História A Noite e a Morte - Capítulo 1


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Hentai, LGBT, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!
Playlist da Fanfic nas Notas Finais!

Capítulo 1 - Cap. I - Reviravolta


Acordo mais uma vez com dores localizadas nas costas. Respiro fundo para tentar diminuir ao menos um pouco da dor, o que resulta em nada. Suspiro mais uma vez de cansaço, como faço todos os dias.

Saio do quarto me arrastando da cama pegando minha toalha no caminho, e vou direto para o banheiro.

Ao sentir a água gelada em minhas costas a dor multiplica e me esforço para não deixar um gemido escapar por conta de tamanha dor. Me forço a me lavar e quando termino o banho, pego gaze dentro do armário e começo a enrolar meu tronco com a mesma. Me enrolo na toalha e vou para o meu quarto tentando fazer o mínimo de barulho possível. Me arrumo o mais rápido que minhas cicatrizes deixam e pego uma maçã que sobrara na cesta de frutas, que se encontrava em cima da mesa.

Olho para o relógio de parede e vejo que ainda são 7:12 decido ir para o parque próximo a escola.

Ao chegar no parque sento próxima do laguinho, tiro meus lápis de cor e meu caderno de desenho, e começo a desenhar pensando na minha vida “maravilhosa”.

Em dezesseis anos a vida conseguiu me fazer achar o fundo do Tártaro de tanto me deixar para baixo.

Eu nunca conheci minha mãe, segundo Joseph, meu “pai”, depois de engravidar dele, sumiu, e depois d’eu ter nascido, me deixou na porta de casa somente com três bijuterias, que Joseph me deu quando eu completei meus 12 anos. Não sei como ele conseguiu guarda-las e não vender para comprar suas adoradas drogas.

Joseph é um total drogado, que não está nem aí para a filha dele, eu, e para a esposa.

Katy é outra drogada. Mas, essa aí... Seu passatempo favorito é espancar-me. Todos os dias é a mesma coisa, após eu chegar da escola, seu presente de boas-vindas é uma surra.

Nem sei o que me prende aqui. Acho que talvez as músicas, ou meus desenhos. Não sei.

A única renda da casa é o dinheiro sujo que Joseph arranja. Dá nojo só de comer a comida e começar a imaginar como ele conseguiu o dinheiro para compra-la.

Além disso tem eu. O desastre em pessoa. Bellatriz Lilith Schulz. Não tenho nenhum amigo na escola. Na verdade, tenho somente um. Bruce Johnson.

Um garoto muito gentil e fofo. Ele tem cabelos da cor de chocolate, olhos verdes e tem bastante sardas. Ele é um pouco mais alto que eu e não é muito musculoso, o que acho que se deve ao fato d’ele ter um tipo de deficiência nas pernas.

Na escola eu coloco a minha máscara de alegre e espontânea. Sou conhecida como “a garota sorridente”, é uma maneira de ajudar quem está em uma situação ruim. É um bom hobby, ajudar as pessoas.

Mas, teve uma época em que eu estava melhor do que eu estou agora. Mais especificamente quando eu tinha meus quatorze anos, eu estudava na escola anterior a essa. Mas não foi somente pelo fato d’eu ter que ir para outra escola por já ter entrado no High School. Não.

Foi por causa do meu ex-namorado.

Na época em que namorávamos era a minha “Era de Ouro”. Ele, o Dylan, era um amor, carinhoso, atencioso, cuidadoso, resumindo: Perfeito.

Mas com o passar do tempo ele foi passando a ficar possesivo, muito possesivo. Eu achava fotos minhas destruídas, facas entre os cobertores. Controlava o que eu tinha que vestir, como me comportar, com quem sair, com quem falar, como agir. Era um pesadelo. Até que ele próprio terminou a nossa relação. Quando ele tentou me matar. E depois disso eu me separei. Fique traumatizada.

Mas não parou. Ele simplesmente não aceitou o fim do namoro. Eu recebia ligações e eu ouvia respirações fundas, ele aparecia aleatoriamente em casa, por onde eu passava ele estava lá. Até que numa noite, durante uma tempestade, ele bateu na porta de casa. Mas a minha tática de fechar a porta num estrondo e correr para o closet de Joseph e de Kate, não deu certo.

Quando eu tentei fechar a porta ele botou o pé e impediu a porta de fechar. Desesperada, corri escada acima, mas como ele era rápido, ele conseguiu me acompanhar. Eu tinha entrado no meu quarto e quando tentei tranca-lo, lembrei que ele não tinha fechadura.

Ao me ver encurralada, fui até o fundo do meu quarto e escorreguei até o chão do quarto, em prantos e desesperada para caralho.

Naquele momento, somente naquele momento, eu desejei que Joseph e Kate estivessem em casa. Mas não. Estavam fora. Fazendo sabe-se lá Hades o que.

E...

Balanço minha cabeça na intenção de afastar meus pensamentos.

Pego meu celular e arregalo os olhos ao ver as horas. Eram 7:55. Arrumo o mais rápido possível meus materiais, coloco minha mochila nas costas com cuidado, e corro para a escola.

Tento recuperar o folego enquanto pego meus materiais no armário.

Pelo menos ainda tem pessoas no corredor...” Penso andando rápido com um sorriso no rosto. Como sempre...

Ao chegar na sala comemoro internamente ao ver que o professor ainda não chegou. Sento próxima da janela e fico alheia ao meu redor.

Sou despertada de meus pensamentos ao sentir alguém se sentar do meu lado. Pisco rapidamente e me viro com um sorriso para a pessoa.

- Olá, Bruce! – Sorrio.

- Oi, Bellatriz! Como se sente? – Bruce se remexe desconfortavelmente na cadeira.

Eu sou tão horrível que até o Bruce se sente desconfortável na minha presença...” Meu sorriso vacila com o pensamento.

- Bella, você está bem? – Pergunta Bruce, aparentemente preocupado.

- Sim, sim. Desculpe, eu só me distraí por um instante. – Balanço minha cabeça e coloco meu sorriso diário no rosto. -  O que você estava falando mesmo?

- Perguntei se você estava bem.

- Sim, estou bem. E você? – Pego meu caderno ao perceber que o professor entrou na sala.

- Bem. – Bruce pega seu caderno também.

Durante a aula trocamos apenas algumas palavras, mas eu estava mais concentrada em não me distrair.

 

ΩΩΩ

 

Respiro fundo decepcionada ao ouvir o sinal da saída soar em meus ouvidos. Arrumo meus materiais o mais lentamente possível, e me retiro da sala após dar um “Tchau” para a Profa. Amberly, de Matemática. Sigo o fluxo de estudante até o portão da escola encontrando Bruce encostado no muro, aparentemente esperando alguém.

- Oh! Olá Bella! – Ele diz ao me avistar e vem ao meu encontro.

- Oi! Como foi a sua última aula? – Pergunto caminhando lentamente ao lado dele.

- Foi um pouco difícil..., mas, o que você acha de ir no parque próximo daqui? – Pergunta, e percebo que ele está olhando para todos os lados, em alerta.

- Bruce... você está procurando alguém? – Ele olha para mim, tentando relaxar a postura tensa.

- Sim... sim. Quero dizer! Não, não estou procurando ninguém. – Sorri forçado para mim. – Mas, o que diz, sobre ir ao parque?

- Posso ir sim. – Respondo imediatamente, animada por ter mais alguns minutos longe de casa.

Conversamos algumas aleatoriedades durante o caminho, rindo de algumas piadas toscas de Bruce. Ao chegarmos, percebo que ele fica mais tenso que anteriormente. Nós nos sentamos em um banco de frente para o lago e ficamos em silencio, eu aproveito esse momento para sentir a brisa leve de outono.

- Bella... – Chama Bruce, me fazendo sair dos meus devaneios.

- Sim... aconteceu alguma coisa para faze-lo ficar tenso? – Pergunto preocupada.

- É só que... – Ele respira fundo, como se tivesse uma enorme dificuldade em falar.

- Olha só, se não quiser falar tudo bem...

- Não, não é nada disso. – Ele me interrompe. Ele respira fundo mais uma vez, e começa a falar. – Sabe, você conhece a mitologia grega... romana...?

- Sim, sim. Eu leio alguns livros e mitos sobre elas. São interessantes. – Respondo despreocupadamente, mesmo estranhando a pergunta.

- Então... e se eu te falar que... elas realmente existem? – Pergunta, falando rápido, mas consigo entender.

- Bruce... que tipo de conversa é essa? – Pergunto estranhando e sentido um breve incômodo nos olhos. Pisco, temendo que as lentes saíssem e revelassem meus olhos.

- Eu tenho que ser rápido com isso... – Resmunga baixo, mas ainda consigo ouvir. – Olha, já que você lê a mitologia deve saber que os deuses têm casos com mortais e isso resulta em semideuses.

- Bruce... sério, você está bem?! Você está soando! – Exclamo, ao ver uma gota de suor surgir em sua testa, debaixo dos bonés.

- Olha, Bellatriz. A mitologia grega e romana realmente existe, os deuses existem, os monstros, tudo! Tudo existe. – Ele diz, fazendo gestos com a mão. – E você! Você, Bellatriz Lilith Schulz, é uma semideusa!

- Tá bem... Eu vou para minha casa, e vou fingir que essa conversa nunca aconteceu... – Pego minha mochila e tento me levantar.

- Não! É sério Bella! Você é uma semideusa. E você precisa ir para o Acampamento Meio-Sangue! Ou o Acampamento Júpiter! O que acho difícil, já que você aparentemente é filha de algum deus ou deusa grega. – Ele murmura, mas ouço.

- Bruce, você está realmente me assustando com essa conversa. – Meus olhos estão ligeiramente arregalados, sinto minhas íris irem para o tom vermelho, mas estão protegidas pelas lentes castanhas escuro.

- Entenda Bella, eu sou um Sátiro. Sabe aquelas criaturas metade bodes e metade homem, com chifres na cabeça? Então, eu sou uma dessas. – Ele diz, gesticulando desesperado.

- Me prove. Me prove que você é um sátiro! – Digo, desconfiada.

- Certo – Ele olha ao redor e seu olhar para numa pequena trilha. – Vamos para aquela trilha.

Assinto somente e o sigo. Entramos um pouco mais fundo na floresta e ele para repentinamente.

- Aqui está bom... – Murmura Bruce. – Certo. Bella, se você não quiser ficar constrangida, recomendo que feche os olhos.

- Não. – Ele somente assente e começa a remover as calças. Arregalo os olhos, mas não desvio o olhar.

- Ainda duvida?! – Pergunta após retirar os sapatos, e as calças estarem jogadas em algum lugar.

- Como... co... como isso é possível?! – Digo gaguejando.

- Como eu disse, eu sou um Sátiro, e você – Ele aponta para mim. – é uma semideusa. E nós precisamos ir urgentemente para o Acampamento Meio-Sangue. Sinto cheiro de monstros desde que cheguei na escola hoje.

- Certo... E como vamos? – Pergunto, após me recuperar do choque.

- Podemos ir com o taxi da Tormenta Eterna... – Diz incerto.

- Certo, vamos com esse taxi da Tormenta Eterna? E como vamos pagar? – Pergunto. Fico constrangida demais e peço. – Bruce, pelo amor do Estige, veste as suas calças e seus sapatos, por favor?!

- Claro, claro. – Ele se apressa para pegar sua calça e enquanto se arruma, me explica como vamos pegar o taxi. – Olha nós temos que exclamar: Pare! Ó carruagem da danação. Na língua do Olimpo, e depois jogar uma dracma na rua. Entendeu?

- Sim, sim. Então, você tem uma dracma? – Pergunto, e me sinto mais confortável ao vê-lo vestido.

- Um sátiro em uma missão não sai em missão sem uma porção de dracmas. – Se gaba, mas logo volta a ficar sério. – Vamos correr até a rua. Se quiser jogue seus materiais durante o caminho, ah! E jogue agora o seu celular fora. Isso atrai monstros.

Antes de jogar fora meu celular, envio uma mensagem avisando para o Joseph que fui embora de casa. Após isso, jogo meu celular no lugar onde estou e retiro da minha mochila somente o meu caderno de desenho e meus lápis, tantos de cor, tanto de escrever.

- Venha, coloque na minha mochila. – Ele diz abrindo a mochila e enfiando o braço todo lá dentro. – Deixe-me só...

Ele puxa o braço com os cadernos em mãos e os joga no mesmo lugar, estende a mochila para mim e coloco minhas coisas lá dentro, receosa. Depois, nós nos pomos a correr o mais rápido possível.

Corremos até um beco, recuperamos o folego e logo após Bruce abre sua mochila novamente, e pega uma pequena bolsa, onde se ouve barulhos de moedas. Ele abre a pequena bolsa e tira de lá uma moeda de ouro de tamanho comum, mas tinha gravado de um lado a efígie de Zeus e o Empire State do outro.

- Stêthi. Ô hárma diabolês! – Exclamou Bruce, e jogou a moeda no asfalto, mas ao invés de cair ruidosamente no asfalto, ela afundou e desapareceu.

Poucos segundos depois eu me dei conta de que tinha entendido o que Bruce falou.

- Espera! Por que eu consegui entender o que você disse? – Perguntei.

- Bom... isso significa que você é grega. – Diz, como se isso explicasse tudo.

Após alguns segundos de espera, então, bem no lugar onde a moeda afundou, fundiu-se em uma poça retangular mais ou menos do tamanho de uma vaga de estacionamento – borbulhando um líquido vermelho como sangue. Então um carro irrompeu daquele lodo. Era um táxi sem dúvida, porém, diferentemente de qualquer outro táxi de Nova York, não era amarelo. Era cinza-escuro. Quer dizer, parecia feito de fumaça, como se fosse possível atravessá-lo andando. Havia palavras impressas na porta.

- Irmãs Cinzentas? – Pergunto confusa, e Bruce me olha confuso.

- Você não tem dislexia?! – Pergunta com ar surpreso.

- Não.

A janela do passageiro desceu, e uma velha pôs a cabeça para fora. Tinha um tufo de cabelos grisalhos cobrindo os olhos, e falou de um jeito estranho e murmurante, como se tivesse acabado de tomar uma injeção de anestésico.

- Passagem? Passagem?

- Duas para o Acampamento Meio-Sangue. – Diz Bruce e entramos no carro. Enquanto coloco o cinto, Bruce paga a senhora... Espere um minuto. Não havia apenas uma velha. Havia três, todas amontoadas no assento dianteiro, cada qual com cabelos pegajosos cobrindo os olhos, mãos ossudas e um vestido de tecido grosso cor de carvão.

- Segure-se firme, pois vai ser uma viagem e tanto...


Notas Finais


Espero que tenham gostado!
Não esqueçam de favoritar e comentar!
Playlist: https://www.youtube.com/watch?v=tGBksGw8Sfs&list=PLbaoQzv8Ln2vAJUJeEgJmPnL0RqUmq4BF
Tenham uma boa tarde! Um bom dia! Ou... Uma boa noite!


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