História A Neutral - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Original, Policial, Tragedia, Tristeza, Violencia
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Palavras 1.672
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Capitulo 13


Pov: Adrian

= Muito bem. Acredito que agora vocês tenham compreendido que não estamos lidando com brincadeira aqui. = diz Soni, logo após todos os novatos terem atirado = pra quem se borrou, recomendo que saia. É difícil ter uma noção que não teremos que atirar em alguém. 

Nisso, três garotos saíram, deixando apenas eu e mais dois dos novatos. Dos caras que eram de academia, sobraram até uns seis, Mas só isso em uma turma? Por que sinto que vai piorar as coisas? 

= Tenham uma boa noite. E antes que eu me esqueça, amanhã não teremos aula, Mas recomendo que continuem treinando em casa ou seja lá onde vocês terminem. Não esqueçam os exercícios de estratágia que deixei no site. Quero eles prontos até a próxima aula. Estão dispensados. 

Todos suspiram pesado, relaxando um pouco desde o início da aula. Minhas mãos estavam doendo e meio trêmulas por conta da pressão da arma. 

Após me vestir, saio do departamento e sigo em direção ao Instituto, ouvindo passos logo atrás de mim, sabendo de quem eram. Acabo diminuindo a velocidade dos passos, ficando ao lado dela. 

= O que foi, Adrian? = desde o dia em que falei algumas coisas pra ela é perguntei sobre seu trabalho, ela estava, não mais tranquila em falar comigo, mas não tinha toda aquela tensão.

= Nada de mais. Só estamos caminhando até nosso Instituto, certo? = pergunto, a fazendo respirar fundo e buscar um pouco.

= Não fale fatos, Ok? = responde ainda olhando para frente. 

Ela é sempre assim, o que me deixa frustrado. 

= Então, por qual motivo não haverá aula amanhã mesmo? É uma folga depois de um mês de treinamento pesado?

= Se eu mandei treinar amanhã. = Budo com sua resposta rude e ela levanta o canto do lábio, em uma espécie de sorriso, mas foi muito rápido que nem tenho certeza se foi mesmo = não terá treino, pois estão organizando um projeto difícil e secreto até então. Por isso usarão o dia inteiro para pesquisas e outros.

= Você vai estar nessas pesquisas? 

= Não. Amanhã vou treinar. = foi a última coisa que disse antes de entrarmos e seguirmos para nosso quarto, já que ela não me respondeu mais.

~x~

= Então, né? Depende o que você gostaria. = estava conversando com uma garota ruiva que tinha achado bonitinha. 

= Ah, eu não ligo para o que me pedem, apenas sigo ordens. = Quando ela estava se aproximando, vejo ao longe Soni caminhando com sua mochila para fora do instituto = O que foi? 

= Nada... er... com licença. = não sei porquê de ter feito isso, Mas começo a seguir Soni, vendo por onde ela passaria e teria a certeza de onde ela treina. 

No momento que ela pega o ônibus, subo no mesmo e tento ao máximo não ser visto por ela. Sento algumas cadeiras afastado e procuro não perdê-la de vista. 

É errado o que estou fazendo? Talvez, mas pra ela falar que vai treinar, não indo para o departamento, é esquisito... 

= Adrian, sai logo daí. = diz ela descendo em um ponto e eu a seguindo = sabe que eu poderia te prender, não sabe? 

= Poderia? = finjo de desentendido, coçando a nuca.

= Sim, e sabe por quê? = ela me observa nos olhos, analisando o que eu falaria.

= Pois eu estou te perseguindo.

= Não só isso, como você também está arrancando uma liberdade minha. Você não é meu dono para ficar querendo saber pra onde vou, está me entendendo? = seu tom era de bronca e parecia com raiva, Mas respira fundo e encara-me = venha.

= Pra onde?

= Só anda logo. = ela não para de andar e, em silêncio, caminhamos para uma construção grande, algo que acemelhava a uma academia.

= Não sabia que você treinava em uma academia normal. = comento olhando o interior da mesma.

= E achava que era onde? No meio do mato, socando árvores? 

= ... = ela discorda com a cabeça depois do meu silencio e caminha até a recepção. 

= Ele está comigo, pode liberá-lo apenas por hoje. = diz e entramos.

Naquele lugar tinha tudo que uma pessoa comum veria se fosse para a academia. Pessoas puxando peso, uma música para animar a malhação, gente super forte. 

Ela segue para o vestiário, me deixando sozinho por alguns instantes até que volta usando apenas um short preto que ia até o meio de suas coxas, uma blusa regata branca pouco solta e tênis.

= Não sei se você vai conseguir treinar com essa roupa. Tira a jaqueta.

= O que? Treinar? Agora? Com você? = eu estava confuso.

= Sim, anda logo. = ela vai até um canto onde haviam alguns equipamentos de boxe, além de um tapete de EVA (aqueles tatames) = Você sabe dar ganchos? Jebs?

= Ahn, mais ou menos. Digo, Sim, sei. 

= Então demonstre aqui. = aponta para o saco de pancadas pendurado ali = anda, me mostre. 

= Ok... = começo a socar, usando uma força que eu não tinha tanta certeza de onde vinha.

= Isso... muito bem. Agora quero que chute com toda sua força assim. = mostra o movimento = vai.

Faço uma sequência de quatro, dois em cada perna, logo recebendo um aceno com a cabeça da parte dela.

= Eu vou contar até dez e quero que faça esses mesmos chutes. = e seguimos uma sequência = olha, para um cara que não para de encher meu saco, até que você está bem. 

= Obrigado... É estranho um elogio vindo de você. 

= Ah, Não se preocupe, você me deve. = ela segura a gola da minha camisa = nunca mais me siga desse jeito, entendeu? 

= Sim...

= Ótimo. Continue com as sequências sem parar. = e ela vai treinar movimentos próprios, algo parecido com o karatê. 

Depois de quase vinte minutos, me apoio nos joelhos, exausto. 

= Mas já parou? Sério? 

= Preciso... de água... 

= ... = ela pega uma garrafa de sua bolsa e joga para mim, que pego no ar = cinco minutos de descanso, depois continuarei com os chutes, Mas você não vai atingir mais o saco, eu serei seu alvo. 

Fico em choque, surpreso com o que ela disse. Se isso é um castigo, eu fiz algo muito errado, então...

= Soni? = um homem, de pouco mais de vinte e cinco anos, chama a mesma = eu não acredito que é você. Quanto tempo...

= Descupe, te conheço? 

= Vai me dizer que se esqueceu de mim? Sou eu, Samuel. = aponta para si mesmo.

= O Samuel, filho de Adão, meu Mestre? = questiona e eu fico lá sem entender nada = nossa, pelo jeito o mundo é pequeno. 

= Com certeza (risadas). Mas me conta, como você está? O que te traz à essa academia na qual eu sou o dono? = esse cara tá me deixando um pouco irritado... pra quê sorrir tanto?

= O que aconteceu com o mestre pra você ser o dono? = ela parecia um pouco assustada.

= Se preocupa não, ele está lá na sala dele. Vai lá vê-lo, acho que sua visita vai agradá-lo muito. = diz apontando para uma sala que se encontrava ao subir uma escada.

= Adrian, já volto, treina alguns jebs no ar, ok? = diz antes de subir as escadas. 

= Adrian, certo? = pergunta o cara = Sou Samuel, conhecido de Soni. Não sabia que Soni instruia seus alunos particularmente. 

= Ah, não é isso. = talvez seja = É que eu sou amigo de Soni e depois de fazer algo um tanto errado, ela me trouxe aqui. 

= Nossa, amigo? Bem que eu vi o modo que ela te trata. 

= Como assim? 

= Ela quase não avisa onde vai, apenas vai. Sem contar que eu vi o modo que ela tava te ajudando de longe, por isso que não tinha a reconhecido, Mas aqueles cabelos divididos, aquilo não mudou nunca. = eles se conhecem a muito tempo? Nossa = Ah, lembrei de uma coisa. Pode me ajudar?

= Acho que sim. = O acompanho e vejo um saco de pancadas todo arrebentado e rasgado. 

Pelo jeito, era aquilo. O ajudo a carregar o saco de pancadas até um local espaçoso e todo coberto de tatame.

= Eu não acredito nisso. = Soni descia as escadas e seu rosto estava iluminado, um sorriso curto esbanjava seus lábios = por que guardar por tantos anos?

= Até parece que eu eu jogaria fora algo da minha melhor aluna. = um senhor desce as escadas logo atrás de Soni = Você deve ser Adrian.

= Eu mesmo, senhor. 

= Deveria ir preso por perseguir uma garota. Principalmente se for Soni. Mas te darei uma colher de chá por conta disso. = ele encara a neutra = por que não dá seu último golpe antes desse saco ir para o lixo?

= Foi você que fez todo esse estrago? = pergunto, Mas sou ignorado, como se fosse uma coisa óbvia.

Com isso, Soni seprepara e realiza golpes de chute e outros até que, "no ar", dá um golpe com as pernas que faz o saco se soltar do teto e cair não muito longe de nós. 

= Desde os sete assim... = comenta o senhor.

Pera aí, ela fez todos esses estragos com SETE ANOS? Como isso é possível? 

Depois de mais algumas horas de treino, tanto meu quanto de Soni, Samuel e senhor Adão se despedem da mesma. 

= Apareça mais vezes, Soni. 

= Tentarei meu possível, mestre. = e caminhamos juntos até o ponto de ônibus = Você treinou bem hoje, Adrian, mas precisa de mais concentração e foco. 

= Lembrarei disso... = ela sorri um pouco = sabe, você deveria sorrir mais vezes. Parecia ter lembranças legais com aquele saco de pancadas. 

= Bem, no final sim. Mas o início não foi bem assim não. = e ela, novamente, me ignora até chegarmos em casa.



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