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História A nerd e a popular. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Quem está vivo sempre aparece não é mesmo???
Aproveitando o período de quarenta pra quitar a dívida do novo capítulo, pois só esse período pra me dar um tempo.
Por favor meus amores cuidem da sua saúde e a dos Seus familiares ok????
Bem...OIOIOI PESSOINHAAAS!!!! VOLTEI.
Com mais um cap, que eu tenho muito orgulho pq eu senti em mim que ficou lindo!!! Estão prontes??? Espero que gostem.
Boa leitura 💚

Capítulo 4 - Cheiros.


Fanfic / Fanfiction A nerd e a popular. - Capítulo 4 - Cheiros.

Cheiros. Tudo ao nosso redor tem cheiros.

A pessoa também tem cheiros.

Eu sempre gostei de identificar os cheiros nas pessoas. Talvez porque sempre estão relacionados com o seu dia a dia, e eu sinto como se pudessem viver aqueles momentos com eles, na minha imaginação.

Gina tinha cheiro de pêssego, lavanda e pão fresco. Eles vinham de seu shampoo, dos idosos que ela secretamente visitava todas as teças e quintas, pois dizia que se algum aluno soubesse tirariam sarro dela, e das encomendas da Tia Molly.

A matriarca da família Weasley começara a fazer pães caseiros para venda com o objetivo de ajudar nas contas da casa. Tio Arthur tinha perdido o emprego quando os gêmeos tinham dezesseis anos, e no período ruim fez se necessárias todas as medidas possíveis. Como Molly sempre teve uma ótima receita de pão, começou a vender para conhecidos e vizinhos, fazendo assim uma boa reputação de modo muito rápido.

Fred e George também tinham esse cheiro, porém, certos os diferenciavam dos outros. George tem cheiro de limão, e pólvora por causa dos fogos e bombinhas. Fred tinha de diferente do irmão o cheiro de refrigerante sabor uva... Eu não entendia como sabia definir meticulosamente cada cheiro, mas eu conseguia.

Papai e mamãe tinham cheiro de pasta de menta, luva de silicone e álcool. Por causa disso, nas suas viagens mais longas eu procurava sempre algo com esses cheiros para me tranquilizar. De usar as luvas reservas de casa até passar álcool na mão de cinco em cinco minutos, tudo o que me trouxesse os dois de volta me era útil.

E tinham os cheiros de Pansy.

O primeiro a ser notado era o de seu perfume. Eu não sabia a marca, e com certeza era caro demais para minha realidade, mas o cheiro era inconfundível. Era amadeirado, certamente um perfume masculino, e era do tipo que ficava por horas, e qualquer coisa que entrassem em contato pegava o cheiro. Eu o conhecia como “o perfume de Pansy” e às vezes, malandramente, eu emprestava meus casacões, jaquetas jeans ou camisas para ela, pois assim teria o cheiro dela nas minhas roupas.

Ela também tinha cheiro de livros novos. Aquele cheiro de quando você acaba de abrir a embalagem e começa a mexer nas paginas. Tenho quase certeza que era por causa dos estudos, pois conhecendo minha amiga, sei que cinco minutos de leitura a fazem roncar em cima dos livros.

E tinha o ultimo, meu favorito dentre os três.

Pansy jogava futebol na faculdade. Era do time oficial de Hogwarts, além de ser da Sonserina, um dos quatro times internos. Eles disputavam entre si em campeonatos daqui, e os jogadores destaques de cada um eram selecionados para o principal, que competia em jogos de fora.

Por esse motivo, na maior parte do tempo ela tinha cheiro de grama recém-cortada, que se juntava ao suor e a terra adquirida nos tombos. Era um cheiro agradável, apesar de tudo.

E era pensando nisso que eu observava ela correr de um lado para o outro no campo da escola. Ela treinava com Ginny e as outras meninas do time principal. Eu ouvia gritos e palavrões da técnica, ao que me parecia, Pansy estava brincando muito em jogo.

Geralmente eram assim, todas as quartas depois da minha ultima eu esperava Pansy para voltarmos para casa. Eu me sentava nas arquibancadas, abria um livro qualquer para ler e esperava minhas duas amigas fedorentas aparecerem. Hoje em especial, resolvi assistir.

– No que está pensando?- A voz da minha amiga interrompeu meu momento reflexivo. A encarei, ela estava toda suada, os cabelos curtos colados na face e o sorriso cansado no rosto. Eu sabia bem que o maior amor dela era o futebol, desde pequena. Ninguém joga como ela, nem nunca vai jogar... Isso é tão lindo.

– No quanto você está fedendo. - Impliquei com ela. Obviamente eu nunca diria em alto e bom som que aquele cheiro me agradava, pois conheço minha amiga, sei o quanto ela pode se achar. Vi a mesma emburrar a cara e ri ainda mais alto. - Mas também estou pensando no maravilhoso pão da tia Molly, então chame logo a ruiva problema porque vamos passar nos Weasley’s.- Decretei me levantando. Pansy balançou a cabeça rindo.

– Você quem manda comandante. – Respondeu. – Oh Ruiva!- Gritou. - Vamos.

Xxxx

– Mãe! Cheguei!- Gina gritou da sala, e conhecendo o jeito da tia Molly andar, a escutei vindo da cozinha.

Tão rápido como um raio Molly abraçou cada uma de nós. Só notei sua presença quando senti dois braços fortes me envolverem apertado, chacoalhando-me. Sorri boba com o jeito exagerado de a tia Molly demonstrar carinho.

Molly Weasley era uma explosão de cheiros. Certa vez a abracei e senti um forte cheiro de alecrim fresco, daqueles plantados em casa. Já em outrora, um forte aroma de margaridas invadiu meu nariz... Eu poderia fazer uma lista imensa de cheiros presentes na senhora Weasley, porém quando fosse vê-la novamente, teria que adicionar mais um.

Hoje ela cheirava a chocolate meio amargo.

– Que bom que vocês vieram hoje meninas, estou para tirar um bolo quentinho do forno.- Contou animada. Olhou para Pansy e pousou sua mão na bochecha dela. – Chocolate! Seu favorito querida.

Vi os olhos da minha amiga se iluminarem, como se a mesma fosse uma criança que acabara de ganhar um doce especial. Ela sorriu de forma tão larga que suspeitei que sua boca fosse rasgar a face.

– Eu te amo, Mulher! Entenda isso de uma vez por todas.- Falou e foi a vez de Molly ser esmagada em um abraço apertado.

– Pansy Parkinson! Largue agora nossa Mulher!- Os gêmeos gritaram em uníssono do topo da escada. Praticamente pularam todos os degraus para chegar rápido no piso e tomar uma Molly Weasley muito risonha da mais nova. – Ela está muito bem casada com o senhor nosso pai!- Fred afirmou.

– E muito feliz com todos os seus filhos amados. - George completou. – Não há vagas!- Gritaram novamente, juntos.

Todas nós rimos, enquanto Pansy revirava os olhos.

– Parem de graça e venham me abraçar, não os vejo a dois dias!- Pediu manhosa. Pansy era uma muralha, mas conseguia sempre transparecer que emoção quisesse para ganhar tudo o que desejasse ter.

Como esperado, os dois ruivos altos abraçaram a amiga, que no meio deles, sorriu ganhando a tão esperada atenção. Éramos um grupo esquisito, mas nos gostávamos muito. Bati no braço de cada um dos meninos e fiz cara de emburrada. Sem palavras, me puxaram para o abraço.

– Muito bem crianças, vamos logo, o bolo é sempre melhor saído do forno. - Molly nos separou, pegando Pansy e Gina pelos braços. - Me digam, meus amores, como foi o treino hoje? Se, machucaram. - Questionou enquanto ia casa adentro.

– Você vem?- Fred perguntou sorrindo.

– Vão indo os dois, vou olhar a mensagem que minha mãe mandou.- Respondi, e eles correram para a cozinha. Ri da cena antes de desbloquear o telefone e murchar o sorriso.

Duas Mensagens de: Mamãe <3

“Querida, recebemos um convite para uma conferencia odontológica em Cambridge.”

“Sinto muito meu amor, juro que estaremos de volta em poucos dias. Até lá, juízo! Amamos-te, não durma tarde e brilhe na faculdade. Bjos.”

Era de se esperar.

Meus pais estavam entre os melhores dentistas de toda Inglaterra, eram sempre requisitados...

Mas sei lá, eu os queria mais aqui.

Encarei a sala da família Weasley, cheia de fotos de viagens, festas e brincadeiras em família e desejei aquilo para mim. Eu não tinha o que reclamar dos meus pais, porém eu conseguia contar nos dedos as vezes em que cheguei em casa e papai estava fazendo um jantar especial, um bolo ou que a mamãe me abraçasse apertado perguntando como tinha sido o dia.

Escutei passos vindos da escada e afastei a vontade de chorar. Olhei para frente e me deparei com Ronald Weasley, completamente arrumado, provavelmente indo sair com Lilá Brown.

– Ah, olá Mione.- Me cumprimentou, meio sem jeito. Revirei os olhos.

– Uau, você lembra quem eu sou. - Ironizei. – Comecei a me preocupar depois da quinta vez que passou por mim fingindo que eu era invisível. - Alfinetei. Os ombros dele caíram na velha postura que ele tomava quando percebia ter feito uma besteira.

– Perdão, Lilá morre de ciúmes de você e eu...

– E você agiu como um idiota e me abandonou por alguém que não entende que em pleno século vinte e um homens e mulheres podem ser amigos. Parabéns Weasley, se tornou uma pessoa incrível. - Cruzei os braços. – Boa sorte explicando isso para o Harry quando ele chegar, porque eu disse para ele que era só lhe perguntar.

– Eu pensei que... Que poderíamos voltar ao que era antes. - Ele Hesitou e o encarei puta.

– É muita cara de pau. - Falei irritada. – Você pensa antes de falar? Por que qualquer um com senso não pensaria que algo tão ridículo possa acontecer. – O massacrei. – Ronald, eu tenho amor a mim mesma, e sei que não vou voltar a ser amiga de alguém que me largou! Porra, você sabe o quanto eu odeio ser abandonada, e mesmo assim foi, sem nem olhar para trás. - Bombardeei tão brava, porém mantendo o baixo tom, para não preocupar Molly. – Vai se foder, você e o que você pensou.- Me virei de forma brusca, indo a passos largos para a cozinha.

Me sentei no balcão logo ao lado de Pansy e Fred, os dois me olharam, porém murmurei um “ Depois.” e se deram por satisfeitos no momento. Quando Rony apareceu na cozinha avisando que ia sair, ligaram os pontos, porém sem dizer nada.

– Tia Molly, por favor, me adote logo!- Pansy gemeu enquanto comia o que eu julgava ser seu segundo pedaço. - Eu te ajudo com tudo daqui, só me tire daquela masmorra maldita!- Choramingou se referindo a sua casa.

Por alguns momentos, me senti mal por ter reclamado da minha situação em casa, pois não passo por nem metade do que ela. A mãe é uma megera, palavras da própria filha, e o pai não liga para muitas coisas. Pansy cresceu praticamente sozinha, tirando algumas empregadas que lhe davam afeto e, por mais que me doa admitir, por Draco Malfoy.

Pansy merecia uma família melhor. Talvez uma que a desse mais carinho e atenção, sei que ela adora vir aqui porque Tia Molly a enche de abraços e beijos, pergunta de seu dia e prepara uma coisinha ou outra para mima-la.

– Oh minha querida, não sabe como eu adoraria ter você aqui... - Disse pensativa, e logo colocou uma mão no queixo. - Mas sabe, depois que Percy saiu de casa, o quarto dos mais velhos realmente ficou vazio. - Raciocinou. – Deixe-me falar com Arthur, certo?- Cogitou, fazendo todos olharmos com surpresa, e Pansy claramente sorrindo. - O que? Eu sempre tenho coração para mais uma!

Pansy se levantou correndo para agarrar a mais velha. Começou a dar pulinhos e mais pulinhos enquanto dizia “Obrigada! Obrigada! Obriga!”.

¬ – Nem sei porque esperar tanto assim os meninos irem embora, eu poderia ter dividido o quarto com essa doida tranquilamente.- Gina se fez presente na conversa, do jeito empolgado que só ela sabia ter.- Falando nisso, que tal festa do pijama hoje menina?- Deu pulinhos animados. Pansy e eu olhamos pidonas para Molly, que bufou.

–Não quero bagunça lá em cima! E as três irão dormir cedo, amanhã todas tem aula. - Apontou para cada uma ameaçadora, porém só nos juntamos para enche-la de beijos.

Xxxxx

– Lá vai travesseiro. - Gina arremessou do armário. A família estava tão acostumada a ver eu e Pansy dormindo lá de ultima hora, que tínhamos travesseiros e pijamas especiais. Por isso, não me estranhei quando minha amiga ruiva lançou em mim o travesseiro e a blusona, ambos com a letra “H”. O mesmo aconteceu com Pansy, só que com a letra “P”.

– Então vadias, me contem das fofocas. - Gina disse, enquanto deitava na cama de pernas cruzadas. Pansy sorriu travessa e afastou um pouco a blusa, mostrando uma fila de chupões entre o pescoço e o ombro. Eu e Gina ficamos boquiabertas e a ruiva perguntou– Quem?

– Agatha Magnus.- Disse pausadamente, como se fosse uma informação difícil de digerir.

E para mim era.

– Eu jurava que ela era Hetero!- O gritinho de Gina fez nossa amiga rir ladina.

– Não gosto dela. - Disse cruzando os braços, e vi o sorriso das duas sumir. Me sentei no meu colchão e tenho a leve impressão que empinei o nariz.

Era um dos meus piores hábitos.

¬–Por que?- Perguntaram juntas e eu dei de ombros.

– Ela faz parte do grupinho exibido de direito. Paisinho rico, mãezinha rica, tudo de mão beijada. - Argumentei. No fundo eu sabia que não era só por isso, mas era o mais lógico que conseguia pensar. – Ela está em um dos cursos mais disputados da escola e mata aula para fazer comprar, ganha um carro novo todo ano, tem toda atenção dos pais para si. Vai sair de lá já com o escritório dado, tenho certeza. - Resmunguei, vendo Pansy dar de ombros.

– Idaí, não vou me casar com ela, só estou beijando aquela boquinha temporariamente!- Disse se aproximando de mim. – Que ela é uma mimada todas sabemos, mas beija muito bem.

– Não sei não Mia, isso me parece ciú...

– Não ouse completar Ginevra!- A interrompi. – Eu não sinto ciúmes das minhas amigas, meu nome não é Pansy. - Provoquei a morena. A mesma faz uma cara de indignada e eu rio.

– Verdade, lembra-se do quinto ano? Katie Bell te deu uma flor, e cinco minutos depois Pansy estava na detenção por ter posto fogo no cabelo dela. - Relembrou gargalhando e eu a acompanhei. Pansy estava vermelha de vergonha, e eu achei fofo. - Lembra do Igor Dunkan? Ela deu um soco bem no olho dele por causa de um beijinho na bochecha. - Gritamos de rir, enquanto Pansy ficava roxa como uma beterraba. – Todos achavam que você era apaixonada pela Mia no fundamental, porque onde ela fosse você estava. - Admitiu ainda rindo.

Pansy gruniu enquanto se levantava. Começou a reclamar enquanto se despia, e por mais que eu já estivesse acostumada, me senti tímida em ver minha amiga só de top e calcinha.

– Katie Bell deveria ter cuidado da vida dela, nunca tinha falado com a Mione até ela ganhar o bichinho de pelúcia novo! E você lembra como você ficou com nojo do babaca do Dunkam? Ele mereceu!- Aumentou o tom para demonstrar raiva.

Era verdade, Pansy sempre me defendeu do mundo e de todos, mesmo sem eu pedir.

– Pipipi Poopó- Provocou Gina, ganhando um travesseiro na cara em resposta. - Você sempre foi ciumenta, e arrisco que Hermione também seja.- Coloquei a mão no peito ofendida.- Não se faça de sonsa, nunca gostou das namoradinhas da Pansy! E digo mais, vocês deveriam casar, assim evitaríamos o caos mundial... E boa noite. - Disse antes de se deitar e cobrir até a cabeça com a coberta.

Levantei do chão para apagar a luz e trocar de roupa. No lugar da calça e regata, um enorme camisetão quente. Virei-me de novo para o colchão, onde Pansy já estava e me deitei ao seu lado.

Virei-me para ficar frente a frente com minha amiga e sorri. O olho de Pansy era quase preto, de uma forma que eu me afundava naquela imensidão, perdida na beleza deles. Eles também tinham um brilho especial, que eu nunca vi em nenhum outro.

– O que há? Está tão quieta. - Perguntei para quebrar o silêncio.

– Me desculpe... - Disse e a encarei confusa. – Eu sou muito protetora com você, afasto qualquer um que eu não confie. Devo dificultar ainda mais sua vida. - Explicou e eu ri.

– Não há o que se desculpar. Você sempre me protegeu, e protegeu meu coração também. Se você não confia em alguém, eu também não confio. - Eu expliquei enquanto dava de ombros. – Se nunca aparecer alguém que você confie, então eu nunca terei alguém. E tudo bem para mim sabe? Sei que não afastaria ninguém por nada.

– Mas e se for ciúmes? Se não for só proteção.

– Pansy, é normal amigas sentirem ciúmes, ainda mais você, sei que não tem muito a quem se ligar. - A tranquilizei. – Também sinto ciúmes de você, é normal quando se ama uma amiga demais. - Garanti.

– Certo!Você tem razão... Como sempre. - Brincou. Passei meu braço direito por cima de Pansy e a abracei. Senti seu nariz perto de meu pescoço e ri. ¬– Boa noite Mione, eu te amo.

Murmurei um “Te amo também” porém comecei a me sentir adormecer, os olhos pesarem e tudo sumir. A última coisa que senti antes de apagar foram os cheiros de Pansy.


Notas Finais


E aí?? Bom? Ruim? Gay demais da conta???
Espero que eu não tenha caído de qualidade kkkkk
Avisinho: A partir do quinto capítulo eu começarei a fazer narrações de outras pessoas ein...e alerta de spoiler: Draquinho vai ter uma especial surtando por certo Potter.
Até lá...
Beijos da Coala 🐨❤️


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