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História A Névoa - Interativa - Capítulo 5


Escrita por:


Notas do Autor


BOM DIA MEU POVO!!

Então, finalmente venho trazer o primeiro capitulo de A Névoa, quero agradecer todo o apoio que estão dando para essa historia, amo vocês S2

Alguns avisinhos antes de começarem a ler: A ideia não era dividir o capitulo em duas partes, mas como estava ficando ENORME, eu decide dividir; sendo assim alguns dos personagens não vão aparecer nessa primeira parte, os que não aparecerem vão ser apresentados na segunda parte de forma garantida

Boa leitura S2

Capítulo 5 - A chegada, Parte l


Acampamento meio-sangue, esse era o tal lugar que servia como um refúgio para os semideuses e assim eles não precisariam lidar com monstros o tempo todo e quem diria que Jade, uma meio-monstro ou semimonstro? - ela nunca parou pra pensar qual seria a nomenclatura certa da sua “raça” - estaria andando ali, dentro do acampamento com a autorização do próprio Olimpo, por mais que estivesse sentindo um certo enjoo após atravessar a barreira, isso não se compara ao que aconteceria com qualquer outro monstro que tentasse a atravessar. 

 Ela não conseguia sequer contar quantos semideuses podia ver pelo acampamento e assim como Gin - a serpente negra sobre sua cabeça - havia dito, o cheiro deles era muito forte para a garota, teria que acostumar seu nariz com esse novo aroma que atualmente agredia suas narinas. Por incrível que pareça ela e Gustav, o sátiro que ficará encarregado de guiar-lá, estavam passando despercebidos entre as incontáveis camisas laranjas que iam de lá pra cá, mesmo com Gin não fazendo qualquer questão de ser sutil, tendo seu corpo erguido praticamente ao limite olhando tudo à sua volta. Enquanto Nearós, diferente de sua contraparte, permanecia imóvel podendo ser confundida facilmente com uma mecha de cabelo branca.

 Provavelmente Jade não estava chamando atenção pelo fato que já estava um pouco tarde, logo não havia tanta iluminação no momento atual e estava rolando alguma espécie de festa ou coisa do tipo, já que podia se ver pessoas cantando, bebendo e tudo mais que pode se imaginar de uma festa repleta de jovens, portanto a garota não era o centro das atenções, pelo menos não por agora.

— Agora a gente está indo falar com o diretor do acampamento, ele que vai te receber oficialmente  — Gustav se pronunciou tentando quebrar aquele silêncio constrangedor que havia se formado depois dele ter ficado assustado com o “cabelo” da garota, se sentindo um pouco culpado pela forma que reagiu

— Eu já tô aqui né, só vai ser um daqueles papinhos chatos ou sei lá — Jade respondeu, sem muito ânimo pra continuar a conversa, definitivamente não estava com o melhor humor ultimamente e o caminho que fizera havia sido mais cansativo do que esperava.

— Na verdade, acho que tem razão —  O sátiro.deu uma risadinha nervosa antes de abrir a porta da casa grande, como o próprio nome já deixa claro é uma grande residência feita de madeira em simples tons de branco e detalhes marrons, assim que entrou Jade observou que por dentro era tão simples quanto por fora, nada muito chique ou exagerado, móveis de madeira em sua maioria, um grande tapete de tapeçaria minimalista sendo formado por formas geométricas mantendo uma sincronia harmoniosa por toda sua extensão. 

 

 O local por alguma razão chegava a trazer uma certa tranquilidade para Jade, mas seu momento de apreciação daquele cômodo fora interrompido por gritos vindos da porta mais a frente e Jade teve certeza, que o assunto daquela discussão era ela. 

— Como vocês podem deixar um monstro entrar aqui?!? Por que não colocam o acampamento dentro do tártaro de uma vez?! —  Os gritos que podiam ser ouvidos até mesmo fora daquela sala, se tratava de Alexis Lykaus, uma filha de Ares. Ela estava claramente alterada, tanto que apontava com seu dedo indicador de forma bruta para o homem que estava sentado na poltrona do outro lado da mesa que os separava.

— Alana, você não está em posição de questionar essa decisão —  O Homem a respondia de forma firme, buscando paciência de onde não tinha para lidar com o ataque histérico de mais um semideus em menos de uma semana.

— Puta merda, meu nome é Alexis, Dionísio. Alexis!! 

— Olha a boca, mocinha! Não esqueça que está falando com um deus. — O deus do vinho franziu seu cenho já estando no seu limite —  Na verdade, por que eu estou sequer me prestando a discutir isso com você? Saia da minha sala!!

Assim que o Olimpiano ordenou a porta fora lentamente aberta por Gustav que inicialmente colocou apenas sua cabeça para dentro com um sorriso amarelo e reparando que chamou a atenção das duas pessoas que já estavam ali antes de si, aproveitou para se pronunciar entrando na mesma velocidade que abriu a porta —  Eeeh, eu trouxe a garota. — Logo Jade também entrou na sala, seus olhos primeiramente encontraram o homem que estava sentado em uma poltrona toda ornamentada com videiras desenhadas na madeira, sua expressão parecia bem entediada, mas foi aí que a filha de Medusa encontrou seus olhos com a face intimidadora que não desviava a atenção dela nem por um segundo, Jade pode sentir um calafrio na sua espinha como se aquela garota estivesse pronta para matá-la da forma mais brutal possível. 

— Você não me ouviu? — Agora o deus finalmente se levantou da cadeira, chamando a atenção de Alexis para si —  Saia da minha sala —  Ele ordenou de maneira autoritária fazendo uma pausa para cada palavra, a fim de enfatizar o comando que fizera.

 A Semideusa chegou a abrir sua boca mas nenhuma palavra escapou de seus lábios para então pressioná-los, frustrada, virou-se para saida se retirando em passos pesados não fazendo nem questão de desviar dos dois que ali haviam acabado de chegar, passando exatamente no meio deles batendo no ombro de ambos no processo, finalizando com o estrondo da porta sendo fechada. Quando esbarrada Jade se segurou para não falar nada, estava claro que sua presença ali não era das mais aprovadas, por isso fez o esforço suficiente para não xingar vinte gerações daquela garota e também porque só aquele empurrão já havia feito seu ombro doer por algum tempo, não queria arriscar ter problemas logo cedo. 

—  Então… —  Dionisio começou indo até uma espécie de frigobar rústico abaixando-se para pegar uma latinha de coca diet, abrindo-a sem dificuldade e consequentemente o som feito pelo gás que escapava da bebida dominou a sala por breves segundos —  Você é...? 

Por um momento Jade olhou para Gustav como quem perguntasse: O que tá acontecendo? Porém logo se situou —  Eu sou Jade Leone, A filha de medusa… 

—  Ótimo, primeiramente —  Se interrompe dando uma golada na bebida em sua mão —  eu não vou me lembrar do seu nome e segundo, já quero que fique ciente que eu votei contra você vir para cá —  Assim que ele afirmou isso com tanta naturalidade, a garota franziu suas sobrancelhas, nervosa, sabia que não receberia o melhor tratamento do mundo, mas já estava ficando irritada.

—  Mas não leve isso como algo pessoal, eu não ‘tô nem aí para os problemas da senhora sua mãe com Athena, Poseidon ou seja lá quem for  — E mais uma vez deu outro gole, colocando a latinha na sua mesa —  Eu apenas não queria ter mais um adolescente aqui para eu ter que aturar. 

 Jade ergueu uma das sobrancelhas como sinal de surpresa pela resposta do deus do vinho, ele realmente aparenta ser alguém indiferente com as coisas, gostaria que mais pessoas também não ligassem para quem é a mãe dela, mas isso aparentemente é algo difícil de acontecer. Dionísio voltou a sentar em sua poltrona pondo ambos os cotovelos sobre a mesa tomando uma expressão aparentemente mais responsável.

—  Olha, está acontecendo uma festinha lá fora porque alguns semideuses voltaram de missão então a maioria dos campistas está bêbada e já está tarde, por hoje, você vai dormir aqui na casa grande mesmo. Então pega suas coisas, se é que você trouxe alguma coisa e  vai para qualquer quarto que estiver livre.

— Obrigada —  Respondeu Jade por educação, já que tem convicção de que toda essa hospitalidade do Deus é por pura obrigação.

—  O que você tá fazendo aqui ainda garota? vai vai vaza daqui, está atrapalhando a minha degustação desta deliciosa coca diet —  A palavra “deliciosa” saia com uma entonação que claramente mudava o sentido da palavra, como uma forte ironia, além de fazer um movimento com a mão livre para que a garota se retirasse, a expulsando tanto de forma verbal quanto não verbal. O sátiro acabou ajudando Jade à escolher um quarto, onde ela passou aquela noite.

 

[Dia seguinte…]

 

 A filha de medusa agora se encontrava sentada na cama na qual dormiu noite passada, estava bem mais confortável depois de ter finalmente descansando de verdade após dias. Jogando seus cabelos naturalmente cinzentos para trás ela se levantou da cama e com alguns passos ficou de frente à um espelho, observando o reflexo de ambas as cobras sobre sua cabeça. 

— Eu não gossstei daquele deusss, nem do tanque de guerra falante — Gin se pronunciou encarando o reflexo de Jade, a cobra se referia à Dionísio e a Semideusa que estava discutindo com ele. — Não confio nelesss

— Quando foi a última vez que você gosstou de algum ssser vivo, Gin? —  Retrucava Nearós, a serpente branca — É uma reação comum considerando nossa natureza, você não pode simplesssmente dissperdiçar a chance de ficar sssegura.

— Tem razão, eu vou aproveitar essa oportunidade — Jade responde dando alguns últimos toques no seu cabelo, não é do tipo vaidosa  mas também não vai andar por aí parecendo uma mendiga —  Mas eu sei que ninguém me quer aqui, só vou ficar no acampamento até aprender a me defender sozinha, depois disso eu vou embora. —  O que para uma outra pessoa seria um monólogo, pelo fato de apenas a garota entender as serpentes, fora interrompido pela voz que vinha do lado de fora do quarto, juntamente com algumas batidas na mesma. 

— Você tá pronta garota?!? — A voz era de Dionísio.

— Já vou sair!! — Gritou Jade para que o homem escutasse, prendeu rapidamente seu cabelo num rabo de cavalo enquanto se direcionava para a porta a abrindo, dando de cara com Dionísio, segurando uma latinha de coca diet, como sempre.

— Que demora foi essa? Estava… sei lá! Trocando de pele?? — O deus do vinho profanou sem restrição nenhuma, não é do tipo de pessoa que filtra seus comentários, pelo curto espaço de tempo que teve para reagir Jade apenas conseguiu revirar os olhos com o comentário, já que Dionísio saiu andando logo em seguida, forçando a garota a segui-lo.

 

Saindo da casa grande juntamente com o diretor do acampamento, a cinzenta se deparou com um centauro de barba espessa e cabelos negros longos com alguns fios grisalhos, sem dúvidas aquele era Quirion, o treinador de heróis. — Quirion, aqui está a garota, boa sorte pra tu —  Ele já abria a porta para entrar novamente na casa grande quando olhou para Jade, ainda segurando a maçaneta —  Aliás Jane — “é Jade” corrigiu a mais nova —  tanto faz, como já falei, você só está aqui porque a maioria do Olimpo quis isso, mas não faça nenhuma idiotice ou esse seu direito acaba, Ah e me chame de Senhor D. — Por incrível que pareça o olimpiano realmente estava falando num tom sério, mostrando que mesmo que ela esteja sendo acolhida, ainda há suspeitas sobre ela.

— Jade Leone —  O centauro a chamou atenção, fazendo a garota sair dos seus devaneios sobre o aviso que acabará de receber — Ficou muito feliz que você tenha chegado sã e salva. —  Em resposta à essa informação ele recebeu apenas um pequeno sorriso da outra, porém sem mostrar os dentes. — Eu realmente queria ser a pessoa que lhe mostraria tudo no acampamento, mas infelizmente me encontro muito ocupado; por sorte uma das campistas se ofereceu para lhe guiar. — Após tal afirmação, Quirion deu alguns passos para o lado revelando a garota de estatura mediana e cabelos castanho claros - quase loiros - encostada em uma árvore, ela trajava uma jaqueta preta de couro por cima da já conhecida camisa laranja cujo tinha como grafia: “CAMP HALF-BLOOD” além da silhueta de um pegasus, ela jogava uma maçã para cima repetidas vezes, provavelmente para se distrair. Percebendo que era sua deixa, ela projetou seu corpo para frente pegando a maçã que havia arremessado sem sequer olhar para a fruta — Claaaro, por total livre e espontânea pressão — A semideusa se aproximou com um sorriso ladino estampado na sua face ao notar que estava sendo fuzilada pelo olhar de Quirion com o seu comentário

 —  Jade, né? Me chamo Samantha —  Samantha se apresentou devidamente dando uma mordida na maçã que trazia consigo, sua postura era relaxada e não parecia nem um pouco incomodada com presença de Jade, como os outros semideuses que já tinha visto até então, mas a filha de medusa não abaixaria sua guarda tão fácil assim. — Eu não gosto de Athena —  ríspida, Jade profanou sem qualquer cerimônia após as serpentes na sua cabeça farejarem o ar com suas línguas bifurcadas. Samantha ergueu uma sobrancelha, intrigada, não com a frase em si, pois já imaginava que a filha de medusa não fosse a fã número um de sua mãe, mas sim pelo fato de que não havia falado em momento algum que era filha da deusa da sabedoria, mas logo voltou ao seu semblante normal, podia se preocupar em entender isso depois.

—   Ótimo, já temos algo em comum —  A veterana falou naturalmente e sua fala sim deixou Jade sem reação por alguns segundos, imaginava que a garota iria defender a deusa ou simplesmente ignorar o comentário — Agora, se me permite Quirion, vou roubar a nova campista por um tempinho, me bateu uma vontade de mostrar o acampamento todo pra ela e não precisar limpar os estábulos porque eu sem querer, querendo desrespeitei alguma regra. — Ela deu de ombros após completar aquela frase, carregada de sarcasmo.

— É melhor ir mesmo antes que eu me arrependa dessa decisão — Quirion respondeu cruzando seus braços, realmente cogitando a hipótese de voltar a atrás e mandar outro campista guiar a filha de Medusa.

— Bye bye — Samantha deu um tchauzinho balançado apenas os dedos para o diretor de atividades antes de dar mais uma mordida na maçã e então fazer um gesto simples com a cabeça para que Jade a seguisse. 

 Se dependesse da personalidade ou do estilo da garota, Jade tinha certeza que jamais imaginaria que Samantha seria uma filha de Athena. Pelo visto a garota só aceitou a guiar para se livrar de alguma punição, bem, não poderia esperar que alguém faria isso simplesmente por ser bonzinho né? Enquanto caminhavam pela trilha se afastando cada vez mais da casa grande, a semideusa permanecia em silêncio apenas comendo sua maçã e terminou de comer a fruta exatamente quando chegaram em uma parte da trilha onde havia inúmeras construções enumeradas.

— É aqui que começamos nosso incrível tour pelo acampamento meio-sangue e o que é melhor do que começar pelos Chalés? Os chalés são onde nós, semideuses, ficamos abrigados. tendo um total de 29 Chalés.

— Vinte e nove?!? —  Jade arregalou os olhos em sincronia com a pergunta.

— Exatamente, mas não vamos entrar neles, ia demorar muito e me dá até uma coisa ruim só pensar em pisar dentro do Chalé de Ares —  Samantha fazia uma careta genuína gesticulando a ânsia que lhe dava em cogitar aquela possibilidade —  Só vou te dizendo quais são e já ‘tá ótimo. 

 

Dito e feito, começando do vigésimo nono chalé, Samantha dava uma rápida explicação sobre quem ficava em tal e de qual deus era, tão rápida que elas sequer paravam de andar enquanto a filha de Athena falava, os três primeiros chalés cujo passaram foram totalmente desinteressantes, provavelmente a garota não se lembraria de quase nada do que a semideusa disse sobre os tais. Foi aí que elas passaram pelo vigésimo sexto Chalé, uma construção circular de mármore negro e pedras preciosas, com predominância do ouro, seu aspecto era rústico e isso era enfatizado pela porta de metal com detalhes dourados, mas o que se fazia mais chamativo era o rapaz que estava lendo um livro, sentado na pequena cerca que demarcava o terraço daquela habitação, seus cabelos eram castanhos e bagunçados - como se tivesse acabado de acordar - também usava a camisa do acampamento, com o diferencia de que um colar prateado caia por cima da mesma por estar pendurado no pescoço do rapaz. 

 Aquele era Alexander Crawford, o único filho de Thanatos que vivia no acampamento atualmente. O Cemitério, livro publicado por Stephen King no ano de 1983, este era o livro que lia, um dos clássicos da literatura de terror, gênero favorito do semideus, assim como o suspense. Por não estar tão imerso quanto o habitual, acabou desviando sua atenção para as duas figuras que passavam na frente do seu chalé, uma delas ele já sabia muito bem quem era, a problemática filha de Athena, Samantha Herrera, porém seus olhos se encontraram com os olhos ainda desconhecidos da garota que acompanhava Samantha, por incrível que pareça ele não se espantou com as serpentes na cabeça da desconhecida, já que assim como todas as outras pessoas, ele sabia da chegada de Jade, mas provavelmente o fato de ainda não ter acordado de verdade tenha ajuda nessa reação quase nula. 

 Alex era aquela minoria dos semideuses que realmente não deu tanta importância para a chegada da filha de Medusa, obviamente não soltou fogos de artifícios ou coisa do tipo, já que está ciente que ela pode por exemplo ser parte de um ataque dos monstros ou sei lá, por isso não estava totalmente indignado com a decisão do Olimpo, porém também não diria estar 100% confiante com a presença da garota. Em seu devaneio ele nem percebeu, que seus olhos estavam fixos nos da garota até que a própria quebrasse o contato visual voltando a prestar atenção em seja lá oque que Samantha estava falando, voltando do mundo da lua, Alex balançou sua cabeça tentando retomar sua própria atenção — Vamos lá Alexander, foco! —  Falou consigo mesmo direcionando seu olhar para as páginas do livro, já era a quinta vez nesta manhã que havia se distraído, agora tinha que voltar toda sua atenção para o livro e deixar a curiosidade que despertou sobre a meio-monstro de lado, pelo menos até terminar de ler.

 

  Logo depois do Chalé de Thanatos havia o vigésimo quinto, seguindo com o aspecto simples e rústico, semelhante à uma cabana de madeira escura e cercado por mata silvestre esse era o Chalé de Macária, a deusa da boa morte e assim como as demais, Jade e sua “guia” passaram por ali rapidamente, saindo do local alguns minutos antes da grande janela única na frente do Chalé ser aberta e suas cortinas cinzentas com estampa florida - que curiosamente combinava com as cores escura -  pararem de impedir que a luz adentra-se o recinto, a pessoa responsável por isso era o rapaz que atualmente apoiava seu corpo no peitoril da janela, sua pele pálida era iluminada pelos raios solares assim como seus cabelos negros assimetricamente divididos e que por sua extensão ocultavam suas orelhas - sendo a única coisa visível delas o brinco de corrente prateada que ficava na sua orelha esquerda -  e parte do seu rosto também era coberto pela madeixas negras, contudo seu grande diferencial era a blusa laranja que utilizava que ao contrário dos demais tinha mangas compridas chegando até a metade da palma de sua mão, além da peça ser bem mais folgada em comparação ao seu físico; Este era Victorio McGayver um dos filhos de Macária, cujo como habitualmente tinha um sorriso estampado em seu rosto, sorriso esse que era direcionado para o pequeno jardim cultivado no peitoril daquela mesma janela, flores e ervas cresciam ali de forma harmoniosa, graças aos filhos da deusa da boa morte.

— Então… fui eu que acordei tarde hoje ou você que se acordou mais cedo? — Com um tom bem humorado Victorio se pronunciava enquanto deslizava seus dedos gentilmente sobre a pétala de uma rosa, que ainda estava úmida pelo orvalho. 

Aquele questionamento se direcionava para a única pessoa cujo dividia o Chalé #25, uma garota de cabelos loiros platinados cujo atualmente cantarolava alguma música qualquer enquanto preparava os altares para os 12 olimpianos em frente à estátua de sua mãe divina, a estátua de Macária assim como das demais divindades do mundo inferior, fora esculpida em mármore negro, a deusa era retratada como uma mulher de aparência jovem, com um rosto angelical e  cabelos longos, tinha grandes asas como as de uma corvo e as mesmas a envolviam enquanto a divindade segurava em sua mão um rosa de cor vermelha escarlate, sendo a única parte da estátua que não estava em algum tom de preto.

— A segunda opção é a mais provável — A semideusa parou sua cantoria para responder seu meio-irmão mas permanecia focada na preparação que fazia — digamos que você tenha se empolgado um pouco com a festa de ontem —  Agora a platinada tratava de acender as velas colocadas em cada um dos 12 Altares.

 Macária havia concebido apenas dois filhos nessa geração, com um intervalo de alguns poucos meses, o que para uma divindade definitivamente não é um obstáculo. A garota cujo estava fazendo todos aqueles preparativos se tratava de Irelia Auditore, atualmente ela também usava sua camisa do acampamento e uma saia simples de cor preta, além de estar descalça; minutos atrás estava com bem menos peças de roupa, por se sentir mais confortável assim e também pelo fato de já estar acostumada com a presença do meio-irmão, sequer o enxergando como alguém do sexo masculino e como Victorio se identifica como alguém de gênero fluído, o mesmo não se incomoda com a maneira que ela o enxerga, sendo assim a relação dos dois é tão harmoniosa quanto as plantas que florescem ao redor do Chalé, para Irelia, Victorio é como uma irmã mais velha.

— Acho que você tem razão — O moreno logo se lembrou da festa do dia anterior, voltando seu corpo na direção de dentro do Chalé e se apoiando na janela, para assim olhar para sua meia-irmã que acabara de finalizar suas oferendas para os deuses, por mais que a mais jovem fosse ressentida de como a maioria dos deuses tratavam seus filhos, também é bastante respeitosa para com eles —  Mas alguém tinha que aproveitar, certo? A maioria do pessoal ficou meio desanimado depois da discussão de Alexis com o Senhor D. por causa da filha de Medusa.

— Você tem razão… —  Assim que Victorio tocou no assunto a menor olhou para o nada, pensativa, até entendia o ponto de Alexis tanto que também pensou dessa forma quando soube da decisão do Olimpo, mas logo chegou à conclusão que a garota não havia feito basicamente nada para causar tanta revolta, agora havia decidido criar sua própria opinião sobre a meio-monstro. 

 O McGayver se desencostou da janela, levando suas mãos aos bolsos da calça — Eu ‘tô indo no pavilhão, vai querer que eu traga algo pra você comer? — Ele questionou já indo em direção a saída.

 — Eu não ia reclamar —  Respondendo a confirmação da mais nova com um sorriso, Victorio se retirou do chalé a deixando sozinha, assim Irelia voltava a cantarolar continuando com sua rotina da manhã.


 

Seguindo na ordem de crescente por mais um tempo se podia chegar no décimo chalé, pertencente a deusa Afrodite, bem mais ornamentado que os anteriores possuía uma cor rosa pastel e arquitetura que lembrava muito a frança, cristais eram pendurados sobre as várias janelas que ali havia, além dos inúmeros vasos de rosas das mais variadas cores cujo aninham-se com as paredes. Um perfume suave e adocicado exalava da estrutura.

Logo ao lado da escadaria que levava até o terraço da residência se encontrava uma típica “mesa francesa” redonda de cor branca onde estavam sentadas três filhas de Afrodite.

 Uma dessas semideusas que ali estavam era Michele Astrid Angelo, seus cabelos eram ruivos e surpreendentemente bem cuidados, a menor brisa era mais que suficiente para fazê-los voarem, seu rosto possuía a simetria perfeita que compartilhava com as demais proles da deusa do amor. sobre sua face um óculos de cor avermelhada e armação prateada cobria seus olhos esmeralda por ainda estar sofrendo um pouco pelos efeitos da ressaca, o dia depois de uma festa sempre era uma pedra no sapato da ruiva, por mais que mesmo assim ela ainda permanecesse inegavelmente irresistível. 

Suas duas meias-irmãs seguiam num nível de beleza semelhante, uma tinha uma pele mais escura com fortes traços indianos e um cabelo negro longo com uma franja que escondia suas sobrancelhas, enquanto a outra possuia traços alemães e um cabelo loiro com o corte conhecido como “pixie”. As três conversavam sobre as coisas mais estereotipadas que você pode imaginar envolvendo filhas de Afrodite, até verem Samantha, a filha de Athena que mais arruma problemas no acampamento e uma outra garota, desconhecida até então. 

— Aquela ali é a filha de Medusa, ela é esquisita… — Cochichou a Alemã para suas irmãs.

— É... e feia também — Cochichou de volta a Indiana, as duas riam. Mas Michele não estava acompanhando a fofoca, sequer concordava com as irmãs, na verdade havia achado a garota linda, possuía uma beleza exótica, tanto que encarou a garota por alguns segundos quando a viu para então chamar Samantha com o dedo indicador, imaginando que a outra garota viria junto, dito e feito.

— Cheley, o que tu tá fazendo..? — A Indiana falou entre os dentes dando uma cutucada na ruiva com seu cotovelo, em resposta ela apenas recebeu um sorrisinho, nenhuma das outras duas pode falar algo mais pois Samantha logo chegou até elas com a garota de cabelos cinzentos —  O que vocês querem, hein? — A filha de Athena logo se pronunciou, num tom neutro.

— Bom dia pra você também Sam —  Michele falou com certo sarcasmo na voz e um sorriso em seu lábios, fazendo a Herrera revirar os olhos, logo em seguida a filha de afrodite virou sua atenção para a prole de medusa que permanecia com uma expressão um tanto receosa olhando para os lados constantemente, até encontrar os olhos da ruiva por trás por trás daqueles óculos. 

— Seu cabelo é lindo — A semideusa disparou, chamando atenção de Jade que por reflexo acabou passando um dos fios que estavam soltos do penteado por trás da sua orelha, não poderia negar que gostou do elogio, mas também não iria falar nada.

— Essssa garota é cega? Você não lava essse treco a sssemanasss, até minhasss essscamasss esstão ficando oleosssasss — Gin como de costume, se pronunciou enquanto farejava tudo a sua volta, as outras duas filhas de Afrodite pareciam extremamente incomodadas com a serpente.

— Ela essstá sssendo educada, coisssa que certasss cobrasss deveriam aprender —  Nearós retrucou enquanto permanecia apenas observando o diálogo de sua hospedeira, sem usar sua língua ou coisa do tipo, não havia necessidade em fazer algo dessa natureza e sabia que poderia ser desconfortável para as pessoas envolta de Jade e não queria afastar as pessoas da jovem. 

— Isssso é comigo? sssua ssserpente de jardim — Rebateu Gin ao ouvir a resposta da sua outra metade. Apenas Jade entendia as duas, então a discussão entre elas não atrapalhou em nada a garota, que decidiu apenas ignorar a voz de ambas.

— Me chamo Michele Astrid Angelo — A filha de Afrodite continuou, soltando um sorriso sincero após se apresentar.

—  Meu nome é Jade Leone — Respondeu sem tanto ânimo assim, ainda estranhava apresentações educadas ao invés de gritos de monstros. 

— Seja bem-vinda — Michele finalizou ainda com o sorriso em seu rosto o que acabou desencadeando em Jade sem querer soltar um sorriso de canto fraco, porém genuíno em resposta, por alguns segundos cogitou falar um: “Obrigada”, mas quando seus lábios estavam finalmente se abrindo foi interrompida por Samantha.

—  O papo ‘tá muito bom, mas se as princesas me permitem eu ainda tenho que mostrar o resto do acampamento — A garota afirmou colocando as mãos dentro dos bolsos da jaqueta —  como dizem por aí, tempo é dinheiro, por mais que eu não esteja ganhando nenhum centavo pra isso. Vamos lá Jade. 

 Samantha se despediu das filhas de afrodite com o gesto de levantar os dois dedos na altura da testa como se levanta-se a aba de um chapéu, Jade apenas deu de ombros seguindo a garota, elas pareciam conversar mais do que precisariam se a filha de Athena estivesse apenas a mostrando o Acampamento. Enquanto as outras duas proles de Afrodite voltaram a fuxicar assim que elas saíram, Michele permaneceu alguns segundos ainda observando as garotas se afastarem, mordendo seu lábio inferior de forma involuntária, porém rapidamente voltou a prestar atenção nas suas irmãs quando começaram a falar sobre uma bolsa caríssima que a Alemã tinha comprado recentemente com o dinheiro de seu pai. 

Continua...


Notas Finais


Primeiramente me perdoem qualquer erro, revisei mas sempre acaba passando algo despercebido ksajjdk

Espero que tenhamm gostada, a segunda parte não vai demorar muito para sair se tudo der certo.

Lembrando que o feedback de vocês é muito importante para que a história continue com todo o "gás" atual ou até aumente, além de que assim posso saber se estou fazendo as coisas corretamente. Por ser uma interativa, logicamente a interação com quem está lendo é essencial para mim então vou deixar aqui dois grupos onde podemos conversar sobre a historia.

Whatsapp: https://chat.whatsapp.com/I1nOSeTToLc7O84MVy5dVY
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Até a próxima, bye bye ❤❤❤


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