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História A obsessão do Lord das trevas - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura ♡♡

Capítulo 3 - Sobremesa prt. 2


O enorme bolo de morango estava depositado no centro da mesa, ao alcance de todos, apesar é claro, de que as boas maneiras nos impeça de simplesmente pega-lo e servir a si mesmo.

Pela primeira vez na noite, um sorriso verdadeiro enfeitou meus lábios, e Tom parecia saber disso, pois como se lendo meus pensamentos, ficando a par de meu plano "maligno", sorriu maliciosamente. Talvez fosse impressão, mas realmente as vezes acho que ele pode literalmente ler a mente das pessoas, seria uma boa justificativa para certas coisas, que acontecem ao seu redor...

- Meg, você não estava de castigo? Algo como, ficar sem comer sobremesa, talvez? - falou preguiçosamente, aproveitando cada palavra. 

E mais uma vez, para provar que estou errada, ele me contradiz. E Ainda usa o apelido idiota que sua mamãe me deu!

- E estou, TomTom ...

Retruquei usando o apelido que dei para ele, (meio ridículo, mas como ele não gosta do nome, e ainda odeia que façam graça com o mesmo) este que posso usar livremente, ao contrário do que eu dei para a Vibora. 

- Ou... é mesmo, Meg? e o que um docinho como você, fez de tão errado? 

Como se você não soubesse!

- Não se lembra, Merope? Flores verdes dão enjoo...

Difarcei o sarcasmo o máximo que pude, entretanto não foi o suficiente para papai, não me mandar um olhar de alerta, mas com certeza foi o bastante para o sorrisinho dela murchar, e sua verdadeira face vir a tona, pelo menos por alguns segundos, estes que quem realmente deveria ter visto, perdeu a oportunidade me repreendendo.

Quem disse que a vida é fácil? 

- Até pensei em suspender seu castigo por esta noite, mas vejo que não aprendeu a lição, mocinha.

Me segurei para não revirar os olhos, e socar a cara de Tom por soltar pequenos risinhos, e ainda mais pra não voar no pescoço da Víbora, que novamente, conseguiu o que queria.

- Pois saiba, papai, que de qualquer modo não poderia degustar do bolo. E se você se importasse um pouquinho saberia o porquê. 

Segurei algumas lágrimas insistentes (De ódio só para deixar claro), enquanto a sala caia em silêncio. 

- Do que está se referindo, Megantah? Sabe muito bem, que não gosto de rodeios. - proferiu casualmente. 

- Ela tem alergia a morangos, senhor. 

Impressionantemente, esta pequena e importante frase para mim, veio de Tom. A segunda pessoa que mais me odeia (Ou talvez não), disse algo tão crucial, algo que um pai deveria saber. 

Riddle não aparentava nem um sinal de divertimento ou tédio como era de seu feitio. Ao contrário, parecia decidido, como se tivesse dito a coisa mais seria e óbvia do mundo, mas claro, ainda mantendo o respeito, como manda os bons modos.

- Não é possível, Megantah não tem alergias.

- Tom está certo, sempre tive e sempre vou ter, se é claro, não surgir uma poção ou feitiço que impeça alguém de ter alergia a morangos. - ri de maneira automática e fria.

Mais do que nunca desejo que comam logo este maldito bolo.

Papai, parecia que havia levado um tapa na cara, em choque se calou. Discretamente chamou os elfos, estes que servirão a sobremesa para eles, com ordens desde semana passada para não me servirem qualquer tipo de doce, evitaram contato visual comigo, nem mesmo o aceno que sempre faço com Tilie teve sucesso.

E mais uma vez, a sala caiu em silêncio. 

Percebi quando Tom, rejeitou seu pedaço de forma rude, demostrando o quanto achava que era superior, aos pobres elfos que o serviam.



Depois de intermináveis minutos, um terço do bolo se fora, assim como a mesma porcentagem da poção. Não irá demorar muito para começar. Segundo o livro de poções, que eu consultei antes de qualquer coisa, tudo começa com pequenas cócegas na barriga, depois um formigamento, e então, o estômago produz barulhos estranhos, a partir daí, é apenas uma diarreia trouxa. Única diferença : os gases soltados são visíveis a olhos nus.

Fato interessante: a alguns anos atrás, morangos do mundo bruxo acabaram tendo estes mesmos efeitos depois de serem expostos a muita magia de bruxos poderosos, pelo que diz no jornal, mas é lógico que isso só foi uma desculpa esfarrapada para não dizer que alguém induziu os morangos a terem estes efeitos.

Papai como um destes que acreditou uma vez nisso, é capaz de acreditar novamente, ainda mais que isso, pode ser considerado algo que alimenta seu ego. Como qualquer outro bruxo da alta sociedade, e como um homem, para ele,  ego é algo crucial. É bem provável que ele acredite.

Merope puxou assunto com meu pai, as vezes incluindo Tom, evitando ao máximo levar o assunto até mim.

A partir daí as coisas começaram, pequenos detalhes que eu e Riddle percebemos. Risinhos constrangidos e aleatórios, depois mãos cobrindo a barriga, até que finalmente, foi se ouvido o som de gases saindo, vindo dos dois, logo após uma "fumaça" verde surgiu por de trás dos adultos presentes. 

E como ato final, ela e ele, se levantaram com toda dignidade restante e foram calmamente para a porta, sendo interrompidos pelo percurso por violentas saídas de gases. Então quando fecharam a porta, foi nítido o som dos dois correndo pelos corredores.

Segurando o riso, olhei para Tom, esperando sua reação, e como previsto, o mesmo caiu na gargalhada, sendo seguido por mim.

O ataque de risos durou quase dez minutos, e  quando finalmente conseguimos parar, os elfos nos informaram que Merope, nos pediu educadamente que fôssemos para cama, palavras do elfo.

Em um silêncio confortável, e até um acordo de paz (por enquanto) estabelecido silenciosamente, fomos para meu quarto. 

Merope acha que somos novos demais, e que não tem problema dormimos apenas uma vez no mesmo quarto. Isso que não concordo nem um pouco.

Talvez ela tenha o mandado para me matar...

É bem cruel pensar assim, mas vindo desta mulher, espero tudo. 

Uma gargalhada me desperta de meus pensamentos de como sobreviver se caso Riddle, tente me matar.

- Qual a graça? Idiota. 

- Nada, Meg's..

- Quantas vezes vou ter que mandar não me chamar assim, TomTom? 

- Ninguém manda em mim, Meg. - Falou de forma séria, sem um pingo do garoto que começou a rir aleatoriamente antes.

- Mas sua mamãe manda em você. - devolvi com o máximo de ironia possível. 

- Ela não manda em mim, Meg's.

E do nada um sorriso voltou aos seus lábios. Realmente, ele é a pessoa mais bipolar que eu conheço  (Se bem que não conheço muitas pessoas).

- Então, - ele olhou para mim, enquanto subiamos as escadas para os quartos - Onde conseguiu a poção? Li que é uma poção bem inútil, por isso rara. Apesar, que hoje teve uma grande utilidade. - Riddle voltou a rir.

- Para minha surpresa, no escritório do meu pai. E antes que pergunte, possivelmente ele ganhou de alguém, e nem saiba o que ela faz. Por isso agora, está em seu lugar, uma poção qualquer de encolhimento. - falei cruzando as mãos em frente a cintura.

- É... impressionante. Mas você não achou que EU, iria cair nessa não é, Meg? -  sorriu de lado.

E novamente arrogância.  

- Tinha esperanças que sim, Tom. - Respondi com sinceridade. Até porque, Riddle parece saber tudo que se passa por minha cabeça, de qualquer jeito.

- Você é realmente adorável, Megantah. - percebam a ironia.

- E você, babaca. - falei andando mais rápido até a porta do meu quarto.

- Será que devo lembra-la que vamos dormir no mesmo quarto? E que se a senhorita se trancar ai, e eu passar a noite pra fora, amanhã seu papai e minha mamãe vão querer saber o que aconteceu? Pois afinal, os efeitos de uma poção, não duram para sempre, e nem a verdade, se ela não for bem enterrada. Sem testemunhas. - Riddle piscou enquanto passava por mim, que estava com a porta aberta, e o queixo quase no chão. 

E é oficial. Nossa trégua... acabou.

E mais, vai ser uma longa e talvez minha última noite...










Notas Finais


~ Obrigada por chegar até aqui ~

Por enquanto Tom só vai mostrar seu lado mais humano, pelo menos enquanto estiver com Meg por perto.


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