História A Nereida - Capítulo 2


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Poseidon
Tags Anfitrite, Deuses Gregos, Mitologia Grega, Poseidon
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Palavras 2.270
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Posterei mais um para vocês saberem mais ou menos como eu descrevo as coisas e o meu jeito de contar as histórias.....
BOA LEITURA... ESPERO VOCÊS SEMANA QUE VEM PARA MAIS CAPS!!

Capítulo 2 - Capítulo dois


Fanfic / Fanfiction A Nereida - Capítulo 2 - Capítulo dois

A dias o mar permanecia inquieto, muitas divindades escondiam-se em seus aposentos e permaneciam em seu completo silêncio. O mar não era mais um lugar seguro como antes e com o passar dos anos acabou se tornando ainda mais perigoso. No entanto, por mais cauteloso que teriam de ser, Anfitrite jamais deixou de exercer com suas responsabilidades. A nereida ainda assim aventurava-se pelo mar Egeu, passava dias fora de casa ajudando os marinheiros a encontrarem um caminho mais seguro. As vezes ela tinha uma ajudinha, seus amigos marinhos concediam a alguns pedidos que a mesma fazia. E as baleias azuis eram as que mais a cercavam, eram fortes e determinadas e conseguiam puxar os navios para correntes mais seguras.

            É claro que os humanos não sabiam de tudo e Anfitrite nunca manteve uma conversa com um deles, na verdade, ela fazia aquilo porque gostava. Uma nereida diferente de muitas, suas demais irmãs tinham seus próprios desejos, algumas delas já estavam casadas e outras cumpriam com a mesma missão que as de Anfitrite. Outras simplesmente permaneciam no palácio de seus pais e valorizavam sua beleza cantando e esbanjando luxuriosamente o que possuíam.

            Anfitrite, porém, possuía força em sua calda e sem sombra de dúvidas sua magia envolvida em seu posto de nereida era mais intenso do que as de suas irmãs. Ela já havia se questionado e tentado achar uma razão, mas tudo indicava que a nereida fora uma das últimas filhas que seus pais tiveram juntos e que talvez fosse essa a questão. Suas outras irmãs eram esbeltas e vaidosas, possuíam longos cabelos como o seu, mas eram claros como o ouro e em seus lábios sorrisos esbanjavam-se. Todos amavam as nereidas, os bancos de corais, as mesmas deleitavam-se e permaneciam a maior parte do dia cuidando de sua própria beleza servindo aos olhos de seus pretendentes. Às vezes Anfitrite se questionava, por ter nascido tão diferente de suas irmãs, aquele era o padrão, mesmo algumas tendo cabelos mais lisos e brilhosos que as outras. Mas todas eram muito parecidas e a única nereida diferente era a caçula. Dóris lhe dizia que tinha puxado a colocação escura de seu longo cabelo a Oceano, o titã do mar. Talvez fosse apenas uma questão de azar ou sorte, ela ainda não tinha certeza da resposta.

Apenas disso, Anfitrite mantinha sua essência intacta, sem tomar os devidos cuidados exagerados nos quais as demais priorizavam tanto. Ela já estivera pensando em um motivo para não gostar de se mostrar. Afinal, para que? O que Anfitrite ganharia com aquilo? Ganhando as águas ela se tornava livre e seu pai nunca a impedira, pois fazia a mesma coisa que ele. Se ao menos o resto do grupo soubesse o quão divertido era. Mas em todo caso, não era por isso que Anfitrite deixaria de passar por perto do lugar onde suas irmãs ficavam, as vezes ela se enturmava, apenas ficava em um canto saboreando alguma planta em especial.

____Pensei que não viria mais. ____Tétis a encarou, não estava zangada, mas a nereida sabia que estava insatisfeita. ____Quantos navios você ajudou?

Anfitrite sorriu enquanto se aproximava do bolo de nereidas sobre os corais.

____Apenas alguns. ____ela tentou disfarçar e sentou-se em uma pedra lisa ao lado da irmã. Tétis era tão linda e majestosa, até mesmo seu jeito de sentar e observar a movimentação dos mares era suave.

____Pare com essas coisas, o mar não é mais o mesmo a muito tempo. Os marinheiros já deveriam de ter desistido. ____ela continuou a falar, com seus olhos analisando o estado da irmã. ____Os navios já estão nos servindo como lixo nas profundezas do mar, os tubarões ao menos encontraram um teto.

____Eu gosto dos navios, acharia interessante navegar em um. ____Alie aproximou-se deixando de lado a concha de comida, sua cabeça carregava uma coroa com garras de caranguejos. Mas a expressão de seu rosto era animada, por alguma razão. ____Vejamos, sempre quis conhecer a cabine, dizem que podemos ter um papagaio, eles são verdinhos e são animais fantásticos sobrevivem fora d’água. Não achariam incrível ser dona de um?

____Navios são para comerciantes e piratas, Alie, nossa vida é dentro do mar. ____Tétis a recordou achando pouca coisa os desejos da irmã. ____Logo você terá de encontrar um marido suficientemente bom nas profundezas do reino, não pense que ele permitirá sua ida a um navio.

____Mas se eu escolher me casar com um capitão, poderei ser dona de um navio. ___ela não deixava sua alegria se apagar, Anfitrite amava ouvir tudo o que vinha de Alie, a mesma continha algo que poderia impulsionar sentimentos adormecidos dentro de um coração. E a vontade que ela tinha em expressar seus desejos era de certa forma, muito corajosa.

Tétis ficou sem resposta, não encontrou mais afirmações para ir contra a irmã, mas também não contou os seus desejos. As irmãs andavam quase sempre juntas pelo palácio de seus pais, não que excluíssem as outras, mas elas simplesmente encaixavam-se melhores juntas.

____E você Anfitrite, qual é o seu maior sonho? ____Alie mudou o rumo da conversa ou talvez a nereida havia se enterrado em seus próprios pensamentos de forma tão intensa que não percebera que referiam-se a ela.

Por um momento a mesma permaneceu calada, Tétis estava curiosa, mas concentrava-se boa parte no alimento que desfrutava. As outras nereidas penteavam seus logos cabelos ou gargalhavam por algum motivo, somente Anfitrite vagava em sua própria escuridão.

____Ainda não sei o que procuro. ____começou, sem saber ao certo no que se referir, além disso a irmã não havia especificado em que síntese teria aquela resposta. Também não sabia onde sua resposta poderia chegar, mas ela não esconderia alguns de seus desejos as irmãs. ____Quero ser dona dos mares, fazer tudo o que gosto sem ter de dar satisfação para ninguém. Meu desejo mais profundo é ter a consciência tranquila e ser quem eu sou sem que fosse impedida.

____Puxa! ____Alie pôs as duas mãos na boca, surpresa. Talvez porque Anfitrite realmente tinha ido longe demais e falado exatamente o que elas gostariam de ouvir, a verdade. ____Você sonha em ser a rainha dos mares?

            Aquilo soou alto demais, outras nereidas começaram a participar da conversa, observando e rindo dos sonhos ingênuos da nereida tão estranha. A expressão nos rostos de algumas era doloroso demais em se ver, como poderiam ser tão duras com Anfitrite, se eram para ser da mesma família. Ela não queria ouvir todas as risadas, não queria ser machucada, mas também não gostaria de odiar as irmãs que tinha.

            Se estava sendo difícil para todas compreenderem seus desejos e compartilharem seus anseios, estava na hora de Anfitrite buscar sozinha o que procurava. Como descendente de Oceano e Tétis, os titãs do mar, ela poderia se aventurar nas profundezas e permanecer por lá durante muito tempo. Ao menos até todas as suas irmãs já estarem casadas e encaminhadas em suas vidas eternas.

____Não quis me referir a isso, quero minha liberdade, Alie. ____Anfitrite se levantou trouxe sua calda longa e brilhosa no lugar de suas pernas. ____Eu amo o mar e é nele que procuro minha independência.

A nereida não esperou mais, começou a nadar para longe sem deixar que suas irmãs a vissem chorar. Já era doloroso ouvi-las rirem de seus sonhos, imagine se suas lágrimas fossem vistas também.

____Anfitrite, espere. ____Alie não era tão rápida, mas mesmo assim seguiu a irmã como podia. Sem ligar para Tétis logo atrás que desistiu de contê-la, assim que as duas sumiram no horizonte. ____Eu sinto muito.

____Alie vá para casa, deixe-me sozinha. ____Anfitrite gritou o mais alto que conseguia. A sua frente, grandes rochas se estendiam, o muro dos portões da cidade de Atlântida. Ela nadaria para o além da cidade, no seu canto, no navio perdido, era naquele sombrio lugar onde Anfitrite muitas vezes se mantinha calma. Não importava se sua irmã a seguiria, isso se, Alie conseguisse acompanhar seu nado.

            Logo abaixo, a população perambulava pelas calçadas de pedras, nada que não fosse o normal, não era com frequência que a nereida nadava por cima da cidade, geralmente ela contornava de forma que ninguém a visse. Ela conseguia ver a surpresa de alguns, mas não se importava já que a rapidez dela se transformava em um borrão aos olhos dos outros.

            Anfitrite resolveu ariscar olhar para trás a procura de sua irmã, com certeza estaria mais distante, no entanto, gostaria de mantê-la segura mesmo assim. Porém, apenas o vazio estendia-se em constante silêncio, a não ser pela forte correnteza que misteriosamente havia surgido.

____Vamos Anfitrite, precisamos fugir ele está vindo. ____Alie a puxava pelo braço, parecia apavorada trazendo uma grande dúvida nos pensamentos de Anfitrite, ela foi tão rápida. ____Nade, minha irmã. Ele está vindo.

Como assim. Quem a assustara tanto? Anfitrite começou a nadar rapidamente, distraída olhou para baixo, em direção a cidade e percebeu que eles estavam apavorados também. Era possível conseguir enxergar os soldados em suas armaduras vermelhas, suas espadas reluziam ao tamanho poder. Mas pareciam mais perdidos do que elas.

____Alie, quem está vindo? ____Anfitrite já respirava com dificuldades, não conseguia se concentrar em nadar para longe. Alie a olhou, não diretamente, continuava colocando força em sua calda frágil, de forma inútil.

____O Megalodom. ____ela enfim disse apavorada, puxando inutilmente o braço da irmã. ____E é por isso que deveríamos de fugir logo. Vamos Anfitrite, eles irão destruir a cidade e nós duas juntas a ela também.

            Nesse caso sua irmã tinha toda razão, mas talvez fosse tarde demais. Eles eram absolutamente gigantescos, monstruosos e traziam um sorriso afiado prestes a devorá-las rapidamente. Ambas pararam, o Megalodom as cercava, seria muita burrice se tentassem fugir. Poderia ser muito pior do que simplesmente permanecer parada, assim ao menos marcariam a estrutura do animal e se saíssem dessa com vida poderiam dar queixa ao exército.

____Anfitrite, nós vamos morrer. ____Alie agarrava seu braço, as unhas lixadas rasgavam levemente a delicada pele da nereida.

____Vamos ficar em, faça o que eu fizer. ____ela inutilmente tentou acalmar a irmã, no entanto realmente precisava pensar em algo, se conseguisse manter o enorme tubarão ali, a cidade escaparia da devastação.

“Você realmente acha que vou deixa-las com vida?” a voz se espalhava pelos cantos, na imensidão das águas salgadas, quase que em tão baixo tom. Sua alma tremeluzia, o Megalodom havia falado.

____O que foi isso? ____Anfitrite questionou, incerta sobre a situação.

____Como assim, irmã?

A nereida a encarou:

____Ele fala, você não ouviu?

As expressões no rosto de Alie se retorceram, aparentemente não parecia saber do que estava falando, o que significava que somente Anfitrite poderia ouvi-lo.

____Por que está aqui? ____se ele conseguia compreendê-la e somente a mesma poderia ouvi-lo, então iria diretamente ao ponto. Se ganhasse tempo poderia salvar seu povo.

“Você possui algo que eu quero, achei que fosse mais difícil encontrá-la. Tão distante do restante, acredito que seja muito descuidada, também. ”

Anfitrite poupava-se de encarar os dentes brilhantes, sem conseguir parar de se imaginar dentro dele.

____Sou apenas uma Nereida, uma ninfa do mar. Duvido muito possuir algo que você deseja ter. ____ela realmente não sabia do que se tratava e por mais que precisasse atrasá-lo, estava começando a despertar interesse particular em tudo isso.

“Ainda não posso contar o que desejo, mas lhe farei um pedido. ”

____Anfitrite, vamos embora, ele irá nos matar. ____a frágil nereida tremia ao lado da irmã, seus olhos suplicavam.

“Talvez eu devesse devorá-la primeiro. Somente assim poderemos ter uma conversa amena. ”

____Alie, você pode partir. Mas vá direto para casa e não conte a ninguém o que aconteceu aqui. Talvez seja mesmo uma boa ideia você se afastar. ____aquela situação poderia trazer problemas. ____Se os guardas saberem quem somos, poderão achar que estamos tramando algo contra o reino.

“Se eu souber que sua irmã espalhou a verdade, irei dar um fim em tudo o que vive neste reino”

Anfitrite assentiu.

____Não se preocupe, Alie é uma boa moça. Fará a coisa certa. ____ela olhou para a irmã, vendo a gratidão estampada em seu rosto. ____Volte para casa, estarei lá antes mesmo de imaginar.

____Tome cuidado.

Alie desapareceu tão rapidamente que chegou a trazer uma certa tristeza, mas Anfitrite ainda assim sentia-se grata por proteger sua família.

“Preciso que convença Poseidon a nos conceder o território do Sul, nas profundezas. ”

____Mas eu não tenho contato com o reino, nem sei exatamente como é nosso soberano. Sinto muito, mas terá de pedir a outra pessoa. ____e aquele seria seu fim.

“Gostaria muito que fosse com outra, porém seria complicado achar alguém com seus dons. Você realmente acha que é natural ouvir os pensamentos de um Megalodom? Isso não existe, e é por isso que tem que ser você.”

____Você mencionou que deseja ter o território do Sul, nas profundezas. Que eu saiba aquele lugar nem existe mais, ninguém vive por lá.

“Existem coisas que você ainda não está apta a descobrir. Vocês nos temem, seu rei nos teme. Mas eu realmente preciso possuir aquele território, do contrário em três dias retornarei ao seu amado lar e irei destruir o palácio. ”

_____Farei o que conseguir, não posso prometer ou lhe dar a certeza, mas não mate seres inocentes. ____seus olhos marejaram, e mesmo o amor não fora capaz de deter a crueldade daquele ser.

“Três dias, do contrário trarei meu exército e arruinarei todo o reino. Seria uma pena vê-la morrer, você não sabe, mas tem dons tão antigos quanto o próprio mar. ”

____Como assim? ____ela o questiona, enxugando as lágrimas. ____O que me daria em troca se eu conseguisse convencer o rei?

“Devolveria algo que sempre foi seu. ” 


Notas Finais


BJOKAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS AMORESSSS ESPERO QUE TENHAM GOSTADO, SE POSSÍVEL DEIXEM SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS....


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