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História A Orfã (Liskook) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


⚠️Atenção⚠️

Assista Antes De Ler;
https://youtu.be/_Lb4e_S6vw4

Por: @LovelyVk

Capítulo 1 - 01: Prólogo;


Fanfic / Fanfiction A Orfã (Liskook) - Capítulo 1 - 01: Prólogo;

Tailândia,Bangkok

24 de Abril de 2004

Lalisa


Enquanto assistia à Tv, abraçada ao meu ursinho de pelúcia. Via minha mãe andar de um lado ao outro. Ela aparentava estar nervosa e apreensiva. Não estava entendendo. Por quê ela estaria assim? Continuei a observando. Me surpreendi quando a vi com uma pequena mala em mãos,e então,decidi pronunciar-me.


─ Mamãe? ─ a chamei. Seu olhar foi direcionado a mim, ligeiramente. Esperando que eu continuasse a falar. ─ Aonde a senhora vai? ─ completei. Me levantando, calmamente,do sofá onde antes estava sentada. Para me aproximar dela.


A mais velha se agachou a minha frente,e olhou em meus olhos. Pude ver em seu olhar, pura tristeza. Aquilo me deixou extremamente receosa. Um sorriso mínimo surgiu em seus lábios,talvez,na tentativa de acalmar-me. Porém,não estava funcionando. Eu apenas queria uma resposta positiva.


─ A mamãe tem um compromisso de trabalho agora,e você precisará ficar sozinha por algumas horas. Mas eu prometo,antes de anoitecer eu estarei aqui. ─ respondeu. Ainda sorrindo para mim.


 Não sabia ao certo oque sentir. Aquilo me parecia,de certa forma,amedrontador. Já que,teria que ficar sozinha em casa. Eu tenho medo disso. Medo da solidão. Sei que pode parecer exagero de minha parte,mas,meu maior temor é de um dia perder a única pessoa que me ama de verdade; Minha Omma.


─ Irá demorar muito? ─ perguntei, novamente. Seu sorriso em segundos desapareceu,me deixando triste. Senti que a resposta que seria dada a seguir pela mesma,não seria boa.


─ Apenas algumas horas princesa. ─ ela sorriu, simplista. Aproximou-se de mim,e deu um leve selar em minha testa. Logo em seguida,se distanciou e pôs-se de pé, novamente.


A vi afastar-se de mim,ainda mais. Sentia como se aquilo fosse uma despedida. A mais velha pegou sua pequena mala,e pôs a mão vaga sobre a maçaneta da porta principal. 


─ Eu te amo. ─ disse. Antes de abrir a porta,e enfim,sair da casa. E em questão de segundos,eu estava, definitivamente,só. Um sentimento de angústia surgiu em meu peito. Que estranho


Fiquei por alguns minutos,tentando pensar em algo para me distrair. A única coisa que podia ouvir,eram os pinos do relógio se movendo lentamente,a cada segundo e minuto que se passava. Fitei a janela,que estava um pouco acima de onde eu estava. Subi no sofá,e fiquei em pé sobre o assento do mesmo. Podendo então,ver a movimentação de pessoas na rua. Estava tudo tão calmo.


 Coloquei meu ursinho sentado,no canto da janela. Apoiei meus braços sobre as "costas" do sofá,e continuei a observar o tempo passar. Diante de meus olhos. Abaixei minha cabeça,a apoiando sobre meus braços. Torcendo para que as horas passassem rapidamente.


•───────────────────•

Tailândia, Bangkok

  24 de Abril de 2004


Já haviam se passados horas e horas,e minha Omma não chegava. Não sabia ao certo se deveria me preocupar ou apenas esperar por mais alguns minutos,antes de entrar em desespero. 


Deitada sobre o sofá,no mais absoluto silêncio. Minhas pálpebras começaram a pesar,me forçando a fechar lentamente meus olhos. O silêncio se tornou ainda mais presente,e minha visão escureceu. 


Um barulho estrondoso encomodou meus tímpanos,me causando um leve susto. Sentei-me às pressas no sofá,ofegante. Uma tempestade estava prestes a começar. Me pôs de pé, imediatamente. Pude ver um enorme clarão no céu,e logo pude ouvir ─ novamente ─ O alto barulho dos trovões. Aquilo fez meu coração acelerar,e errar as batidas,certas vezes.


 Uma rajada de vento invadiu o recinto,atraves da janela que ainda se encontrava aberta. Fazendo assim,meu corpo estremecer por inteiro, dos pés a cabeça. 


Eu não tinha como impedir que as gotas de chuva molhassem o cômodo inteiro, já que de qualquer forma,não conseguiria fechar a janela sozinha. Queria que minha Omma estivesse aqui,para me ajudar e me acolher. 


Oque antes eram apenas alguns leves ventos e clarões,se transformou rapidamente em uma ventania extremamente assustadora. As cortinas da janela,voaram alto e alguns vasos,que acabaram se movendo graças a força dos ventos,se encontravam agora em pedaços no chão. 


Senti lágrimas escorrendo por minhas bochechas. Eu estava sozinha. A sala de minha casa estava sendo parcialmente distruida,minha mãe ainda não havia voltado e eu estava assustada e sem saber oque fazer. 


Apavorada,subi as escadas correndo. Por sorte,mesmo com todo o meu desespero e pressa,consegui chegar ao segundo andar,sem me machucar. O enorme corredor a minha frente,estava completamente escuro e sombrio. Cenário digno de um filme de terror. 


Abracei fortemente a pelúcia,que no momento,era minha única companhia. Dei um passo a frente,e o barulho do chão amadeirado ragendo,me fez tremer de medo novamente. Eu precisava chegar até meu quarto,pois lá estaria segura. Porém,meu medo de escuro me impedia. Continuei caminhando de forma lenta,a cada passo que dava,um barulho diferente ecoava pelo corredor. 


Por um momento,jurei que estava sendo observada por alguém. Olhei para trás, assustada,e pude ver um vulto. Talvez fosse minha imaginação,se aproveitando do meu pavor. Mas,mesmo assim,comecei a correr desenfreada. Entrei em meu quarto,depressa,e fechei a porta. Com os olhos lacrimejando,subi em minha cama. Cobri meu corpo inteiro,com medo do ser que eu imaginava estar a minha procura. 


Comecei a chorar compulsivamente,debaixo das cobertas. Após longos minutos,me acalmei. Juntei toda coragem que ainda tinha e descobri apenas meus olhos. Olhei em volta,e não havia nada de diferente,tirando o fato de que meu quarto estava completamente escuro,e a única luz que o iluminava,era a do luar. Que passava atraves do vidro da janela.


Ainda soluçando,sentei-me na cama. Ainda com a coberta sobre minhas pernas. Tentei ver o corredor,através de uma pequena fresta da porta. Porém,estava escuro e longe demais. Eu havia me acalmado,mas ainda me perguntava,onde estaria minha Omma,que até então não havia voltado para casa.


Foi então que a ficha caiu. Minha Omma havia me abandonado. Não,não pode ser. Ela nunca faria isso comigo. Deite-me novamente,e voltei a chorar. Tentando me convencer de que aquilo não era real,e que tudo se resolveria. Que daqui a alguns minutos,minha Omma chegaria,me abraçaria e diria; "Está tudo bem." 


Me encolhi dentre as cobertas,e senti meus olhos se fecharem aos poucos. De repente,tudo que podia escutar,era meus soluços e o som dos grilos. Foi como se toda dor que eu estava sentindo,fosse embora,de forma repentina. Dando lugar a uma imensa paz interior. Me senti relaxada. Aos poucos fui me entregando ao sono,e sem perceber, adormeci.


•───────────────────•

Tailândia, Bangkok

25 de Abril de 2004


Acordei com um forte raio de sol, bem em cima do meu rosto,e um alto barulho vindo do andar de baixo. Como se alguém tivesse arrombado a porta. Levantei-me rapidamente da cama,assustada,pensando e me perguntando,sobre oque estaria ocorrendo lá em baixo. 


Corri apressada até a porta. Ao chegar no corredor,pude ouvir vozes desconhecidas,vindo da sala. Eu congelei. Estavam invadindo minha casa? Sejam lá quem sejam,oque estariam fazendo aqui? Milhões de perguntas surgiram em minha mente,se juntando as dúvidas do dia anterior,sobre o desaparecimento de minha Omma.


Desci as escadas devagar. A cada passo que eu dava,as vozes ficavam ainda mais claras,e pudia entender oque aquelas pessoas falavam perfeitamente. Parecia ser uma mulher e alguns homens. Ela estava dando ordens a eles,para que revistassem a casa inteira. A procura de algo ou alguém. No final da escada,me escondi,tentando fazer com que eles não percebessem minha presença,e continuei escutando oque aquela mulher falava. 


─ Revistem cada canto desta casa. Precisamos acha-la. ─ a mulher,da qual até então,conseguia ver apenas sua silhueta,ordenou. Autoritária,em alto e bom som. 


Fiquei tão assustada. Eles estavam a minha procura. E se me achassem? Oque iriam fazer comigo? Me maltratariam? Me levariam para um lugar sombrio e tenebroso,longe de tudo e todos? Nervosa,e sem saber oque fazer,acabei esbarrando em outro pote de porcelana,o fazendo se despedaçar no chão.


Eu havia sido descoberta. Vi a silhueta da mulher,mover-se para trás,logo começando a caminhar em minha direção. Senti minhas mãos começarem a tremer e suar. Meu coração errava as batidas,a cada passo que ela dava. Tentei recoar o máximo que pude,mas em questão de segundos,uma linda mulher de cabelos longos,ondulados e negros,parou em minha frente. Ela era o oposto da imagem que eu havia criado em minha mente,com base no seu tom de autoridade. 


A mais velha se agachou em minha frente. Pude ver melhor seu rosto. Sua pele se assemelhava ao de uma boneca de porcelana,seus olhos eram negros,assim como suas madeixas, porém continham um brilho que os deixava lindos. Ela parecia uma princesa,como as das histórias que minha Omma me contava antes de dormir. 


Um sorriso gentil surgiu em seus lábios rosados. De repente,todo o medo que eu sentia dela,desapareceu. Eu não tinha oque temer. Aquela mulher era muito bonita,elegante e até agora,me parecia ser muito gentil.


─ Quem é você? ─ murmurei,ainda um pouco receosa. Mesmo não estando mais com medo,ainda estava assustada,pois logo atrás daquela linda moça,haviam três policiais,me encarando de forma séria,com os braços cruzados. Tentei me concentrar apenas no rosto da mulher,para assim, não ficar tão nervosa. 


─ Meu nome é Heejin,e o seu pequena? ─ respondeu,de forma gentil e calma. Dei um passo para trás,quando a moça,que atendia pelo nome de Heejin,tentou segurar minhas mãos. Seu sorriso diminuio. Eu ainda não confiava 100% nela,já que até então,era uma estranha para mim,mesmo já tendo se apresentado. ─ Está tudo bem. Não precisa ter medo de mim,não vou machucar você. ─ a olhei por um longo tempo,sem pronunciar uma só palavra. 


─ M-meu nome é Lisa. ─ minha voz soou falha e baixa,quase como um sussurro. O sorriso no rosto da mais velha reapareceu,eu estava começando a confiar nela. Talvez ela fosse para mim,oque muitos chamam de; a luz no fim do túnel.  


─ Onde estão os seus pais,anjo? ─ indagou. Passando as mãos, suavemente,por minha mechas de cabelo. Enquanto continuava a sorrir e me encarar. Direcionei meu olhar ao chão,ao lembrar de minha Omma. Suspirei,sentindo uma breve e ligeira lágrima,percorrer todo o meu rosto. ─ Está tudo bem? ─ senti a mão de Heejin em meu queixo,fazendo uma leve e suave força,para que eu reergue-se meu olhar,e assim o fiz. 


─...E-eu...não sei...─ murmurei chorosa. A vontade de me desabar em lágrimas,era enorme. Mas,logo desapareceu,quando senti meu corpo ser envolvido em um abraço. Reconfortante e agradável. Me senti acolhida e mais calma,mesmo que aquele gesto,tenha durado apenas alguns segundos.  


Toda a minha angústia e tristeza,voltou a tona quando afastei-me de Heejin. Seu sorriso já não estava mais estampado em seu rosto,e de forma brutal ela se pôs de pé novamente,segurando meu braço com força. 


─ Levem-a para o carro. ─ ordenou. Eu não estava mais a reconhecendo. Talvez,eu nunca tivesse a conhecido na realidade. Um dos homens,caminhou em minha direção,logo segurando meu pulso,sem abusar tanto de sua força,quanto Heejin.


 Fui puxada contra minha vontade para fora de minha casa. Enquanto me afastava aos poucos da residência,me debatia,na tentativa de soltar-me,e relembrava tudo que vivi naquele local. Fui jogada contra o frio e áspero assento do carro,e antes que eu pudesse sequer pensar em sair correndo,a porta foi fechada,me fazendo recuar para trás. 


A outra porta atrás de mim,foi aberta. Heejin entrou,e sentou-se ao meu lado,me fitando de forma séria e amedrontadora. Queria poder fugir dali,ir para bem longe daquelas pessoas que estavam sendo tão cruéis comigo. Queria poder acordar deste pesadelo. Como as pessoas podem mudar tão radicalmente de atitude em apenas alguns miséros segundos? 


Tentei dizer algo,mas minha voz simplismente, desapareceu. Meu mundo estava desabando aos poucos. Para onde quer que estivessem me levando,sabia que seria terrível. Seria terrível,viver longe de tudo e todos que um dia,eu amei. Minha vida daqui pra frente,mudaria por completo. Disso eu poderia ter certeza.




Notas Finais


Um Super Obrigado a; @LovelyVk
Que foi quem fez o trailer maravilhoso dessa Fanfic.
Muito Obrigada! ❤️


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