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História A Nossa Guerreira (Kiribaku - Bakushima- ABO) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Ah, voltamos! Obrigada pelos favoritos ❤️👉🏻👈🏻
Vamos de cap fofinho, podem relaxar e se acalmarem que não irão tomar nenhuma porrada nesse capítulo.

Capítulo 8 - Dia de neve




Os olhinhos vermelhos encaravam o pai, e os lábios sorriam de forma dócil para o  mesmo.

—Que foi, dona Liz?— Eijirou perguntou enquanto passava o algodão nos pontos, limpando o mais delicadamente possível.  

Liz estava deitada na cama, de barriga pra baixo e encarando o pai ruivo, esse que estava ajoelhado na cama limpando os pontos que ficavam bem em cima do bumbum dela.**

— Nada, é que eu te amo papai. — Ela disse sorrindo pro pai, toda fofa da vida. Eijirou a olhou sorrindo, poderia morrer por aquela criança. 

— Eu também te amo pequena. — Disse, se inclinando e dando um beijo bem dado na bochecha gordinha dela.

— Eu vou poder ir pra sala hoje? — Perguntou. Fazia 5 dias que tinha feito a cirurgia, e era dia 28 de Dezembro. Eijirou e Bakugou não saíram no natal, afinal tinham que cuidar de uma criança recém operada. Então, no dia 28 os amigos resolveram ir na casa dos dois e levar doces e afins, e pra completar o pai de Kirishima estava vindo ver os netos, ele sempre vinha no natal. 

—Acho melhor você ficar quietinha aqui no seu quarto. — Disse voltando seu olhar aos pontos, passando mais produto no algodão e limpando.

—Não quero ficar sozinha papai! — Protestou.

—Eu sei neném, mas vai ter muita gente lá embaixo. E você não pode pegar nenhuma infecção, melhor ficar aqui. — Ela fez bico.

— Mas papai ... o senhor tá tão bonito, tão cheroso. — Ela o olhou com aquela carinha de gatinho pidão. Eijirou a olhou com dó. Não podia levar ela no meio de tanta gente. Não podia nem pensar se ela pegasse uma gripe ou qualquer coisa.

— Princesa, melhor você ficar aqui. — Disse vestindo a roupa dela de novo no corpo. — O vovó vai subir aqui pra te ver quando ele chegar. — Ela fez bico.

—Num quero ficar aqui em cima quando todo mundo vai tá brincando lá embaixo. Por favor papai.. — Ele suspirou enquanto a virava na cama deixando ela deitadinha. Pegou o cobertor e a cobriu.

—Desculpa, princesa. — Beijou o topo da cabeça dela. — Daqui a pouco o papa sobre pra trazer sua comida, tá?— Ela acenou um sim com a cabeça meio triste. O ruivo, então, recolheu as coisas de cuidar dos pontos. Pegou uma caixa com livros e lápis de cor para ela e outra com bonecas. — Fica aqui brincando quetinha, tá? Quando o vovô chegar ele vem pra cá te ver. — Disse e saiu do quarto, ouvindo a pequena resmungar triste. 

Desceu as escadas vendo os amigos na sala, conversando e bebendo. Os meninos estavam no quarto brincando juntos, daqui a pouco eles deviam descer alegando que um machucou o outro. 

—Vai gente! É só um jogo!— Kaminari disse antes de virar mais uma cerveja na boca.

—Que jogo?— Kirishima perguntou, indo em direção a eles se sentando ao lado de mina.

—Tipo jogo da garrafa, mas as perguntas e desafios são sobre fetiches sexuais. A pessoa que escolher verdade tem que responder se já fez um fetiche que a outra perguntar e se escolher desafio vai ser desafiado a comprar o item ou fazer. —

—Uma brincadeira ridícula. — Bakugou disse, fechando a cara.

—O que? Tá com medo de contar pra gente seus fetiches com o Kiri? — Kaminari provocou e recebeu uma almofada na cara. 

—Vamo suki, a gente nunca fez nada taaao bizarro assim. — Eijirou disse com um sorriso provocativo. Sabia o que Bakugou queria esconder dos amigos.

— A gente topa. — Shoto disse. 

—A gente nada! Eu tenho vergonha!— Izuku disse. — E..— chegou no ouvido do meio a meio cochichando algo. 

— Não vou contar isso, não se preocupe. — Disse e beijou a bochecha do esverdeado. — A gente tá dentro.

—Eu e o Suki também. — Eijirou disse olhando pro loiro que o olhou com um olhar mortal. Bakugou sabia o que o marido queria expor. E ele seria um homem morto se contasse aquilo.

—Bora então! — Mina disse animada. Todos seus sentaram em uma roda e Kaminari girou o litro de vodka. Caiu em Momo e Mina.

—Verdade ou desafio?— Yaoyozuru perguntou.

—Verdade — A rosada afirmou.

—Já fez BDSM com a Uraraka? — Perguntou arqueando uma sobrancelha.

—Todo dia, meu amor. — Afirmou, vendo a namorada corar logo em seguida.

—Heeeey! Tem que detalhar!— Kaminari disse.

—Tem não! Desde quando?— Uraraka Rebateu.

—Tem que detalhar! Eu sou o dono da casa, portanto, eu mando!— Kirishima disse vendo a morena ficar mais envergonhada ainda. —Anda Mina, queremos detalhes.

—Que detalhes? Tenho nada a esconder.

—Qual tua parte preferida? E qual a dela?— Momo perguntou.

—A dela é ser punida, sem sombra de dúvidas, principalmente com o cinto. E a minha é amarrar ela e deixar lá.—  Uraraka resmungou incorfomada, desviando dos olhares dos outros. —Enfim, minha vez de girar.— Exclamou girando e dessa vez parou em Denki e Eijirou.

— Verdade. — Eijirou disse, já rindo. 

— Qual foi a melhor fantasia que  o Bakugou já usou? Quero detalhes. — Denki disse sorrindo, todo animado, percebendo que iria rolar um exposed do pinscher raivoso.

— Filho da puta! — Bakugou resmungou, enquanto Eijirou começou a rir. Era exatamente o que ele queria para detonar o loiro.

— A melhor fantasia ... — O ruivo olhou para  Katsuki, esse que virou o rosto, todo bravo da vida. — Foi quando ele se vestiu de Naruto e eu de Sasuke, ele até usou um plug de nove rabos. 

— QUEEE? — Eles perguntaram rindo enquanto o loiro corava. 

—Por favor filho, que você não tenha aquela super memória lá.— Izuku resmungou pro bebê em seu colo.

—KATSUKI UZUMAKIIIII!— Denki disse rindo alto.

—Usou os clones da sombras, foi?— Mina provocou dessa vez. 

—Eu não terminei ... hahaha.— Eijirou disse recebendo um olhar mortal do alfa. 

—Continua, pelo amor. — Até Momo estava rindo. 

—Ele usou a bandana, o plug, e ainda tive direito a ele tentando dançar sexy ao som de blue bird. — 

—Você tá morto. — Ele resmungou enquanto os amigos riam. —Roda está porra logo. — Ele disse e Eijirou rodou, caindo dessa vez em Bakugou e Jiro.

— Verdade. — A roxa disse.

— O pinto do Pikachu é pequeno ou não? Já experimentou maiores? —

— Heeey! Tá duvidando de mim?— Denki perguntou, fingindo estar ofendido.

— Não Bakugou, não é pequeno, é grande, e sim eu já experimentei maiores, porém eu não gostei porque me machucava. — 

—Quantos centímetros? — Perguntou provocativo.

—26,4, pra ser exata. Tá bom pra você?

—Quanto era o outro maior que você transou?—

—Poha! Tá querendo me humilhar mesmo, hein! — Denki cruzou os braços.

— 29, e foi bem desagradável. —

— Caralho Jiro. — Kirishima disse. — Tu acha que vinte e nove machuca? Coitada se visse o do suki.

-.....

—KATSUKI TEM MAIS QUE 29?— Mina perguntou eufórica. O loiro sorriu vitorioso.

— Eiji tem que usar cadeira de rodas. — Se gabou.


[...]


Depois da brincadeira todos foram comer os doces, e, até mesmo foram jogar vídeo game. Os meninos já estavam novamente na sala, e estavam assistindo  o modo como Shoto estava detonando Mina no vídeo game.

—Essa menina não vai sair daí não?— Eijirou questionou olhando pra momo. 

—Tá na hora, né?— Ela riu. — Ainda falta 1 semana, acho que vou ter que esperar mais um pouco pra conhecer ela. —  Disse olhando a barriga de nove meses. 

— Se prepara, dão um trabalho quando são recém nascidos. —

—Para! — ela riu. —Cada criança é cada criança, não?

—Olha, todos os três que eu tive mijaram na minha cara, cagaram em mim, me fizeram chorar e quase surtar, mas tô vivo né. — 

— Nada disso. Minha neném aqui vai ser um anjo e dormir a noite toda, se não eu devolvo pro útero. — Ela brincou, fazendo Eijirou rir. — E a Liz? Eu percebi que ela não desceu junto dos irmãos. Tá tudo bem?

— Sim, é só que ela tá tendo que ficar deitada e quieta pros pontos não abrirem. E também tem a questão de ela estar fraca e não poder pegar gripe ou infecções, então achamos melhor ela não descer com tanta gente aqui. 

— Ela tá conseguindo andar? —

— Não, ela sente dor só de mexer a coluna. — Suspirou triste. — Enfim, vamos mudar de assunto. Sabe sobre o novo vilão? 

— Sim, Todoroki conseguiu informações. É uma mulher, e aparentemente não é da liga em si. É só uma ajudante temporária ou parceira. E ... se segura, que a notícia agora é grande. Acham que ela é irmã do Overhaul.

— Sério? 

— Sim, Mirio e Tamaki já mandaram Eri pra fora do país, pra nada acontecer com ela.  — Ela disse. Eijirou não pode deixar de sentir uma tristeza. Os amigos tiveram que mandar a menina para longe. Depois da morte de Aizawa, Eri foi morar com Mirio, já que ele era seu irmão mais velho do coração, segundo ela. Ela tinha 10 anos da época que o herói morreu, honrosamente em batalha, vencendo o vilão que mais estava trazendo dificuldades para os heróis naquela época. 

— Pra onde ela foi?— 

— Coreia. Uma cidade do interior lá. Os dois vão revesar pra cada mês um ir lá. —

— Que tenso...—

— TODOROKI FILHO DA PUTA! — Ouviu Mina gritar, provavelmente perdeu no jogo.

— Aaaaaaaaah!— Ouviu o choro do bebê de Izuku.

— PARABÉNS ALIEN! ACORDOU O BRÓCOLIS JUNIOR! — Bakugou também gritou, gerando uma mini discussão entre eles, enquanto Todoroki pegava o filho no colo pra tentar acalma-lo. Em meio aquela gritaria Eijirou ouviu o barulho da campainha. 

É, o senhor Kirishima havia chegado. 

—É O VOVÔ!— Katsuo disse já correndo pra porta, sendo seguido de Akihiko. Eles ficaram eufóricos e abriram a porta.

— E aí, como...— O homem não pode terminar sendo atacado pelos dois netos que pularam nele o fazendo cair no chão rindo. Ele era alto, pele branca, cabelos pretos, olhos puxados como de coreanos, olhos castanhos claros. Quem o olhasse logo perceberia que tinha descendência coreano e Europeia pelos traços.

—VÔ! EU GANHEI O CAMPEONATO DE CORRIDA SA ESCOLA!— Katsuki disse.

—EU FUI O SEGUNDI MELHOR NA NATAÇÃO, VOVÔ!— Akihiko disse também.

—É, o bundão chegou!— Bakugou disse sorrindo e se levantando da sala, indo para poder recepcionar o sogro.

—Se acalmem. — Ele pediu olhando para os netos e se sentando no chão e vendi direto o rosto das crianças. —Um de cada vez. 

—Pai!— Eijirou apareceu na porta sorrindo sendo seguido de Katsuki. 

—Eae velho. — O alfa comprimentou o outro. Arrancando um sorriso e revirada de olhos do moreno. O mais velho se levantou já sorrindo brincalhão pro casal a sua frente.

—Quero colo vô!— Akihiko Exclamou e mais velho o atendeu, o pegando no colo e sentindo o neto abraçar seu pescoço. 

—Vem cá Eijirou..— O moreno chamou e o filho foi, sendo abraçado pelo pai com o braço que não estava segurando Akihiko. Abraçou o filho carinhosamente —Puta que pariu, você ainda continua com o pinscher?— Perguntou olhando para Bakugou em tom brincalhão.

— Vai se fude, velho escroto. — Disse também em tom de brincadeira. 

—Vai pegar minhas malas Bakugou, faz alguma coisa de útil. — Eijirou riu da mini discussão dos dois. Sabia que o pai amava Katsuki, mas amava implicar falsamente.

O loiro resmungou e foi pegar as malas do outro, junto de Katsuo, que disse já ser grande e forte o suficiente para carregar uma mala. Eijirou entrou com o pai pra dentro, com Akihiko tagalerando sobre a natação dele pro avô. O homem entrou e comprimentou todos os amigos do casal. Todos já conheciam ele. Ele entrou e foi pra cozinha com o filho e em seguida o loiro apareceu. 

— Quer chá ou café, Matsu ? — O loiro perguntou para o sogro.

— Cerveja. — Respondeu rindo fazendo o loiro revirar os olhos. 

— Depois morre, não sabe porque. — Bakugou resmungou pegando a cerveja e levando até a mesa, se sentando ao lado de Eijirou.

—Tá, mas... cadê a Eliz?— Perguntou, dessa vez com um tom sério e um pouco triste. 

— Tá no quarto. — Bakugou respondeu de modo triste. O homem suspirou. Se já era difícil pra ele que é avó, imagina pros dois. 

— E como vocês estão? Com essa situação e com os meninos? — Perguntou sério olhando prós dois, esses que suspeitaram frustadamente. 

— Agora até que um pouco melhor...— Kirishima disse. — Depois da cirurgia as chances subiram de 45 pra 50% mas ...

— Ainda não é grande coisa, né. — Bakugou disse. — E pra completar os meninos não entendem direito a situação e ficam achando que nós estamos sendo mals em deixar a Liz no quarto. — Matsu suspirou encarando os dois, podia perceber que estavam destruídos pro dentro, embora estivessem tendo que agir normalmente.

— Não fiquem assim, vai dá tudo certo, vocês vão ver. Se já subiu com essa cirurgia deve subir com as próximas também. — Tentou animar os dois.

— É.. — Eijirou soltou, não muito esperançoso

— Enfim, eu vou ir lá ver ela então. — Pegou a cerveja e saiu da cozinha, indo subir as escadas.

Os olhinhos de Liz olhavam ansiosos pro corredor, ela ouviu a voz do avô e estava toda ansiosa esperando ele vir ver ela. Assim que ela viu ele, não deixou se sorrir toda animada. 

— VOVÔ! — Exclamou feliz levantando os bracinhos. Matsu sorriu e foi até a neta se abaixando e abraçando o corpinho miúdo. Doeu ver ela daquele modo, de cama, cabelo raspado e abatida. Da última vez que a viu era uma doce menina de cabelos loiros intensos que vivia correndo pra lá e pra cá.

— Oi, princesa. — Comprimentou abraçando a menor. — Você tá bem?— Perguntou  

— Não! Quero comer chocolate e quero sair daqui!— Exclamou, olhando o avô. —Faz o papa e papai me deixarem sair pra brincar, e correr, pufavo vovô! — Pediu manhosa. O mais velho sorriu triste pra ela.

— Liz, eles estão fazendo isso pro seu bem. Quando você melhorar vai poder voltar a correr. — Ele disse. A menina arqueou uma sobrancelha e em seguida afastou do abraço olhando pra cara dele. Colocou as mãozinhas nas bochechas dele.

— Não vovô! Você é legal, não vai pro  lado deles! Tão contolando sua cabeça, não tão? ASSUME O CONTOLE DE VOLTA, VOVÔ!— Ela disse enquanto sacudia a cabeça dele. Ela estava realmente preocupada de terem controlado o seu avô como nos filmes. O homem riu ao perceber que ela realmente estava acreditando na possibilidade.

— Não estão me controlando, pode ficar tranquila. — Segurou a mão miúda dela e retirou do rosto. — Sou o mesmo vovô de sempre. E seus pais não estão fazendo isso para o seu mal, dona Liz. 

—Tão sim!  Eles disselam que depois daquela cilu, ciru, ciruqui..ciluguia, — Franziu o cenho tentando acertar a palavra "cirurgia". — ... ah! Daquele negócio lá, eu ficar melhor, e olha, eu não tô melhor, vovô! —Cruzou os braços e fez bico.

O homem sorriu triste para ela. Levantou a mão indo em direção ao rosto dela, no intuito de acariciar os cabelos como de costume. Parou assim que percebeu que já não tinha mais nenhum ali. Fechou a mão e voltou ela para perto de si, se condenando pelo ato. 

— É que ... é um pouco mais complicado do que isso. — Ele disse alisando então a bochecha dela. A menina o olhou com um olhar indeciso. Pensando se perguntava ou não. Não perguntaria aos pais, e não pretendia perguntar aos tios. Seu avô e sua madrinha eram as melhores opções.

— Eu vou morre?— A pergunta foi inocente e cheia de preocupação, como se isso fosse o mesmo que perguntar se iria ficar de castigo.  O rosto do homem se assustou com a pergunta. 

— Não liz, lógico que não. — Não iria responder que tinha 50% de chances disso acontecer. — Não se preocupe com isso, você vai melhorar.

— Mas eu não tô preocupada comigo vovô. Os meus pais iam ficar muito tite se eu morrese? É tão ruim assim? — Que tipo de pergunta era aquela? 

— Liz... — O homem perdeu a fala. Se respondesse que seria horrível a menina ficaria aterrorizada, e se dissesse que não, ela iria pensar que os pais não a amavam. — Não pense nisso, não vai morrer. — Disse tentando desviar do assunto. — Que tal a gente falar sobre o presente que eu trouxe pra você? 


[....]


— Isso, cuidado. — Mitsuki disse ajudando a neta a caminhar. A loira estava na casa do filho passando o dia e ficando um pouco com os netos.

Janeiro se iniciava, trazendo junto de si um vento frio de inverno. A paisagem estava perfeitamente branca, o céu estava alaranjado devido ao pôr do sol, finalizando assim o dia 5 de Janeiro.

— Quero ir lá fora. — Liz pediu olhando a paisagem. 

— Hum, acho que dá pra ir lá antes de escurecer. — Mitsuki disse. Segurando a neta. Com a chegada de Janeiro, veio também, a melhora de Liz. Os três tumores do estômago estavam em um tamanho bem grande, e ela estava tendo que tomar remédios mais intensivos da quimioterapia. Porém, estava se recuperando rapidamente da cirurgia. 

Porém, algo começou a dar errado. Liz sentiu algo lhe travando a garganta, como um catarro, ou vômito melequento. Fechou os olhos e tratou de engolir o que quer que fosse aquilo. Parecia um catarro subindo. É, devia ser só isso mesmo. 

—Que tal...— Bakugou chegou pro trás e beijou a bochecha dela. — Se a gente fizesse boneco de neve?—  

— Sério? EU POSSO?— Perguntou animada.

— Humrum, você já tá melhorzinha. Mas vai ser bem pouquinho tá?—  Disse pegando a filha no colo com cuidado. Ela já estava melhor, então não tinha problema levar ela um pouquinho na neve. Até porque aquela podia ser a última chance dela brincar na neve, então era melhor não negar isso. 

— Quero o papai e os meninos também!—Ela Exclamou olhando pro rosto de Katsuki. 

— Vamo chamar eles então.— 


— PAAAAAPAAAAAAI— Liz berrou, chamando pelo pai ômega. 

— Quando eu disse chamar eu queria dizer ir até lá, não gritar. — Bakugou resmungou. 

Kirishima apareceu logo em seguida, saindo de dentro do banheiro.

— Chamou?— A menina o olhou.

— Vamo fazer buneco de neve papai. — Pediu com os olhinhos brilhando.

— TAMBÉM QUERO! — Akihiko apareceu e saiu correndo pra pegar as luvas que estavam no balcão da cozinha. O ruivo dele já estava cicatrizado, e sem pontos, porém a cicatriz ali ficou grande. O menino nem se importou, achou legal na verdade, dizendo que agora ele tinha uma cicatriz máscula igual a do Kirishima. 

— TAMBÉM!— Katsuo chegou e correu pra pegar o gorro. 

Kirishima riu. 

— Vocês podem esperar só eu cagar?— Pediu rindo.

— Prioridades .— Katsuki disse dando ombros. 

E logo depois disso estavam os cincos no quintal da casa, sentados na neve em volta de um monte de neve que começava a ser o boneco. 

Liz e Akihiko estavam no colo de Eijirou, batendo as mãozinhas no boneco para ficar a neve direitinho. Era uma cena muito fofa, ainda mais que todos os dois estavam com as línguas pra fora no canto da boca, com uma expressão concentrada. Eijirou os ajudava entregando a neve e colocando nas camadas do boneco. 

—Assim, ó — Bakugou disse enquanto arrumava o boneco, ensinando a Katsuo, que estava em seu colo, como fazer. 

—Aaah— O menino disse compreendendo e colocando mais neve para formar o boneco. Eijirou não deixou de sorrir ao ver a cena dos cinco juntos se divertindo na neve.

Pedia a todos os deuses possíveis que permitissem que continuasse a ser os 5 para sempre. E que permitisse que Liz ainda experimentasse muitas brincadeiras na neve.





Notas Finais


Corações quentinhos? Ótimo, porquê vamos cair amorehs


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