História A Neutral - Capítulo 16


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Depressão, Original, Policial, Tragedia, Tristeza, Violencia
Visualizações 0
Palavras 2.783
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Capitulo 16


Soni caminhava pelos corredores da escola, em direção a biblioteca, já que seu grupo iria para lá estudar um pouco. Já era final de trimestre e precisavam passar nas provas. 

Carregando os livros e mochila, passa pelas portas e deixa suas coisas em uma mesa grande, indo buscar alguns outros livros para os demais. 

Ela estava consentraçâo em achar os livros, quando escuta alguém lhe chamando:

= Soni! Bom dia, miga. = Soni a olha e não responde, continuando com sua busca, afinal, Vitória é a última pessoa que ela gostaria de ver = que falta de educação não cumprimentar uma amiga.

= Não somos amigas, você está gritando em uma biblioteca e está me irritando. = pega seu livro e vai para outro corredor. 

= Ah, mas eu fiquei sabendo que você deixa as primeiras impressões de lado e se torna amiga de todos. = A neutra a encara confusa = Como que a gótica da escola pode ter tantos amigos? 

Suspirando fundo, senta na mesa e começa a ler, mas claro, Vitória não seria fácil de despistar.

= Está estudando o que? 

= ... 

= Ah, matemática. = lê uma parte da página = sabe, eu não curto muito essa matéria, me deixa cansada e é um tédio. Pra que vou usar a matemática? Sabia que não precisarei trabalhar?

Soni continuava com os olhos no livro, tentando não desviar.

= Não sei se você sabe, mas eu sou de uma família muito grande e rica. Passando as gerações, agora tenho milhões guardados e tudo passará para mim. 

Aquele ser não estava ajudando com a paciência de Soni. Vendo que não teria resultados, continua falando, mas agora andando e sentando ao lado da outra. 

= Sabe, não era para eu ter vindo para essa escola. Meu pai já tinha me colocado em uma escola particular com pessoas da minha classe, alta é claro, mas minha mãe sempre está contra minhas vontades, convencendo meu paizinho e me colocando aqui. Eu odeio essa escola com toda a minha vida e odeio minha mãe por me colocar aqui. Precisava ser aqui? 

Soni bufou com esse comentário. Ela pouco se importa com o dinheiro alheio e estava começando a se irritar por seu grupo não ter chegado... 

= Minha mãe está doente e ela é insuportável quando se trata do meu futuro. Ela sempre fala "Não", sendo que já tenho idade para tomar várias decisões sozinha. Como em já pegar minha herança, afinal, ela está morrendo mesmo. = isso chama a atenção de Soni.

= Como é?

= Ah, você está me ouvindo. (Risadas) Eu disse que minha mãe está doente. Mesmo que minha família tenha os melhores médicos, ela tá com um tumor e se não tratado, vai morrer. 

Chocada por ouvir tal absurdo. Quem fala "minha mãe vai morrer" e fica tranquilo com a possibilidade, não tem coração. 

= Então como um tumor é impossível de ser tratado e meu pai já falou que pra ele eu já teria direito, minha mãe vai morrer e eu receberei o que tenho direito. 

= Cala a boca. = diz sem se controlar = você é uma imbecil que não sabe o que tá falando, Não é possível... desejar a morte de um ente por conta de dinheiro é algo horrível. Você deveria agradecer por ter uma mãe que tenta te ensinar algo. = Soni se levanta já colhendo suas coisas e mandando uma mensagem para as meninas = você conseguiu me irritar, espero que esteja feliz, agora saia de perto de mim antes que eu acabe com você... 

Quando Soni estava pra sair, Vitória a segue, com aquele sapato de salto fino chocando no chão.

= Por que se irritou? = com essa pergunta, Soni se afasta, seu peito tremendo.

= Melhoras para sua mãe. = e saiu apressada.

~x~

= Eu estou tão animada!!! Ver mamãe e papai depois de tanto tempo... = Larissa estava saltitante pelo quarto enquanto as demais terminavam de se arrumar. 

Era uma tarde importante, por conta de um feriado prolongado, os alunos não precisavam ir para escola e os treinos também foram suspensos. 

Basicamente, dias livres para relaxar quem quer que fosse relaxar. Por isso, os familiares do grupo viriam visitá-los depois de meses sem vê-los. 

= Lary, se acalma. Vai quebrar o chão desse jeito. = diz Mariane rindo da animação da amiga, mas não esconde de também estar feliz. 

= Vamos logo então vocês duas. Precisamos estar no parque as quinze. = anuncia Evelyn, já com sua bolsa e abrindo a porta. 

= Espera, gente. Tem que buscar a Soni. = elas vão para frente da porta da mesma = Soni!!! Você já está pronta? 

Depois de um tempo, a porta se abre, revelando uma Soni com roupas casuais.

= Pronta para que? 

= Pra sair, vem logo. = Larissa quase pega o pulso da mesma, se ela não tivesse desviado e olhado feio.

= Sair pra onde? = deixa a porta aberta e entra, se sentando na cadeira e ficando de frente ao computador. 

= Como pra onde? Vamos encontrar nossos pais e isso será maravilhoso. = Mariane diz pousando as mãos na cintura = vai dizer que esqueceu? Avisamos no grupo.

= Esqueceu que eu não uso o celular para essas coisas, a não ser que seja algo importante? Sem contar que vou agilizar meus trabalhos, então não vou. = ela joga o cabelo para trás e suspira. 

= Mas você precisa vir conosco. Sabe, é importante nossos amigos conhecerem nossos pais. 

= Aposto que você vai gostar deles. = Mary já abria o armário da mesma, procurando algumas roupas para Soni. 

= Por favor, Sonii, eu falo tanto de você para os meus pais que eles estão muito animados em te conhecer... = Soni sabia que Lary e Mary estavam concordando com o pedido suplico de Evelyn. 

= Não sei como eu ainda ando com vocês. = revira os olhos e vai para seu armário, tirando a outra de lá = Eu vou porque estou realmente cansada e preciso pensar algumas coisas.

= Então vista-se e desça. Vamos encher o saco dos meninos e te encontramos lá embaixo. = todas concordam.

Soni acabou recebendo poucos casos para serem resolvidos depois de sua crise de exaustão, mas nem por isso menos complicados. Então, sair e refletir sobre o trabalho pode ser vantajoso para si. 

As meninas vão ao encontro dos seus parceiros, brincando e trocando carinhos, claro que Matheus, Evelyn e Adrian ficavam apenas olhando aquilo.

= Ô, seus Porra, dá pra sossegar? Quero ficar de vela aqui não!! 

= Ah, cala a boca. = diz Ygor, ainda acariciando os cabelos de Mariane = estão todos aqui, o que estamos esperando?

= Convidamos Soni. Ela deve estar chamando os pais para se encontrarem conosco. = Quando Evelyn para de falar eles veem Soni chegar.

Soni estava bonita, usava roupas leves e confortáveis. Evelyn olha para cada um e vê Adrian.

Ela conhece Adrian sempre de longe, poucas vezes trocou palavras com o mesmo, então sabe muito bem suas caras e bocas. Entretanto, aquela nunca viu. 

Ele parecia surpreso, meio bobo e suspirou fundo. Evelyn sorri. 

= A Soni está bonita, né, Adrian? = zoa Matheus, recebendo uma olhada feia do outro. 

= Desculpe a demora, vamos? = ela sai na frente e todos vão até os carros.

~x~

= Chegamos!!! Aaaaa, cadê eles? = Larissa não parava quieta, estacionando o carro como podia e saindo do mesmo = Vamos, gente...

= Calma! Caramba, menina, não irrita que fica chato...

= Mas Mariane, eu estou com saudade... = caminham até o carro dos meninos = Mamãe e papai devem estar animados pra nos ver... 

= Vamos caminhar um pouco? Acho que eles devem estar lá pra dentro. = aqueles que tinham seus pares ficaram juntos.

= Seus pais se conhecem em si? = pergunta Soni olhando em volta. 

= Sim, já houveram passeios assim. = Adrian responde = Não ligue se os pais da Lary começar com essa de Deus está com a gente, é o jeito deles.

= Vou me lembrar disso. = acabam chegando em um local aberto com alguns adultos. 

O grupo se separou e seguiram para seus respectivos familiares. Soni, por sua vez, sentou-se em um banco ali e começou a fazer algumas anotações para seu trabalho. 

= Olá? = uma menina estava de pé a sua frente. 

Era uma menina branca, seus cabelos eram pintados de roxo/azul e não parecia tão nova quanto Soni.

= Oi? Como posso ajudar? 

= Ah, desculpe atrapalhar, mas eu gostei muito do seu estilo. Combinou com você. = ela sorria aberto, demonstrando uma sinceridade em sua fala. 

= Obrigada. = guarda seu celular = qual o seu nome? 

= Me chamo-

= Aliza! Ah, Soni, desculpe se Aliza te atrapalhou... = Adrian segura os ombros da menina.

= Soni? É ela que é sua colega de quarto? = alterna olhar entre Adrian e Soni = ela é bonita sim!

= Cala a boca. = tampa a boca da menina = Vai falar com a mãe e o pai e avisa que eu já estou indo.

= Você é muito chato, Eu quero ficar aqui. Não vejo problema em ficar. = Soni apenas observava tudo aquilo.

Adrian olha pra mais nova e ela sai de perto.

= Desculpa mesmo pela minha irmã. 

= Nao peça desculpas, Adrian. Sua irmã só me fez algumas perguntas, nada de mais. = responde já se levantando = estou indo, ok? Divirtam-

= Com licença? = uma mulher chega  perto dos dois e estende a mão para Soni = me chamo Helena, mãe de Adrian. Prazer em conhecê-la. 

= Soni, o prazer é todo meu, senhora River. = aperta a mão da mesma.

= Eu sou Robert, pai de Adrian. = Soni cumprimenta a todos, mas acabou se calando = Vamos andar um pouco pelo parque, Soni. Gostaria de acompanhar a gente? 

= Eu não acho que-

= Por favor, Soni. Você não parece nada com o que Adrian disse e que quero conhecê-la. = olhar aquela garota não estava lhe fazendo muito bem. A personalidade, o modo de falar...

= Soni, daqui os demais vão para casa dos pais e minha mãe não quer que uma amiga minha volte para casa sozinha. = Adrian sussurra para a neutra = Vamos? Estou ansioso para saber oque aconteceu durante esses meses lá em casa. 

Sem muita vontade, Soni seguiu a família enquanto eles conversavam. 

Aliza fazia algumas perguntas, das quais Soni não respondia com clareza, como respondia aos seus próximos.

= Você já repitiu de ano?

= Não. 

= E por que está com dezessete se nunca repetiu?

= Eu não tenho dezessete, tenho dezesseis. = Soni encara a menor = Você parece ter dez.

= Tenho quatorze... sempre falam que pareço mais nova que os outros, mas não ligo. Gosto de ser assim. = ela continuava sorrindo = Mas, claro, tenho meus momentos em que fico séria a ponto de parecer brava, porém é só em momentos importantes como provas e trabalhos. E você?

= O que?

= É sempre séria ou é capaz de dar sorrisos? 

= Aliza! = Adrian chama a atenção dela = Por favor...

= O que foi? 

= Deixa, Adrian. = Soni não responde.

= Então, Soni, Adrian é estudioso ou deixa tudo largado pelo quarto?

= Se eu deixar tudo largado ela me mata... = Soni se vira e encara o mesmo = Desculpe...

= Não, ele não é de fazer essas coisas. = e ficaram um tempo quietos, escutando as conversas dos pais de Adrian com ele.

= Então, querido, o que está fazendo além da escola? Vejo que ficou mais forte, está indo para a academia? 

= Ah, nada disso, mãe... estou em um treinamento especial e, se eu passar no teste, posso trabalhar como policial. = responde coçando a nuca.

= Não vai mesmo seguir a arte, filho? = seu pai o olha sorrindo = tão teimoso... mas se é isso que você quer, só toma cuidado, por favor.

= Seguir a arte? = Soni pergunta-se em voz um pouco alta.

= Adrian, você não contou pra ela? = Aliza se senta em uma mesa e os outros se sentam também = Nós somos uma família de artistas. Cada um de nós fazemos algo.

= Eu sou professora de artes cênicas e artista plástica. = diz senhora River.

= Eu sou músico compositor. Adoro tocar quando não há nada pra fazer. = o senhor River estava sorridente.

= Eu gosto de Dançar. = Soni percebeu que aquela família era muito sorridente... 

= Eu, por outro lado...

= Repetiu o ano por conta de Artes e
Outras matérias. = Soni completa, arqueado uma sobrancelha = arte é uma profissão muito nobre, devo admitir. 

= Você gosta? 

= Sim, gosto de desenhar e pintar, mas quase não tenho tempo com o trabalho. = responde simples e os mais velhos chamam uma garçonete para pedir sorvete.

Entre brigas de irmão e avisos de pais, a senhora River pergunta:

= Soni, você está tão quietinha... está tudo bem? = Soni olha meio surpresa para ela, segurando-se.

= Estou. Sou assim mesmo... = engole em seco. 

= Querida, espero que não seja a gente. Sabe, adoramos a companhia de amigos do nosso filho. Quando é de uma namorada então...

= Não, pai! Soni não é...

= Eu não sou... = falam juntos, mas se olham e desviam o olhar = Eu não gasto meu tempo com isso. Meu trabalho é muito complicado... um relacionamento não é recomendado... 

Talvez seja o nervoso da situação, mas Adrian vê as bochechas de Soni avermelhadas e isso foi estanho vindo dela.

= E do que você trabalha? Deve ser algo muito importante para não se permitir algo tão bom, como ter um relacionamento. = Soni engole em seco, suspirando muito.

= Eu sou policial e treinadora de recrutas. Sou eu que treino Adrian. = responde sem olhar para os pais, o olhar sério e desconfiado, parecia incomodada com a conversa. 

= Seus pais devem estar orgulhosos com isso. Eu estaria, com certeza. = diz a senhora River.

Soni olhava fixo para a mesa, pensativa e pronta para sair dali, o peito doendo, a garganta querendo se fechar. 

= É, eles devem sim...

= Por que eles não vieram mesmo? = Aliza a tira de seu transe. Soni a encara, vendo o perfil inocente e delicado da garota tão curiosa por si. 

Um sorriso curto surge de seus lábios.

= Eles não moram aqui perto, então não poderiam vir. = volta com a cara de sempre assim que vê Adrian a encarando. 

= Voltando ao seu trabalho, não há problema você namorar meu irmão. Seria que nem aquelas histórias de amor proibido (risadas). 

= Ah, tá. Quietinha, Aliza. = Adrian novamente segura a boca da irmã.

~x~

Depois de jantarem em um restaurante, na qual Soni insistiu para que ela pagasse o prato dela (o que não adiantou muito), a família leva os colegas de quarto para o Instituto, ainda conversando sobre a escola, acontecimentos. 

= Foi muito bom ver você, meu filho... não é porque eu estou feliz agora que quero você aí dentro sempre. Quero melhora nas suas notas, entendeu?

= E não esqueça de conquistar aquela garota. Ela pode não demonstrar, mas conversa tranquilo com você.

= Pai, Soni conversa comigo porque não conhece vocês. Não pega as ideias da Aliza. = eles se abraçam.

= Vou sentir sua falta, Soni. Quando for as férias, você vem visitar a gente? Quero te mostrar uns passos que eu faço.

= Pode deixar, pequena. = fazia tempos que Soni não falava aquilo para alguém.

= Ah, querida, estou feliz que nosso filho tenha uma amiga tão responsável, por isso, nossa casa estará aberta para você.

= Obrigada pelo convite. 

Após mais algumas palavras de despedidas, os River saem para entrarem no carro. 

= Desculpa mesmo pela minha família. As vezes eles falam coisas meio desnecessárias e isso poderia ter te incomodado. = Adrian diz ao lado de Soni enquanto eles sobem para o quarto.

= No início incomodou, mas não peça desculpas por isso. 

= Pelo que? Ah, minha irmã?

= Sua irmã foi a que menos me incomodou, Adrian. = ela revira os olhos = apenas não peça desculpas. Eles são uma família perfeita. 

= Por que diz isso? = isso faz Soni parar por um instante.

= Só confie no que eu falo. Você tem uma família linda. 

Com isso, continuam seguindo para o quarto. No momento em que Soni fecharia a porta, ela escuta algo parecido com uma risada de criança, mas como não havia nada nem ninguém, deduz ser de sua cabeça. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...