História A Neutral - Capítulo 14


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Original, Policial, Tragedia, Tristeza, Violencia
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Palavras 1.421
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 14 - Capitulo 14


Duas semanas haviam se passado, Soni recebera um caso na qual precisava usar Boa parte de seu tempo livre para trabalhar. Este tempo livre não era de proveito bom, já que com o trabalho de treinadora e com a escola, o único momento "livre" era a noite. 

Então assim foi decidido.

Depois de mais um dia de treino, novamente Adrian voltava para o Instituto sozinho, pois Soni trabalhava em seu caso.

= Adrian, tudo bem com você? = Larissa o alcança, andando ao seu lado.

= Eai? Tudo sim, e com você?

= Estou bem, procurando Soni. Ela ficou pra traz? = olhava para traz, procurando a garota dos fios neutros.

= Ela não vai vir. Ficou no trabalho de novo. = diz já subindo pelo elevador.

= Ela não anda trabalhando demais, não? Precisavamos resolver um trabalho de escola, Mas se ela não vier... = chegam no andar. 

= Veremos isso direito assim que ela voltar. Até, Lary. = entra no quarto e vai se banhar, exausto depois daquele dia. 

Se olhando no espelho, percebe que estava diferente, ele sempre fora forte, mas não a ponto de deixar tão evidente.

~x~

Horas depois de estudar, Adrian já encontrava-se deitado e coberto. A chuva havia começado devagar, mas era fato que em breve almentaria para uma tempestade. 

Soni ainda não tinha chegado e Adrian começou a se questionar onde ela estaria, já que aquela tempestade era perigosa demais para alguém ficar na rua. Tudo bem que ela é mais forte do que aparenta, mas mesmo assim.

Sem perceber, Adrian dormiu. Cansou de tanto esperar acabou se vendendo ao sono. 

Foi acordar apenas as quatro e pouca de manhã com o barulho da porta sendo destrancada. Olhando o relógio, ficou um pouco alerta e se perguntou o que ela estaria fazendo para voltar só agora.

= Soni?   

= Vai dormir, Adrian. = diz caminhando até a varanda, colocando seus sapatos ali. 

Suas roupas estavam encharcadas, seu cabelo sujo e seu rosto era sério, com sinais de cansasso. Seus braços estavam pouco machucados. 

Ela vai até o banheiro e é escutado o som do chuveiro, mas em cinco minutos, o mesmo se desliga e ela volta vestida com outro de seus uniformes, o cabelo ainda sujo. E sem mais nem menos, sai do quarto com sua mochila. 

Sem saber o que fazer, o garoto volta a dormir.

~x~

= Então, Tayran, eu precisava que você colaborador, sabe? 

= Matheus, esquece, eu não vou apresentar amigas da minha mina pra você. Para de ser um cuzão que as meninas vão querer ficar com você. 

Os meninos estavam sentados na arquibancada, aguardando as ordens do professor para que tenha a aula. 

= Queria ser Adrian agora. Por que eu não fui com vocês pra esse treinamento? Que merda...

= Acho que você não ia gostar, Matheus. É a Soni que dá as aulas. = empurro Tayran = que foi?

= Soni disse para não contar à ninguém.

= Mas Matheus sabe que Soni é policial. Só não sabia desse outro detalhe. = ele fica pensativo = a propósito, você ainda está indo pra lá? 

= Estou, por quê?

= Tá explicado o quanto que você "cresceu". Mas por que você está indo? 

= Deve ser que esteja de olho em alguém, Tayran. = Matheus aponta com a cabeça, onde estava Soni com o cabelo amarrado e sentada, escrevendo alguma coisa em um caderno. 

Esse dia e essa aula era a única em que os meninos e Soni ficavam juntos, mas Soni nunca ficava perto deles. 

= O que está insinuando? = pergunta Adrian.

= Qual é, Adrian? Você rejeitou um monte de garotas desde que Soni chegou. E tem mais, ainda não saiu desse negócio de treino, corre até Soni quando a vê e nem fica mais tanto tempo com a gente. 

Adrian fica calado e olha para frente, observando Soni escrever. Ela parecia consentrada, a testa franzida e a respiração curta. De pouco em pouco tempo, massageia suas têmporas, suspirando pesado. 

= Merda... = comenta, negando com a cabeça.

Seus amigos começam a rir, zombando de sua cara e tudo mais enquanto ele continuava observando a neutra. 

Ela é chamada pelas outras garotas e no momento que se levanta, sua respiração pesa, pisca algumas vezes e sente que sua cabeça explodiria, tremendo um pouco... 

= Gente, Soni não parece bem... 

= Olha só, até pra saber da saúde dela ele se preocupa. = continuam rindo. 

Ele revira os olhos e vai até a mesma, devagar para não assustá-la.
Quando ela dá um passo para frente, sua perna falha e se apoia nos joelhos.

= Soni, você está bem?

= A-adrian..? = tenta se por ereta = Estou, o que foi? 

= Você não parece muito- = não termina a frase e a segura no momento em que ela iria cair = Soni! 

Muitos curiosos olham em volta enquanto o professor analisava a situação. 

= Temos que levá-la para a enfermaria. Ela está fraca. = sem dizer duas vezes, Adrian a carrega nos braços, sendo seguido pelos amigos.

Chegando lá, a colocam na maca e explicam a situação para a enfermeira que já organiza todo o necessário para tratar do desmaio repentino.

= Ela tem se esforçado muito ultimamente? Bebe água e dorme regularmente?

= Não, ela tem trabalhado muito, volta tarde da noite e quase não dorme.

Acabam pegando uma bolsa de soro e colocam na mesma que reage à agulha. 

= Ela vai precisar de um acompanhante. Sabe o número dos pais dela? 

= Não, ela... Acho que ela não fala com os pais. = responde sem ter uma certeza = Eu posso ficar aqui. Somos colegas de quarto. 

= Tudo bem, vou pegar um atestado para ambos, pois ela vai precisar ficar o dia todo aqui. = vira para os demais = ela já está em boas mãos, podem voltar para aula. 

Eles concordam e saem, deixando Adrian inquieto, mas ali no aguardo de Soni acordar. O professor apareceu para deixar as mochilas, mas só pra isso mesmo.

Pov: Adrian

Nunca me senti tão... sei lá. Era sensações diferentes, raiva, medo, angústia... Soni me deixava Assim? Por que devo acreditar naqueles idiotas? EU apenas não quero mais ser o "pegador"... 

= Nãooo... = Soni murmurava algumas palavras, remechia na maca = me tire daqui...

= Soni, você sabe onde está?

= No hospital...? 

= Não, estamos na enfermaria. Você desmaiou e tivemos que vir para cá. Já avisamos o departamento, não dá para você dar aula hoje...

= Não... preciso terminar meu trabalho... Quero ver ela... = a voz da mesma embarga.

= O que houve? = pergunta a enfermeira, analisando o saco de soro.

= Ela está falando algumas coisas que eu não estou entendendo. = sou sincero e fico meio assustado.

= Deve estar delirando por conta da desidratação. Logo ela ficará bem. = e assim sai novamente. 

Fico algum tempo ali, apenas fazendo meus deveres e para não ficar entediado, fiz algumas flexões, alguns jebs... Tudo para o tempo passar rápido.

= Flexione mais seus joelhos e busque focar não só no rosto. = sua voz estava rouca e seu rosto não era dos mais agradáveis = por que me trouxeram? EU iria ficar bem...

= Desidratada e exausta? Acho que não. Assim que o soro acabar, você precisaria ainda receber alta para voltar para o quarto. 

= Se eu quiser, posso tirar essa merda daqui. = diz olhando o braço, mas logo muda a expressão de carrancudo para mais suave = Obrigada...

= Ein?

= Eu não lembro muito do que aconteceu, mas sei que você não me deixou cair e me trouxe aqui. = ela passa a mão pelo cabelo = Preciso ligar para o departamento, avisar que estou aqui e convencê-los de que só foi hoje...

= Eu já avisei e eles me mandaram te passar o recado de que logo você não precisará trabalhar tanto e que casos serão dados apenas depois dos treinamentos. 

Ela nega com a cabeça, não dizendo nada para não se irritar, acho..

Não demora para a enfermeira aparecer, examinar Soni e dizer que é incrível como essa juventude se recupera rápido. 

Tentando trocar mais algumas palavras, é ouvido um toque de celular, indicando ser o celular da mesma. 

= Pode falar. = ela falava com pausas, indicando que a pessoa do outro lado estava se pronunciando = Como assim? Isso não se pode... Digo... ele vai fazer novamente...

Após a cara se fechar, percebo que as notícias não são boas. 



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