História A New Beginning - Capítulo 6


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Categorias A Origem dos Guardiões, Como Treinar o seu Dragão
Personagens Jack Frost, Soluço
Tags Crossover, Frostcup, Hiccup, Hijack, Jackfrost, Yaoi
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Palavras 3.002
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


HALLO!
I AM BACK!!!!!
Como estão meus leitores maravilhosos? Espero que estejam tão feliz quanto a Tia!!
Sou muito avoada. Porque tava com esse capítulo revisado desde o inicio da semana, e pensei que já tinha postado :v Podem me bater kkkkkk
Esse é um capítulo bem tenso, não pra mim que adoro maltratar os personagens que eu amo, mas talvez seja para vcs ashausuah.
Espero que gostem e aproveitem a leitura.
Desde Já, agradeço a todos os comentários lindos que sempre recebo, e aos favoritos que ANB conseguiu nesses últimos dias, sejam bem-vindos ao Hijack, pessoal!!
Desculpem qualquer erro, sempre tento melhorar, mas né v:
Chega de enrolação, tenham uma boa leitura!!!

Capítulo 6 - Aquele com a chama acesa


Hiccup foi levado para dentro da ferraria, Snotlout soltou o braço dele, ainda tampando a boca do jovem, ele puxa a adaga do cinto do Haddock.

-Faça algum misero barulho, e não vai entrar em Valhalla. –Ameaçou, tirando a mão da boca do outro.

Hiccup assentiu. Não iria gritar ou coisa do tipo, pensava que Snotlout não iria tão longe com a ameaça. Estava errado.

Snotlout vendo que o outro ficaria calado, lhe pega pela gola, e dando um sorriso, o joga contra uma mesa de ferramentas. Fazendo Hiccup arfar por ter batido as costas.

-Por que está fazendo isso? – Questionou recuperando o ar dos pulmões.

-Não fale enquanto eu não mandar! –Agarrou o maxilar de Hiccup, o levantando para falar bem próximo de seu rosto.

-Humilhou-me na frente de quase toda a vila, e pergunta o motivo?! –Acertou um soco no estomago do outro. E mais outro, e outro. Até ter Hiccup arfando no chão da ferraria sem ar.

O Haddock não sabia o que o outro planejava para si, mas com certeza não seria apenas socos no estomago. Resolveu obedecer e ficar calado até encontrar uma forma de mudar o rumo da situação.

Snotlout estava possesso. Não aguentava olhar para o outro, mesmo agonizando no chão.

-Como é fraco. Não devia ser um viking. Não devia ser filho de Stoico. –Fizera questão de agarrar os cabelos avermelhados do outro, e cuspir essas palavras em seu rosto.

-Até seu cabelo não sabe ser normal. Não dá pra saber se é vermelho ou não. –Sorriu diabolicamente.

Hiccup não entendeu a menção da cor do seu cabelo, mas as palavras anteriores doeram mais que os socos.

-Vamos resolver isto, Hiccup. –ditou rindo sozinho.

Levantando o Haddock pelos cabelos, o jogou sentado em uma cadeira. E começou a rondá-lo com a adaga na mão, apontada para o rosto do outro.

-Gosta do seu cabelo? –Perguntou. Esperando uma resposta que não veio.

-Responda-me! –Ordenou com a faca na garganta do viking.

-Não muito. –sua voz era fraca e baixa. Não esperava isso. Não precisaria disso tudo, ele disse apenas a verdade para Snotlout no Grande Salão. Os deuses adoravam complicar a vida do Haddock.

‘Vou sair dessa vivo, Odin?’ - Indagou para os deuses, não sabia o que fazer mais. Todavia, não iria desistir tão fácil assim.

Passando a adaga pela ponta do nariz de Hiccup, Snotlout tinha um sorriso estampado no rosto.

-Bom. Isso é bom. –E com um simples movimento, ele cortou uma grande mecha do cabelo de Hiccup. Que arregalou os olhos, vendo seus fios caírem em seu colo.

-Mas isso seria pouco para o que você me disse hoje. –Cortou mais um pouco do lado esquerdo. Hiccup tinha o cabelo um pouco grande, que chegava a cobrir suas orelhas, o tanto que foi cortado, dava para ver sua orelha esquerda inteira.

Andando em círculos em volta da cadeira em que Hiccup estava, Snotlout pensava no que afetaria o Haddock. O cabelo não adiantou muito. Teria que ser na dor.

Hiccup se perguntava quanto ele tinha cortado. Mas o que ele iria fazer em seguida? Não tinha como revidar, se falasse, irritá-lo-ia ainda mais. Porem teria que dialogar.

Snotlout resolveu ascender à grande lareira que tinha ali. Hiccup gelou a espinha. Snotlout iria tão longe assim?

-O que você quer exatamente Snotlout? –resolveu perguntar.

-Bem, quero que entenda seu lugar. –ficou frente a frente com Hiccup, apontando a faca para sua garganta. –Não merece o titulo de futuro chefe de Berk. Estou te pondo no seu lugar, seu inútil.

O fogo crepitava, e Hiccup suava frio. Ouvir essas palavras doía-lhe na alma.

-Jack não vai te ajudar hoje. Reze aos deuses Hiccup. –se levantou, e puxando pelos cabelos o Haddock, o guiou para perto da fornalha, que tinha as chamas escarlates brilhando no local escuro. Snotlout colocou a adaga ali, e esperava que ela esquentasse. Jogando Hiccup no chão. Ele se agacha a sua frente.

-Vejo que machucou a mão, filho do chefe. –disse com ironia. -Devo estancar o ferimento? –Perguntou sorrindo largo.

Hiccup queria correr, gritar e chorar.

-Por favor, Snotlout, isso está indo longe demais. –implorou, não queria ser queimado com metal. Estava desesperado. Mas olhou todas as situações, não tinha o que fazer então teria que escolher a menos pior das opções.

-Não teria coragem de estancar meu ferimento. –Começou seu jogo, falando na ironia o verbo que Snotlout usou anteriormente.

-Não me diga o que tenho ou não coragem. Vou lhe mostrar a coragem que você nunca teria. –Acabou se enraivecendo e caindo na conversa de Hiccup.

O Haddock teve a idéia de irritar Snotlout para que a adaga não ficasse tanto tempo no fogo, e assim a queimadura não seria horrenda ou que pudesse prejudicar sua mão. A adaga agora na mão do de olhos azuis, estava quente, mas não um metal fervente como Snotlout imaginou torturar Hiccup inicialmente.

-Se gritar. Mando-te pra Valhalla Hiccup. –Puxou o pano que estava no corte da mão direita do Haddock, olhando o ferimento. Estava feio por si só, abriu um sorriso, e olhando nas íris esmeraldinas que se preparavam para dor. Encostou a adaga quente na mão do outro, a pressionando enquanto queimava a carne.

Hiccup não gritou. Apenas abriu a boca em um grito mudo. A dor era insuportável, não acabava.

Mas vendo como Snotlout estava feliz com seu sofrimento, o revoltou. Olhando nos olhos azuis do outro. Hiccup lançou-lhe um olhar de puro desgosto, que fez Snotlout gelar a espinha mesmo tendo o controle da situação.

Ele tirou o metal quente da mão do outro, e jogou a faca na caldeira. Olhando Hiccup no chão com a mão queimada, na carne viva. Porem, ele não estava com um olhar derrotado, estava com os dentes trincados e mordia o lábio que sangrava, Snotlout podia jurar que o Haddock o estava amaldiçoando naquele momento, mesmo não estando.

-Isso é interessante. Entendo por que o Frost te protegeu. –falou, chegando perto do outro, pegando em seu rosto de forma grossa. Hiccup quase o mordeu, estava possesso e desacreditado na ação do outro.

-O que mais vai fazer Snotlout? Queimar meu rosto? –Disparou Hiccup. Nunca pensou que sentiria tanta raiva de outro ser em sua vida. Mas Snotlout o humilhou. –Não o faria, não é?

Snotlout ignorou o comentário do Haddock, já o tinha feito pagar pelo que tinha lhe dito, não queria consequências com Jack, ou pior, com Stoico.

-Me perguntava o que o Frost via em você, agora eu entendo. É impressionante. –falou com um sorriso sinistro nos lábios.

Hiccup cuspiu na cara de Snotlout.

-não sou mercadoria ‘pra verem algo em mim. –Rosnou. Levando uma bofetada no rosto como resposta.

-Estou bonzinho hoje Hiccup, mas se continuar abusando, irá sofrer as consequências. –ditou em um tom frio.

-O que você entende Snotlout? Que sou fraco, isso eu já sei. –não estava raciocinando direito. Seria pela dor? Sua boca tinha gosto de sangue, e estava vendo embaçado devido á dor excruciante que sentiu.

-Não. Mesmo sendo fraco, você não desiste. –falou apertando o maxilar do outro. –Queria te quebrar, te destruir, mas você não quebra. –Falou com pesar, como se essa fosse a pior das atrocidades que sofreu.

-Talvez os deuses não queiram isto agora, Hiccup. Então, continue lutando para ficar vivo, porque vou estar sempre tentando matá-lo.

Dando um ultimo chute nas costelas do outro, estava indo embora como se não tivesse feito nada de errado. Mas parou ao ouvir a voz do Haddock.

-Espera! –Se levantou com dificuldades. – Desafio você, em uma luta de espadas.

Snotlout brilhou os olhos com a audácia do menor.

-Me desafia? Não sabia que queria morrer tão cedo. –Se aproximou do Haddock que estava apoiado em uma mesa.

-Esta com medo, Snotlout? – Sorriu, de forma ardilosa. Com sangue escorrendo pelo canto da boca. –Se vai vencer facilmente, aceite!

Hiccup estava cansado de ser visto como fraco pelos outros, faria o que Jack lhe disse.

Seria ele mesmo, e iria derrotar Snotlout do seu jeito. Em uma batalha justa e com as regras da vila. Não um ataque as escuras como esse que sofreu.

-Tudo bem, Inútil. – Levantou as mãos em forma de rendição momentânea. –Terá seu duelo, me fale o dia?

-Um dia antes do ritual e das comemorações do dia de Loki. Vamos duelar no Recanto Das Gaivotas. – As íris esmeraldas queimavam refletindo o fogo da caldeira, e queimavam com a vontade de provar seu valor.

-Até o duelo, filho do chefe. – E saiu da ferraria, deixando Hiccup para trás.

Após Snotlout deixar o local, os joelhos de Hiccup fraquejaram, e ele caiu ajoelhado na ferraria de Gobber.

Hiccup ficara um tempo apenas ouvindo o crepitar do fogo da fornalha ao seu lado. Olhando com relutância para o ferimento adquirido, vendo o estrago causado se impede de soltar um palavrão.

Sua mão estava horrível, em aparência e no quesito da dor. Não conseguia fechá-la ou mover os dedos por enquanto.

Suspirando pesado, se levanta com dificuldades, mas o faz.

Com vagarosos passos, se coloca a andar. Porem, não era para sua casa que ficava á poucos metros da ferraria, que seus penosos passos o estavam levando.

Rumava mancando e com uma expressão destemida no rosto, em direção á solitária torre da anciã.

***

Ao se encontrar a porta da torre de Gothi, o Haddock fita o céu noturno, sem nuvens e com um vento forte. Provavelmente haveria uma nevasca em breve.

Subiu os degraus que caiam aos pedaços, usando somente a mão esquerda como apoio. Chegando ao topo, vai em direção a porta de madeira, sendo observado por um único corvo que o seguia com o olhar.

-Gothi. – Chamou. Não deixando de reparar que agora cinco corvos estavam em seu encalço, o olhando com os orbes negros.

É um risco ocupacional.‘ – Se tranquilizou.

Estava pronto para chamar mais uma vez, quando a porta se abriu em um rangido velho e oco.

A velha anciã olhava para Hiccup sem nenhuma surpresa no rosto. Ela sorria de forma convencida. Como se dissesse: “Sabia que viria.”

O Jovem entrou mancando na residência ainda mais sinistra devido ao fato de estar de noite, e a única iluminação serem poucas velas.

A casa de Gothi era um tanto quanto assombrosa, com mais corvos do lado de dentro do que os que espreitaram Hiccup na entrada, amuletos feitos de ossos que balançavam sem nenhuma corrente de ar por perto e uma atmosfera pesada e triste. Hiccup quase se arrependeu de ter ido ali com o seu propósito.

Gothi se sentou em uma cadeira, e fez sinal para Hiccup fazer o mesmo. Separados por uma mesa, a velha começa a escrever com o dedo, usando a areia que estava acumulada na mesa de mogno.

“O que o traz aqui Jovem? Não é um antídoto novamente, sim?”

‘Grego Antigo. Como dizem os rumores. ’ - Traduziu o Haddock. Quando Gothi usava o Grego, falavam que era um assunto de extrema importância.

-Não é sobre o antídoto. Mas sim, porque quero saber o meu futuro. –Falou firme, com um sorriso pequeno nos lábios. Estava nervoso.

A anciã deu um sorriso com a fala do outro, como se já esperasse por este dia, e se pôs a escrever.

“Pois pergunte, o que gostaria de saber?” - As íris cinza gelo da idosa brilhavam na penumbra do lugar.

Com os corvos olhando em seus olhos, Hiccup escolheu a pergunta.

-O que os deuses reservam para mim?

Gothi escreveu cada letra com um sorriso macabro no rosto.

“Os deuses reservam muitas coisas para nós, mas você, filho do chefe. É diferente.”

A cada palavra escrita Hiccup prendia o fôlego enquanto tentava traduzir.

-Diferente, como? –Indagou, vendo o corvo pousar no encosto da cadeira da anciã, que tornava sua expressão sinistra pelas sombras causada pela chama fraca da vela que dançavam em seu rosto enrugado.

“Os deuses tem planos para você, alguns serão mostrados neste tempo, os outros, somente no tempo dos deuses.”

Ela escrevia rápido, e apagava mais rápido ainda, Hiccup se esforçava para compreender.

-O que será mostrado? Participarei de batalhas? – O Haddock estava inquieto.

“Será mostrado que você é persistente, e que terá que aprender a esperar. Esperar muitas vezes.” - Dera uma risada. “Batalhas? Sim. Em ambas você se recusa, e isso muda tudo.”

Hiccup não estava compreendendo muita coisa. E aquele corvo não o estava ajudando a pensar. Tinha que escolher as perguntas certas. Resolveu perguntar o que seu coração pedia.

-Jack vai estar comigo? –Sua voz saiu tremula, pois a idéia de estar sozinho o atormentou por um momento.

“Isso os deuses não querem me contar. Faça uma ultima pergunta filho do chefe.”

Hiccup engoliu em seco, e falou firme e sério.

-Serei útil?

O corvo grasnou alto e estridente, fazendo um zunido no ouvido do Haddock, a queimadura em sua mão começou a doer três vezes mais do que estava, e Hiccup teve que morder o lábio para segurar um gemido de dor.

Gothi demorou a se mexer, ficou séria enquanto percebia a agonia do jovem. Com seus olhos afiados e sábios, olhou diretamente nas íris verdes do outro.

Com um sorriso sem dentes e de gelar a espinha, os lábios murchos e enrugados se mexeram para falar em alto e bom som, uma voz rouca que fez Hiccup prender a respiração.

-Você não imagina o quanto, Hiccup.

Após terminar de falar, Gothi se arrumou na cadeira e voltou a escrever na areia.

Hiccup estava desesperado. Nunca pensou que iria presenciar a anciã falando. Somente Gobber dissera que ouvira a voz dela, mas resolveu não acreditar no viking naquele dia. Gobber sempre aumentava muitos pontos quando contava suas historias.

Com o coração a mil, olha na superfície da mesa.

“Os deuses me disseram mais uma coisa.” - Hiccup olhou da mesa, para a idosa que apagava o que tinha escrito para recomeçar a escrever.

“Deverá passar por provas para ser testado.”

-Testado para qual propósito? –Hiccup estava tenso, estava começando a se perguntar o motivo de ter recorrido á vidente.

Não recebera resposta. O corvo grasnou, indicando que o viking fizera a pergunta errada.

-Que tipo de provas? –Reformulou, esperando obter uma resposta.

“Terá que ir além, em todas. Se fracassar, não terá a ajuda dos deuses.”

Hiccup não tinha mais o que dizer, estava estático na cadeira. Gothi percebeu isso, e voltou a escrever dessa vez, em uma velocidade alarmante.

“Sofrerá muito filho do chefe. Os deuses gostam de brincar contigo. Não sei dizer se seu sofrimento será recompensado em igualdade um dia.”

O Haddock nada disse apenas se levantou e rumou para a porta da pequena cabana.

Quando foi puxar a porta, todos os corvos grasnaram em uníssono, e em um estalar de dedos, Gothi estava ao lado de Hiccup, segurando seu pulso com a mão velha de unhas compridas que arranhavam a pele, o impedindo de abrir a porta.

Ouve um silêncio assustador, suor escorria da testa do jovem, enquanto encarava os olhos da anciã.

-Os deuses não revelam o legado de ninguém. Mas, terá os seus feitos, se serão grandiosos, dependerá de suas escolhas. Boa sorte.

Hiccup assentiu, foi tudo o que conseguiu fazer ao escutar pela segunda vez e na mesma noite a voz de Gothi, a anciã que se recusa a falar com qualquer pessoa.

***

Logo depois de sair da torre de Gothi, Hiccup decide ir para a Praia Longa. Não conseguiria se deitar como se nada tivesse acontecido; ainda podia sentir a voz da anciã lhe arranhando a alma a cada silaba falada.

Sentado na areia, olhando o horizonte escuro ganhar uma tonalidade mais clara conforme iam se passando as horas. O garoto finalmente sabia o que fazer.

Ficou um tempo divagando nas informações que obteve da vidente, mas se cansou de tentar entender algo que nem se realizara ainda. Resolveu se focar no que estava próximo, e que poderia resolver, ou ao menos tentar.

Hiccup não sentia ódio por Snotlout, mas sim, uma vontade de evoluir, de calá-lo. Ele queria lutar, nunca esteve tão determinado assim em sua vida.

Ali, com um vento gélido e cortante batendo nos fios castanho-avermelhados, teve o fim de sua insegurança sobre ser um péssimo viking. Queria melhorar e iria melhorar. Por seu pai, por Jack e por si mesmo.

Nem dormira naquela madrugada, ficou pensando até o sol nascer atrás das águas geladas de Berk.

Percebendo a movimentação matinal na vila, resolve cortar um pedaço da manga de sua blusa, para amarrar na mão ferida.

Feito isso, decide ir para a casa de Jack, queria ver como Emma estava, e propor algo para o Frost.

***

Jack se sentia aliviado por Emma ter melhorado rapidamente em uma boa noite de sono. Estava saindo para falar com alguns pescadores, quando escuta algumas batidas na porta.

Olhando mais uma vez se Emma dormia tranquilamente, Jack vai atender a pessoa.

-Hic?! –Se surpreende ao abrir a porta e encontrar Hiccup, com um corte novo de cabelo.

Por que ele cortou de repente? ‘ – Se perguntou, achando suspeito.

-Bom dia Jack. – Falou sorrindo. –Como está a Emma?

-Muito bem, não tem mais febre. –O Frost estava estranhando alguma coisa no mais baixo.

-Jack; poderíamos treinar hoje na clareira? – Perguntou de forma firme, e o Frost entendeu o que estava diferente no Haddock.

Seu olhar. Não mostrava a insegurança que tinha antes. Estava destemido e confiante, Jack até ousaria dizer, que os deuses estavam sorrindo para Hiccup naquela manhã.

Bagunçando os fios recém cortados do outro, Jack com toda certeza aceita voltar aos treinos com Hiccup.

Hiccup abre um sorriso ao ver o Overland animado para lhe ensinar, nunca pensara que poderia se sentir tão bem com outra pessoa igual se sente com Jack. Entendiam-se com o mínimo dos olhares, e Hiccup amava isso.

‘ Os deuses podem brincar o quanto quiserem. Mas farei meu próprio destino, com minhas próprias escolhas. ’ - Pensara o Haddock, olhando o céu nublado, como se falasse diretamente com os deuses.


Notas Finais


Olha eu aqui, fugindo para as colinas depois desse capítulo.
espero que tenham gostado, e olhem só; escrevi outra fanfic com minha amada Sunshine, e tem o tema Nórdico e Viking, se tiverem interesse, dão uma passada por lá, e nos ajudem um pouquinho tbm :3
https://www.spiritfanfiction.com/historia/snowstorm-17157327

Beijos da Tia, e nos vemos no próximo o/


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