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História A nobre mestiça - Capítulo 11


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Capítulo 11 - Capitulo 11


Fanfic / Fanfiction A nobre mestiça - Capítulo 11 - Capitulo 11

                Regina observava a mulher a sua frente dizer tudo aquilo que ela estava decidida a também revelar, Emma tinha todos os poros e fibras de seu corpo, esperou tempo de mais por ela e se necessário esperaria mais uma eternidade, amava Emma, tinha consciência desse fato mais do que qualquer outra coisa em sua longa vida.

                Emma se virou novamente para a sacada e Regina se aproximou da princesa, Swan sentiu a respiração da Rainha em sua nuca e se arrepiou, virou-se para a mais velha alternando seu olhar entre os grandes olhos claros e brilhantes e sua boca extremamente vermelha e convidativa, com um impulso Emma segura seu rosto e mata a sede que sentia dos lábios da mais velha, no começo Regina se assustou com a impetuosidade de sua Emma, mas logo cedeu.

                                                                                              Pov Emma

 

                Regina fala contra meu pescoço enquanto me liberto de toda insegurança que já senti um dia, o modo que ela tira cada peça de meu uniforme beira a idolatria, em meio a agitação caímos sob a cama, Regina está sob mim, nua e com toques precisos e apaixonados, cubro a pele dela com beijos desde a ponta do nariz até o meio de suas pernas, a respiração dela fica descompassada e ela aguarda ansiosa até que minha língua percorra seu ponto mais sensível, eu o circulo com um pouco de insegurança, nunca havia estado com outra pessoa antes, mas as reações do corpo dela fazem com que minha precisão aumentem. Quando meu dedo desliza para dentro dela, todo seu corpo arqueia em minha direção.

                Daquela posição Emma podia ter uma visão de Regina mais desprotegida, sem suas muitas camadas de armaduras, deixou para observa-la em qualquer outro momento que não aquele. Regina percebeu o olhar de Swan sobre ela e em um instante inverteu suas posições dominando a loira. Swan sentia seus seios sendo sugados e seu juízo perdia-se a cada vez que sentia a pressão da língua da mais velha, seus movimentos eram mais rápidos e pontuais, Emma beijava Regina com a mesma vontade que anteriormente havia sido tomada,

               

                Regina abriu seus olhos, observando aquele lindo par de esmeraldas a sua frente, não sabia como havia vivido tantas eras sem aquele verde em sua vida, encarou Emma com um sorriso que continha muitas promessas, lentamente desceu sua mão pelo tronco de Swan, levando -o até o lugar que ela ansiava tanto em ter, a penetrando devagar, observando cada sensação e reação, não queria perder nada.

                Emma esperava tudo, menos a grande delicadeza de Regina, afinal ela era uma grande guerreira, e segundo ouviu teve muitas conquistas, era experiente em todos os pontos da vida. Enquanto uma mão massageava seu centro a outra corria pela pele alva da princesa, causando arrepios.

Em um gemido rouco Emma retomava os movimentos dos quadris de um jeito que beirava o insano, a sensação era nova, mas Swan sabia que poderia facilmente a ter pelo resto de seus dias. Agarrou os cabelos de Regina com mais força enquanto seus gemidos se tornavam cada vez mais altos e constantes, uma onda de tremores tomou conta de seu corpo e se viu desfazer sob as mãos firmes da morena, que juntamente com Emma soltou um gemido manhoso e baixo.

Regina observava as feições de Emma enquanto se entregava ao ápice, desfrutou completamente de todo o corpo da loira, em toda sua vida jamais havia se entregado de tão bom grado a alguém, ela definitivamente amava aquela mulher.

- Se eu soubesse que isso era tão interessante, teria começado a praticar antes. – Emma sorria de forma doce e brincalhona para a morena, tinha dentro de si a certeza que era com Regina que deveria ter sua primeira vez.

- Não ouse mocinha, eu sou perfeitamente capaz de colocar fogo em meio continente. – O aconchego de seus corpos foi automático, pareciam o encaixe perfeito uma da outra, e ali com imensa tranquilidade adormeceram.

               

               

                                                               CIDADELA DOURADA

 

                - Meu senhor, tens visitas. – A porta do grande salão do trono se abriu revelando o grande mago, líder do conselho e grande parte de seus subordinados. – Senhores, vocês precisam ser autorizados. – Em uma questão de instantes o jovem soldado se reduzia a apenas uma pequena pilha de cinzas.

                - Olá majestade, venho trazendo boas notícias. -  O rosto de Eraffes se empalideceu, esperava por isso dos Auros, mas não tão de imediato e repentino, não havia dado tempo suficiente para Emma se tornar a pessoa que o reino precisava.

                - Robert! Por que não me sinto surpreso! – Eraffes era um homem sereno, mas ao mesmo tempo intimidador, quando viu os demais aproximando- se do trono, pegou sua espada no flanco e a colocou sob seu colo, como um sinal de aviso. – Posso não solar faíscas pelos dedos, mas ainda sou perfeitamente capaz de arrancar a cabeça de vocês um a um, não se aproximem de mim mago.

                - Você não pode matar a todos nós, não vê meu rei, está sozinho, nem mesmo sua amada filha bastarda esta aqui pra lhe socorrer, mas não se preocupe querido irmão, irei cobrar isso dela pessoalmente. – Naquele momento a ira do rei foi também sua ruina, se jogou com toda raiva que dispunha para cima daquele que um dia cresceu ao seu lado. Robert não era nem de longe tão forte como o rei, mas era sujo e se tem algo que podemos perceber com bastante clareza no mundo é que aqueles que jogam sujo muito costumeiramente vencem.

                Eraffes morreu em uma tarde fria, olhando pela janela sua amada floresta, da qual se fosse um pouco mais esperto jamais haveria saído, se sentia em paz por saber que Emma tinha Regina e que ela faria de tudo por sua filha, agora enfim poderia ser feliz ao lado de seu grande amor.

                - Avisem a todos meus amigos, o rei Sidorano caiu pelas mãos de rebeldes. – Robert tomou a coroa de Eraffes no chão e teatralmente a colocou sob sua cabeça. – Que as notícias corram com o vento, Sidoran tem um novo rei e caso alguém não esteja satisfeito venha pessoalmente tratar comigo, afinal minhas portas estão sempre abertas ao povo.

               

                                                                              Pov Emma

               

                Emma estava em seu treinamento com Jafir, absolutamente focada em derrotar o rapaz o mais rápido possível. Quando em um momento sentiu uma brisa diferente passar por ela, olhou para Jafir que tinha sentido a mesma sensação, a conexão de ambos era inexplicável.

                - O rei caiu! – Jafir sussurrou, jogando as palavras aqueles que ali quisessem ouvir.

                Após a morte de Eraffes, o povo de Sidoran aguardou que sua filha tomasse seu lugar, mas não aconteceu assim, Robert o irmão mais novo do rei que também era o líder dos magos Sidoranos nomeou a si mesmo como o próximo monarca daquelas terras. Ao contrário do irmão, ele nunca teve intenção de devolver o continente a seus verdadeiros donos, ele ansiava por poder e dos filhos do Rei tirano, ele era o único que compartilhava dos ideais de seu pai.

                - Meu senhor, não conseguimos encontrá-la, o bosque está vazio assim como sua casa, parece que ela fugiu pouco antes de chegarmos. – Tomado do poder que pensava ser seu por direito, rapidamente Robert foi atrás da única pessoa que poderia o deter naquele momento, já que nunca considerou Swan como um empecilho.

                - Estão me dizendo que uma bruxa escapou dos meus melhores magos e soldados? – Morgana era a irmã mais nova entre os três, e assim como o falecido rei nutria uma grande antipatia por Robert e suas condutas, era extremamente poderosa e não pensou duas vezes em ir atrás de Emma quando soube da morte do irmão mais velho, não há via desde que era só uma menina saltitante e descabelada.

                                                                                              Pov Regina

 

                Emma chorou sem parar. Quando finalmente ficou mais calma encolheu-se num canto, a cabeça entre os joelhos, em silêncio. Queria fechar-se em si mesma, não pensar em coisa alguma. Mas as imagens de seu pai atormentavam-na: podia rever o seu sorriso, ouvir a sua voz. Voltavam à lembrança os momentos passados juntos naqueles últimos meses, a maneira como se despedira dele antes de fugir, em como ele a havia apoiado suas decisões e milhares de outros momentos insignificantes.

                O jovem Jafir que ficara ao seu lado olhava para ela cheio de pena, percebia que a marca em seu rosto aos poucos mudava de forma, a cor que antes era branca como a neve, começará a se tornar azulada, era a marca de Eraffes dizendo que Emma era sua herdeira e somente a ela deveria ser entregue o trono.

                - Emma sua tia veio a seu encontro. – Regina segurou a mão de Emma tentando lhe passar tranquilidade diante da mulher, que até mesmo para ela parecia ainda intimidadora, eram conhecidas de longa data, o nome de Morgana fazia jus a seu poder nos quatro cantos do continente.

                Morgana Já a conhecia de fato: uma espécie de mestiça que carregava seu sangue e pertencia a uma raça quase extinta. Já havia chegado a seus ouvidos histórias do vulto branco que lutava como um homem, com a leveza de uma ninfa, mas letal como um escorpião. Quando a viu pela primeira vez tinha ficado surpresa com a sua miudeza, era somente um bebê que acabará de perder a mãe. Uma criatura estranha sem dúvida, mas realmente bonita. Então tivera a oportunidade de vê-la crescer até certo ponto, não conseguia acreditar que a mocinha de aparência tão frágil que deixou a tanto tempo pudesse lutar daquele jeito. Mas agora que a via ali, desesperada, parecia-lhe simplesmente uma jovem indefesa.

                - Filha de Mary! – Ficaste tão bela quando a mãe posso lhe assegurar, e pelo que ouço tão excepcional quanto meu irmão, ele era um bom homem. –Disse com pesar. - Quando a levei até ele depois da morte de Mary, aceitou-a sem hesitação e jurou que iria defendê-la mesmo que lhe custasse a vida. Nos primeiros tempos cuidamos da sua criação juntos, mas depois a situação ficou mais complicada. Meu pai faleceu, seu pai se tornou o centro da política, em cidadela as pessoas começaram a cochichar, a dizer que você não se parecia alguém da linhagem Aura. Fui forçada a levar-te para Ofir para ser criada por minha pessoa de confiança... Marta, a mãe de seu amigo Jafir!

                - Se eu soubesse que tramavam, poderia ter salvado meu pai, ele poderia estar aqui, a morte dele foi uma falha minha! E foi uma falha sua também, ele era seu irmão Morgana, e você só se escondeu no meio do mato e fingiu que estávamos mortos, pois veja bem. Agora ele está!
                - Emma queríamos que crescesse livre e despreocupada por mais tempo possível, isso não seria possível comigo ao lado de vocês, eu sou uma bruxa, desde quando decidi seguir sua mãe me tornei a escória da realeza, seu pai era o único que sabia de mim. Passei seus 21 anos iludindo-me que poderia levar uma vida normal, seu pai também, fomos cegos Emma. Mary tinha visto algo em ti, algo fundamental para o futuro de toda Sidoran. Cheguei a esperar que ela estivesse errada, que não fosse predestinada a coisa alguma. Mas Mary nunca errava... sinto muito, Emma.

                - Espero que nunca se esqueça Morgana, você não salvou a seu irmão! – Emma queria que alguém sentisse a dor que ela sentia.

                - Você disse bem querida, ele era meu irmão, não há nada que você possa me dizer que eu já não saiba, sei que não é pessoal, você só está sentindo a perda, acredito naquilo que dizem as ninfas do meu bosque: tenho certeza de que, depois desta vida, um mundo sem guerra e sem sofrimento espera por nós. Os meus amigos estão todos lá, eu sinto. E lá também está o teu pai, sentindo-se muito orgulhoso, espero que ele e Mary possam estar compartilhando do mesmo paraíso.

 

                Trezentos ciclos atrás Sidoran foi conturbado por um conflito interminável que os 4 cantos do continente deflagraram umas contra as outras pelo predomínio absoluto: A guerra continental, Afir manipulou a todos para que isso acontecesse da forma que ele esperava.

Naquele tempo Sidoran era habitada pelos Elfos,— os antigos moradores dessa terra Eram um povo pacífico, dedicado à ciência e à sabedoria, que durante muitos anos não participou das hostilidades. Mesmo assim, devido à sua agilidade, os Elfos eram particularmente dotados para as artes do combate. Cora, sua rainha mais ambiciosa, decidiu reaver o seu domínio pondo em prática estas aptidões. Os elfos já não lutavam havia muitos séculos, mas a soberana era uma estrategista extraordinária: dentro em breve o seu exército tornou-se o mais poderoso de Sidoran e derrotou todas as outras Terras. Cora, no entanto, não chegou a aproveitar o seu poder: de fato morreu logo após a vitória final deixando o novo reino a sua aluna mais talentosa, Zelena.

                Depois da coroação, Zelena foi convocada pelo monarca de Sidoran. O rei apresentava- se diante dela exigindo sua obediência, mas a jovem rainha surpreendeu-os.

— Não quero o poder que você construiu com sangue, não farei parte de seu reino, tão pouco meu povo, se entrarem novamente em meus domínios não sairão de lá — disse. — Sidoran voltara a ser livre.

                                                                                                                                             Trecho da biblioteca Élfica.


Notas Finais


até a proxima


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