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História A Ordem dos Cavaleiros - Capítulo 46


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Notas do Autor


Durante a conversa entre Tiago e os rebeldes, Kyoukai decide conversar com Taunk para decidir o que eles devem priorizar

Enquanto isso, Kirin começou a ter pensamentos conflitantes sobre seu inimigo durante o leilão

Capítulo 46 - Eu quero o que precisamos! - Arco Arcádias


Fanfic / Fanfiction A Ordem dos Cavaleiros - Capítulo 46 - Eu quero o que precisamos! - Arco Arcádias

          A sacerdotisa percebeu a importância de contar com soldados, armas, cavaleiros e naves para a rebelião, no entanto, Taunk estava decidido a jamais aceitar a ajuda da República, principalmente porque ele acreditava que a culpa de toda essa situação em Arcádias e apenas dos nobres. Para definir o futuro da rebelião, eles decidiram discutir na sacada da base.

- O que está pensando Taunk? – perguntou Kyoukai, enquanto olhava para a neve que começou com a mudança de estação do planeta.

- Você realmente fica linda quando fica olhando para a neve – murmurou Taunk.

- Disse alguma coisa? – perguntou a sacerdotisa.

- Nada de mais. Enfim, sobre o que queria falar? – disse Taunk, mudando de assunto para esconder sua admiração por Kyoukai.

- Acha mesmo que conseguiremos sem eles? Os nobres contam com a ajuda dos Lordes, ou seja, eles podem chama-los e acabar com a rebelião em segundos e estaremos mortos – disse Kyoukai.

- Mesmo que eles tenham recursos, eles são republicanos que mataram diversas pessoas do nosso sistema. Eu quero acreditar que podemos confiar neles, mas você já parou para pensar no que eles vieram fazer aqui? Eles querem o planeta para atacar Bifres, o segundo planeta mais importante de Ember. – deduziu Taunk.

- Eu também acho que essa é a intenção deles, mas acha que seria tão ruim a queda do Império de Ember? – questionou Kyoukai.

- O quer dizer com isso, Kyoukai? Só porque você não nasceu em Ember que deve ser tão ingrata ao sistema que te acolheu. – disse Taunk, que havia ficado irritado com a pergunta de Kyoukai.

- Eu entendo que todas as pessoas nesse sistema devem odiar os Republicanos, principalmente por conta da guerra, mas acredito que as pessoas desse planeta devem odiar ainda mais o Império de Ember. – explicou Kyoukai.

- O meu pai era soldado, ele morreu lutando contra a República durante a batalha em Frug, ele foi morto por uma amazona chamado Isabelle, que pode estar muito bem entre esses desgraçados que existem apenas para nos aterrorizar. – disse Taunk, que não conseguia esconder seu ódio pelos cavaleiros da República que mataram seu pai.

- Você realmente é muito emotivo, talvez precise pensar com mais frieza para liderar essa rebelião. – retrucou Kyoukai.

- Como pode dizer isso? Eles começaram uma guerra contra nosso sistema e todos os dias ficam matando outras pessoas. Quantas pessoas você acha que conseguiram voltar para casa na batalha de Frug? Quantos conseguem voltar vivos depois de enfrentar um cavaleiro de ouro? Quantas famílias estão sendo destruídas por causa deles? Quantas pessoas foram mortas por aquele cavaleiro que está amarrado? Já imaginou na quantidade de crianças que vai acordar amanhã sem encontrar os pais, que foram lutar apenas para defender suas casas? – questionou Taunk, que estava com as mãos tremulas ao pensar na morte de todas as pessoas que morreram durante esse conflito contra a República Del Leone.

- Acho que você ainda não entendeu o que está ocorrendo nesse planeta. Não se trata de você e todo esse besteira de pensar na quantidade de pessoas que eles mataram. Já pensou nas pessoas que nosso “amado” sistema matou em Arcádias? Eu não consigo parar de contar, porque pode estar acontecendo uma nesse momento por conta dos nobres, que podem simplesmente estar invadindo uma casa e capturando todos os moradores e fazendo-os lutarem entre eles para conseguirem um osso – retrucou Kyoukai, que acreditava que não importava o pensamento de Taunk, ele precisava conseguir entender a necessidade de uma aliança com a República.

- O QUE VOCÊ QUER DIZER? NÃO SE IMPORTA COM AS PESSOAS QUE MORRERAM? – questionou Taunk, enquanto levantava Kyoukai pelo pescoço.

- EU ME IMPORTO COM OS VIVOS! PORQUE FICAR PENSANDO NOS MORTOS NÃO VAI TRAZER NINGUÉM DE VOLTA! – respondeu Kyoukai, que acertou um chute em Taunk para conseguir se afastar dele.

- Eu... não queria fazer isso – disse Taunk, enquanto se ajoelhava para pedir perdão.

- Pense no que eu disse, principalmente na parte de se aliar a República, os outros líderes aceitaram a sua decisão, mas caso você não consiga ver a importância de tê-los como aliados, eu mesma vou falar com eles sobre isso e desertaremos você da rebelião – disse Kyoukai, que arremessou Taunk contra a parede com um chute.

- Acha que isso funcionará? – perguntou Taunk, que conseguiu voltar a manter a calma.

- Eu não acho, apenas acredito – respondeu Kyoukai, que desceu as escadas e retornou para a sala.

          As palavras da sacerdotisa entraram na cabeça de Taunk, que começou a pensar nas possibilidades que eles conseguiriam com a ajuda da República, mas ele tinha certeza que a dor causada por eles jamais diminuiriam, não importa a quantidade de vezes que peçam perdão por seus atos. A dúvida que cercava o líder rebelde estava tomando todo o seu corpo, mas ele conseguiu tomar uma decisão e voltou para a sala.

- Já se decidiu? – perguntou Adrian.

- Acho que sim – respondeu Taunk.

- Acha? – questionou o visitante de Makedo.

- Na verdade, eu acredito – respondeu Taunk.

- Excelente – concluiu Kyoukai com um sorriso.

- Tiago Dragone, você tem um exercito, armas, uma base e um meio de bloquear as comunicações? – perguntou Taunk, que estava sorrindo, porque ele tinha certeza da resposta do cavaleiro.

- Sim, vocês tem um meio de entrar naquela barricada? – questionou Tiago.

- O que acha que estivemos fazendo todos esses anos? Temos um meio de quebrar aquele escudo e entrar na capital, no entanto, não temos como vencer essa guerra apenas quebrando uma barricadazinha – afirmou Taunk, enquanto desamarrava o cavaleiro.

- Eu também não posso vencer sem um meio de quebrar essa “barricadazinha” – disse Tiago, que conseguiu imaginar o motivo do sorriso de Taunk.

- Nesse caso, que tal unirmos forças? – perguntou Taunk, estendendo sua mão para o cavaleiro para confirmar o acordo.

- Excelente ideia! – respondeu Tiago, apertando a mão de Taunk, selando a confirmação da aliança.

          Enquanto o plano da República estava correndo como o planejado. Na catedral, as dúvidas estavam corroendo Kirin dentro de sua sala, que estava intrigado por conta da conversa que teve com Gabriel Constantini, “Estou pronto para acabar com todos vocês”, mesmo sendo informado que aquele homem estaria em guerra por simplesmente tocar em um nobre, ele decidiu avisar que acabaria com todos. A imprevisibilidade na resposta do cavaleiro estava mantendo Kirin muito pensativo.

- Kirin, o que está fazendo aqui parado? – perguntou um nobre, que acabou de entrar na sala.

- Eu estava pensando sobre o que ocorreu hoje a tarde, meu senhor – respondeu Kirin.

- Está pensativo por conta de um covarde? Ele não merece sua atenção, por que está tão focado naquele medroso? Esqueceu que ele estava apenas enrolando para conseguir usar o teletransporte? – questionou o nobre.

- Ele disse que acabaria com todos os nobres, provavelmente ele está apenas blefando, mas a forma que ele havia dito aquilo, mais parecia com uma besta selvagem – explicou Kirin.

- Besta? Provavelmente o único besta aqui é você, esqueceu que não precisa de sentimentos? Vá ajudar a peste do Levi Fosster a encontrar os rebeldes, principalmente para encontrar o desgraçado que fez aquilo hoje a tarde- disse o nobre, que ficou irritado pelos questionamentos de Kirin.

- Levi Foster? Um dos membros da família de Charlie Hunter? – questionou Kirin.

- Família? Cale a boca, eles são apenas um bando de lunáticos, mas como o mestre Kairos permitiu que ele começasse as buscas, estou mandando que ajude ele – disse o nobre.

- Entendo, mas não há garantia que o homem que apareceu no leilão seja aliado dos rebeldes – disse o Lorde.

- Talvez você esteja certo – uma voz surgindo por baixo de um conjunto de nuvens negras.

- Levi Fosster, estava aqui esse tempo todo? Seu maldito! – disse o nobre.

- Não se preocupe, estava apenas passando e decidi entrar na conversa. Enfim, fique tranquilo, mestre Kirin, eu já tenho o suporte que preciso – disse Levi, enquanto abraçava o Lorde.

- Entendo. Nesse caso, suma da minha frente! Alguém como você não merece estar na frente do Kirin, ele foi criado para servir os nobres, ou seja, ele está em um patamar acima de qualquer outro – disse o nobre.

- Não me importo com nada disso – disse Kirin.

- Kirin, você não deve se misturar com esse tipo de humano imundo! – disse o nobre.

- Não se preocupe, já estou indo – disse Levi saindo pela porta.

- Só peço uma coisa, Levi, quero que não mate o homem que lutou comigo hoje – disse o Lorde, com grande convicção que queria encontrar o cavaleiro novamente.

- Sem problemas, meu Lorde – disse Levi, saindo em meio a ilusões.

- Ele realmente estava aqui? – perguntou o nobre.

- Sim. Eu te garanto – respondeu Kirin.

- Esse cara realmente é complicado de se lidar, mas como ele já arrumou suporte, você pode continuar ficando pensativo, no entanto, não se esqueça que você existe apenas para servir os nobres – explicou o nobre saindo pela porta.

- Sim – disse Kirin.

          Após o isolamento dos nobres, o Imperador não poderia simplesmente ignora-los, pois os membros de Sharaf Leh possuíam influência suficiente para construir um exército, por isso ele prometeu a eles controle total de um planeta e a escolha de alguém para se tornar Lorde de Ember. Através de muitas provas, treinamentos, testes com envenenamento, assassinatos e isolamento, eles escolheram uma criança chamada Kirin para se tornar o escolhido para servir o Imperador, mas ele jamais deverá esquecer, que o sua lealdade deve sempre pertencer aos nobres e seus pensamentos apenas na segurança deles, no entanto, o único pensamento que pairava dentro do Lorde todos os dias era “por que eu existo?”, no entanto, esses pensamentos foram substituídos por “quem era aquele homem?”.


Notas Finais


Dois capítulos no mesmo dia

Ai sim! Espero que gostem!


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