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História A New Dragon World - HTTYD Interativa - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Demorou para conseguir fazer esse capítulo e ainda ficou ruim, desculpa, mas ta difícil.

Esse capítulo e os próximos podem ter violência e se você se sente mal com isso.... Não leia, pois apesar de tudo tais conflitos fazem parte da história que criei.

Capítulo 15 - O começo do fim - Parte 1


Fanfic / Fanfiction A New Dragon World - HTTYD Interativa - Capítulo 15 - O começo do fim - Parte 1

P.O.V Bjorn

 

            - Você mentiu para nós! - Ubbe gritava com Helga, Sigyn, não sei

            - Sim, eu menti - ela limpava o sangue das mãos após torturar aquele pobre homem

            - Confiamos em você, acolhemos você! Como você pôde? 

            - Ah vai a merda Ubbe, pare de drama! - ela jogou o lenço no chão - Temos pouco tempo, ou você cala a porra da sua boca e vai pro cantinho ou me ajuda a arrumar alguma coisa útil daquele imbecil

- Drama? Drama? Todos nós achamos que vocês estavam mortos, sua tia, primos, SUA MÃE! Nós confiamos em Helga e você nos trái dessa forma!

- Acha que foi fácil para mim porra? Desde meus cinco anos eu tive que viver longe de tudo que eu conhecia, se qualquer um de nós voltasse vocês morreriam! Então de nada por salvar vocês! Ela mataria todos se soubesse… - vejo ela colocando uma barra de ferro no fogo da lareira

            - Ela? - perguntei pela primeira vez, ninguém conseguia falar com os dois discutindo

            - Nossa avó… Ela nos salvou há 13 anos, devemos nossas vidas a ela, juramos nossa lealdade a ela, ela queria guerreiros para vingar a traição dos ingleses e nós queríamos ajuda, uma mão lavou a outra, mas o preço foi alto demais

            Ela tirou a barra de ferro quando a mesma estava com tons de laranja e vermelho, Sigyn entrou na sala em  que o caçador estava preso, cortando a explicação. A loira fechou a porta e só conseguimos ouvir os gritos dele depois, ela parecia tão frágil, não conseguia imaginar que ela faria uma coisa dessas.

            - TRÊS MIL, TEMOS TRÊS MIL GUARDAS, TAMBÉM VIRÃO MAIS SOLDADOS DOS COMPRADORES, por favor… Pare

            O barulho de um bater de asas chamou nossa atenção, um pesadelo monstruoso desconhecido pousou em nossa ilha, dele desceu uma figura feminina usando uma armadura branca e consegui ver um senhor de idade na cela dele, ele era careca e tinha uma longa barba branca trançada. A garota tirou seu capacete e vi seus cabelos vermelhos e revoltosos caírem em suas costas, seus lábios vermelhos se destacaram com sua pele pálida, quase perdi o fôlego quando abriu um sorriso e invadiu a cabana com o senhor atrás dela.

            - Quem são vocês? - alguém perguntou, mas não conseguia desviar o olhar dela

            - Foi rápido, achei que demoraria mais - Sigyn saiu da sala limpando suas mãos na camiseta já bem manchada

            - Colocamos ele rodando sobre uma fogueira, não sabia de nada, sua avó queria um escravo novo então - ela deu de ombros e acariciou as escamas de Luz - Explicou tudo a esses ai?

            - Sim, Suspiro e Morrigan vão ficar com você e os arqueiros. Gart, Ennik, Lyanna e Siegfried entrarão depois para soltar os dragões e os escravos. O resto ficará comigo e Floki, juntamente com os outros soldados

            - Não falou nada disso para nós - meu irmão interrompeu 

            - Não? Ah, então agora sabem

- Às vezes você é tão tirana quanto seus irmãos, sabia?

- Vai pra porra Summer - a ruiva riu e empurrou Sigyn para fora

- Vai se vestir princesinha, temos muito o que fazer 

Ela entrou no local e nos observou, deu um sorriso fraco e entrou onde o prisioneiro estava, seguimos ela por segurança e vi ela cortando o pulso do caçador, fechei os olhos para evitar ver tudo isso, nunca fomos tão brutais assim. A tal Summer guardou sua adaga e começou a fazer tranças em seus cabelos ruivos, olhava para nós com uma sobrancelha arqueada.

- Vocês não nos conheceram - ela veio até mim, observando-nos de cima a baixo - Podem ser úteis... Bom, quando formos vocês seguirão as ordens dos príncipes, são soldados comuns como eu e não deem pitaco, vai irritar mais o Floki

 

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P.O.V Svein

 

            Quando termino de acorrentar aqueles pobres coitados os arrasto para a costa onde uma gaiola os espera, os prendi lá com a consciência pesada e voltei para o navio, ouvia apenas os dragões rugindo, porém um grito alto me fez soltar o Gronkel que prendia e corri para a ultima cela, a cela do príncipe.

            Encontrei o Caolho entortando os pés dele, o barulho de ossos quebrando me deixou enojado, enquanto isso o Japonês assistia tudo rindo, seus olhos já puxados estavam totalmente fechados. Não consegui evitar e peguei um machado de mão que estava preso em meu cinto e o finquei na cabeça do Caolho, ele arregalou os olhos para mim antes de morrer. Sentia os respingos de sangue em meu rosto, aquele estrangeiro parou de rir e pegou seu próprio machado, porém com rapidez consegui desarmá-lo.

            - Deixe-o vivo, vai acalmar minha família

            - Você é louco! – ouvi a risada fraca do príncipe

            - Sim... Eu sou, mas meus irmãos são mais, vão querer sacrificá-lo aos deuses

            Vi ele se arrastando, praticamente ignorando suas pernas quebradas e pegou uma das cordas que o prendiam antes. Sem mais escolhas amarrei o caçador e coloquei um pano dentro de sua boca, fiz tudo com cuidado para ele não se soltar ou falar e o escondi atrás de caixotes. Tive que apoiá-lo para leva-lo até uma das celas, propositalmente deixei a porta só encostada e meu machado embaixo de seu corpo, só para proteção.

            Encontrei o traidor, que era um guarda do reino dele que veio passar informações, ele falou que hoje era o dia, hoje esse lugar maldito acaba, só preciso esperar. Encontrei Winter e a manti perto de mim, não poderia protege-la se ela estivesse longe.

            - Temos quanto tempo? – ela perguntou

            - Não sei...

            - A gente que lute... Literalmente – ela tentou fazer graça nesse momento tenso e eu só arqueei uma sobrancelha

 

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P.O.V. Summer

 

            Observávamos os navios chegando, bandeiras de alguns clãs e uma que eu não conhecia, não eram navios como os nossos. Eu usava uma luneta para tentar ver melhor, eram pessoas estranhas e que usavam roupas estranhas.

            - Cristãos... – olhei Sigyn, a vendo cuspir no chão com um olhar de puro desprezo

            - Pensei que eles fossem... Diferentes – me calei quando seu olhar queimou em minhas costas

            Subi em Luz atrás dela e fomos para nossas posições, deixei as duas cavaleiras em seus lugares para que conseguíssemos atirar nos guardas que ficavam encima das muralhas, duvido que elas tenham matado alguém de verdade, as duas têm cara de quem vivia em casa sendo protegidas pelos papais e paparicadas pelas mamães.

            - Façam como treinamos e lembrem que eles não hesitariam em nos violentar e nos matar, somos nós ou eles e se morrermos as Valquírias nos levarão para festejar com os deuses, esta é a maior das horas – Sigyn encostou sua testa com a da branquelinha nanica, essa dai não conseguiria atacar ninguém mesmo

            - E se isso não der certo? – olhei para um moreninho, esse era o reclamão, era bonitinho, mas com certeza era o reclamão

            - Vai dar, temos mais de quatro mil sodados além de arqueiros, sigam o plano e vamos ter poucas baixas – falei e sorri forçadamente, esse povo não pode só aceitar uma ordem calado?

            - Nós vamos ganhar, Odin não se agrada com esses homens e ele está do nosso lado, e temos dragões do nosso lado, isso já nos garante a vitória – ela dá de ombros e arruma seu escudo amarrado em suas costas

            - Garotos... Não conheço vocês, mas consigo saber quem são vocês, são fortes e sabem lutar, mas segurar uma arma não é a mesma coisa que matar, não hesitem – falei séria e me despedi da minha irmã por obrigação

            Notei a mudança do sol no céu com o passar das horas, alguns já estavam impacientes, mas ninguém queria ir contra dois Thorston irritados ao máximo. Uma bandeira vermelha foi vista ao longe e nos preparamos, quando ela sumiu uma chuva de flechas foi lançada em direção as muralhas.

 

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P.O.V Floki

 

            Apertei o cabo de minha espada e minha irmã me entrega um machado de punho, ela ficou ao meu lado quando entramos na “cabana” de madeira, ficamos encostados nas paredes para que os soldados conseguissem arrombar os portões com um grande tronco de árvore. O barulho era alto, minha cabeça doía, mas tratei de ignorar.

            Sigyn estava ao meu lado, parte do meu desespero foi embora ao ver suas tranças loiras e a pintura negra ao redor de seus olhos verdes. Seu escudo já estava em posição, protegeria nó dois se tivesse algum arqueiro do outro lado da muralha.

            Quando a tranca foi quebrada e os portões se abriram os escudeiros se juntaram e fizeram uma parede de proteção, as flechas não passavam por eles e não nos atingiam. Eles foram na frente e com minha ordem os escudos se separaram.

            O sangue manchava meu rosto e cabelos quando cortava meus inimigos. Lancei meu machado na cabeça de um caçador, seu crânio se abriu e minha arma ficou presa ali, não tive tempo para pegar de volta, pois com a mão livre segurei uma lança e cortei o abdome de uma guerreira, suas tripas voaram e seu corpo caiu em um baque surdo.

            Uma camada fina e fria de chuva começou a cair, afastei o cabelo grudado em minhas testa e segui meus guerreiros, passamos por um beco e ouvi um grito familiar, o grito que denunciava a loucura de um Thorston. Quando cheguei a um pátio pude perceber Zloki apunhalando o rosto de um homem, ele se arrastou até uma carroça e ria sádico, sua pele bronzeada e seus cabelos dourados estavam vermelhos, o sangue lhe cobria e isso o fazia parecer assustador, ele gritava como um louco.

            - Quem pensam que eu sou? Vocês não podem me matar!

            Esperei a outra parte de nosso exercito chegar por outro beco e cercar nossos inimigos, iríamos atacar de todos os lados, os forçando a se juntar e não ter nenhuma saída, se não se rendessem iriam morrer, esse é o destino, a escolha que Odin os dava. Quando estávamos todos aqui gritei novamente para recomeçar nosso ataque.

            - Agora!



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