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História A Nova Peaky Blinders - Capítulo 13


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Notas do Autor


Eai gente!!! Obrigada a todos os comentários e favoritos!!! Vocês são demais.

Boa leitura!

Capítulo 13 - Epsom Derby


Fanfic / Fanfiction A Nova Peaky Blinders - Capítulo 13 - Epsom Derby

 

 

 

•Inglaterra•

Maio de 1922
•Hipódromo de Epsom Downs•



A corrida de Epsom Derby, entre os cinco clássicos das corridas, é uma das mais prestigiadas. Reúne milhares e milhares de espectadores todos os anos, e junto com as pessoas é claro, milhões de libras em apostas.
E a maioria das apostas legais, estão nas mãos do italiano Darby Sabini, que em uma década construiu um império no mundo das apostas. Mas uma hora a coroa cai e alguém toma o lugar do grande rei, e um candidato a esse trono é Thomas Shelby.

Ele e sua gangue os Peaky Blinders, estão a um passo de derrubar Sabini na grande Derby, será um trunfo, com certeza. No meio de toda essa situação, Katherine finalmente poderá alcançar sua vingança.


"Hoje será um longo, porém, gratificante dia." Essa era a frase que Katherine martelava em sua mente, enquanto adentrava o bar acompanhada de John e Arthur.
Ao passar por todas aquela gente, naquele mesmo lugar alegre onde as pessoas bebiam e se divertiam, Katherine sente parte de seu passado sendo trago a tona. Seus olhos começam a marejar, quando lembra desta mesma cena que acontecia há alguns anos.

Anthony e ela de braços cruzados, no dia que seu famoso potro Júlio César, daria o passo para a conquista da Tríplice Coroa.
Sua garganta travou ao ter aquela cena na sua cabeça, Anthony o amor de toda sua vida ao seu lado, podia sentir seu abraço pousados sobre seus ombros, enquanto entravam no evento sendo prestigiados por todos.

–Katherine.- John a chama lhe tirando de seu devaneio, quando ela percebe, já estão no bar apoiados ao balcão.- Você quer beber alguma coisa?

–Ah...- suspirou recuperando sua fala.- Eu quero gin.- pediu ao garçom que estava ali e ele assentiu um pouco nervoso, está atolado de trabalho o bar funciona a todo vapor. Ele logo encheu o copo para Katherine e entregou na mão dela.

–O que vamos fazer até dar a porra das três horas.- John reclama impaciente.

–Você precisa aprender a ter mais calma.- Katherine disse sorrindo em seguida virando o copo de gin.

–Vamos.- Arthur se desconta do balcão e os dois o seguem.


Katherine


Eu, Arthur e John estávamos indo até aos gabinetes de apostas, para apostar na Dom de Guerre. Esse lugar está funcionando em um ritmo tão frenético que é difícil manter a atenção em uma só coisa, são pessoas bebendo, fumando, gritando e apostando. Eu gosto de ambientes animados assim, talvez esteja ansiosa para o que vai acontecer daqui algumas horas.

John foi na frente, como sempre jogando os ombros no seu ousado jeito de caminhar. Eu e Arthur observávamos os rostos que estavam ali, várias pessoas bêbadas e alguns olhares se voltando para nós, especialmente para mim.

–Você chama muita atenção Katherine.- ele sorri de lado.

–Eu até tento não chamar.- dei de ombros soltando uma leve risada.- Mas é muito difícil.- me gabei jogando meu cabelo para trás, Arthur ri colocando a mão sobre meu ombro me guiando até o gabinete.

Ao chegarmos no balcão, John tira um papel de dentro do bolso de seu sobretudo e se dirige ao funcionário que recebe as apostas.

–Vou apostar na Dom de Guerre.- ele olha em volta enquanto a aposta era feita e nos encara em seguida.- Ele chegou.- ergueu o queixo em direção à entrada do pavilhão.

Quando John disse aquilo, analisei o lugar e rapidamente meus olhos pousam em uma pessoa na qual eles nunca vão se esquecer, era o Sabini ele estava com uma taça de vinho nas mãos e um charuto entre boca, cercado por policias e seus homens. Por onde ele passava alguem o cumprimentava e ele todo pomposo sorria para todos, adora ser bajulado.

–Merda...- disse virando o rosto, ele não pode me ver agora.

Arthur o encara de soslaio enquanto John saia do balcão lhe entregando o comprovante da aposta.

–Minha nossa senhora.- ele encarou todos aqueles homens que estavam com o Sabini enquanto os mesmos deixavam o local.- Até parece uma velha rica.- nós rimos baixo com seu comentário.- Vamos pombinhos.- ele disse saindo na frente.

–Tá tudo bem?- John questiona me abraçando pelo ombros.

–É claro.- rolei os olhos.- O Sabini só ladra não morde.- enruguei o nariz e ele riu depois saímos andando abraçados, estranhamente meu corpo respondeu com um frio na barriga, enquanto era envolto pelos braços fortes de John.


Narrador


Thomas colocava seu plano em prática, ao identificar seu alvo, o Marechal Rusell. Ele o encontrou na banca de apostas, depois o seguiu até as escadas que levava ao pavilhão dos proprietários um dos mais luxuosos do hipódromo.
Enquanto estava na escada, esperando com que a fila andasse, sente uma pessoa apertando seu braço.

–Eu preciso falar com você.- uma inesquecível e delicada voz o chama e quando ele se vira contempla confuso a mulher a sua frente.

–O que você tá fazendo aqui?- perguntou pausadamente a estudando de cima a baixo.

–Eu tenho que falar com você.- ela insiste, enquanto os olhos de Thomas procuravam por Russell.

–Grace.- disse ainda procurando seu alvo, depois voltou o olhar para a mulher.- Não é uma boa hora.- Thomas a segurou pelo braço a tirando dali com pressa.

Eles desceram as escadas, indo para um lugar mais reservado ao lado da escada que levava ao pavilhão.

–Seja o que for vai ter que esperar.- ele disse ainda a segurando, olhando para o andar de cima tentando não perder o marechal de vista.

–Não da para esperar... Eu não tinha culpa de nada. Eu estou grávida.- aquelas palavras saíram como facadas no coração de Thomas que por segundos ficou em silêncio.- Estou voltando para Nova York.

–Grace, eu tenho coisas importantes para fazer.- ele diz encarando novamente o andar de cima.

–Eu vim me despedir e você faz isso...- ela diz entre os dentes.

–Grace!- ele se aproxima do rosto dela.- Tenho coisas importantes para fazer.- esclareceu gesticulando com as mãos.- E quando, quando eu terminar nós conversamos.

–E quando vai terminar?

–Depois da corrida.

–Depois da corrida? Depois da porra da corrida Tommy?- ela bate os pés indignada.

Thomas encara novamente a escada e percebe que o Marechal está adentrando o pavilhão.

–Quando a corrida terminar, nós vamos conversar, entendeu?- afirmou encarando Grace nos olhos.

–Tá bom... Vai pra corrida.- ela o empurrou que perambulou ainda a fitando.

–Onde vai ficar?- Thomas pergunta enquanto caminhava de volta para a escada.

–Eu vou te esperar, eu vou esperar onde fazem as apostas.- ela assentiu e Thomas sai dali as pressas.


Katherine


A corrida estava prestes a começar, eu e os rapazes nos encontramos com Jhonny Dogs, estávamos caminhando ao lado da pista.

–Eu acho bom aquela Dom de Guerre ganhar.- Jhonny reclama por ter apostado todo seu dinheiro na égua.

"A corrida está prestes a começar, façam suas apostas".- o som dos mega-fone escoam pelo hipódromo.

–Olha lá.- apontei para os cavalos e jóqueis que passavam em fila, indo se preparar para a largada, e no meio deles estava a égua de Thomas.- É ela, boa sorte garota!- ergui as mãos comemorando.

–Você tá bêbada Katherine?- Arthur se dirigi a mim, com um canto de sua boca elevado em um sorriso perverso.

–Talvez.- arqueei as sobrancelhas me recordando das cinco doses de gin que eu bebi, e por acaso me lembrando também dos dois me avisando que eu iria ficar bêbada.- Já disse que corridas me deixam nervosa.- desconversei.

[...]

É quase três horas, nós fomos até nossos homens que nos esperavam no caminhão. Arthur está dando as últimas ordens, enquanto John foi checar o território, para ver a movimentação do local. Eu estou inquieta a batia o pé freneticamente esperando... A porra do horário.

–Eu quero todo mundo com as armas apostas.- ele ordena encarando a mão dos homens.- Entenderam?

–Chefe. Ele chegou.- um deles avisa Arthur apontando para John que vinha ao nosso encontro.

–Os policiais não estão se mexendo.- John para inquieto ao meu lado olhando os agentes de apostas do Sabini que trabalhavam normalmente, eles ficavam sobre um palco de madeira, anunciando as apostas a quem passasse ali.- Estão parados igual gárgulas. Fiquem espertos rapazes, entenderam?- ele postula encarando todos ali.

Enquanto esperávamos os policias saírem de vista vou até Arthur e o chamo em um canto, para uma conversa particular.

–Arthur... Você tem neve?- perguntei e ele arregala os olhos.

–O que? Você quer cocaína?- me fitou confuso.

–É claro que eu quero.- franzi o cenho.- Anda... Eu sei que você tem.- dei um tapa em seu ombro, ele recua em um gruinho, mas acaba tirando do bolso do sobretudo um pequeno vidro azul.

–Obrigada.- sorri pegando o vidro de sua mão e colocando em meu bolso, olhando em volta para ver se alguém viu essa cena.

–O que vai fazer Katherine?- pergunta desconfiado me segurando pelo braço.

–Meu trabalho... Agora eu tenho que ir.- esclareço e ele me solta suspirando.

Fui até John que conversava com os rapazes, ao me ver vir em sua direção ele se vira.

–John... Eu preciso sair.- cochichei em seu ouvido.- Encontro com você depois.- umedeci os lábios enquanto puxava a lapela do seu casaco.

–Onde você vai?- franziu a testa me fitando confuso.

–Eu preciso fazer uma coisa, depois a gente conversa.- disse saindo dali antes que viessem mais questionamentos.


Narrador


" Senhoras e senhores a corrida vai começar em quatro minutos. Por favor dirijam- se aos seus lugares."

Enquanto todos deixavam o bar ansiosos para assistir a corrida, dois homens permaneceram imóveis, encostados ao balcão. Thomas Shelby e Major Campbell, um em cada extremidade do balcão, esperavam com que o local esvaziasse, para que conversem.

–Não devia estar ocupado?- Campbell se pronuncia, encarando a adega do bar.

–Quando o planejamento é bom, não precisa se apressar.- Thomas responde solene com as mãos pousadas sobre o balcão de madeira.

–Sabe de uma coisa.- Campbell se vira na direção se Thomas.- Eu até acredito que você vá matá-lo.- assentiu com a cabeça se inclinando no balcão novamente.- Acho que existe um certo nível de respeito, crescendo entre nós.- o homem propõe enquanto Thomas não diz nada, apenas continua fumando seu cigarro.- Somos velhos inimigos que passaram a se admirar e a enxergar as virtudes profissionais um do outro.- Thomas se quer olha Campbell nos olhos, desprezando sua fala.- Quer saber... Acho que não.- o Inspetor suspira com certo ar de fracasso.

– Também acho que não.- Thomas concorda com o homem finalmente.

–Então vocês vão ficar juntos para sempre?- Campbell pergunta sobre a duvida que está em sua mente há tempos.- Ou será que ela vai se vender para você e pegar o dinheiro do marido dela? Esse é o plano? Como eu estava errado sobre ela.- nega com a cabeça encarando Thomas.

–Eu estava errado sobre ela também, se quer se contentar.- Thomas o encara nos olhos.- Grace vai voltar para Nova York.- a frase de Thomas foi como música para os ouvidos do inspetor.

–Ah...- Campbell responde com certo alívio.- Aquela mulher, aquela linda mulher, a que trabalha para você...- ele aponta curioso.

–O que têm ela?- Thomas pisca solene.

–Ela é muito misteriosa não é? O que uma mulher daquele calibre faz naquele escritório?- gesticula confuso com as mãos

–A Katherine é uma pessoa muito esperta.- Thomas se desencosta do balcão ficando de frente para Campbell.- Ela com certeza não vai te dar só um tiro na perna e uma bengala de merda, então...- concluiu soltando a fumaça do cigarro.

–Puxa... Que bom pra ela. Mas de uma coisa eu sei, seu futuro é arder no fogo do inferno, mas eu, eu tenho o amor de Deus.- se assegura.- E a certeza da salvação.

Thomas bebe a dose de whisky que estava sobre o balcão, limpando a boca. Logo em seguida começou a andar na direção de Campbell.

–Eu sei o que fez com a Polly.- afronta Campbell caminhando até ele.- O que fez com Michael na prisão. Hoje.- ele gesticula com a mão que segura um cigarro.- Ou eu, ou você vai morrer. Mas seja lá quem for, vai acordar no inferno amanhã.- disse com um pequeno sorriso nos lábios saindo dali em seguida.


Katherine


Eu acabei de sair do banheiro feminino, posso sentir meu coração palpitar no peito e a adrenalina correr pelas minhas veias, respiro fundo com tal satisfatória sensação. Estou a caminho do pavilhão dos proprietários a procura de Thomas, eu sei o que vai acontecer hoje... E como eu sei? Ontem eu recebi uma carta escrita à mão pelo próprio Winston Churchill o primeiro-ministro do Reino Unido.

Na carta estavam especificações da missão do Thomas, eu não sei como ele sabia que eu estava trabalhando com Thomas, mas ele sabia. Sr. Churchill queria que eu voltasse a trabalhar para a coroa, em seu nome, é claro não tem como negar tal tipo de trabalho. Ele sabe das minhas qualificações e sabe que não será decepcionado.

Eu não sei muito bem onde vai acontecer este assassinato, mas eu sei que vai ser em um lugar privado... Hoje mais cedo, encontrei com Lizzie acompanhada de Geremia, ela estava animada e toda arrumada disse que se encontraria com Thomas para realizar um trabalho, e ela estava a caminho do pavilhão dos proprietários. E é aí que as peças se encaixam, a Lizzie vai atrair o velho e o Thomas vai matá-lo. Realmente a cocaína me faz pensar mais rápido.

Fui até o banheiro e havia alguns guardas parados, barrando a entrada.

–Boa tarde senhora. Não pode passar por aqui, vai ter que dar a volta.

–Mas senhor...

–Senhora o Rei vai passar por aqui. Agora por favor.- ele aponta o dedo para outra direção. Rolo os olhos e saio dali as pressas, o caminho é um pouco longo, mas vou chegar à tempo.

Depois de dar a volta pelo pavilhão e entrar pelos fundos do banheiro, já me deparo com um policial desmaiado no chão, bom meu palpite esta correto. Caminho o mais rápido possível para dentro do banheiro, improvisado ao meio de um estábulo. Escutei a voz de Lizzie chamando por Thomas, enquanto alguns sons de socos ecoam pelo lugar.

–Merda Thomas...- reclamei para mim mesma, enquanto retirava meu revolver do coldre.

Quando eu adentro o lugar vejo Lizzie desesperada, tremendo e apontando uma arma para os dois que brigavam, estavam grudados um ao outro, como cães de briga. Lizzie ao me ver arregala os olhos, levo o dedo até a boca, fazendo um sinal de silêncio. Prontamente aponto o revólver precisamente na direção dos dois.


–Aí vocês dois!- chamei a atenção deles que se soltaram e no mesmo segundo atiro na cabeça do Marechal que cai encostado na parede do lavabo. Thomas para por um segundo encarando o homem morto e a parede de madeira toda suja de sangue.

–Lizzie?- Thomas vem até ela recuperando o fôlego, ele está com a testa sangrando e o cabelo todo bagunçado.

–Onde você estava?- Lizzie aponta a arma para ele descontrolada.

–Lizzie...- falei a acalmando retirando a arma da sua mão.- Você tem que sair daqui.- a encarei.

–Me desculpa.- Thomas disse a a abraçando, mas ela o empurra em um ato de repugnância.- Agora sai daqui Lizzie.- ele aponta o dedo para a saída.- Vai embora!

Depois que ela saiu, eu dei mais quatro tiros para o alto e fui até Thomas retirando minha gravata, limpando o sangue na em sua testa. Ele estava confuso e apressado demais para fazer qualquer pergunta.

–Vamos.- ele disse me puxando pelo pelo braço e saímos as pressas dali.

No corredor encontramos com dois policias, socorrendo o que estava desmaiado. Thomas me abraça de lado e eu faço o mesmo passando o braço em torno da sua cintura, ele estende o outro braço que estava desocupado em um ato de rendição.

–Polícias, polícias, nos estávamos ali no banheiro.- Thomas explica ofegante enquanto nos aproximamos dos policias.- E ouvimos vozes de irlandeses, aí eu ouvi um tiro, tem um policial caído ali atrás.- ele aponta o dedo em direção ao banheiro, os policiais saíram as pressas dali sem questionamentos.

Nós saímos ainda abraçados, depois Thomas me solta, me segurando pelos ombros e me prensando em uma parede que havia ali.

–Como você sabia?- ele me afronta, me apertando contra parede, deixando nossos rostos próximos.

–O próprio Winston Churchill... - umedeci os lábios encarando os olhos azuis de Thomas, que estampavam fúria.- Ele que me colocou por dentro da missão.- expliquei a Thomas que me solta respirando fundo, encarando o céu depois ele vem até mim novamente.- E em algum dia daqui algum tempo o Sr. Churchill vai precisar falar com a gente pessoalmente... Ele tem uma tarefa para nós, vai manter contato.

–O que?- me encara confuso.

–Eu já fui uma agente da Coroa... Ele só juntou o útil ao agradável, quer que trabalhemos juntos.- dei de ombros.

–Tudo bem...- suspirou tentando não pensar muito sobre isso agora.- Vamos.- me pegou pelo braço.- Tenho que falar com o Sabini, sabe o que fazer.

Narrador

A corrida parou por um momento, no pavilhão dos proprietários um homem esbraveja uma ordem clara. Ele era um agente especial da Coroa, não usava farda, apenas terno.

–Todos os policiais precisam ir proteger o Rei!- ele corria pela sala.- Todos os policias precisam proteger o Rei, agora!- ele ordena enquanto todos os policiais presentes no cômodo se movem para fora.

No lado de fora dos pavilhões, onde ficam os agentes de apostas do Sabini, outro policial chega gritando a mesma ordem.

–O IRA está na corrida! Vamos proteger o Rei! Vão para o pavilhão real, agora!

Todos os policiais que estavam ali saíram às pressas, com o único intuito de proteger o Rei, deixando os agentes do Sabini confusos e vulneráveis. Enquanto John, Arthur e os outros Peaky Blinders observavam tudo, como predadores a espera para atacar as presas, parados de trás do caminhão.

–Tudo bem, é agora, vamos.- Arthur ordena discreto.- Mostrem suas armas.- ordenou aos homens, que logo concordaram.

Com toda violência e elegância, os Peaky Blinders destruíram as licenças de apostas do Sabini o deixando se quer com uma. Isso com certeza o deixou furioso e o mesmo foi se encontrar com Thomas Shelby que estava esperando no restaurante do pavilhão dos proprietários. Ao adentrar o restaurante com apenas um de seus homens, Sabini avista Thomas sozinho sentado à mesa.

–Sr. Sabini, sente- se.- Thomas o recepciona enquanto o italiano se senta a mesa.- O que houve com o seu nariz?- ele pergunta a Georgie o mão direita de Sabini.

–Você deveria domar aquele seu irmão maluco.- responde ríspido.

–Eu tentei, ele mordeu o veterinário.- Thomas da de ombros.

–Eu disse pra polícia que você é um Peaky Blinder, um cigano criminoso de merda. E estão vindo.- Sabini ameaça Thomas.- Vão te prender, antes que o Rei apareça.- ele belisca a ponta no nariz dando um leve sorriso.

–Bom...Pelo o que eu vi, a polícia está meio ocupada agora.- Thomas disse colocando um cigarro na boca.- Ganhou dinheiro hoje Sr. Sabini?

Sabini sem paciência olha em volta e percebe a falta de seus policiais.

–Cadê os nossos policias?- pergunta a Georgie.- Eu disse pro sargento vir em um minuto, ele disse dois.- falou olhando para o relógio em seu pulso.- Já se passaram dez.

–Como eu disse, estão ocupados. E os meus homens também.- Thomas completa dando uma tragada no cigarro.

–Do que você está falando?- Georgie o confronta.

–Do que estou falando? Bom, os meus homens estão nas pistas fazendo uma fogueirinha, queimando licenças, sabe?- Sabini da uma risada amarga entre um suspiro com a fala de seu adversário.

–Merda...- ele encara Thomas que está com um sorriso estampado no rosto.

–O senhor confiou muito na polícia pra proteger seus interesses Sr. Sabini.- Thomas aponta o dedo que segurava o cigarro para Sabini.- Isso foi um erro.

O italiano ficou por alguns segundos em silêncio, depois se levantou colocando a mão no revolver que esta por baixo do seu paletó.

–Não, não. Lembre-se de onde está é de quem você é. Se mostrar a arma você é o assassino do rei, então senta aí e fica calmo.- Thomas o afronta e ele assentiu se sentando novamente.- Ótimo, o seu outro erro Sr. Sabini, foi quebrar a sua promessa com o Alfie Solomons. Hm, você prometeu para ele que os agente dele viriam para Epsom, ele ficou muito magoado quando você negou, muito magoado... E por isso eu e ele estamos juntos de novo.- Thomas sorri e Sabini faz um campanário com as mãos o encarando, ele sabia que havia perdido, está tão nervoso que nenhuma palavra sai de sua boca.

O italiano se levanta como quem não quer nada, encarando as pessoas em volta. Ele de repente pega uma garrafa que estava sobre a mesa e a quebra, apontando ela para Thomas que rapidamente se levanta. As pessoas que estão no restaurante se assustam o encarando.

–Tá tudo bem pessoal, ele só é um péssimo perdedor.

–Georgie, vá agora até as pistas e dê um jeito naqueles ciganos de merda.- ele ordena para Georgie que ainda está sentado.

–Mas senhor...

–Vai agora!- ele grita sem paciência saindo dali.- Você perdeu seu cigano fracassado de merda! Você perdeu!- ele grita apontando o dedo para Thomas.- Que que vocês tão olhando porra?- perguntou as pessoas que estavam ali ajeitando seu paletó.


Sabini saiu do restaurante, deixando Thomas. Sabia que devia ter tirado sua arma e ter dado um tiro na cabeça dele, mas não o fez, pois esse gesto trairia dores cabeça. Então ele foi até o toalete, estava tão furioso que não conseguia pensar em nada sequer. Ao entrar no banheiro masculino percebe que não há ninguém ali, ele tira a arma que está no coldre em sua cintura e a deixa sobre a bancada da pia.


Katherine


Thomas havia saído do restaurante e me encontrado do lado de fora, me disse que Georgie finalmente teria deixado Sabini sozinho e que ele teria ido na direção dos toalhetes. Essa era minha deixa, Thomas me deixou a tarefa de matá-lo e eu vou cumprir.
Adentrei o restaurante e rapidamente fui até os fundos, no corredor até os banheiros não tem ninguém, uma alma sequer.

–Se eu fosse um saco escroto de noventa quilos chamado Sabini, onde eu estaria?- me perguntei enquanto caminho pelo corredor checando os cômodos.

É a hora, caminhei rapidamente até o banheiro masculino e ao entrar percebo uma arma sobre o balcão de mármore, percebo também que uma das cabines está ocupada. Fui rápido até o balcão pegando a arma e abrindo o cilindro deixando com que as balas caíssem no chão.

–Quem está aí?- a voz memorável do Sabini surge no local após ele ter escutado as balas caindo no chão. A porta da cabine se abriu e Sabini ao me perceber ali fica pálido, ele olha para os lados e suspira caminhando até mim.

–Katherine... Eu devia ter te matado quando tive chance.- cruzou as mãos atrás das costas.

–É... Mas você é burro.- dei um meio sorriso.

–Me mata logo sua psicopata de merda!- gritou vindo até mim.

–Ah... Calma ainda vamos chegar nessa parte.- fui até ele.- Mas antes eu quero que você veja...- em um golpe rápido o agarro pelo pescoço ficando por trás dele o imobilizando.

Virei ele de frente para o enorme espelho que havia ali, seu rosto estava vermelho enquanto ele se debatia.

–Agora olha.- falei no ouvido dele.- Seu bosta, você perdeu...- enquanto Sabini encarava seu próprio reflexo no espelho levei rapidamente uma das mãos até o coldre na minha cintura sacando uma faca e esticando o braço, para que ele visse.- Tchau...- dei um beijo em sua bochecha que fechou os olhos deixando escapar uma lágrima.- Italiano de merda.- passei a lâmina afiada em sua garganta que jorrou sangue no mesmo momento.

O soltei e ao encarar aquela cena, Sabini morto, meu corpo perdeu um peso. Uma sensação de êxtase me invadiu, suspirei enquanto via o sangue fazendo um contraste com o mármore branco do banheiro. Minha vingança concluída com sucesso, um momento de glória que eu almejava há tempo.


Eu saí do banheiro e fui encontrar os rapazes novamente, estavam na pista no mesmo lugar. Quando eu cheguei Lizzie estava sentada a uma mesa que havia ali, e Arthur gritava comemorando.

–Olha só pra esse lugar.- estendeu os braços olhando em volta.- É nosso! Princesinha.- apontou o dedo para mim enquanto vinha em minha direção.- Você perdeu toda diversão!

–Eu tive a minha.- sorri e Arthur ao me encontrar me agarra em um abraço caloroso.

John se sentou a mesa junto de Lizzie, que estava um pouco abalada fumando um cigarro, com o cabelo todo bagunçado e um corte na bochecha. Arthur ao perceber me puxa e nos sentamos em outra mesa.

–Aí qual é a dos dois?- pergunto a Arthur enquanto ele derramava cocaína sobre a mesa.

–Eles iam se casar, mas o Tommy não permitiu, por causa do longo histórico da Lizzie.- ele respondeu e no mesmo momento cheirou a cocaína deixando um pouco para mim. Arthur me passou o canudo de ferro que usava eu o pego e me inclino sobre a mesa, cheirando logo depois.

–Então onde arrumou todo esse sangue?- ele empertigou o queixo em direção ao colarinho da minha camisa que estava sujo.

–Ah... Eu matei o desgraçado Arthur!- disse empolgada e bati om as palmas das mãos na mesa.- Finalmente!- Arthur ir com meu gesto.

–Deixamos os londrinos na merda! Agora tudo é nosso! Mas vem cá Katherine.- fez um gesto com a mão para que eu chegasse mais perto, me inclinei sobre a mesa novamente e assenti para que ele continuasse a falar.- Agora que cumpriu sua vingança... Vai voltar para Londres?

–Bom...- dei de ombros, olhando para trás logo em seguida na mesa que John e Lizzie estavam.- Thomas me propôs a ficar... Mas ainda não decidi.- umedeci os lábios.

–Princesinha... Sabe que tem o coração dele.- ergueu a cabeça em direção a John.- Agora vamos!- se levantou da cadeira rapidamente.- Vamos comemorar!

Mais tarde naquele mesmo dia...

Depois de reunir todos e irmos para Birmingham, fomos para o pub. Todos o Peaky Blinders estão aqui, para comemorar a grande conquista de hoje. Estou conversando com Jhonny Dogs, sobre poker.

–Então... Não posso contar meus segredos.- sorri encarando meu copo.- Mas aprendi a jogar no Japão...

–Senhoras e senhores!- Arthur chama a atenção de todos subindo no balcão do bar.- Eu gostaria de fazer um brinde!- ele grita e todos nós levantamos os copos gritando em comemoração.- Os rifles de Small Heath!- Arthur ergue seu copo.- A família Lee!- esbraveja apontando o dedo para Jhonny que grita com os outros erguendo os copos.- E um brinde aos malditos Peaky Blinders!- Arthur ergue os braços em comemoração e todos nós bebemos.

–É você realmente é uma Peaky Blinder agora.- Jhonny sorri e me dá um leve tapa no ombro.

–É... Eu acho que sou...- olhei para o lado e vejo John me fitando enquanto converso com Jhonny.

–Vai lá.- Jhonny pende a cabeça para o lado de John, eu umedeci os lábios e sai caminhando em sua direção.

John não havia falado comido desde Epsom, ele estava distante e me evitando. Quando percebeu que estava indo na direção dele, ele cruza os braços desviando seu olhar.

–John, vai ter que falar comigo alguma hora.- ele virou o rosto para mim.

–É...- coçou o queixo.- Agora que cumpriu sua merda de vingança você vai embora?

–O que?- franzi o cenho confusa.- Eu vou ficar... Thomas me fez a proposta de ficar e eu vou ficar.

–Vai ficar por que o Tommy pediu?- arqueou as sobrancelhas indignado.

–Não.- cheguei mais perto dele e segurei seu rosto o fazendo me encarar nos olhos.- John... Vou ficar por que gosto de você, gosto de Birmingham... E eu sinceramente não consigo suportar o Alfie por uma semana.- dei uma risada anasalada.

–Também gosto de você.- ele finalmente deu sorriso para mim depois segurou minhas mãos me dando um beijo.



Algumas semanas depois...

Londres
•Camden Town•


Eu e Thomas fomos até Londres, Alfie nos chamou para uma reunião, disse que o assunto era importante e queria conversar pessoalmente. Depois que o Sabini morreu, Alfie ficou no controle de tudo em Londres é o chefão agora.
Ao chegarmos no novo e luxuoso escritório de Alfie, ele nos recebe na porta.

–Tommy, Kath...-ergueu os braços enquanto chegávamos perto dele.

–O que era tão importante para você fazer a gente vir até Londres?- Thomas pergunta parando de frente para Alfie.

–Bom... Entrem.- ele abriu a porta do escritório dando passagem para que entrássemos.

Depois de adentrarmos o escritório percebo a decoração luxuosa vitoriana e a construção todo em quartzo deixou a sala impressionante.

–Gostei do escritório Alfie...- disse encarando a pintura clássica "O Nascimento de Vênus" que fica atrás da grande mesa de madeira maciça. Depois me sentei na poltrona que ficava ali.

–Que bom que gostou, herdou o bom gosto da família.- Alfie foi até sua mesa e se sentou.

–Então.- Thomas se senta a outra poltrona do meu lado.- Desembucha Alfie.

–Calma meu amigo. Bom...- Alfie fez um campanário com as mãos sobre a mesa e nos encarou.- Como vocês sabem, o Sabini deixou muitos imóveis... por Londres e esses imóveis ficaram sobre minha custódia. E um desses imóveis estava sendo construído para ser uma casa de jogos... É muito luxuoso e enorme.

–Onde quer chegar?- perguntei sem paciência.

–Katherine, você sempre gostou de jogos de azar e sabe como roubar das pessoas neles... Quero que você e Thomas sejam sócios em um novo negócio, quero acabar essa obra...

–Alfie... Você quer abrir um cassino?- arqueei as sobrancelhas surpresa.


Notas Finais




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