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História A Ordem; interativa - Capítulo 9


Escrita por: e _Miranha_


Notas do Autor


→ MEU DEUS, EU VOLTEI. Galera, eu sei, fiquei um tempo muito grande fora, mas juro que não não foi por displicência, por não gostar de vocês ou simplesmente por não querer mais. Passei por alguns perrengues e tava difícil entrar aqui no Spirit, fora que, eu levo MUITO a sério escrever para vocês. Jamais jogaria qualquer bosta aqui e tá tudo certo. ←

» Esse cap. eu fiz pra deixar pulgas nas orelhas de vocês ahahahaha boa sorte! E, o próximo, mais porrada ahahahaahah (a gente é mau também) «

→→ GANHAMOS CAPA NOVA. É isso aí pessoal... Nosso amigão, @_Miranha_ fez essa beldade pra gente. Agora vocês podem visualizar o Frank, Chikae e (Dorimê????). Esperamos DEMAIS que tenham gostado. Podem falar nos comentários se quiserem, ok?←←

★ Galerinha, estrelinha de ouro hoje, viu? Estão vendo a capa desse capítulo? Foi feita por um leitor nosso, que idealizou como o nosso "vilão" seria (o homem coberto por um pano que solta rajadas de eletricidade). Confesso que fiquei chocado de tão feliz com uma obra e um desenho tão lindo. Uma fanfic minha ter chegado nesse nível me faz palpitar ainda mais, sabiam? Então, créditos ao nosso querido @LegoHenri e MEUS PARABÉNS, tá muito perfeito!★

°°°° Aos personagens que ainda não apareceram = pessoal, tô tentando deixar isso aqui natural, então, fiquem calmos que vai aparecer todo mundo, eu só preciso que tenham paciência comigo, afinal, como humano, eu falho e meu perfeccionismo me mata °°°°

→ Ouçam: Immortals, de Fall out Boys! (E pasmem, porque eu achei essa música perfeita, me julguem)

★ Adendo 1.: Galera, estão respeitando a quarentena, né? Eu vou estar mais ativo aqui, então, fiquem em suas casas e leiam muito sobre "A Ordem". LEMBREM-SE: passem álcool em gel 70+ nas mãozinhas, higienizem bem, bebam água, comam direito, não saiam de casa e evitem contato. Quando mais rápido nós fizermos isso, mais rápido teremos tudo ao normal de volta.★

Ademais, espero que gostem. Boa leitura!

Capítulo 9 - Cap. 00.06 - We can be Heroes


Fanfic / Fanfiction A Ordem; interativa - Capítulo 9 - Cap. 00.06 - We can be Heroes


❝Eu faço isso pela glória❞



━ Manhattan [ᴇᴜᴀ] ━

04 de julho de 2020




                               — 03.17 AM —

Selene estava sentada na ponta da tábua gigante a qual todos se reuniam. Seus pés se aceleravam num bip exorbitante enquanto, involuntariamente, encarava Lowell, que tentava anestesiar a pancada na cabeça com uma bolsa de gelo gigante. Engraçado como sentia que tudo aquilo era sua culpa. Desde que seguiu aquelas pessoas no beco, sabia que não seria nada produtivo continuar, mas, então, não fazia sentido ter ido. Seus olhos corriam incansavelmente a sala, vazia, onde cada um encarava a ponta de seus dedos das mãos enquanto ofegavam sentados à mesa, de cara amarrada e sem vontade de continuar. Quem sabe, se não houvesse pirado, poderia ter servido de ajuda para os que entregaram tudo de si, porém, fez totalmente o contrário. Aquela situação era deplorável. Ver cada uma daquelas pessoas com medo de um ser ao qual apenas queria vingança, ou ao menos aparentava querer, não deveria ser permitido. Allen sabia das condições mentais de cada um naquela sala, então, não os chamaria sem motivos, a não ser que quisesse sair por cima com toda aquela situação. Chikae, por outro lado, aparentava almejar fugir e, de forma esperada, havia feito aquilo. De qualquer jeito, tudo o que ela sentia, naquele momento, poderia ser um conflito e uma traição de sua própria mente. 

— Por que estamos aqui? — ela se levantou, apoiando seu corpo no móvel, com a expressão mais fechada que já havia experimentado. Selene tentava encarar, principalmente, Franklin, que escondia o rosto e tentava não fazer um contato visual, talvez por vergonha. — Não somos um só para acabar com aquilo lá fora! É idiota estarmos sendo reféns de algo que podemos destruir facilmente! 

— Não — Chikae bufou olhando para baixo, quando a menina virou lentamente o rosto, instigada pelo retruque. — Vocês não sabem quem está lá fora! 

— E você sabe? — Mia bufou. 

— Ninguem sabe — Allen ajeitou os óculos, erguendo a postura ao se levantar da mesa. — Mas seria melhor se começassem a bolar um plano... Ou estarão mortos daqui a pouco! 

Alycia suspirou. Seus dedos cortados mostravam o contrário. Ela sequer conhecia aquele homem, mas não era ele quem havia ido socorrê-la. Além de tudo o que estava sentindo naquele momento, se lembrar das vezes que caminhou por Manhattan e viu a desigualdade extinguir cada um dos sobreviventes, a fazia sangrar por dentro. O governo estava pouco se importando com qualquer uma das almas que ainda caminhavam pela ilha; e se referindo aos olhos de fora, também jamais ergueram um dedo para modificar a realidade. Os que possuíam dinheiro: fugiam; enquanto os que apenas podiam temer, com seus pequenos comércios fechados e uma família a sustentar, passavam os dias em suas casas rezando para um deus que tentava ouví-los, mas que, aparentemente, precisava de ajuda. Aquela sala rodeada por pessoa incríveis, mas que se submetiam às ordens de quem pouco fazia, lhe causava uma angústia ainda maior. O pulso firme sempre será regido por alguém que crê nele e, principalmente, só ajudará o lugar que desejar ser ajudado; Manhattan precisava de cada um ali, além do mais, eles queriam cada um dos que estavam ali. 

A mulher ajeitou os cabelos, acariciou um de seus brinquedos e se levantou, tentando conter a indignação. Por mais que tudo aquilo fosse necessário, o rumo que tomariam levados a tanta hipocrisia, era perverso. Ela encarou cada um e fechou sua visão em Lowell, o qual ofereceu reciprocidade. Franklin, por sua vez, limpava os vidros daquele óculos de grau enquanto caminhava na direção da cozinha. Sabia que perante aos que estavam ali, poderia ser considerada um valete, ou um seis se comparada ao baralho; mas entendia, ainda mais, que seu saber ia além da emoção, razão e tudo o que já a taxaram algum dia. Lutar contra forças, era coisa que tirava de letra, porém, lutar contra alguém que duvida, era sua parte preferida. Saber do desafio é o pontapé inicial para um magnífico duelo e, infelizmente, Allen havia dado isso a ela. Chikae era uma peça a parte. Talvez ela se vingasse depois, entretanto, não aparentava ser uma ameaça. De qualquer modo, suas veias pulsavam como um campo magnetizado para uma defesa exorbitante, que, claramente, faria independente do custo. 

— Acho que Manhattan precisa mais de nós, que de você — Gutierrez estalou a mesa, quando, tomada pelo ódio, retornou sua visão a de Selene, a forçando permanecer de pé e não abaixar para Franklin, que insistia em ser incoveniente. — E não fez o que disse lá fora — ela sorriu. — Você fugiu, Franklin enquanto nós estávamos cara a cara com a morte! 

— Nós não fugimos — Chikae alfinetou. — Mas vocês são os mais poderosos! 

— E por isso somos jogados para a morte? — Mia bufou. — Somos a isca e vocês fois os pescadores? — ela riu enquanto analisava os rostos se mudarem do medo, para uma determinação que era impossível decifrar de onde surgia. A troca de olhares e a defensiva de Chikae, ficavam cada vez mais claras.

— Se nós morrermos, Frank — Denny suspirou fundo, tentando manter a sanidade. — Vocês dois morrem também! 

Lowell, por sua vez, tentava entender, ainda que de forma retrógrada, a situação. Onde havia ido parar, podia ser facilmente confundido com um ninho de pessoas loucas por qualquer coisa, desde que não fosse comum. Os fios de cabelo em seu rosto ficavam cada vez mais gelados com a bolsa que suava por sua pele. A vermelhidão, causada por um ser irreconhecível, só o irritava mais. Mas, o que o instigava era a forma com que se impressionou, afinal, nunca fora disso. Seu poder o permitiria dizimar aquele homem em segundos e, claro que sozinho conseguiria, mas, com ajuda, tudo seria eternamente mais fácil; o que seu corpo fez foi entrar em estado de choque e paralisar todos os movimentos de seus músculos. As únicas lembranças que esvairavam por sua mente era o momento em que Danny correu, com rajadas gélidas pulsando por seu corpo. Os devaneios eram mais frequentes e aquilo o assustava. Todos os momentos que conseguia recordar, tirava de si cada um de seus sentidos e o deixava mais vulnerável que desejava ser. Definitivamente, não se orgulhava de nenhum daqueles segundos.

Uma batida abafada, seguida de alguns cochichos, o fez voltar a realidade. Seu olhar demorou, mas conseguiu encontrar um foco novamente. A aptidão de Allen o fez percorrer todo o caminho até a porta, sem piscar por nada. A gota de água que tocou o canto de seus olhos o fez tomar os movimentos de novo, o qual sugou aquilo com a ponta do casaco, ainda tentando se atentar ao que conversavam na mesa. Aquela discussão havia terminado, mas os nervos ainda estavam se agitando como abelhas cutucadas. Não era algo a se alarmar, mas, por mais que Lowell não gostasse disso, um grupo sem união, jamais será um grupo de respeito ou responsabilidade. Ele não estava com a mínima vontade de jogar a vida para o alto e prestar contar apenas aos que não conhecia, se esquecendo totalmente de si, mas, por pura sensatez, aquelas atitudes não deveriam ser condizentes com o que estava havendo ali. 

— Aquele garoto — Muriel gaguejou, tomando frente, tirando Lowell de suas puritanas viagens, as quais haviam sido inauguradas a pouco em sua mente. — Stan Campbell... — ela ergueu a cabeça na direção de Chikae, que tentava encará-la, ainda com medo. — É uma das mentes mais poderosas e conhecidas de Manhattan... Ele poderia nos ajudar a entender com o que estamos lidando...

— Stan? — Chikae bufou. — Como sabe dele? 

— Arquivo confidencial? — Mia retrucou. — Já entendemos isso — ela sorriu colocando uma caneta azul sobre a tábua amarronzada. — Mas deveria tomar um pouco mais de cuidado com o que fala e à quem! 

— O garoto é inteligente, Dobalvoa — Danny cruzou os braços, almejando a imposição de um respeito levemente maior que já havia tentado colocar. — Já ouvi falar sobre algumas coisas dele...

— Temos gente o suficiente para recrutar ainda — Chikae iniciou ainda olhando perdido, para baixo. Não aparentava estar gostando do rumo ao qual as coisas estavam tomando, entretanto, era obrigado a aceitar. — Vocês não viram nada do que Allen é capaz para vencer! 

O que os olhos vêem, na maioria das vezes, não é o que o coração sente. Uma coisa que não contaram aos que entraram naquela viagem total, foi o dia em que Franklin se viu refém de seus próprios atos; "Era a noite mais fria de todo o inverno. Chikae estava na sala, observando o jornal local, junto de Roffyr, que ria de algumas figurinhas na revista. As luzes daquele vagão em meio ao metrô eram arrepiantes, mas eles sabiam que não tinham nada a temer. Por outro lado, Margot e Franklin haviam ido para o quarto há horas e se esqueceram do tempo. O caso que ambos tinham era notório de tanto fervor, mas ninguém se importava, além do mais, o fato de Chikae ter herdado a "casa no trem" de Nite Owl já era estranho. Entretanto, naquele momento, ao qual ninguém imaginava ser cortado por qualquer que fosse o vilão raivoso tentando destruir os mocinhos, o grito de Flyt passou pelas paredes e adentrou seus ouvidos. O grunhido raivoso, seguido por algumas pancadas na parede os fizeram acreditar, simplesmente que aquela estava sendo uma relação muito intensa, mas a única coisa que não imaginavam, era que o motivo por seu grito de amor, também pode virar o motivo por seu grito de pavor e foi ali, que Roffyr deixou de ver o poderoso como via antes. Talvez ele fosse o único que enxergava além do que deixava se mostrar."

Chikae... Allen entrou na sala, seguido por dois homens, que aparentemente estavam mais perdidos que uma agulha no maior palheiro do mundo. — Um disse que veio pela Diana... O outro o acompanhou...

— Você? — Dobalvoa pulou da cadeira, deixando o chapéu, que segurava nas mãos, cair. — Por que a princesa o mandaria para cá?

— Para deixar claro, que eles também estão chegando — Andreas sorriu de canto, curvando sua cabeça num gesto de cumprimento.  



Notas Finais


Título: "Nós podemos ser heróis".


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