História A noite é vermelha - Capítulo 7


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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO, Got7, TWICE
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Chaeyoung, Dahyun, Do Kyung-soo (D.O), Jackson, Jeon Jungkook (Jungkook), Jeongyeon, Kim Jong-in (Kai), Mina, Momo, Nayeon, Park Chan-yeol (Chanyeol), Sana, Yugyeom
Tags 2yeon, Bruxa, Bruxas, Chanbeak, Girlxgirl, Kaisoo, Lobisomem, Lobisomen, Markson, Michaeng, Samo, Vampiro, Vampiros
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Palavras 5.098
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Policial, Romance e Novela, Sci-Fi, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Capítulo quatro - é assim que se chama a atenção


Era uma manhã de quarta-feira normal. Um pouco mais animada do que o habitual, mas normal.

Sana acordara às sete horas em ponto, tomara seu banho matinal, e fora para escola com o carro cinza escuro que ganhara de aniversário de seus pais há, mais ou menos, dois anos atrás.

A japonesa não era rica, mas o salário que os pais ganhavam era mais do que  suficiente para pagar as despesas domésticas. O que possibilita a compra de muitos bens materiais e lazer, incluindo seu carro cinza escuro.

Minatozaki se lembrava direitinho do dia em que voltava das férias de verão que passara na casa de seus avós, e vira um carro cinza escuro limpíssimo com um laço grande e vermelho em cima, em frente a sua casa. Seus pais seguravam uma vergonhosa placa de “bem vinda de volta” e “feliz aniversário, amor das nossas vidas”.

Dirigiu, calmamente, até a escola, escutando uma rádio aleatória, enquanto batucava os dedos no volante no ritmo da música animada. Estacionou seu carro, já não tão impecavelmente limpo, na vaga de sempre, e desceu do carro. Tão logo, avistou seus amigos sentados sobre a luxuosa caminhonete branca de Jongin.

Se juntou a todos, e se sentou sobre o capô do carro, ao lado de Mina e Baekhyun.

— O que vocês estão fazendo aqui? — Minatozaki perguntou. — Não ficamos no estacionamento no tempo livre, já faz um bom tempo.

— Kyungsoo ouviu dizer que o trio novo está chegando na escola chamando a atenção — respondeu Jongin. — Queríamos ver o que quiseram dizer com “chamando a atenção.”

— De certo, aparecerão aqui com uma melancia na cabeça — comentou Jeongyeon risonha.

— Ou com um lápis enfiado no nariz — falou Nayeon.

— Que horrível! — exclamou Chanyeol. — Lápis no nariz!

— Para quem enfiava a cola, em vez de um lápis, no nariz, isso é fichinha — alfinetou Baekhyun.

— Ah, e você que só usava lápis rosa — retrucou o garoto. — Não podia ser outra cor, só rosa.

— Ah, Chanyeol, o passado deve ser trancado à sete chaves… — Byun corou, ao se lembrar da sua infância.

Curiosamente, o Park e o Byun se conheciam desde criança. As famílias de ambos sempre foram amigas e muito próximas, e por isso, sua amizade sempre existiu. Não teria cabimento não mantê-la até os dias atuais.

Sana podia considerá-los como a dupla cérebro e punho. Sendo Chanyeol o cérebro, e Baekhyun o punho – não que o garoto fosse muito forte, ou briguento.

A conversa fluiu, e as risadas estridentes não demoraram ecoar no estacionamento. Jongin e os garotos combinavam alguma coisa para a festa daquele fim de semana, enquanto Sana e as garotas reclamam do que os garotos decidiram, apenas de brincadeira.

No final das contas, seria uma festa na casa de Jongin. Os pais do atleta viajariam naquele fim de semana, e como o atleta tem uma casa grande, seria o lugar perfeito para a festa. Kyungsoo e Baekhyun ficariam encarregados das bebidas alcoólicas, enquanto Chanyeol traria o suco, ou a água – o grupo, na verdade, era indiferente quanto à isso. As garotas convidariam à todos que pudessem, até o fim da semana.

Tinha tudo para ser a festa do ano. Muita gente, bebida, comida, música alta e o principal: sem horário para terminar. Segundo Jongin, seu bairro era bem tranquilo, não teria perigo da polícia chegar acabando com a festa, ou de um vizinho inconveniente vir bater na porta pedindo para abaixar o volume da música, porque a esposa está doente.

Bombaria, e os nove garotos seriam lembrados por ter sido a festa do ano, por um bom tempo. Acabando com a festa do time de basquete, que seria no dia seguinte.

O ronco de um motor surgiu alto, chamando a atenção de Minatozaki que era consumida por seus devaneios sobre a festa de Jongin.

Olhando para a entrada do estacionamento escolar, a japonesa e seus amigos viram uma moto grande e branca estacionando, barulhentamente. Dela, Mark Tuan desceu, enquanto tirava seu capacete preto e balançava seus cabelos louros artificiais em uma cena dignamente cinematográfica.

Alguns longos segundos depois, um carro conversível vermelho  adentrou o estacionamento, pelo mesmo lugar, e estacionou ao lado da moto de Mark, da mesma forma barulhenta. Dahyun e Momo desceram do carro de forma graciosa com seus óculos escuros.

— É assim que se chama a atenção — comentou, boquiaberto, Kyungsoo.

O trio saiu do estacionamento, praticamente flutuando, como se nada tivesse acontecido e metade do colégio parou para observá-los.

Era um tanto cômico. Em apenas três dias, aqueles três estranhos já conseguiram chamar mais atenção que Jongin consegue sendo o capitão do time de futebol, ou Tzuyu sendo a líder das líderes de torcida e sua beleza estonteante.

A mente de Minatozaki estava uma total bagunça. O que teria trazido aquele trio de estranhos – e ricos, porque aqueles automóveis deviam custar, no mínimo, um rim cada – para Cheon-dae, uma cidade tão vazia e desinteressante?

Certamente, havia algum outro propósito nisso. Talvez eles tivessem algo a ver com as mortes dos três alunos, no início da semana. Mas aquilo seria muita loucura.

Pelo menos, na cabeça de Sana, o plano perfeito de um assassinato, só seria um plano perfeito, se não chamasse atenção, o que certamente não era o que Mark, Momo e Dahyun estavam fazendo.

A japonesa podia sentir, eles gritavam perigo com aquele ar de misteriosidade. De alguma forma que ela ainda não sabia, descobriria o que de errado havia com eles. Eles que a aguardassem.

— Talvez, agora, o time de basquete não seja o nosso maior problema — falou Baekhyun. — Quem aqui está roubando a nossa popularidade é esse triozinho aí.

— É, realmente — concordou Jeongyeon, balançando a cabeça para cima e para baixo.

— Mas eles não parecem ser pessoas ruins... — Pensou Chaeyoung.

— Já esqueceu do que o Mark fez ontem com a Sana? — perguntou Mina. — Provavelmente vai vir mais provocações assim.

— Mas a Momo tentou a defender dele — retrucou a mais baixinha.

Sana bufou discretamente, eles só se importavam com a própria popularidade? Não podiam se preocupar em acabar com essa rivalidade tosca de alguma forma?

Tudo bem que o time de basquete era realmente um problema, eram irritantes e inconvenientes. Mas para quê criar intriga com os alunos novos?

— Eles parecem ter mais problemas internos, entre eles, do que com a gente — disse Nayeon. — Talvez eles não sejam um problema tão grande assim.

— Seria muito engraçado ver eles brigando entre si — falou Jongin, rindo um pouco.

— Talvez isso ainda venha a acontecer — respondeu Chanyeol, bebericando da sua garrafa térmica de café, e apontando para a entrada da escola, onde Momo e Mark pareciam discutir algo.

O grupo seguiu o olhar pelo caminho que o Park apontava, e observaram a discussão. Mark gesticulava incansavelmente, enquanto Momo pareciam gritar segurando-se para não pular em cima do amigo. Dahyun encarava tediosamente a briga de ambos.

Aquela cena só não partiu para socos e chutes pela intervenção do sinal estridente que tocou sobre os ouvidos de ambos. Logo os corredores estavam permeados por estudantes que corriam em busca de suas salas de aula.

Sana bufou, lembrando-se que sua primeira aula era biologia com a Sr. Moon. Contra a própria a vontade pôs-se a caminhar, de forma preguiçosa e bastante lenta, até sua respectiva sala.

Ao chegar lá, encontrou a sala parcialmente cheia, a maioria dos lugares ainda estavam vagos.  Então escolheu uma carteira distante e discreta, assim a Sra. Moon não a notária e não implicaria tanto com ela, outro alvo seria escolhido para isso.

A japonesa abaixou o olhar para seu caderno, e começou a desenhar pelas pontas das folhas, enquanto esperava pela aula começar. Entretanto, quando escutou a professora entrar na sala e começar a dar sua aula, Minatozaki não fez o mínimo esforço para levantar a cabeça.

Estava sem vontade de escutar aquela voz irritantemente argentina da Sra. Moon a explicando sobre alguma coisa estúpida que não importava. Será que tinha alguma forma de não ter mais aulas de biologia? Porque se tivesse, Sana estava querendo saber como.

Naquele momento, os quadrados desengonçados e riscos tortos feitos no topo da folha de seu caderno eram bem mais interessantes e atraentes. Aos poucos, todas aquelas formas formavam uma bagunça completa, deturpando a folha do seu caderno.

Suspirou entediada, e levantou a cabeça, olhando para o imenso relógio de ponteiro sobre a porta de saída. Ótimo, mais dois minutos e estaria livre e longe daquela professora.

Quando saiu da sala, praticamente correu até a sala de história, pronta para puxar o saco do Sr. Lee, que a adorava. Foi a primeira a entrar, e disse um alto e sorridente “Bom dia, professor!”.

Minatozaki era um desastre em história, mas sabia puxar o saco do professor da forma correta, tanto é que suas notas em história eram uma das melhores do seu boletim. Tudo que a japonesa pedia, era escutado atentamente pelo Sr. Lee, que considerava aceitar ou não. Era cômico. (N/A: talvez já tenha me ocorrido)

A japonesa nunca se esquecerá do dia em que pedira ajuda para ele em uma prova sobre o Egito Antigo, e "sem querer" ele deu a resposta. Ela tirou a nota máxima naquela prova, o que deu uma levantada no seu boletim na época.

Ela sentou em seu lugar habitual, no meio da sala, e esperou que o resto dos alunos decidissem entrar na sala, para a aula começar.

O Sr. Lee falava alguma coisa sobre a Segunda Guerra Mundial, mas a quantidade de datas que ele dizia entravam pela cabeça de Sana e faziam a maior bagunça.

1 de setembro de 1939, 10 de julho de 1940, 22 de junho de 1941, 2 de fevereiro de 1943,  6 de junho de 1944, 8 de maio de 1945, 2 de setembro de 1945.

Ela ficaria louca.

Já no final da aula, o professor decidiu passar um trabalho extenso sobre o conteúdo passado em sala. Aquilo era um problema, Minatozaki não saberia como fazer, teria que copiar da internet ou algo assim, e o Sr. Lee não gostaria muito disso.

— Professor, pode ser em dupla? — a japonesa perguntou, e observou o homem mais velho, quase com quarenta anos, ponderar.

— Pode ser sim, Srta. Minatozaki, sei que muitos tem dificuldade nesse conteúdo — respondeu com um sorriso leve, começando a apagar o quadro branco.

Ótimo, sua salvação, agora era só encontrar a dupla perfeita.

— Posso fazer com você, livro vermelho e de capa dura? — A voz rouca e suave de Momo soou perto de Sana a fazendo virar a cabeça em sua direção, rapidamente.

Hirai queria fazer o trabalho com ela? Como assim? A garota deveria odiar Minatozaki pelo trombão na biblioteca no dia anterior – pelo menos, assim pensava Sana.

— Claro! — respondeu confusa. — Por que não?

Observou a japonesa afastar a cadeira e se sentar ali, com a postura tão ereta que fez Sana duvidar se aquilo era possível. Momo focou no livro, provavelmente procurando por onde começar a atividade.

Observando Momo ali, Sana se lembrou do dia anterior, onde a mais velha a defendeu do estúpido do Mark. Sentiu-se no dever, então de agradecer, já que Hirai não tinha nada a ver com aquela situação, e mesmo assim a ajudou.

— Uhmm… Obrigada por ontem, por me defender de Mark, sabe?

— Está tudo bem, livro vermelho e de capa dura — respondeu, a olhando. — Mark pode ser um idiota quando quer.

Minatozaki acabou corando pela forma que Momo estava a chamando. Por que ela tinha que a chamar assim?

— A propósito, você já começou a ler o livro? — perguntou a japonesa.

— Ainda não — negou Sana. — Vou começar nesse fim de semana, quando eu tiver mais tempo.

— Espero que goste dele, livro vermelho de capa dura. — Voltou a folhear o livro de história, e Sana sentiu seu rosto esquentar de novo.

— Por que está me chamando de livro vermelho e de capa dura?  — indagou tombando a cabeça para a esquerda, fitando o rosto perfeito de Momo de perfil.

Hirai levantou sua cabeça e pôs seus olhos de tons diferentes sobre a mais nova, observando-a de forma atenta antes de responder calma:

— Não sei seu nome, mas Mark não calou a boca por um instante quando pegou aquele livro vermelho e de capa dura. — Respirou fundo ao se lembrar das palavras do amigo. — Disse como você ficou tão vermelha de raiva quanto a cor livro, quando ele o roubou de você.

O rosto de Sana atingiu um tom rubro maior ainda pela vergonha, ela sorriu sem graça e desviou o olhar de Momo.

— Meu nome é Sana, Minatozaki Sana.

— Uhmm… Você é japonesa? — Ela questionou curiosa, mas não esperou pela resposta. — Eu sou Hirai Momo, sou de Kyoto. E você?

— Sou de Osaka. — Sorriu, feliz pela curiosidade da outra.

— Ah, é bem perto de Kyoto — comentou. — Já fui para Osaka várias vezes, é muito bonito lá.

— É sim — respondeu timidamente.

Hirai a fitava de forma intimidadora, com seus olhos intensos sobre Sana, que timidamente sorria e concordava.

Era difícil prestar atenção no que a mais velha dizia, quando a curiosidade sobre seus olhos nublava sua mente, a impedindo de dar continuidade a conversa.

— Você gosta de história? — Momo perguntou, notando que fugiram um pouco trabalho que deveriam fazer. — Digo, é boa nessa matéria?

— Não, nem um pouco, me desculpe.

— Não se desculpe, você tem sorte. — Ela sorriu, se ajeitando na cadeira e folheando o livro de história até achar a página que falava sobre a matéria do trabalho. — Eu adoro, e sou ótima na Segunda Guerra Mundial!

— Ah, que ótimo!

Perfeito, era isso que ela precisava, uma boa dupla!

Observou atentamente Momo correr seus olhos heterocromáticos no livro, lendo algo, e Sana não se conteve.

— Uhmm… Posso fazer uma pergunta? — Minatozaki indagou cuidadosa, aquela curiosidade estava a matando. Momo assentiu com a cabeça, voltando seu olhar para a mais nova, que continuou: — Seu olho é vermelho mesmo, ou é… Lente?

Hirai riu levemente, achando graça da forma que a mais nova questionou, fazendo Sana pensar que sua pergunta a incomodou.

— Me desculpe, eu não queria te incomodar com ess-

— Não se preocupe — ela cortou, ainda rindo um pouco, mas agora do desespero da mais nova. — Se eu ganhasse um bolinho de chocolate cada vez que alguém me perguntasse isso, eu estaria acima do peso.

Sana abriu a boca, murmurando um “ah” em entendimento, também achando graça. Hirai deveria ser muito questionada por conta do seu olho mesmo, era incomum.

— Bom, eu tenho heterocromia sim, meus olhos têm cores diferentes — respondeu. — Meu olho direito tem menos pigmento que o esquerdo, quando bate luz, é possível ver os vasos sanguíneos. Por isso ele é vermelho.

— Que legal! — exclamou Minatozaki. — Isso é bem incomum, mas é curioso!

— No início é legal mesmo, mas chama muito a atenção das pessoa. Acho que se eu pudesse ter olhos normais, como os seus, eu ficaria bem mais feliz — ela comentou seria, desviando os olhos de volta para o livro.

— Seus olhos são muito bonitos, Momo.

Hirai virou seu rosto tão rápido quanto podia para Sana, que ao perceber o que dissera, ruborizou fortemente. Certamente, a japonesa deveria por um filtro na própria boca, não poderia sair elogiando os olhos dos outros assim.

O silêncio prevaleceu por alguns pares de segundos, até que Hirai o quebrou.

— Você não deveria flertar assim, fácilmente, com os outro.

— Não estou flertando!

— Claro que está — respondeu de forma seca.

— E você não deveria se apaixonar assim, facilmente, por quem flerta com você — retrucou, frustrada.

— Não me apaixonei, só estou lhe aconselhando a não flertar assim tão fácil.

— Eu não estava flertando — resmungou, cruzando os braços de forma infantil, enquanto um enorme bico surgia em seus lábios de forma involuntária.

Momo observou aquilo, achando fofo de uma certa forma inexplicável. Deixou uma risada discreta – que Minatozaki não percebeu – ao constatar que Sana parecia uma criança que a mãe negou um chocolate antes da janta.

Minatozaki continuava emburrada, enquanto continuava aquela discussão internamente, procurando argumentos decentes que ela poderia usar. Entretanto, não queria criar mais desavenças entre as duas, ela incrivelmente havia gostado de Hirai, e queria poder continuar uma amizade. E, talvez, continuando aquela discussão boba, não a ajudaria naquela missão.

Então, apenas se contentou em perder aquele debate.

De repente lembrou da festa de Jongin no fim de semana, seria uma ótima ideia convidar Hirai.

— Momo? — chamou, logo recebendo o olhar da mais velha sobre si. — Um amigo meu vai dar um festa nesse sábado para comemorar o início do inverno, queria te convidar, se você quiser, posso te passar o endereço.

— Comemorar o início do inverno? — indagou curiosa.

Quem é que comemorava o início do inverno? Tudo bem que aquela era a estação preferida da japonesa, mas nem ela comemorava o início do inverno.

— É, nada que gira em torno de Jongin faz muito sentido — respondeu fazendo careta. — Ele quer comemorar o início do inverno.

— Tudo bem, eu vou sim.

Minatozaki sorriu. Ótimo, poderia procurá-la no sábado, na casa de Jongin, e assim ficariam mais próximas.

— A festa vai ser na r-

Antes que ela pudesse dar o endereço para Hirai, o sinal que indicava o fim da aula tocou e os alunos começaram a se levantar para sair da sala.

— Bom eu te passo o endereço mais tarde.

— Tudo bem, podemos nos encontrar amanhã, antes da aula, na biblioteca? — perguntou Momo.

Sana franziu o cenho e tombou a cabeça para a esquerda curiosa. O que Hirai queria com ela na biblioteca amanhã de manhã?

— Digo, para começarmos o trabalho, já que conversamos a aula toda. — Sorriu sem jeito, corrigindo sua fala.

— Oh! — exclamou. — Tudo bem, nos vemos amanhã na biblioteca!

Minatozaki saiu da sala – sem antes obviamente puxar o saco do Sr. Lee –, e foi para sua última aula antes do horário do almoço: matemática.

A aula correu bastante rápido, Sana só não sabia se era porque ela gostava de matemática ou se sua mente estava um pouco longe demais para se preocupar com o horário.

Sua conversa com Hirai no tempo anterior fora bem interessante, a japonesa parecia ser uma pessoa legal, apesar da aparência intimidadora.

Se Momo realmente fosse à festa de Jonin naquele sábado, significava que Mark também estaria lá, e Minatozaki teria que tomar cuidado. Da forma que o garoto era, era bem capaz de acabar indo atrás de Sana para pregar alguma peça com ela ou apenas incomodá-la.

Deu de ombros. De qualquer forma, ela iria àquela festa para se divertir, e era isso que ela faria.

— Bom dia, Sra. Seo, o que temos hoje para o almoço? — Cumprimentou educadamente Sana.

— Para você, Sana, temos um macarrão com almôndegas bem quentinho, pode ser? — a senhora de pouco mais de cinquenta anos perguntou, levantando um talher com um pouco de comida.

— Pode ser sim, Sra. Seo — respondeu sorrindo animadamente e estendendo seu prato para a mulher, facilitando seu acesso à senhora. — Parece estar uma delícia, muito obrigada. — Sorriu.

Sana escorregou para o lado, pegando um copo com gelo e um chá gelado. Observou Jongin logo atrás, que também escorregou para o lado, pronto para pegar sua comida com a cozinheira.

— Eu vou querer o mesmo que a Sanita, Sra. Seo — ele pediu animado, já que adorava macarrão, e adorava mais ainda almôndegas.

— Acabou — ela respondeu ríspida, colocando uma gororoba marrom no prato do atleta, que fez um muxoxo.

Por algum motivo que Minatozaki – e a maioria dos alunos, na verdade — não sabia, a Sra. Seo não gostava de Jongin e nem dos atletas do time de futebol. Em contrapartida, seu afeto pelos jogadores de basquete era visivelmente maior, o que irritava o Kim.

Sana riu, achando graça da cara emburrada de Jongin que sempre tentava ser legal com a cozinheira.

— Do que está rindo? — ele perguntou irritado, comprando um copinho com sorvete de flocos.

Sana negou veemente com a cabeça e pegou o sorvete, escondendo seu sorriso. Ambos caminharam para a mesa de seus amigos e se sentaram lá.

Estavam alheios à conversa, mas Kyungsoo parecia discutir com Chanyeol por algum motivo.

— Você não serve nem para passar cola certo! — acusou Kyungsoo.

— Não é minha culpa se a Sra. Moon fez quatro provas diferentes! — Chanyeol tentou se defender. — Eu não tinha como saber!

— Eu odeio essa mulher — comentou Chaeyoung, recebendo a concordância de Baekhyun que estava sentado ao seu lado.

— O que aconteceu com a sua comida, Jongin? — Nayeon perguntou rindo, ao comparar seu prato de macarrão com almôndegas com a pasta marrom que tinha no prato do atleta.

— Aquela cozinheira é uma vaca — falou irritado.

— Ei, não fale dela assim! — exclamou Minatozaki. — Ela é um amor!

— Ela me odeia, e eu nem sei o porquê!

— Eu já falei o porquê para você, Jongin — Jeongyeon disse, com um sorriso malicioso estampado no rosto. — Ela não gosta dessa sua cara de capivara atropelada.

Jongin a fitou com um olhar mortal, mas não disse nada, apenas continuou a cutucar o projeto de comida que tinha no seu prato.

— Ela não gosta do time de futebol, porque o Jongdae e o Minseok vivem colocando laxante escondido na comida que ela prepara — falou Mina, garfando um pedaço de almôndega. — A coitada já cansou de ter que jogar comida fora por culpa dos dois.

— Aqueles vermes! — exclamou Jongin. — Ainda sobre para mim, perdi a chance de comer um macarrão com almôndegas maravilhoso!

— É isso que dá ser capitão do time — comentou Chanyeol, desrosqueando sua garrafa térmica, apenas para constatar que não havia mais nenhuma gota de café lá dentro. — Alguém tem mais café?

— Eu convidei a Momo para a festa — afirmou Sana.

— Você a convidou? Por quê?! — Baekhyun exclamou, cuspindo o refrigerante que tinha na boca.

— Seu nojento — exclamou Chaeyoung, fazendo uma careta e se afastando do garoto.

— Sim, por quê? Qual o problema?

— Porque eles são piores que o time de basquete? — perguntou Jeongyeon sarcasticamente.

— Eu estou fazendo um trabalho de história com Momo, e ela é bem legal — defendeu Sana, fazendo um biquinho frustrado.

— Mas e o Mark? — Mina perguntou, dando outra garfada no seu prato quase vazio de macarrão.

— Vocês não queriam que o máximo de gente fosse na festa? — indagou ríspida. — Eu os convidei, porra!

Se levantou, largando seu garfo e seu prato de macarrão com almôndegas intocado na mesa – mas sem antes pegar seu copinho com sorvete de flocos –, indo direto para biblioteca. Minatozaki já estava de saco cheio de seus amigos só se importarem em serem os mais populares naquela escola. Até parecia que precisavam daquilo para sobreviver, era estúpido e superficial.

Os oito sentados na mesa abriram a boca em descrença e observaram a amiga atravessar a porta de entrada do refeitório e virando para a esquerda.

— Ela realmente largou o prato de macarrão com almôndegas delicioso por isso? — perguntou Jongin ainda olhando a grande porta dupla azul do refeitório.

— É, ela fez — Nayeon respondeu com o cenho franzido.

— Ótimo, se ela não quer as almôndegas, eu quero! — O Kim deixou seu prato com a gororoba marrom de lado, roubando o prato abandonado da amiga, enfiando a cara dele enquanto comia.


 

As últimas aulas de quarta-feira sempre eram educação física, e todos deviam estar na quadra principal antes que o Sr. Lambert – o homem era francês –, que devia ter trinta e cinco anos no máximo.

O Sr. Lambert era um cara bem divertido, sempre procurava atender os pedidos da turma. Fazia atividades divertidas e não obrigava ninguém a participar da aula, mas quem não quisesse, teria que fazer um relatório da aula para entregá-lo.

Sana nunca fora fã de educação física,  mas certamente o Sr. Lambert fez com que não fosse mais um sacrifício participar das aulas.

A japonesa entrou no vestiário feminino, onde trocou de roupa, colocando o uniforme de educação física que consistia em uma bermuda azul chamativa com uma listra amarela na lateral e uma camisa cinza com o emblema da escola – um uniforme ridículo.

Adentrou a quadra, logo encontrando os seus amigos reunidos rindo de algo que Jongin havia falado. Então decidiu caminhar em direção à eles.

Não pretendia pedir desculpas por hoje mais cedo no refeitório, não achava que tinha feito algo errado. Talvez fosse orgulhosa demais para fazer isso, mas ela realmente estava começando a se cansar de toda aquela implicância em serem os mais populares.

Se aproximou e não disse nada, apenas se juntou ao grupo que apenas agiu normalmente, e Minatozaki agradeceu internamente por isso.

De repente, a quadra ficou em silêncio e Sana olhou em volta em busca do motivo; o motivo estava adentrando a quadra.

Os alunos cochichavam e murmuravam o fato de Mark, Momo, e Dayun não estarem usando o uniforme padrão da escola para educação física. Dahyun usava uma bermuda preta e uma camisa branca, Tuan vestia-se todo de branco e Hirai vestia-se de preto.

Será que ela só tinha roupas pretas? Minatozaki perguntou-se.

Entretanto, o Sr. Lambert não comentou nada, ao contrário, estava mais chocado que o resto dos alunos. Fitava os três alunos com a boca entreaberta, sem nem ao menos piscar.

Eles se aproximaram do professor e falaram algo, o Sr. Lambert pareceu concordar e tão logo se afastou deles.

— Atenção — ele chamou. — Hoje jogaremos queimada, quero que vocês façam uma fila na linha branca, vou dividir duas equipes.

A turma fez uma fila, e o professor começou a separar dois times. Acabou que no final ficou Mark, Dahyun, Chaeyoung, Baekhyun, Chanyeol e Jeongyeon de um lado e do outro ficou Momo, Sana, Mina, Kyungsoo, Jongin e Nayeon.

Cada equipe escolheu alguém para ficar na área morta da quadra. No time de Sana um garoto alto, magro e com cabelos loiros longos se candidatou a ir, mas o time decidiu mandar Jongin para o outro lado.

O professor caminhou até o centro da quadra e jogou a bola vermelha para o alto dando início à partida.

Mark conseguiu pegar a bola antes de Hirai, e jogou ela com muita força em direção à amiga. Hirai pegou a bola com as duas mãos e sorriu sarcasticamente, atirando a bola de volta com o dobro de força e acertando um garoto do outro lado, Yoongi.

Jongin gritou um “otário”, devido o fato do garoto fazer parte do time de basquete.

Alguns passes depois, a bola voltou na mão de Momo, que a pegou, correu até o limite que dividia a quadra ao meio, pulou e jogou a bola vermelha no time adversário.

Mark tentou desviar, mas a bola acertou, e com o impacto o garoto arqueou as costas. Ele caminhou até a zona morta do seu time murmurando xingamentos baixinho, enquanto Hirai sorria com desdém do amigo.

E o jogo rolou basicamente assim. Toda a vez que a bola vinha parar na equipe de Minatozaki, quem a pegava era Hirai. Não tinha muitos que queria jogar a bola, e Momo tinha a capacidade de intimidar a todos, o que acabava a deixando jogar sozinha – apenas pela a exceção de Jongin, mas todas as vezes que o atleta pegou na bola, ele dava conta de deixar o time adversário tomá-la.

Sana perdeu a conta de quantas vezes Mark lançou a bola em sua direção, da zona morta. Mas aquilo não a incomodava, o que realmente a incomodava era que em todas as vezes que isso aconteceu, Hirai pegava a bola antes de bater na mais nova, protegendo-a.

A partida seguia em frente, dois do time de Dahyun eram queimados, e depois um era queimado no time de Momo. Chanyeol e Chaeyoung, depois Nayeon, Baekhyun e Jeongyeon, depois Mina. E foi assim até ficar Sana, Momo e Jongin de um lado, e Dahyun do outro.

Talvez Dahyun tenha ficado com pena ou algo assim, porque foi Jongin quem a queimou e ganhou a partida. O Kim jogou a bola de forma fraca e estranha, o que fez a bola dar algumas voltas, mas no fim acertou Dahyun que nem se mexeu para desviar. Mas mesmo assim, o atleta saiu correndo pela quadra gritando como ele era o melhor e como o time não funcionaria se ele não estivesse lá.

Sana ouvindo aquilo olhou para Momo – que claramente havia levado o time nas costas –, e a garota ria de Jongin, enquanto negava com a cabeça. Minatozaki não se conteve em não rir levemente também, agradecida por Hirai não ter se importado.

Subitamente, os olhos de Momo pararam sobre Sana, que já havia parado de rir. Hirai sustentou o olhar, e por fim, antes de desviar, piscou seu olho direito e saiu com Dahyun e Mark, que parecia frustrado.

— Foi a pior partida de queimada da minha vida! — exclamou Baekhyun deitando-se no chão da quadra de barriga para cima e com os braços e pernas abertos.

— Todas as partidas de queimadas são sempre horríveis para mim — comentou Chanyeol, bebericando algo que não era café de sua garrafa térmica.

— Não foi tão ruim assim… — Pensou Sana.

— Concordo com a Sanita, foi muito divertido! — Jongin disse, sentando-se ao lado de Baekhyun.

— Para você deve ter sido muito divertido mesmo — reclamou Nayeon —, não foi atingido com uma bolada pelo Mark.

— Ou pela Dahyun — acrescentou Mina.

— Ou pela Momo — acresce Jeongyeon, arregalando os olhos.

— Pois é, não é? Minha coxa está doendo até agora por culpa da Hirai — Chaeyoung disse esfregando a mão na coxa esquerda onde foi atingida.

— A Sana deve estar bem mesmo — alfinetou Kyungsoo —, todas as vezes que o Tuan a atacou, a Momo foi salvá-la de receber um hematoma.

Minatozaki sentiu seu rosto esquentar, pensava que ninguém havia notado.

— Tem certeza que vocês estão só fazendo um trabalho de história, Minatozaki? — perguntou Nayeon sugestiva.

— Parem de falar bosta — ela reclamou, escondendo a rosto nas mãos,  nervosamente. — Ela só estava sendo legal.

— Queria que ela tivesse sido legal assim comigo — Mina disse risonha.

— Eles são muito fortes, eu acho que eu vou ter que amputar meu braço — dramatizou Chanyeol. — Acho que eles não são humanos!

— Ah, claro! — Sana revirou os olhos. — Se eles não são humanos são o que? Alienígenas?

— Talvez sejam, com aquela força devem ter vindo de Krypton e pretendem dominar o mundo! — O garoto se jogou no chão como um bebê chorão. — NÃO!

— Tudo bem, ignora ele — comentou Baekhyun, sentando-se.

— Eles nem devem ser tão fortes assim — disse Jongin.

— Não, o Chan está certo — Chaeyoung defendeu. — Eles são fortes até de mais.

Aquilo era mais um coisa a se adicionar a lista mental de estranhezas do grupo de alunos novos de Sana. A japonesa franziu o cenho ao notar que tinha uma lista mental de estranhezas do grupo de alunos novos.

Minatozaki precisava começar a investigá-los logo, já estavam no meio da semana, e sua lista mental só aumentava. Então, aproveitaria para começar na festa de Jongin no sábado, seria perfeito.

Ela só precisava que sábado chegasse logo.

 



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