História A Nova Ordem: Not Today. - Capítulo 4


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (bts), Bts, Exo, Fantasia, Ficção Cientifica, Huhan, Jikook, Mamamoo, Namjin, Nova Ordem Mundial, Taeyoonseok, Teoria Da Conspiração, Terror, Tortura, Yaoi, Yoonseok
Visualizações 32
Palavras 4.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - Elementary


Um tiro ouvido ao redor do mundo, vai trazer isso para uma cabeça, vai mostrar ao mundo o que isso era. Uma vez dito, não interessa o custo, nós nunca nos renderemos.

Elementary, Capítulo Três.

— Eu odeio quando a Noona me coloca em uma missão arriscada!— Hoseok exclamou irritado enquanto dirgia.— Por que ninguém compreende que eu não sou fã de adrenalina?

Jungkook franziu o cenho, o menino queria sorrir mas a preocupação não o permitia. Queria saber onde seu hyung estava, se havia conseguido escapar ou não. Tudo aquilo era muito novo, e após uma breve explicação – bem confusa ele diria – que Hoseok lhe dera, o Kim se assustou ainda mais.

— Há um celular no porta-luvas, pegue-o!— O Jung ditou mais calmo, e o Kim obedeceu. —Disque o último número no registro de chamadas e coloque no viva voz.

Assim fora feito, demorou cerca de quatro toques para ser atendido, enquanto Hoseok balançava as pernas ansioso, pedindo paciência a alguma divindade. Quando a chamada foi atendida, Jungkook colocou no viva voz, e passou a observar o diálogo deveras estranho que estava para se formar.

— Gi, diz pra mim que nós já saímos do radar!— Hoseok choramingou.

— O carro da Hwasa sim, mas o seu não... Que merda Hobi, saía logo daí!— Ouviu o outro exclamar ríspido.

— Eu estou dando meu máximo... Jungkook diga a ele que estou!

— É ele está!— O Kim confirmou.

— Ótimo, falta pouco para você chegar na quinta rodovia... eu ainda não entendi por que merdas você tinha que voltar o percurso todo novamente!— Yoongi reclamou.

Hoseok estava pronto para respondê-lo mas ao chegar na rodovia cinco, deu de cara com o engarrafamento. Seus olhos miraram aquela fila infinita de carros incrédulo, enquanto seu coração estava quase saltando pela boca.

— Gi, nós estamos com um problema!— Ele falou alarmado, tentando pensar em algo que os tiraria dali.

— Merda por que você está parado? Eles estão quase te alcançando!

— Tem um trânsito monstro, não há como eu avançar...— Explicou parcialmente em pânico.— Eu vou ter que voltar!

— O que?— O maior gritou do outro lado da linha.— Você não pode voltar Hoseok, eles estão atrás de você... Não seja tão burro!

— Eu vou voltar!— Exclamou decidido. O Jung havia arquitetado um plano, e o executaria rapidamente.

— Hoseok eu proíbo você de voltar todo o percurso!— Yoongi exclamou irritado.

Mas Yoongi não seria capaz de imobilizar Jung Hoseok. Ele engatou a marcha ré ignorando todos os alertas de Min Yoongi, e começou a voltar para trás. Ele tinha medo, mas não deixaria que tal sentimento pudesse transparecer.

— Jungkook, desligue o telefone!— Hoseok mandou.

— Hoseok você não vai desligar na-

— Desculpe!— Jungkook pediu encerrando a chamada logo em seguida. 

—Aaaaaaaaa! Eu não consigo, trabalhar sobre pressão!— Hoseok bufou fazendo uma curva para deixar a ré.

O Toyota vermelho começou a seguir pela faixa da direita não mais na contramão, ao longe os ocupantes do carro puderam enxergar a Van preta, o Jung sorriu.

— Você sabe atirar?— Hoseok questionou vendo o menino negar.— Ótimo, eu espero que sua mira seja boa o suficiente para acertar dois pneus!

— Hyung eu não-

— Seguinte, há uma arma no porta-luvas— Ele explicou e Jungkook apanhou a mesma.— Quando estivermos próximo o suficiente daquela van você vai atirar no pneu da frente, e depois o de trás. Você tem quarenta e três segundos e cinco balas!

Jungkook assentiu, fechou os olhos e respirou fundo. Quando Hoseok balançou a cabeça, ele abriu o vidro do carro e aprontou a arma para a van a frente de si. Apertou o gatilho da arma e fechou os olhos, o tiro havia acertado o vidro da van e com sorte, alvejado alguém.

— Os pneus Jungkook!— Hoseok alertou.

Ele se desfez dos cintos de segurança e se concentrou, apertou o gatilho novamente e viu a bala perfurar a lataria da Van. Ele bufou parcialmente frustrado, apertando o gatilho novamente, aquela altura do campeonato a Van se aproximava rapidamente.

O terceiro tiro acertou em cheio o pescoço do homem que estava no banco do passageiro, fora uma tentativa inútil e Jungkook possuía apenas duas balas. —Quando a distância entre o Toyota e a Van preta tornou-se curta, o desespero atingiu o Kim e ele apertou novamente o gatilho. Com sorte havia acertado o pneu esquerdo da frente, assistiu a Van perder um pouco o controle e logo se desfez de sua última bala, acertando em cheio o pneu de trás. A Van rodopiou algumas vezes sobre a rodovia, e isso deu a Hoseok tempo para tirá-los dali.

— Eu tinha certeza de que você ia conseguir, é uma pena que você tenha desperdiçado cinco balas para isso!— Hoseok comentou inconformado movimentado o volante.

— Eu não ganho nem um obrigado?— O menino questionou emburrado.

— Não, nós ainda não saímos do radar deles!— O mais velho ditou ríspido.— Recarregue a pistola novamente e fique preparado, pode acontecer de voltarmos a ser perseguidos.

Ele assentiu novamente, abriu o porta-luvas e pegou uma caixa onde continham as cápsulas. Colocou o cinto novamente, e passou a adicioná-las.

— Para onde nós vamos?— O Kim questionou curioso.

— Nós temos um esconderijo em DaeJeon, é para lá que nós vamos!

— DaeJeon é muito longe!— Jungkook choramingou.

— E até lá temos quinze radares para passar!

Jungkook arregalou os olhos surpreso, se já era difícil passar por um radar presente em quatorze rodovias, imagine quinze? Aquilo parecia verdadeiramente impossível.

Durante as horas seguintes, os dois precisaram abastecer o carro e despistar alguns rastreadores. Hoseok concluiu que se quisesse chegar intacto para Yoongi, ficar na direção do carro não seria de fato aconselhável, visando que Jungkook não possuía treinamento algum e sua mira era aceitavelmente ruim.

Trocaram as funções quando chegaram no quarto radar do percurso que os levaria a cidade de DaeJeon e Hoseok teve que despistar alguns rastreadores – ele matou dois –, Jungkook ficou sob o volante, enquanto o Jung executava o trabalho pesado sem ao menos se cansar.

Quando chegaram, Hoseok voltou para o volante e os guiou até o esconderijo. Uma casa antiga no subúrbio, um dos únicos bairros daquela cidade que estavam livres da Price. Como sempre, a casa encontrava-se silenciosa. Hoseok adentrou a mesma discretamente, e a trancou da maneira de sempre – a porta de ferro era trancada com sete cadeados — guiando Jungkook até o verdadeiro esconderijo.

A casa era normal, não aparentava ter muitos moradores. Passaram por um corredor longo, e na penúltima porta, entraram. Hoseok afastou um tapete e abriu o que parecia um alçapão, descendo logo após Jungkook.

— Meu deus você está bem?— SeokJin o surpreendeu, tocando em todas as partes de seu rosto certificando-se de que o menino estava inteiro.

— Estou hyung!— Exclamou abraçando o mesmo.

— O que... É aqui?— Ele questionou observando o local.

Era grande e bastante iluminado, as paredes eram todas revestidas com um material resistente e haviam diversos equipamentos eletrônicos espalhados. Aquela era a parte subterrânea da casa, e haviam muitas pessoas presentes ali, todas desconhecidas aos olhos de Jungkook.

— Seja bem-vindo Jungkook! — a loira se pronunciou.— Esse é o esconderijo dos rebeldes— Ela brincou.

— Eu não compreendo— O Kim mais novo confessou.—Eu não estou a compreender o que está acontecendo! Por que estamos aqui?

Hwasa respirou fundo, não sabia quais palavras usar para explicar o inferno que seria a vida daquele garoto dali em diante. Não seria uma tarefa fácil explicar o quanto ele era procurado pelo dom que possuía. A Kim nunca gostou de ser a mulher que traria uma pessoa de volta à vida real, nunca gostou do fato de que todas as suas palavras destruíam sonhos alheios, mesmo que involuntariamente. Mas ainda assim, era ela quem contava, era ela quem sempre dava às notícias ruins.

— OK!— Ela começou frustrada pois as palavras ainda lhe fugiam da cabeça.— Há algum tempo atrás você se julgava uma pessoa normal eu presumo, mas tudo isso irá mudar.

— Do que você está falando?— Jungkook questionou aflito.

— Jungkook, você é uma pessoa especial assim como todos presentes nesta sala. Cada um aqui possui um dom, e com você não é diferente… Tem algo presente em seu DNA que faz de você uma pessoa com um poder extraordinário e por conta disso nós precisamos te proteger!— Ela respirou mais uma vez e sorriu fraco.— Você alguma vez já presenciou algo e depois foi como se aquilo nunca tivesse existido?

Automaticamente o menino se recordou das horas anteriores quando ainda estavam na feira anual. Quando ele ainda era um garoto como qualquer outro, quando ainda possuía uma vida normal.

— Na feira…— Ele começou rapidamente.— Eu pude ver os homens encapuzados chegando, eles atiraram e depois foi como se aquilo tivesse sido um sonho. Logo após eu os vi novamente, e fiz o que pude para nos tirar de lá!— Continuou.—Teve outras vezes também!

— Nós sabemos, estivemos presentes quando aconteceu.— Hwasa falou e abruptamente SeokJin a encarou.

— Se você sabia de nós esse tempo todo, por que não nos avisou?— Ele questionou irritadiço.

— Não queríamos que vocês vivessem essa vida tão precocemente, e tentamos adiar o máximo que isso acontecesse só que não teve mais jeito.— Hwasa falou.— É muito difícil ter que fugir da Price, isso que vocês presenciaram hoje não é nem a metade do que todos nós já passamos.

Todos ficaram calados, Hwasa não estava mentindo ao dizer que aquela jornada seria difícil, ao contrário disso, estava a preparar SeokJin e Jungkook para o que estava por vir. Eles teriam que fugir se quisessem permanecer vivos até o dia seguinte, e no mais tardar não ia demorar para que os rastreadores achassem aquele esconderijo. Ela precisava por em mente um novo local antes mesmo que fossem achados, não era fácil ser a líder daquele grupo de mutantes. No entanto, ela se esforçava, e daria sua vida por cada um presente naquele lugar.

E antes que o silêncio constrangedor se fizesse presente, um homem com uma estatura consideravelmente baixa, e cabelos negros adentrou aquele pequeno cômodo. Ele tinha uma xícara preta em mãos, usava uma blusa branca larga, uma calça social preta e estava descalço. Quando os olhos do homem encontraram os dois irmãos, ele tratou de colocar em seu rosto o seu melhor sorriso, comprimentando-os no instante seguinte.

— Sejam bem-vindos, eu sou o Chen!— Apresentou-se fazendo uma reverência rápida aos dois, que retribuiram rapidamente.

— Eu sou o SeokJin e esse é o-

— Jungkook? É eu sei quem são vocês!— Interrompeu Chen bebericando o conteúdo que havia em sua xícara.— Enfim, espero que vocês se sintam acolhidos por nós. Qualquer coisa estou em meu quarto, é só bater na porta!

E então o homem sumiu sem que alguém pudesse responder, Jungkook arqueou a sobrancelha e fitou a silhueta do homem sumir em um corredor. Hwasa os fitou com uma expressão diferente em seu rosto — ela não parecia mais tensa como antes — e caminhou até uma escrivaninha onde se sentou.

— O Chen tem a visão de Raio X, ele não costuma ficar muito conosco pois é sensível a claridade e isso o torna digamos que, um pouco menos sociável— Um moreno de pele pálida quem havia falado.— A propósito sou Min Yoongi, eu tenho poder da hipnose... Não se sintam estranhos com a gente, OK? —Os dois assentiram. — Hoseok tem o poder da inteligência, ele é o nosso cabeça. Tudo que você perguntar para ele, Hobi saberá responder mesmo que aquilo nunca tenha se passado uma vez sequer por sua cabeça— Yoongi explicou.— Ele faz de tudo aqui; invade o sistema de radares da Price quando é preciso, arquiteta todos os planos e também participa dos treinamentos— ele fez uma pausa.— Hobi também sabe a combinação para criar algumas substâncias tóxicas, talvez muito tóxicas, então se eu fosse vocês não chegariam muito perto da última porta daquele corredor.— ele apontou o indicador para o corredor do lado esquerdo.

— O que tem lá?— Jungkook indagou curioso.

— Materiais radioativos, armas biológicas... OK armas biológicas em teste e uma coisa muito cheirosa que você não vai querer tomar, quer dizer, é tão cheirosa que você vai querer tomar, mas se eu fosse você não tomava. Aliás, você pode tomar se quiser que seus orgãos se deteriorem por dentro.— Hoseok explicou com uma expressão engraçada em seu rosto.

— E que coisa é essa?— SeokJin questionou horrorizado.

— É uma substância a base de soda cáustica, tem parcialmente o mesmo efeito só que tem como ficar pior em alguns aspectos— Hoseok começou, adorava falar sobre as coisas que criava.— Sabe quando sua boca fica seca e se você não bebe água, se torna um incômodo?— Ele questionou e os dois assentiram.— Essa substância contém um cheiro muito forte e inebriante, quando o ser humano inala esse cheiro, as moléculas presentes fazem com que ele sinta muita sede e acabe tomando o conteúdo. No começo quando o ser humano ingere é como se fosse um suco normal, e aquelas moléculas que mencionei antes fazem com que o cérebro da pessoa sinta o seu sabor favorito— Continuou.— São necessário vinte minutos para que a substância faça efeito, e quando acontece é fatal. Todos os órgãos do ser humano que ingeriu, são deteriorados lentamente por dentro fazendo com que ele sinta muita dor... É torturante!

— Isso parece assustador!— Jungkook murmurou.

— Você não viu nada garoto— Yoongi falou.— Quando o rastreadores da Price captura um dos nossos, eles usam substâncias piores que essa para forçá-lo a dizer o paradeiro dos outros. Já perdemos muitos dos nossos, e mesmo com toda a tortura que sofriam uma vez sequer, fora revelado nossa localização.

— Como eles conseguem? Isso é, horrível!— SeokJin exclamou inconformado.

— Todos nós somos treinados em combate, e parte desse treinamento consiste na resistência de ácidos tóxicos— Hoseok explicou.— Eu criei alguns modelos de substâncias que são semelhantes as que a Price usa nos mutantes, mas a diferença é que elas não são fatais para o ser humano. É uma prova de resistência, o mutante ingere a substância e sentirá a dor que ela proporciona, nós o trancamos em um ambiente fechado e o deixamos lá por 24 horas sofrendo com a dor. Ele precisa sobreviver até o fim do efeito, se ele apertar o botão antes das 24 quatro horas, estará sujeito aquele mesmo treinamento até que consiga se acostumar— SeokJin o olhava com horror nos olhos, escutando atentamente o homem tagarelar.— Isso não acontece apenas uma vez, esse treinamento ocorre 224 vezes, pois são 224 substâncias diferentes fora as que eu desconheço.

— Nós vamos precisar desse treinamento?— Jungkook questionou um pouco tenso.

— Todos nós precisamos, mas não se preocupe, em uma determinada parte do treinamento nós não conseguimos sentir dor.— Hwasa falou cautelosamente, como se aquela prova de resistência fosse normal.

Talvez para ela fosse.

Eles conversaram por mais algum tempo, Hoseok explicou como funcionava algumas de suas engenhocas, sempre sendo interrompido quando Yoongi queria comentar. Horas mais tarde, quando o Jung protestou alegando estar com fome, SeokJin e Hwasa subiram para a parte de cima da casa — eles estavam na parte subterrânea, e lá não havia cozinha — com a ideia de que poderiam fazer um macarrão com os ingredientes que possuíam.

Jungkook ficou sentado na poltrona — lê-se afundado, ele sentia frio — enquanto observava Hoseok mimar Yoongi, era uma cena peculiar sendo ao mesmo tempo engraçada. Mas quando seus olhos miraram o fundo daquele cômodo, ele viu que não estavam sozinhos e havia outra pessoa ali.

Ele encarou um pouco curioso o pequeno corpo encolhido no chão, a cabeça daquela criatura estava sobre as próprias pernas, e Jungkook só conseguia enxergar o tufo rosa que julgou serem os cabelos. Questionou-se internamente sobre a identidade daquela pessoa, e sem perceber já estava demasiado curioso, ele não havia visto quando aquela criatura chegou então julgou que ela estaria ali antes mesmo antes dele chegar. Jungkook não conseguia parar de encarar aquele pequeno corpo, e nunca, em toda sua vida, ele imaginou que se sentiria incomodado por uma pessoa estar tão encolhida sobre o chão daquela maneira. Quando Jungkook o fitou com mais precisão, notou que o corpo daquele jovem tremia, ele certamente devia sentir frio.

— O Park não gosta de ser observado!— A voz de Yoongi soou em um sussurro, a respiração do moreno tocou a nuca do Kim fazendo com que ele ficasse arrepiado.

Jungkook arregalou os olhos.

— Eu, eu não estava fazendo isso, hyung!— Protestou baixinho fazendo o mais velho sorrir.

— O Park sabe quando tem alguém lhe encarando, mesmo que ele não esteja vendo, ele sente quando seus olhos o observam então eu acho melhor você parar.— Yoongi avisou, havia uma xícara preta como a de Chen, em sua mão.

— Tudo bem.— O Kim murmurou abaixando a cabeça.

— Sabe— O pálido começou se sentando ao lado do menor— Eu sempre achei o Park muito estranho, ele é sempre tão calado e quase nunca fala com ninguém... Você acredita que ele conseguiu completar a fase das substâncias tóxicas sem ao menos desmaiar, quando estava sendo treinado?— O homem confessou.— Em compensação, não conseguiu executar as provas de força física... Ele é tão fraquinho, a Noona tem que ficar em cima se não nem comer ele come-

Yoongi Interrompeu sua fala assim que o Park se levantou, ele encarou os dois com uma expressão de poucos amigos e logo sumiu pelo mesmo corredor que o Chen havia entrado horas atrás. Jungkook arregalou os olhos incrédulos, logo fitou seu hyung pedindo silenciosamente para que ele dissesse alguma coisa. O menor podia ter a certeza, de que as palavras afiadas do Min haviam surtido efeito sobre o Park, e Jungkook se sentiu mal por saber que ele poderia estar magoado naquele momento.

— Hyung olha o que você fez!— O menor protestou sentindo seu sangue ferver em raiva.

— O que?— Resmungou fazendo-se desentendido.

— Você, falando essas coisas... Aish, para onde ele foi?— Questionou levantando-se.

— Por quê você quer saber?— Yoongi rebateu bebericando o conteúdo da xícara.

— Hyung fale, não seja assim. Eu tenho certeza que você não ficaria feliz, se alguém magoasse o Hoseok!— Exclamou, já estava perdendo a paciência.

— Hoseok é meu namorado, o Park não— Resmungou revirando os olhos— Mas se você quer tanto saber, o quarto dele é na primeira porta do lado esquerdo do corredor.

E então Jungkook saiu, Yoongi balançou a cabeça negativamente e fitou um ponto fixo naquela sala. Agora ele estava sozinho; SeokJin e Hwasa estavam cozinhando, Hoseok estava estudando as propriedades de um novo tranquilizante, e sua diversão havia ido atrás do garoto estranho.

Ele contorceu o rosto em desgosto, enquanto provava o gosto do café amargo que havia feito — ele gostava daquela maneira, quente e bastante amargo — pensou em ligar a televisão, mas desistiu ao perceber que o controle estava muito longe.

— Merda!— Resmungou indignado.

Quando Yoongi fez menção de se levantar para buscar o controle, o soar do toque do telefone preencheu seus ouvidos. Ele se levantou e vagarosamente foi atender, tirou o telefone do gancho e colocou em seu ouvido esperando a pessoa do outro lado da linha se pronunciar.

— Elementar.— Ele ouviu uma voz rouca ditar.

Aquele era código usado pelo grupo, qualquer mutante que quisesse entrar em contato com eles precisava daquele código para que pudessem se comunicar. Poucos sabiam, então Yoongi julgou que aquele, podia ser um antigo membro, ele pronunciou outro código de volta e então esperou que o homem continuasse.

 Eu preciso falar com Jung Hoseok.— Pediu com um tom autoritário, Yoongi franziu o cenho.

— Quem é você?— Yoongi questionou impaciente.

— Kim Taehyung— Ele fez uma pausa.— Eu preciso falar com Jung Hoseok, é importante!— Yoongi travou, já havia escutado aquele nome antes apenas não se recordava do momento e quando se lembrou, seu coração acelerou.

"— O Tae e eu namoravamos antes dele sumir, eu nunca soube o porquê mas ainda espero reencontrá-lo!— Hoseok havia dito após Yoongi o questionar sobre seus relacionamentos anteriores."

Claro, Kim Taehyung, o homem metamorfo — lê-se um pouco, talvez muito, imbecil— com quem Hoseok havia namorado. Yoongi não havia conhecido o rapaz por ter entrado no grupo meses depois do desaparecimento do Kim, mas a imagem que havia moldado em sua cabeça sobre o Kim, não era uma das melhores, ele podia confessar.

— Hoseok está ocupado, você pode dizer o que quer que seja para mim, vai dar no mesmo.— Ditou soando rígido e frio.

A menos que ele esteja em uma missão de risco aceitarei o fato de que ele realmente pode estar ocupado, se não for o caso, eu peço para que chame ele para mim— O homem disse soando da mesma forma que o Min.— Eu sei que seja lá o que ele estiver fazendo, vai parar assim que souber que eu estou na linha pedindo para falar com ele.

Yoongi bufou, sentiu seu rosto ruborizar e seu sangue ferver incomodado com a maneira como o tal Kim havia se insinuado, como se achasse que para Hoseok, ele ainda fosse importante.

O Min assentiu brevemente — ainda a contra gosto— e pediu para que o homem esperasse, saiu pisando forte em direção ao cômodo em que o Jung estava trabalhando, não economizando nas batidas rudes que dera na porta.

— Tem uma pessoa querendo falar com você no telefone.— Avisou assim que a porta fora aberta.

— Não posso, diga a essa pessoa que estou ocupado!— respondeu simples fechando a porta, mas Yoongi impediu colocando seu pé na frente.

— Kim Taehyung está querendo falar com você no telefone.— Corrigiu, e engoliu em seco vendo Hoseok ficar estático.

O homem tirou rapidamente o jaleco que estava usando e o pendurou, saiu rapidamente da pequena sala, passando por Yoongi feito um furacão. Ele viu o rosto do menor se contorcer em desgosto, enquanto sua mão trêmula apanhava o gancho do telefone. Hoseok engoliu em seco, tentando se manter calmo diante aquela situação.

— É o Hoseok.— Avisou e se surpreendeu ao notar que sua voz havia soado trêmula.

— Hoseok, eu não tenho muito tempo então farei um resumo da situação— O Jung assentiu encarando Yoongi com receio.— Depois daquela missão de Jeju eu fui capturado, eles me levaram para a prisão de Krasnodar e hoje a tarde eu consegui fugir.

— Certo, onde você está agora?— Hoseok questionou pegando um bloco de notas e uma caneta pronto para anotar qualquer endereço.

— Eu não sei, aqui só tem montanha, neve, montanhas, mais neve...— Resmungou e Hoseok revirou os olhos.

— Como nós vamos buscar você, se não sabe onde está?— Questionou tentando não parecer tenso.

— Vocês não precisam vir me buscar, quando eu fugi consegui libertar um velho conhecido. Eu só preciso de uma permissão para aparatar!

Hoseok tirou o telefone do ouvido e chamou Yoongi com um assovio, o maior encarou a face do Jung confuso.

— Chame a Hwasa, é urgente!— Ditou.

Yoongi assentiu e saiu às pressas. Instantes depois, Hwasa apareceu junto a Yoongi, e após um longo tempo Hoseok finalmente conseguiu explicar a eles o que verdadeiramente, havia acontecido com o Kim.

Ele não havia sumido por livre e espontânea vontade, como Hoseok pensou por todos aqueles anos que se passara sem uma sequer notícia, e sim fora capturado e levado ao presídio de segurança máxima em Krasnodar. O Jung já conseguia imaginar as coisas que ele fora obrigado a passar, e temia que se ele não fosse tão forte quanto era, talvez não tivesse sobrevivido. Aquilo de certa forma o deixava aliviado, porque mesmo depois de tantos anos, Hoseok ainda sentia seu estômago embrulhar ao escutar o nome dele.

— Espere, deixe que eu fale com ele!— Hwasa falou se levantando.

Ela caminhou até a escrivaninha onde estava o telefone, tirou ele do gancho e discou novamente o número que Taehyung havia ligado. Quando a ligação fora atendida, e o homem ditou o código é que ela começou a falar:

— Taehyung é a Hwasa Kim, o Hoseok explicou a mim toda a situação— Ela fez uma pausa, certamente para escutar o que o homem tinha para dizer.— Tudo bem, você está autorizado a aparatar com o seu amigo... Nós estamos em DaeJeon— Ela falou o endereço.— 5 minutos? Está ótimo!— Sorriu encarando Hoseok.— Apenas tentem não estragar meus móveis.

Ela desligou e respirou fundo fitando Yoongi, ele não parecia muito feliz — de fato ele não estava — com aquela ideia, de aceitar que o antigo amor de Hoseok fosse voltar.

O Min tinha certeza de que a cabeça de Hoseok estavam um turbilhão de pensamentos, o Jung certamente devia estar confuso, pois Yoongi querendo ou não, sabia que ele era sensível quando se tratava de Kim Taehyung.

Continua?  


Notas Finais


Bom dia, espero que não me matem por estar repostando os capítulos ajfjwjdjw


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