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História A Noona do Jimin - Capítulo 2


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Notas do Autor


E senta, que lá vem história!
Espero que se divirta por aqui.

Capítulo 2 - Capítulo 2


Corria o ano de 2004 quando me mudei com meus pais e minha irmã mais nova para Geumjeong-gu, à fim de que eu pudesse morar mais perto da Universidade Nacional de Busan, que iria frequentar. Não foi preciso muito tempo para que conhecesse toda a vizinhança e logo, já me sentisse em casa. Minha irmã enfrentou um pouco mais de dificuldades em fazer amizade na escola, mas com as crianças da rua isso foi diferente e por isso, nossa casa estava sempre cheia de crianças da vizinhança.

Foi assim que Jimim apareceu na nossa sala – mas isso, quatro anos depois da nossa mudança. Ele veio junto com o irmão mais novo, colega de escola da YnNah, minha irmã e acabou ficando para jogar. Não demorou muito para que ele fosse um acréscimo irrecusável dentro da turma, liderada pela personalidade explosiva de uma outra garota da rua.

Nos finais de tarde eles se reuniam à esquina de nossa rua e era comum para mim, encontra-los ainda à noite, quando retornava dos meus estudos na faculdade. Na época, a maioria deles fazia parte de um grupo de dança, incluindo a minha irmã, então, não raro vi-os ensaiando passos apenas como brincadeira. Foi nessa época que o menino com o eye-smile mais fofo que já vi na vida começava a viver sua puberdade. Eu me divertia ao vê-lo dando em cima dos colegas, fossem meninos ou meninas, na maior cara de pau. Era sempre muito engraçado observar o poder que ele exercia só com aquele eye-smile.

- O Jiminie, aigoooo!!! – Minha irmã reclamava, quando aproveitava minha carona para voltar pra casa. – O Park tá insuportável – Ela dizia enquanto ria ao mesmo tempo e depois, seguia o relatório sobre os demais colegas da turma ou da escola, não deixando de mencionar aquele que queria para ser seu namorado, um aluno do ensino médio.

Eu ouvia tudo com interesse, mas às vezes era inevitável, eu acabava por focar nos meus próprios problemas, discutidos em sua maioria com a Soo Ae. Na época, aos vinte e quatros anos eu ainda me preocupava com o que pensava de mim a sociedade, contudo, nada que chegasse a afetar meu modo de vida. Meus namoros não duravam mais que um mês e logo, eles percebiam que eu não me encaixava naquilo que era esperado, em geral.

- Unnie ... – chamava Ynnah, com aquela expressão pra lá de suspeita – Você não acha que é estranha? – Ela ria. – Quero ser assim que nem você. – E somente aquele comentário já me fazia feliz. Se havia algo que eu amava, era ter uma irmã esperta e única como só ela. Como não amar? Por muitas vezes, fora aquela menina a me inspirar.

E então, assim seguiam meus dias e em pouco tempo, eu estava a me formar. E foi naquele período que Jimin começou a se aproximar.

- Noona – ele apareceu no batente da porta do meu quarto, me chamando. Encostou-se ali e ficou me olhando enquanto eu o encarava de volta, surpresa com a aparição. O cabelo preto e liso quase lhe cobria os olhos, a expressão era séria, atenta e eu me perguntava o que aquela criança queria ali se os amigos estavam animados na sala. Eu até podia ouvi-los a rir e gritar.

- Que foi, Jimin-ah? Por que não está lá na sala? – Indaguei e depois voltei a encarar o bloco de notas a minha frente. Eu tinha meus cálculos a fazer, afinal, meu salário de trabalhadora de meio período precisava ser bem administrado.

- Eu não vi a noona chegar hoje... só queria ver se estava aqui – Ouvi-o me dizer, enquanto o percebi que ainda me observava. Voltei a olhá-lo e me deparei com uma expressão enigmática e então, eu ri, com aquela resposta sem sentido.

- Ok, já viu... Agora pode voltar pra lá. – Eu disse, voltando mais uma vez minha atenção ao que fazia antes dele me importunar.

- Eu vou crescer, noona – Ele me disse e mais uma vez, desviei meu olhar já não tão atento das minhas contas e o encarei. Ele então, abriu um sorriso sem vergonha, um daqueles bem característicos dele. Como podia uma criança ser tão fofa?

Tive ímpetos de lhe apertar as bochechas, mas me mantive inerte.

- É o que se espera, não é? – Eu ri, brincando com o complexo dele. Ele ficava tão preocupado porque era um dos mais baixinhos da turma e eu achava graça, confesso. Contudo, não era assim com ele.

- Não noona, você entendeu errado! – Jimin parecia ter ficado bravo comigo, mas logo em seguida me abrira um sorriso. – Eu vou crescer e você não vai mais falar assim comigo, noona – me disse e eu continuei rindo, afinal, o que queria dizer com aquilo? Ele simplesmente me virou as costas e foi embora. Parecia entender que o recado estava dado, só não percebeu que eu não tinha entendido.

Bem, não demorou muito para ele se fazer entender. Pouco tempo depois comecei a notar o olhar dele me seguindo por todo lugar que me via.

- Olha que bonitinho! – Soo Ae dizia, quando também o via nos observando, nos dias em que ela me acompanhava até em casa. Ela sempre brincava com ele, dizia que lembrava seu irmão menor ao que Jimin respondia, mal-educado, que não tinha nada de irmão.

- Vocês não podem brincar assim comigo! – Ele reclamava, quase sempre irritado.

- Nós somos suas noonas – Soo Ae costumava retrucar. – Nós podemos, sim!

- Isso não é justo! – Park Jiminie bufava.

Três anos se passaram nesse ritmo e em final de 2011, eu resolvi me mudar. Já estava com vinte e seis anos e continuar na casa dos pais era um absurdo. Eu já era uma funcionária efetivada e podia me dar ao luxo de me bancar. E no último dia naquela vila, eu recebi uma festa de despedida dos amigos do lugar. As crianças também estavam lá porque Ynnah achara por bem convidar. Também elas faziam parte das minhas memórias.

E mais uma vez, Jimin se fez notar. Ele, que então, já se apresentava junto a um grupo de dança, mostrava-se cada vez mais resoluto nas coisas que queria, apesar de ser ainda uma criança – ou nem tanto.

Ele não parecia muito animado àquela noite, bem ao contrário de mim, que não via a hora de começar uma nova vida. A liberdade que eu tanto queria batia a minha porta e eu a abri, na maior expectativa. Tinha tantos planos de passeios e viagens pela frente. E muito trabalho, é claro, para conseguir pagar tudo que tinha em mente.

- Você tem mesmo que ir embora, noona?

Eu me assustei com uma voz ao meu lado e voltei-me para o dono dela. Eu já sabia de quem era.

- Ora, mas que pergunta Jimin-ah – Respondi ainda o encarando. Como ele havia chegado a se sentar ao meu lado sem que eu percebesse é que eu não sabia. Estávamos festejando no terraço, mas eu havia retornado ligeiramente para dentro de casa. Meu celular precisava de carga e era nele que mexia quando senti alguém se sentando ao meu lado.

- A noona podia pelo menos me deixar uma lembrança sua, podia? – Ele pergunta e percebo que minhas reações são o foco de sua atenção

- O que você quer de lembrança Jimin-ah? – Eu questionei um pouco sem paciência. Àquela altura meus olhos já se voltavam para o celular em minhas mãos, afinal, estava respondendo uma mensagem no kakao quando parei para dar atenção a ele. Da minha cabeça não saía a mensagem em questão e eu pensava no que mais ia dizer. Quem afinal de contas, terminava um namoro por mensagem, me perguntava mentalmente abalada. Eu acabara de descobrir que havia pessoas capazes de fazer aquilo, meu ex-namorado, por exemplo.

- Noona... – Eu o ouvi me chamar e olhei para ele, sendo surpreendida pelo sorriso que se abrira no rosto do menino. O que parecia era que tinha recebido exatamente a resposta que queria, pois seu rosto se iluminou e eu achei que podia apreciar aquele sorriso. Num momento como aquele era bom ver alguém sorrindo. Fazia eu sentir menos raiva, contudo, fui pega desprevenida na minha distração. Não podia contar com o que veio a seguir. 


Notas Finais


Jiminieee, esse pitico sapeca
https://youtu.be/kQvsg6Xf8TA


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