História A órfã - Capítulo 14


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Palavras 1.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Tortura
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 14 - Capitulo 13


— T-tem certeza, Hoseok? Eu não quero incomodar – balancei as mãos.

— Magina, Emilly, eu to me oferecendo por livre e espontânea vontade – riu do meu desespero.

— Já que você insisti – dei de ombros — Eu aceito – sorri em agradecimento.

Ele foi na frente para buscar o carro e antes que eu saísse dali ainda pude ver Sun-Jung me mandar uma piscadela e Sunhee esboçar um sorrisinho malicioso, o que foi isso? Gente, ele só vai me levar até o hotel, não é como se eu fosse arrasta-lo para o meu quarto para fazer coisas indecentes, nada a vê! E outra que foi ele que ofereceu a carona. O caminho até o hotel foi meio constrangedor, pois metade dele foi em silêncio, minutos pareciam uma eternidade.

— Então... você gostou de passar esse tempo com a gente? – perguntou puxando assunto.

— Gostei sim, vocês são bem legais – olhei pela janela vendo os prédios, casas e estabelecimentos passarem num piscar de olhos.

— Eu acho que conforme você for os conhecendo, mais você vai gostar deles. Foi assim comigo – riu nostálgico, como se estivesse relembrando sua melhor lembrança.

— Hum... – o resto do caminho foi em silêncio, eu simplesmente não conseguia dizer uma palavra sequer, não sei se era por timidez ou falta de assunto.

— Chegamos – me avisou e eu olhei pela janela comprovando que nós havíamos mesmo chegado. Desci do carro e me dirigi até a porta de entrada do hotel.

— Escuta – me virei para olha-lo — A gente faz bastante essas coisas e você tá convidada sempre que quiser ir – coçou a nuca sem jeito e ele já estava vermelho de vergonha, que fofo.

— Ah, obrigado – coloquei uma mecha do meu cabelo atrás da orelha. E ai ninguém falou mais nada, ficamos ali, apenas nos encarando. Era como se os olhos dele me hipnotizassem, eu poderia ficar a noite inteira ali só olhando para ele que eu tenho certeza de que não me cansaria.

— Errr... eu tenho que ir – apontou para o carro atrás de si e começou a se afastar ainda mantendo o contato visual.

— Tabom, tchau – sorri e acenei.

— Tcha... aí – fez careta após se chocar com o carro com certa força.

— Você esta bem? – perguntei preocupada indo até ele para ajuda-lo.

— NÃO! – esticou a mão — Q-quer dizer, sim, eu to bem. Tchau – abriu a porta e entrou no carro dando partida no mesmo.

Ri de seu comportamento um tanto atrapalhado e finalmente entrei, ao chegar no meu quarto eu apenas me joguei na cama. Minha bochechas doíam de tanto que eu sorria e eu simplesmente não consegui parar, por que eu estou sorrindo? Eu mal o conheço e a gente apenas trocou olhares por pouquíssimos minutos. Meu notebook apitou e eu me levantei para ver o que era: uma ligação da Julia.

— Oi, Ju – acenei para ela.

— Uau, eu achei que você não iria tender, já é tarde, pensei que estivesse dormindo – arregalou os olhos surpresa.

— Ah, é que eu sai com uma galera que também trabalha lá na Big Hit – encolhi os ombros e sorri animada.

— Hum – semicerrou os olhos desconfiada — Eu conheço esse sorrisinho, conta – exigiu e se ajeitou na cama.

Comecei a contar para ela tudo o que aconteceu, atualizando-a sobre tudo. Desde o que aconteceu entre mim e o Daehyun, até o que havia acabado de acontecer entre mim e o Hoseok. Era engraçado seus reações que iam de “fala sério” para “iti mali mo deuso”, quando eu terminei ela ainda ficou um tempo em silencio tentando assimilar tudo o que eu havia dito.

— Julia? Julia? Fala comigo – bati na tela do notebook.

— Nossa... – arregalou os olhos espantada.

— Emilly, ele gosta de você.

— É, eu sei, foi o que ele me disse, mas pelo visto você não prestou atenção – revirei os olhos.

— Não, Emilly, eu to falando do Hoseok. Ele gosta de você! – suas palavras me atingem em cheio, mas eu acabo soltando uma gargalhada.

— Julia, ficou louca? Nós acabamos de nos conhecer praticamente – deitei na cama me acabando de rir.

— Há há há, ele gosta de você e eu to certa. Você vai ver – disse convicta.

— Tabom, senhora vidente – zombei — Mas então, quais são as novidades por ai?

— Ai, são muitas – suspirou fazendo seus ombros levantarem e abaixarem — A começar pelo Matheus, aquele moleque só apronta – esbravejou.

— Por que? O que aconteceu? – apoiei o queixo na mão e coloquei o braço em cima do notebook.

( ... )

Eu estava morta de cansaço, não pela noite com o pessoal da Big Hit, mas sim por ter ficado quase a noite inteira conversando com a Julia. Digamos que todo esse tempo sem se falar nos rendeu altos papos e agora eu não estou nenhum pouco afim de levantar dessa cama, mas infelizmente querer não é poder então... a contragosto eu me levantei e caminhei a passos lentos até o banheiro.

Ao terminar eu decidi abrir as cortinas do quarto por estar muito escuro por causa das cortinas Blackout, para a minha surpresa estava mais claro do que eu imaginei, claro até demais. Olhei o horário no celular e ne desesperei, já passava do meio dia e isso significava que eu estava CINCO HORAS atrasada e sem enrolar muito eu tentei me arrumar o mais rápido que eu pude.

Sem pensar muito eu liguei para o Daehyun e para minha surpresa ele me atendeu e aceitou vir me buscar, só não sei se ele estava falando dele mesmo ou de outra pessoa, como daquela vez. Desci até o hall de entrada e fiquei o esperando, não demorou muito e logo fui avisada de que ele havia chegado.

— Oi, Emilly – me virei para olhar quem era: Daehyun.

— Oi, Dae – sorri feliz por vê-lo, mas ele não esboçou nenhuma reação e deu partida no carro.

— Então... como vão as coisas? Aproveitando muito? – perguntou sem olhar para mim e espera, por que eu senti que essa frase teve um duplo sentido?

— Nada demais, só trabalho, trabalho e mais trabalho. Quer dizer, não que eu esteja reclamando, muito pelo contrario – mudei de assunto ignorando o duplo sentido.

— Tem certeza que é só o trabalho? – arqueou a sobrancelha como se quisesse insinuar algo.

— Tenho, por que? – arqueei a sobrancelha confusa.

— Um amigo me contou que o Hoseok te deu carona pra casa e não voltou mais. Acho que agora eu entendo o porque de você ter me rejeitado – fechou a cara fixando extremante sério.

— Daehyun, eu o conheci ontem e outra que foi ele quem ofereceu a carona – disso calma, sem me alterar.

— Ah claro, eu acredito em você – disse sendo extremante irônico, mas eu não respondi, idai se eu tivesse algo com o Hoseok? Isso não é da conta dele.


Notas Finais


Mil perdões pela demora, eu prometo que vou dar o meu melhor pra não demorar de novo.

Obrigado e até mais 😘❤


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