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História A Nova Peaky Blinders - Capítulo 5


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Notas do Autor


Eai gente o que estão achando?

Capítulo 5 - Leilão


Fanfic / Fanfiction A Nova Peaky Blinders - Capítulo 5 - Leilão

Birmingham

•Small Heath•


Eu e meu guia turístico/acompanhante estamos indo para o Garrison. Andando por essas ruas cobertas de lama me lembro do Alfie, antes de eu vir para cá ele me disse que Small Heath fede a merda de porco. Eu não levei muito a sério por que meu irmão sempre foi muito exagerado, tenho que concordar com ele dessa vez , realmente esse lugar é pacato. Mas aqui é a área mais pobre da cidade e industrial também então não teria cheiro de rosas em um campo.

Sou sugada dos meus pensamentos quando escuto Jonh abrir a porta do bar, aliás eu e ele não conversamos muito no trajeto até aqui, só nos encaramos algumas vezes, nada demais. Quando entramos no bar não havia clientes, Arthur o garoto que me chamou mais cedo e outro rapaz estavam ali. Arthur está com um copo de whisky sentado em uma mesa enquanto conversava com os garotos que estão de pé.

–Aproveitaram o passeio?- Arthur nos olhou rindo e piscou para Jonh que negou com a cabeça sorrindo de canto segurando seu palitinho.

–Foi legal.- dei de ombros indo no balcão e Jonh foi até Arthur.- Então...- passei os olhos nas garrafas de bebida.- Posso pegar uma garrafa.- encarei Arthur vendo que a garrafa na mesa dele está vazia.

–É claro princesinha.- levantou o braço apontando o dedo para mim.- Você é de casa agora!

Sorri e fui para trás do balcão. Corro os olhos lendo os rótulos até me parecer um interessante e... aqui está! Whisky Irlandês! Pego ele e um copo e coloco sobre o balcão.

– O gato comeu a língua de vocês?- perguntei aos dois garotos enquanto enchia meu copo. Eles riram e o que me parecia mais novo se pronuncia.

–Eu sou o Finn.- se apresentou um pouco tímido.

–E Isaiah.- o outro levanta a mão sorrindo.

O Isaiah é diferente, de pele retinta e olhos cor de mel e tem tudo que a juventude pode oferecer. Minha mente me leva longe imaginando ele sem roupa, me deitando nesse balcão... Tenho que parar com isso.

–É um prazer.- falei dando um gole no whisky, olho o balcão e vejo uma caixinha de baralho e me surge uma ideia.- Ei! Que tal jogarmos poker?- propus pegando a caixinha com um sorriso de canto.

Os rapazes hesitaram um pouco, mas acabaram aceitando. Já que estávamos esperando o Thomas e deus sabe lá que horas ele chegaria. Fomos nos sentar na salinha "particular" deles, depois de algumas partidas, algumas garrafas de whisky e de eu ganhar a maioria das mãos os garotos não quiseram jogar mais... Que pena estava fazendo dinheiro.

–Foi um prazer jogar com vocês.- disse me debruçando sobre a mesa e pegando o dinheiro das apostas encarando os rapazes nos olhos, logo colocando dentro do meu sutiã. Jonh sorri soltando a fumaça do charuto tombando a cabeça para trás enquanto me encarava guardando o dinheiro.

–Que merda! Sempre achava que ela tava blefando...- Arthur disse passando a mão no rosto.

–Você sempre perde, Arthur.- ele diz zombando do irmão.- Agora é mais vergonhoso por que perdeu para uma mulher.- o encarei e rolei os olhos com seu comentário... Vou mostrar quem é mulherzinha.

–Pelo menos o Finn não escondeu as cartas...- Isaiah perturbou Finn dando um tapa na nuca dele.

–Rapazes.- Thomas disse abrindo a porta da sala logo entrando.- Katherine.- me encara.

Thomas como sempre está calmo e fumando um cigarro. Ele se senta conosco e serve uma dose de whisky para ele, enquanto nos esperávamos ansiosos o que ele tinha para falar.

–Como vocês sabem amanhã é o leilão.- tomou um gole da sua bebida.- Charlie e Curly vão com a gente.- explicou fitando Arthur e Jonh.- E Katherine, você vem também.- me encarou.

–Tudo bem.- concordei.

No outro dia...

Eu resolvi colocar uma roupa mais formal hoje, um casaco de pele e um vestido, mas meus cabelos compridos ainda continuam soltos. Estávamos na carroceria de um caminhão a caminho do leilão, por incrível que pareça Polly deixou que Michael viesse com a gente. Thomas e Jonh estavam na cabine, eu e os rapazes estamos sentados atrás conversando.

–Por que Thomas te trouxe para um leilão?- Charlie me pergunta desconfiando de minhas habilidades como uma boa entendedora de cavalos e negócios.

–Eu tive a ideia de comprar o cavalo.- soltei a fumaça do cigarro.- Nada mais justo.- levantei uma sobrancelha e ele acabou concordando.

Arthur estava do meu lado ele tirou um cantil com bebida provavelmente, deu um gole e passou para mim.

–Toma princesinha, é seu primeiro dia com a gente...- ele deu uma pausa me encarando.- vai precisar.

Dei um gole da bebida e devolvi o cantil para ele, de repente o caminhão encosta na estrada e para. A porta bate e ouço alguns passos vindo para traseira do caminhão, eram o Thomas e o Jonh.

–O motor tá esquentando.- Thomas explicou abaixando a tampa da carroceria.-Curly da uma olhada.

–Claro.- Curly diz já descendo do caminhão.

–Vo dar uma mijada.- Charlie diz e saiu também.

Michael está sentado de frente para mim e de repente ele tira um pano enrolado em alguma coisa de dentro do casaco, ele desenrola o pano e para minha surpresa tem sanduíches ali.

–Ela fez vários.- ele pega um sanduíche.- Vocês querem?

–O que é isso aí?- Arthur pergunta.

–Sanduíches, de presunto... Tem de pasta de camarão também.

Enquanto Michael falava, Arthur e Jonh se encaravam com cara de deboche. Jonh chega perto da carroceria e pega uma garrafa de bebida no banco, rindo para Michael.

–O que foi?- ele encara os dois.

–Sanduíches?- Arthur retruca.

–É.

–A Polly fez sanduíches?- ele pergunta e Thomas e Jonh sorri com a fala do Arthur, eu acabo sorrindo também. É engraçado alguém trazer sanduíches para um leilão, mas deve ser o espírito de mãe da Polly.

–O que é isso? Piquenique do ursinho de pelúcia?- Charlie chega encarando o sanduíche no colo do Michael.

–Parem com isso.- Thomas pigarreou, segurando o sorriso.- Vamos comer os sanduíches e continuamos, sem migalhas, Charlie.- diz dando um tapa nas costas de Charlie e saiu dali indo para cabine.

–Me da um.- Arthur fez um gesto com a mão enquanto Michael já está comendo.

–Passa o sanduíche, Arthur seu gordo.- Jonh diz zombando do irmão.

–Ah! Vai pastar.- retrucou.

–Vou querer um, tô morrendo de fome.- diz franzindo o senho e Michael me passa um.


•Doncaster Booldstock•


Havíamos acabado de chegar no leilão, estamos subindo as escadas para o andar de cima da pista onde os cavalos são apresentados.

–Então rapazes esse é um evento respeitável, então vamos nos comportar de acordo.- Thomas nos explica.- Nada de armas, nada de beber. Jonh, vamos ficar juntos.- ele aponta pro irmão o reprendendo.- Quando nosso cavalo aparecer eu faço os lances, já avisei meu interesse para o leiloeiro.- ele explica enquanto subíamos as escadas.

–Vou poder examinar ela Tommy?- Curly pergunta todo apressado.

Curly é engraçado, todo apavorado e ele é muito legal comigo. Na verdade com qualquer um.

–Não, já temos um relatório do veterinário. Mas fica de olho quando ela andar.

Entramos na pista e no andar de baixo os cavalos são apresentando e em cima ficam os compradores. Da pra ter uma boa vista daqui, de quem está comprando e do cavalo. Nos escoramos no parapeito um do lado do outro para olhar os cavalos. Jonh folheava um panfleto e os outros olhavam atentamente os cavalos.

–Temos mil e quatrocentos, alguém disse quinhentos, alguém disse mil e quinhentos.- o leiloeiro fala sentado em uma mesa no canto da pista.

Ficamos esperando até que nossa égua entrasse, Curly está nervoso se mexendo como uma pulga. E la está ela, acaba de entrar uma tordilha com a crina traçada, muito boa de pernas e bem equilibrada.

–Lady Josephine, o preço de partida é oitocentos guinéus.- o leiloeiro apresenta.

–Olha Thomas, é aquela ali.- chamo a atenção dele apontando para a tordilha.

O leilão foi bem concorrido, uma mulher e um homem que estavam do outro lado da pista disputaram com a gente. Eles foram foi bem insistentes, porém, acabamos ganhando o último lance. Curly ficou preocupado dizendo que está com uma sensação ruim sobre a égua, mas acabou tudo bem.

Depois da compra Thomas foi resolver o restante da papelada para a entrega da égua no ferro velho do Charlie. Enquanto ele estava lá Curly e Charlie foram para o caminhão.

Eu e os rapazes estamos esperando em um corredor próximos da sala que o Thomas está. Aqui é como uma casa enorme, só que é um centro hípico.

–Então como foi o primeiro dia como Peaky Blinders.- Arthur pergunta para mim e Michael.

Coloquei um cigarro entre os dentes e encarei Arthur sorrindo, Michael nega com a cabeça e não fala nada.

–É foi bom.- ascendi o cigarro com um fósforo.- Mas faltou um pouco de perigo e emoção.- franzi o nariz soltando a fumaça.

–Quando a gente for pra Londres tomar a boate do Sabini.- Arthur aponta o dedo para mim.- Vai ter emoção.

–Então gosta de perigo.- Jonh pergunta com um sorriso de lado.

Rodeio os lábios com a língua e suspiro o encarando quando eu ia responder os rapazes encaram a entrada do corredor. Thomas estava vindo em nossa direção, mas uma mulher o chama para conversar. Arthur e John se encaram com um olhar perverso. Thomas e a mulher se apresentam, ela parece bem interessada nele, perguntando de qual cidade ele vem. Até tento não se intrometer na conversa alheia, mas não consigo evitar.

–Tommy, anda logo!- Arthur o chama, John fingi uma tosse colocando a mão sobre a boca nos encarando.

Eles estão bem animados pelo Thomas estar conversando com uma mulher. A mulher, May, quer treinar a égua que acabamos de comprar, não vejo necessidade. Afinal eu entendo de cavalos.

–Tommy temos que ir.- Jonh o chama de novo.- Se esse menino não estiver entregue até a noite.- ele da um tapa no ombro do Michael.- A Polly mata a gente!

Thomas continua batendo papo com a May, os rapazes estão zombando dele, fazendo várias piadinhas.

–Temos que ir para as caravanas Tommy, as galinhas devem estar com fome.

Arthur fala brincando com o irmão. Eu, Michael e John seguramos a risada enquanto Thomas vem em nossa direção deixando a mulher.

–Até que enfim Tommy.- Jonh fala para ele enquanto saíamos dali.

Estávamos indo embora e enquanto entramos pela pista Arthur faz um comentário.

–É sério Jonh, tudo que essas mulheres ricas querem é um pau da classe trabalhadora.

–Com certeza Arthur.- eu e Jonh rimos do comentário dele.- As mulheres não resistem.- concordei melindrosa.

Thomas estava andando na frente, enquanto seguimos ele, passando pela pista rumo a saída. Tem um homem sentado a mesa do leiloeiro um pouco suspeito, mas não digo nada. Apenas coloco a mão no coldre na minha cintura.

–Thomas Shelby!- ele se levanta apontando a arma para o Thomas.

Arthur corre até ele lhe dando uma cabeçada fazendo o tiro atingir o teto, ele desarma o homem e o joga no chão. No mesmo momento retiro a arma que estava no coldre na minha cintura, nem deu tempo de falarmos e outro homem aparece apontando a arma para o Tommy. Em um pensamento rápido miro na cabeça e puxo o gatilho, ele cai no chão morto. Jonh com a arma em mãos vasculha o lugar para checar se não vai aparecer mais um maluco.

–Thomas Shelby! Vou te mostrar quem são os Shelby.- Arthur grita, ele está espancando o homem que ele havia derrubado até agora. Ele já está caído desmaiado, mas Arthur está como um animal em cima dele.

–Tira ele daí!- Thomas diz autoritário enquanto também checava se havia mais alguém.- Tira ele daí agora!

Jonh e Thomas vão até o irmão que não tinha parado de espancar o homem, eles chegaram por trás dele e o puxou pelos braços, é como tirar um pedaço de carne de um cachorro raivoso. Depois de conter o Arthur e conferir se o homem ainda esta vivo, Thomas olha Michael que está ali encarando tudo.

–Michael você não viu nada!- explica apontando o dedo para o primo.- Não aconteceu nada.

Ainda com os nervos no máximo saímos dali carregando o Arthur que está todo sujo de sangue. Os rapazes comentaram que ele sempre faz isso, na semana passada ele matou um garoto em um ring de box e eles estavam apenas treinando. Arthur se descontrola fácil sempre.

[...]

Jonh estava indo levar o Michael para a casa da Polly, me ofereci para ir junto. Depois de deixar ele, estamos no caminho de volta para a casa de apostas.

–Acabou tendo um pouco de emoção e perigo hoje.- Jonh comenta sorrindo de lado enquanto dirige.

–É...- molhei os lábios enquanto o encarava.- Matar uma pessoa não estava nos meus planos de hoje.- suspirei e ele me olha.

–Ah.- ele pigarreou.- Ficou bem pra quem acabou de matar alguém, já tinha feito isso antes?- dei uma risada anasalada com sua pergunta.

–É eu já matei antes.- fitei a estrada.-Esse era meu trabalho.


Notas Finais




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