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História A Ordem de Merlin e as Orbes do Caos (Interativa) - Capítulo 1



Notas do Autor


Olá pessoal! Tudo bem com vocês?
Aqui quem vos fala é o Gabriel (Gabe_Potterhead)

—— É com grande alegria que apresentamos à vocês o retorno de um projeto muito, muito especial. Primeiramente gostaríamos de pedir desculpas à todos que participaram da história antiga. Após conversarmos bastante, acabamos decidindo que não estávamos satisfeitos com o o rumo que as coisas estavam tomando e decidimos reescrever a história, para deixá-la ainda melhor.
—— Eu gostaria de agradecer primeiramente à minha amiga e autora da história, a Jacques (@Jac_Mustard) por ter topado de reescrever a história e por ter aguentado minhas encheções de saco e perguntas inesgotáveis, sobre o que poderíamos melhorar e o que poderíamos retirar para que a história ficasse ainda melhor.
—— Agradecemos antecipadamente à todos que realizarem reservas para a nossa história. É muito gratificante pra gente, ver que a história está colhendo os frutos de muita dedicação e paciência. Só Deus sabe as diversas madrugadas que passamos acordados pensando e desenvolvendo cada detalhe da história.
—— Tudo que vocês precisam saber poderá ser encontrado no menu que deixaremos nas notas finais. Mas caso tiverem dúvidas, fiquem à vontade para tirá-las no comentário destacado.
—— Os Docs acabaram ficando um pouco extensos, pois tentamos deixar tudo bem explicadinho, para que não faltasse nenhuma informação importante. Pedimos que leiam tudo atentamente para se não se perderem!
—— Também teremos um grupo no whats, para que possamos nos conhecer melhor e poder acompanhar bem de pertinho o desenvolvimento de cada personagem. Todos serão muito bem vindos ao nosso grupo. Participem xD
—— Estamos EXTREMAMENTE entusiasmados com a história e esperamos muito que vocês gostem. Este é um projeto muito especial, feito para vocês com muito carinho. Qual lado você irá escolher?

✰ Créditos Finais ✰
Esta história se passa vários anos após o fim da Segunda Guerra Bruxa e tem como principal inspiração a série de livros de Harry Potter, da escritora britânica J.K Rowling.

Capitulo idealizado por: @DarkLordJ com ajuda de @Jac_Mustard (Eu)
Escrito por: @Jac_Mustard com ajuda de @Gabe_Potterhead
Betado por: @Padddy_Me

Capítulo 1 - Prólogo


Na manhã comumente nublada de Londres, onde a luz do sol competia firmemente com densas nuvens por um espaço no céu, a cidade começava a acordar. Cafés abriam as portas, os carros começavam a circular pelas vias e os apartamentos começavam a receber o alto som da manhã de uma cidade grande. O dia começou e não demorou muito tempo para que o apartamento dos Potter acordasse também.

Albus, como sempre, era o primeiro a acordar. O homem, que já estava ganhando fios grisalhos, sempre levantava para chegar se havia chegado alguma carta para si e, na ocasião, revisar suas malas. Já Gisele, sua esposa, era a segunda a levantar —Albus sempre acabava a acordando sem querer. A morena, que estava levemente irritada naquela manhã, rumou diretamente para o quarto de seu único filho.

Está na hora...

Ao abrir a última porta do corredor, se deparou com o quarto praticamente vazio de Thomas. Apenas havia algumas caixas transbordando em roupas, malas já feitas e a cama simples onde o filho dormia. O jovem Potter estava todo encolhido na cama, seu lençol no chão e a janela aberta. Não estava acostumado com o clima londrino.

… Seu destino...

Gisele se aproximou do jovem com cautela, seu filho tinha sono leve e não queria assustá-lo. Passou levemente os dedos pelos cabelos negros, os retirando de sua testa, antes de sussurrar:

— Tommy? Acorde.

Venha...

Isso foi o suficiente para que Thomas abrisse os olhos de supetão. Estava, por algum motivo, alerta. Sentou-se na cama, olhando para os lados, atordoado, para só então focar em sua mãe. Seu estado não era dos melhores, parecia que o menino tinha corrido uma maratona sozinho. Sua camisa estava suada, sua respiração pesada e ombros tensos.

— Querido, você está bem? — Pergunta, preocupada.

      Ao ouvir a voz preocupada de sua mãe, Thomas pareceu voltar a realidade. Ajeitou seus cabelos castanhos e sorriu para a mãe, enquanto negava.

— Está tudo bem, mãe, devo ter tido um pesadelo ou algo do tipo.

— Deve ter sido um baita pesadelo. — A morena olha para o filho, ainda preocupada — Você está pingando de tanto suar.

Thomas soltou uma risada anasalada, apenas para melhorar o clima. Ele via a preocupação da mãe, mas realmente não tinha ideia do que fazer para não alertá-la.

— Sério, não precisa se preocupar.— Começou a se levantar.— Eu devo ter sonhado com o filme que eu assisti ontem.

— Certo, se sentir alguma coisa me diga e eu fico em casa com você.— Gisele concluiu ao se levantar, pronta para sair do quarto.

— Mãe, eu estou bem.— Repetiu, antes de Gisele cruzar a porta.

Estava mentindo, mas era melhor não preocupar sua mãe dizendo que se sentia observado. Ainda não queria ter a fama de louco, pelo menos não em sua casa.

Thomas respirou profundamente antes de se levantar e ir até a janela de seu quarto. Sua visão do oitavo andar de seu prédio era praticamente idêntica de seu antigo apartamento em New York, só que mais frio e Europeu. O potter acabou ficando um tempo sentindo o vendo em seu rosto, até ouvir um pequeno murmúrio no pé de seu ouvido.

...Venha me buscar.

Então fechou a janela no mesmo segundo. Era só o que faltava, estava ficando completamente louco. O que pensariam à seu respeito se ele falasse que estava ouvindo vozes misteriosas? Certeza que iriam interná-lo no Hospital St. Mungus.

Ele não tinha tempo para essas suposições, tinha que encontrar seu Tio para irem buscar seus materiais.

 

Tiago estava em seu escritório no topo da Travessa do Maroto, no Beco Diagonal. Contava os segundos para a chegada de seu convidado, fazia meses que esperava por esse momento. Estava arrumando sua mesa quando ouviu uma batida na porta.

Limpou a garganta antes de falar:

— Entre.

Sua voz acabou saindo mais séria e grossa que o normal. Segundos depois, o homem adentrou no cômodo, sendo seguido por uma mulher de estatura baixa e longos cabelos ruivos.

Lilian e Albus.

— Meus maninhos.— Tiago brincou, indo de encontro aos irmãos e os envolvendo em um abraço de urso.

— Uff — Albus respira com dificuldade, após o irmão envolvê-lo em um abraço que quase lhe parte ao meio — Bom ver você também, Tiago.

— Tiago, a sua axila está no meu rosto.— Lilian riu, sendo acompanhada pelos outros logo mais.

Logo depois do bom momento, Albus adquiriu uma feição mais séria, sabia que não poderia perder tempo.

— Temos que conversar. — Afirmou, tendo a atenção de ambos.

— Claro, iremos conversar, assim que eu ver meus sobrinhos. 

E com isso, Tiago foi para o lado de fora do escritório, onde Thomas e Dennis estavam sentados, com três cadeiras de distância um do outro. Era óbvio que ambos estavam incomodados com a presença um do outro. 

Se Thomas soubesse que ele teria de ficar sentado do lado de fora, com Dennis ao seu lado, ele teria demorado muito mais para levantar da cama.

— O clima aqui fora está tão animado que me dá vontade de chorar.

A chegada de Tiago chamou a atenção de ambos.

      — Animados?

      Thomas estava tão distraído, que levou certo tempo para notar que Tiago havia lhes feito uma pergunta. Dennis foi o primeiro a se pronunciar:

— Não sei porque estou aqui, já tenho todos os materiais.

A resposta do loiro não impressionou Tiago, ele sempre fora assim, direto. 

— E você Thomas? Aposto que não teve tempo de comprar os livros ainda.

Perguntou o mais velho para o sobrinho, esse que se encolheu envergonhado. Havia chegado a Londres a mais ou menos cinco dias, poderia ter comprado seus livros nesse meio tempo, porém estava procrastinando.

Era óbvio que o moreno não tinha comprado seus materiais, Tiago já suspeitava disso. 

— É exatamente para isso que ambos estão aqui.— Comentou Tiago.— Thomas, seus pais não terão tempo para levá-lo a um tour pelo Beco Diagonal. Nós temos algo importante a discutir. 

A voz do homem passou para um tom mais sério. Thomas não entendia o que estava acontecendo, ele teria que ir procurar seus materiais sozinho? Ele mal sabia onde era que ficava a entrada.

— Dennis, te trouxe aqui para que pudesse acompanhar seu primo.— Lilian cortou o irmão, que estava prestes a falar algo e lhe olhou com uma careta.— Não temos tempo para bater papo, Tiago.

Ambos se olharam. 

Eles teriam que passar a tarde juntos e ainda ajudar um ao outro?

Dennis não tinha saco para lidar com o estorvo que era seu primo, e Thomas são sabia se aguentaria ficar segundos a mais ao lado do loiro. Isso só poderia dar errado.

— Mãe! — Dennis, que iria começar a retrucar, foi impedido pela voz firme de Lilian.

— É uma ordem. 

Foi então que, bufando, o loiro se dirigiu ao primo, ficando em pé logo a sua frente.

— Vamos, não quero ter de ficar mais tempo do que o necessário perto de você.— Mesmo recebendo um olhar repreensivo de sua mãe, Dennis seguiu pela porta, indo para a rua de pedras do Beco Diagonal.

Thomas, que ainda estava meio desnorteado com tudo que acabara de acontecer, o seguiu, ainda alto em seus pensamentos.

Não demorou muito para que os garotos chegassem ao tão falado Floreios e Borrões. A loja onde todos os alunos costumavam ir para comprar seus livros e todo o material necessário para iniciar um novo ano letivo. 

Ao entrarem, as altas prateleiras repletas de livros e o grande grupos de jovens assustou Thomas, não esperava que tivesse tanto contato com outras pessoas logo de cara. 

— Me dá!— Dennis ordenou, enquanto estendia a mão para o mais jovem.

Thomas, que não havia compreendido o loiro, apenas ficou parado o encarando. Dennis revirou os olhos, imaginava que seria difícil passar tempo com seu primo, mas não que fosse completamente impossível suportar a sua lerdeza.

— A lista, tapado, para saber de quais livros você precisa.

Foi então que a mente de Thomas pareceu piscar em entendimento. Revirou seus bolsos em busca do fino papel onde tinha, por sorte, anotado todos os nomes. Quando seus dedos encontraram o fino papel, entregou a Dennis com grande orgulho em ter sido minimamente preparado. O loiro, que quase vomitou ao ver a expressão de Thomas e começou a ler o papel.

— Certo, vamos ver. 

Seus olhos claros passaram rápido pela letra garranchada e preguiçosa de Thomas, ele realmente precisava de um caderno de caligrafia.

— Você procura pelo guia padrão de feitiços, terceira edição e teoria da magia de Alberto Waffling.— Ordenou, sem olhar para Thomas.— Você vai achar esses dois com mais facilidade, o resto eu sei onde conseguir. 

E com isso, ambos separaram-se. Thomas foi para onde haviam menos alunos, em direção as prateleiras onde continham mais livros repetidos. 

Ao olhar pelas prateleiras, quase vazias, não conseguiu evitar de pensar em como Dennis, mesmo sendo um completo babaca, era organizado. O moreno já ouvira de sua mãe que seu primo se preparava para as ocasiões com antecedência e que sempre estava preparado para algum imprevisto.

Thomas poderia pensar em como seu primo seria um cara incrível, se não fosse por sua personalidade odiosa, porém um contato estranho com seu ombro o fez sair de seus pensamentos.

— Com licença.— Pediu uma pálida jovem.

Seus longos cabelos, presos em um rabo de cavalo, destacavam seus olhos esverdeados. Thomas ficou nervoso com a aproximação repentina da estranha.

— Sim?— Respondeu após engolir em seco.

A menina abriu um grande sorriso para Thomas e se pôs a falar:

— Poderia me dar licença? Estou tentando pegar um daqueles.— E então apontou para uma pilha de livros que havia atrás de Thomas.

Só então que o Potter percebeu que estivera, a todo esse tempo, bloqueando a passagem para uma pilha exposta de livros de Runas Antigas. Não parecia que muitos estavam interessados na complicada disciplina. O garoto, mesmo envergonhado, deu espaço para que a jovem passasse.

Assim que ela voltou, com dois livros da mesma disciplina em seus braços, parou na frente de Thomas, estendendo a mão para um comprimento.

— Qual é seu nome? — Perguntou a menina, ainda com um sorriso brilhante no rosto.

 Thomas, ainda nervoso, aceitou o comprimento e respondeu:

— Me chamo Thomas. Thomas Potter.

Mesmo com todo o nervosismo, o menino estava animada para fazer uma amizade com, o que parecia, uma doce garota.

— Sou Arsher. E é um prazer te conhecer, Thomas.

Antes que Thomas pudesse falar algo para a garota, Dennis os interrompe de forma brusca.

— O que você está fazendo, seu lesado? Eu saio e te deixo sozinho por poucos segundos e você já está se enturmando com uma sangue-ruim.

Arsher manteve o sorriso, mesmo que tenha vacilado por alguns segundos, antes de se dirigir ao mais velho de forma branda.

— Olá, Dennis. Que coincidência adorável lhe encontrar por aqui.

Ao ouvir aquela sangue-ruim dirigir-lhe a palavra, o loiro ficou enojado. Estava pronto para jogar uma chuva de insultos para a garota quando uma ruiva se aproximou.

— Nem começou o ano e você já está espalhando veneno, Malfoy? 

A ruiva tinha uma postura ameaçadora e parecia realmente não ir com a cara de seu primo, Thomas estava ficando com real receio de ambos começarem um duelo em meio à loja.

— Bella, eu já peguei os livros, vamos embora. — Arsher, que tinha os olhos baixos, murmurou.

Era visível que ela preferia evitar algum conflito, enquanto a, suposta, Bella estava pronta para enfiar a varinha no nariz de Dennis. Porém, assim que a ruiva recebeu outro puxão da amiga e a encarou, ambas recuaram e foram embora, mas não antes de Arsher mandar um aceno para Thomas.

Dennis bufou. 

Esses alunos inferiores estavam cada dia mais abusados.

O loiro se dirigiu ao primo, que permanecia calado desde o começo do conflito. O moreno não esperava que algo assim fosse acontecer logo de cara, ou que seu primo seria tão odioso com outras pessoas além dele.

— Estou decepcionado com você, Thomas, nunca imaginei que seria um traidor de sangue.

A feição de Dennis era de puro nojo e decepção. Não esperava que o mais jovem fosse tão frustrantemente inútil a ponto de confraternizar com trouxas.

Thomas quis revidar. Quis dizer ao primo que era uma completa idiotice o que o mesmo estava fazendo e também, grandemente hipócrita dado que sua mãe era uma mestiça. Mas ficou intimidado pelo olhar do loiro.

— Vamos, ainda temos muitas lojas a visitar.— Disse, porém, antes de continuar o caminho, se virou para Thomas.— Não se atreva a ficar de papinho com qualquer outro sangue-ruim enquanto estiver comigo.

E partiram, indo atrás do restante dos materiais de Thomas. Tudo que o mais jovem queria é que tudo acabasse logo. Não via a hora de sair de perto de Dennis.

Por fim, ambos se dirigiram ao Olivaras. Uma das, senão a maior, produtora de varinhas da Europa. De todos os locais pela qual Thomas passou, com certeza o mais confortável, mesmo que extremamente empoeirado. A grande estrutura de madeira dava um charme final à loja.

E o interior? Era magnífico. Havia diversos quadros dos antigos proprietários da família Olivaras pendurados nas paredes, competindo por um lugar entre matérias de jornal e algumas críticas ao estabelecimento. 

Antes de se dirigirem ao balcão, viram um jovem quebrar um dos vasos mais próximos ao testar uma varinha de madeira escura.

— Essa com certeza não é para você.— Disse risonha, uma mulher, já adulta, atrás do balcão, enquanto retirava gentilmente a varinha das mãos pequenas do garoto.— Um segundo...

Aquela era René Olivaras, filha mais velha de Lya Olivaras, a antiga proprietária do negócio da família. A mulher de cabelos amendoados rumou aos fundos da loja, onde ficavam as centenas de varinhas, e voltou entregando uma curta varinha avermelhada para o jovem.

— Essa deve te servir.— Completou.

Enquanto o garoto testava a varinha, Dennis se dirigiu ao primo.

— Por que precisa de uma varinha nova?

A curiosidade do loiro foi maior que a repulsa que sentia por Thomas, esse que, mesmo acanhado, respondeu:

— A minha foi quebrada…

Não queria se lembrar do ocorrido. Não queria se lembrar de Ilvermorny.

Patético.— Dennis concluiu com uma risada de escárnio.

Foi impossível não se lembrar de Phineas.

Flipendo!

Thomas não conseguiu desviar do feitiço que acertou suas costas, o fazendo cair de cara no chão. O jovem sentiu o gosto horrível de terra na boca, misturado com sangue de algum corte em sua bochecha. 

Phineas, um garoto ruivo e grande, se aproximou do corpo de Thomas, pegando a varinha de seus dedos fracos. Ele brincou com o pedaço de madeira entre seus dedos longos e grossos, estava entediado.

— Você deveria desistir, Potter. Diferente de seu pai e avô, é só um fracassado. Você mal é um bruxo, onde espera chegar? Não passa de um ser patético.— Phineas forçou mais a cabeça de Thomas na grama.— Sendo assim, não vai precisar disso.

Então, o ruivo dobrou a varinha de Thomas entre suas mãos, a quebrando em dois pedaços e jogando ao lado do garoto, que já tinha seus ombros tremendo em denúncia a seu choro iminente.

— Você deveria aprender seu lugar.

E, com isso, Phineas saiu, não antes de chutar uma boa quantidade de lama sobre Thomas. Enquanto o ruivo andava pelo gramado de Ilvermorny, Thomas jazia no mesmo pedaço de grama molhada, abraçando sua varinha em pedaços enquanto se desfazia em um lamento cruciante.

— Ei Thomas. Anda logo! É a nossa vez. — Disse Dennis, empurrando Thomas e o retirando de seus próprios pensamentos.

— Olá, queridos, como posso ajudá-los?— A mulher se apoiou no balcão para analisá-los.— O que lhes traz aqui? Vocês são velhos demais para pegar a primeira varinha.

René apontou, realmente, era incomum para jovens maiores de 11 e 12 anos virem a sua loja. Thomas iria responder, mas Dennis o interrompeu. Estava com pressa.

— A varinha dele quebrou e queremos uma nova.— A resposta foi curta.

— Claro, se a varinha é pra ele, por que não espera ali? — Diz, indicando para uma parte onde continham dois sofás. 

Dennis, mesmo a contragosto, se dirigiu ao local. A mulher, logo, se voltou para Thomas com um sorriso simpático.

— Por que não encontramos sua varinha antes que o cara chato volte?— Brincou, enquanto indicava seu primo com a cabeça.

Thomas, querendo ou não, se sentiu aliviado com a distância de Dennis. Era muito melhor ter uma conversa sem que o mesmo ficasse a sua volta o julgando.

— Para começarmos, pode me dizer quais eram os componentes da sua antiga varinha?

— Ahm...— O jovem refletiu por alguns instantes.— Acho que era feita de madeira de carvalho e o núcleo era de pelo de pumaruna.

Ao terminar de descrever, os olhos de René brilharam em excitação.

— Você é estrangeiro! Eu sabia que seu sotaque era estranho.— A mulher estava tão animada que só depois percebeu o que havia falado.— Digo, diferente.

Thomas riu antes de se pronunciar.

— Tudo bem, o sotaque de vocês é estranho pra mim também.— Realmente era, Thomas ainda imaginava como se daria bem no meio de tanta gente pomposa.

— Certo, voltando a sua varinha. Acho que tenho exatamente o que você precisa.— Disse, indo até o fundo da loja e voltando momentos depois.— Teste essas.— Colocou cerca de 6 caixas diferentes sobre o balcão.

Aquelas não lhe serviram, muito menos as muitas outras que a mulher lhe trouxe. Dennis já estava ficando cansado das constantes idas e vindas da lojista, enquanto Thomas se sentia cada vez mais desanimado com o que estava ocorrendo.

— Você é impossível, Thomas, eu sempre te chamei de Aborto, mas nunca pensei que as varinhas achariam o mesmo de você.

Não era possível, será que Dennis realmente tinha razão? Todas as varinhas daquele local iriam o negar?

— Não se preocupe, criança, logo iremos achar sua varinha.— E com isso, René voltou para os fundos.

Thomas se entreteu com um pequeno globo de neve enquanto esperava o retorno da mulher. Ela estava demorando mais que o previsto para retornar. Foi quando aquela sensação de estar sendo observado voltou. Um calafrio passou por sua espinha.

Aqui...

Um sussurro passou por seus ouvidos e um vento repentino bagunçou seus cabelos. As janelas estavam fechadas.

René, ao retornar, notou a estranheza do local. Havia algo acontecendo.

Venha...

O sibilo em seu ouvido voltou, arrastado e profundo. As prateleiras começaram a tremer, como se estivessem ansiosas para algo. Logo pequenos objetos sobre o balcão passaram a flutuar e um vento tomou a loja.

Porém, havia apenas uma coisa que não estava reagindo aquela estranheza. Um caixa que estava sobre uma pilha de velharias ao lado interno do balcão. Tudo estava dentro de uma caixa com o nome ‘’Armazém’’ escrito em letras garrafais.

Me…

René tomou posse da caixa, a abrindo rapidamente. Uma varinha, aparentemente, muito velha. Com entalhes de folhas, sobre a madeira clara e desgastada. Em uma rápida análise, a mulher estendeu para que Thomas a segurasse.

Liberte...

Assim que seus dedos se fecharam, envolvendo o fino ramo, o vento parou. Os objetos que antes flutuavam caíram graças a gravidade e as prateleiras ficaram mais firmes do que nunca. Estava tudo na mais pura normalidade. Como se nada nunca tivesse acontecido.

— Fascinante! — René exclamou em excitação. — Realmente esplêndido.

Thomas poderia não entender a reação da mulher, mas sabia que aquele momento era especial para si. Uma varinha havia o escolhido. Era algo único em sua vida, toda a mudança finalmente parecia real agora.

Ele só não esperava que, ao guardar a varinha em sua bolsa, estaria assinando um contrato irrevogável com o destino. 

Porém, algo mais acordou junto de seu destino. Algo tão antigo e perigoso, que faria com que até o mais bravo dos homens se curvasse em pedido de clemência. 

 


Notas Finais


✰ Sejam bem vindos. Façam suas reservas nos comentários :3 ✰

Menu da História:
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Menu Alternativo (Para quem estiver no celular)
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✰ Links Extras ✰
✰ Jornal ''Recursos para Fichas''
https://www.spiritfanfiction.com/jornais/recursos-para-fichas-15583789
✰ Grupo do Whatsaap (Aberto à pessoas que farão fichas ou para quem apenas deseja ler)
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✰ Playlist Oficial:
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