – Eu realmente não me importo que ela tenha ficado desconfiada, principalmente pelo meu histórico de mulherengo, e sei que ela tem um passado traumático em relação a traição, não a culpo por isso, de verdade. Só que eu não aceito ser acusado por algo que eu não fiz e nunca faria, não com ela. Eu amo a Ino, Sasuke, mas nessa história ela está errada e se recusa a admitir, e pior, ela foi correndo trocar confidências com um cara que gosta dela e ela tem conhecimento disso. – Gaara deu uma pausa, respirou fundo e apoiou o cotovelo direito na porta do carro. – Eu preferia tomar uma cotovelada da Sakura de novo no nariz do que ser acusado de traição sendo inocente.

Não consegui segurar a risada.

- Meu Deus, você ‘tá muito desesperado! – acusei, rindo. Eu ainda me lembrava bem da sua cara de dor quando Sakura lhe deu aquela cotovelada em sua briga com Karin.

- É claro que eu ‘tô desesperado, é o meu relacionamento que ‘tá ruindo, inferno! – ele exclamou mesmo tentando segurar a risada que também queria escapar.

O som do sinal de início de aula soou e eu peguei a mochila de Sakura no banco traseiro antes de sairmos do carro e corrermos para a sala antes que o professor não permitisse a nossa entrada. E quando entramos em sala ofegantes, pude ver o olhar que Gaara e Ino trocaram antes dela desviar o olhar e ele ir se sentar. Entreguei a mochila de Sakura e me sentei atrás dela. Trocamos um olhar que eu sabia significar que conversaríamos depois e voltamos nossa atenção ao professor e à matéria.

...

Quando o sinal para o intervalo soou, Ino praticamente disparou pela porta. Sakura se levantou logo em seguida para ir atrás dela, mas a segurei.

- Deixa que eu falo com ela.

Deixei um beijo em sua testa e fui atrás da loira. Desci as escadas correndo atrás de Ino, olhei para os dois lados do corredor e fui atrás da cabeleira loira na direção do campo de beisebol. Ino andava rápido e só consegui alcançá-la depois de correr.

- Ino...! – quando a virei pelo braço, tive a visão de seus olhos vermelhos e das lágrimas que rolavam por seu rosto em abundância. – Ino... – não consegui falar nada, tudo que fiz foi suspirar e abraçá-la, tentando passar segurança e conforto.

Seu choro se tornou mais alto, e quando percebi que alguns alunos nos observavam, a levei comigo para a área da piscina, onde ficaríamos à sós. Os soluços de Ino eram fortes, seu corpo tremia por causa deles. Em todo momento enquanto ela chorava, eu a mantive no abraço e permaneci calado, só ousei me mover quando seus soluços diminuíram ao ponto de serem apenas suspiros.

- Obrigada, Sasuke. – ela murmurou ao se afastar.

- Você está bem? – perguntei preocupado, a última vez que a vi chorar dessa maneira foi depois que aquele babaca foi embora para Kiri.

- Não. – ela suspirou, olhando para o chão depois de limpar o rosto. – Não estou, mas eu vou ficar. Eu sempre fico.

- Ino-

- Se for tentar me convencer a dar uma chance para Gaara se explicar, eu juro por Deus que vou bater nessa sua carinha bonita, Sasuke. – ela me interrompeu, ficando séria de repente.

Respirei fundo.

- Por que não falou comigo ou com a Sakura quando viu a mensagem?

Ela ficou em silêncio por alguns segundos antes de suspirar e sentar na borda da piscina, retirando o tênis e colocando os pés dentro d’água.

- Eu não falei com a Sakura porque eu não contei sobre o que aconteceu com o Utakata. – me sentei ao lado dela, olhando para seu rosto enquanto seus olhos estavam em suas mãos sobre seu colo. – Ela não sabe que tenho problemas com traição.

- E por que não falou comigo, Ino?

- Porque vocês são amigos, e eu sei que vocês homens se protegem.

- Você acha que se Gaara tivesse te traído eu ia acobertá-lo? – perguntei ofendido. – Como pode pensar isso de mim, Ino, nos conhecemos desde o secundário, somos amigos a mais tempo que eu e Gaara. É claro que eu te contaria algo assim. Na verdade, eu mesmo faria questão de surrar a cara dele.

Ela soltou uma risada fraca antes de limpar uma lágrima que escorreu por seu rosto.

- Eu estava insegura e com medo de falar sobre isso com as meninas, porque mesmo que não faça nenhum sentido, eu não queria que elas me encorajassem a terminar com Gaara.

- Por que?

- Porque estou com medo de estar certa, Sasuke. – seus olhos azuis cheios de lágrimas me encararam. – Estou com medo de descobrir que Gaara é igual o Utakata e me magoar mais uma vez.

- E se estiver errada? – perguntei, olhando-a nos olhos. – E se descobrir que Gaara falou a verdade e que você está errada em tirar conclusões precipitadas e ir desabafar com Sai?

Ela suspirou e mordeu o lábio inferior.

- Então eu vou engolir o meu medo e a minha insegurança, e pedir desculpa por não acreditar nele.

- Por que não perguntou à Temari se eles tinham uma prima em Suna? Podia ter evitado toda essa briga apenas questionando Temari, sabe melhor que eu que ela pode ser uma grande irmã, mas ela nunca concordaria com uma traição vinda do Gaara.

Ficamos um tempo em silêncio, ela olhando para a água da piscina e eu olhando-a.

- Você acredita nele, não é?

- Acredito. – confessei. – Eu sabia que ele não tinha contato com a família por parte do pai porque o tio não gostou dele e Temari preferirem fazer o colegial aqui em Konoha, mas não sabia que Sasori tinha uma irmã e nem que Gaara estendeu a briga ao restante da família do tio.

- Gaara quase não fala sobre a família dele, então tirando o fato que Sasori e ele são primos e que além de Temari ele tem um irmão mais velho, eu não sei de nada.

Fechei os olhos e suspirei, tendo a certeza que com essa fala, Ino também não sabe do acordo que Gaara fez com o pai.

- Ao contrário dele, eu contei tudo sobre mim e a minha família pra ele. Contei sobre o Utakata, contei sobre o Sai... eu falei sobre tudo, Sasuke.

- Gaara não é a pessoa mais aberta, Ino, você sabe disso.

- Você também não é e mesmo assim contou sobre tudo pra Sakura. – engoli em seco, não tendo argumentos contra isso. – Ele não se abre comigo, e o meu medo não me deixa confiar totalmente nele. Não vamos dar certo assim, Sasuke.

- Eu sei que ele não é a pessoa mais aberta que nós conhecemos, mas o Gaara ama você, Ino. Tenha certeza que ele nunca te trairia, pelo menos não de propósito.

- Poderia não ser de propósito, Sasuke, mas não significaria que doeria menos. – ela suspirou de novo, e então virou a cabeça para me olhar. – Eu vou conversar com ele de novo e vamos colocar os pingos nos i’s. Obrigada por conversar comigo. – e eu vi um pequeno sorriso despontar em seus lábios.

- Eu sempre vou estar aqui para você, loira. – sorri de lado e abri os braços para recebe-la num abraço apertado.

- Obrigada por ser um amigo incrível, Sasuke.

- Não precisa agradecer por isso. – depositei um beijo em sua testa antes de nos afastarmos. Então o sinal de fim de intervalo soou e eu fiz uma careta. – Droga, eu nem comi.

Ino riu da minha reclamação e tirou os pés da água, tirando o excesso para colocar o tênis e se levantar.

- Vamos voltar.

Me levantei e passei o braço direito sobre seus ombros, então voltamos lado a lado para nossa sala.

...

Eu estava sentado na arquibancada descansando depois do treino intenso que Gai havia dado. Bebi um grande gole de água e virei um pouco o corpo para ver Sakura, Hinata e Ino sentadas nos assentos de cima da arquibancada. As três conversavam, totalmente alheias a mim. Apesar de Ino e Gaara terem discutido feio no início do dia, ela havia decidido conversar com ele novamente depois que o treino acabasse, e fiquei feliz por vê-la dar o primeiro passo.

Gaara havia ficado realmente magoado por ela não acreditar na palavra dele e nem confiar nele, e se normalmente quem dava o primeiro passo para as pazes era o ruivo, dessa vez ele havia sido bem categórico ao afirmar que não o faria. Então fiquei bem feliz e, principalmente, aliviado, por Ino ter feito isso. Porém, em contrapartida, estou receoso em como essa conversa se desenrolará. Ino estava errada nessa história, mas realmente não a culpo por pensar que estava sendo traída novamente. Utakata havia feito um estrago na autoconfiança dela depois que a traiu e ainda a culpou por ser desinteressante antes de se mudar para Kiri.

A sorte dele foi ter ido embora antes de eu encontrá-lo, senão antes de chegar em Kiri, ele teria feito uma parada no hospital mais próximo.

Observo Gaara se aproximar e se jogar ao meu lado, tão suado e cansado quanto eu. Ele ainda deveria estar uma pilha por causa dessa briga com Ino.

- Antes de você fugir pra evitar que eu fale, deixa eu te dar um conselho. – falo sem encará-lo pois não quero que as meninas nos vejam conversando, Sakura é muito sagaz nessas horas. – Esclarece as coisas com a Ino, Gaara. Se você não quer ter outra briga depois da formatura, fala a verdade pra ela sobre o acordo com seu pai.

O sinto ficar tenso ao meu lado, e disfarçando uma massageada nos ombros, ele olha de soslaio para onde elas estão.

- Não sei se consigo fazer isso, Sasuke, ela vai me odiar.

- Aproveita a conversa que vocês terão pra resolver essa história da mensagem e seja sincero com ela. – bebo outro gole de água. – Quanto mais próximos ficamos do fim do colegial, mais perto ela fica de descobrir sobre isso, porque em algum momento você vai ter que contar, querendo ou não.

Gaara solta um suspiro cansado e apoia os braços nos joelhos. Dou dois tapinhas em seu ombro direito e me levanto.

- Sakura, estou indo tomar banho! – avisei, chamando a atenção das três.

- Tudo bem. – ela assentiu e sorriu, antes de voltar a conversar com Hinata e Ino.

Dou um tapa na cabeça de Gaara para que ele levante e possamos ir tomar banho. Odeio sentir a camisa suada grudada no corpo e estava louco para ir embora.

Tomei um banho rápido, mas caprichado. Os caras do time ficaram fazendo piadinhas uns com os outros e quando Neji bateu com a toalha molhada nas costas de Lee, eu e os caras gargalhamos. Terminei de me vestir e de colocar o tênis, me despedi do pessoal e saí carregando a bolsa do treino e a mochila nas costas.

Assim que saí do vestiário, Sakura se levantou da arquibancada e veio ao meu encontro. Ela desceu as escadas devagar já que estava de blusão, o mesmo que usou na festa do Deidara quando achei tê-la confundido – e que no final ela confessou ser ela mesma. Ela usava meia-calça preta e coturnos pretos também, os cabelos estavam soltos e ela segurava dois livros no colo que provavelmente deve ter pego emprestado na biblioteca para ajudá-la ainda mais nos estudos.

- Quando será a prova do curso de inverno? – perguntei assim que ela se aproximou.

- Na metade do mês que vem. – ela suspirou, ajeitando a mochila nas costas e os livros nos braços.

Estávamos no fim de agosto, então faltava três semanas.

- Tsunade ainda está supervisionando seus estudos?

- Sim, e quando não é ela, é o Dan. – Sakura revirou os olhos e eu ri de seu bico.

- Não se preocupe, falta pouco pra prova.

- Eu sei, e estou um pouco nervosa.

- Não precisa ficar nervosa, você é a pessoa mais inteligente que conheço, vai tirar essa prova de letra. – sorri e lhe roubei um selinho antes de pegar a chave do carro e destrancá-lo.

- Sasuke, me responde uma coisa? – Sakura perguntou depois que sentou no banco do carona.

- Claro, amor.

- Você realmente acredita que o Gaara não traiu a Ino? – me virei para olhá-la, tendo os olhos verdes de Sakura fixos em mim.

- Eu acredito. – assenti, ligando o carro. – Gaara não é o cara mais aberto em relação a ele mesmo, mas o que ele sente pela Ino é real, então eu realmente acredito na inocência dele.

- Ele se abre pra você, não é? – assenti, sem desviar o olhar da estrada. – Queria que ele fizesse o mesmo com a Ino, que confiasse o bastante nela pra falar sobre ele e o que ele sente.

Eu queria que Gaara fizesse o mesmo, porque sei que ele realmente ama Ino, mas sei que ele também não quer fazê-la sofrer e por isso ele não diz sobre a família dele, porque pra falar sobre a família dele, ele vai precisar falar do acordo que fez com o pai e que quando o colegial acabar, ele vai ter que deixar Konoha para trás e voltar para Suna.

*continua*


Notas Finais


Espero que tenham gostado.
Nesse capítulo tem muitas informações e tem uma frase em específico que é a chave pro clímax da fic. Quem descobrir me manda mensagem na DM do Instagram que eu conto - como bônus - o que vai acontecer pra Sakura e o Sasuke se separarem.
Roupa da Sakura: https://br.pinterest.com/pin/1074178948591957194

Bom, como dito nas notas iniciais, me desculpem pela demora, não posso dizer que não vou demorar de novo, mas tenham certeza que eu SEMPRE vou voltar.
E nem só de perrengue vive a autora, tem notícia boa também: teremos fanfic nova com um plot gostoso que vai fazer vocês chorarem e surtarem assim que ANDC terminar. Eu também demorei porque tive uma epifania e fiquei louca escrevendo ela e fazendo roteiro. Eu estava mal, mas não estava morta hehehehehehe
Obrigada pela paciência e pelo carinho, vocês são incríveis demais, eu amo vocês!
Até o próximo capítulo!


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