História A Origem - Capítulo 11


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Categorias Harry Potter
Personagens Argo Filch, Harry Potter, Hermione Granger, Horácio Slughorn, Jorge Weasley, Minerva Mcgonagall, Personagens Originais, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid
Tags Amizade, Amor, Aventura, Drama, Harry Potter, Romance
Visualizações 37
Palavras 2.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Magia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Buenas!
Fim de semana chegou e mais um capítulo de A Origem.
Espero que gostem.

Capítulo 11 - A Casa dos Gritos


Hogwarts era uma paisagem de outro mundo quando a luz do sol do fim da tarde batia em seus tijolos. Vinícius assistia sozinho a gigante bola de fogo sumir gradualmente entre as árvores da Floresta Proibida no horizonte. Ele estava sentado sob um pequeno muro de pedregulhos no lado de fora do castelo com uma pena da mão destra e o velho livrinho na outra.

Os pinheiros da Floresta Proibida esverdeiam as linhas do horizonte iluminadas pelo sol. Me pergunto quantas e quais criaturas mágicas se escondem entre suas raízes. Encontrar um centauro deve ser bastante perigoso, mas com certeza consumiria muitas páginas para serem escritas aqui.

À minha esquerda havia a cabana do professor Hagrid. Uns pedaços de carne estavam sendo assados na fogueira que ficava ao lado da mesma. Talvez ele seja apreciador de um bom churrasco? Ou por ser professor de Trato das Criaturas Mágicas esteja alimentando alguma coisa interessante? Preciso me certificar [...]”

O garoto foi interrompido ao sentir uma mão suave repousar em seu ombro. Ao se virar viu Kellin o encarando ansiosa. Finalmente havia chegado a hora. Nesta noite, iriam burlar as regras da escola e entrar na Casa dos Gritos para explorá-la e quem sabe encontrar alguma coisa que valha a pena observar.

Haléxia também estava com Kellin, mas um pouco mais distante. Se aproximava em marcha lenta, com cara de que achava essa uma péssima ideia.

O trio estava reunido uma vez mais. Kellin e Hale acharam um espacinho para se sentarem ao lado do amigo na mureta para discutirem a respeito da saída que fariam.

– Estou sendo arrastada para isso. – Avisou Hale. – Vou dizer uma última vez, podemos ser expulsos! Ou pior, poderemos perder pontos no Torneio das Casas! – Disse ela, batendo a palma da mão levemente na testa.

– Como perder o Torneio das Casas pode ser pior que uma expulsão? – Questionou Vinícius.

– Quem ganha o Torneio das Casas recebe um banquete três vezes maior em comparação aos perdedores. Jamais irei me perdoar se isso acontecer... – Chorou baixinho ela.

– Ganhamos a taça em três dos quatro anos que estamos aqui. – Comentou Kellin. – Quando perdemos para a Hufflepuff há duas temporadas, a Hale quase enfartou, tadinha. – Balançou a cabeça negativamente ela.

– E agora vocês querem o troféu pela quarta vez em cinco anos. Entendi. – Disse Vinícius, dando de ombros. – Vamos falar do que interessa agora. Precisaremos ser muito perspicazes para não sermos pegos. – Afirmou ele.

– E então gênio, como faremos isso? – Perguntou Kellin. – Não tem como passarmos pela segurança do castelo! – Exclamou.

– Quem disse que iremos sair de lá? – Sorriu ele. Kellin e Haléxia se entreolharam um pouco confusas. – Vamos nos esconder entre as árvores da Floresta Proibida. Quando a barra estiver limpa, saímos em disparada até o Salgueiro Lutador.

– Tudo bem... mas isso ainda não resolve a questão do próprio salgueiro. Ele vai nos matar se nos aproximarmos, ou já se esqueceu do que disse Nick-Quase-Sem-Cabeça? – Disse Hale concordando parcialmente com o plano.

– Eu cuidei dessa parte. – Sorriu Kellin. – Hoje entre períodos, eu fiz uma pequena pesquisa sobre a árvore. Ela pode ser desativada com um feitiço, garanto-lhes.

– Beleza! Está feito. – Cerrou os punhos Vinícius. – Vamos logo, já está ficando escuro. – Disse ele, se levantando e correndo até a Floresta Proibida, sendo perseguido pelas meninas.

A lua cheia já preenchia com magnitude o céu estrelado da Inglaterra. Os campos estavam parcialmente iluminados com aquela luz que somente a orbe lunar pode oferecer. O vento deixava o ambiente um pouco mais gelado e fazia as folhas das árvores balançar levemente.

– Não podemos ser vistos. – Cochichou Vinícius. – Provavelmente haverão professores vigiando os arredores, por mais que estejamos do lado de fora. – Afirmou ele.

– Chegar até o Salgueiro então é impossível. – Comentou Haléxia. – Ele está em campo completamente aberto. – Do arbusto em que se escondiam, era possível ver o velho tronco se movendo, provavelmente por conta própria, ao contrário das árvores normais.

– Eu tenho um plano. – Disse Kellin. – Faremos uma distração simples, aproveitamos a brecha e damos no pé. – Vinícius e Haléxia voltaram seus rostos em direção à amiga que já tinha a varinha em mãos. – Incendio. – Ela apontou para um arbusto poucos metros atrás deles, que começou a pegar fogo.

– Você está louca!? – Repudiou-a Hale. – Isso vai queimar a Floresta inteira caso se alastre! – Falou dando um tapinha leve porém raivoso no ombro de Kellin.

– Vamos logo, alguém virá apagar. – Ela saiu correndo em disparada entre as árvores para um local mais seguro. Vinícius e Haléxia não tiveram outra opção, se não seguirem-na.

– Com certeza seremos expulsos! – Reclamou Haléxia, encostando o corpo atrás de um pinheiro, toda ofegante.

– Se formos espertos, não. – Falou Vinícius. – Olhem, deu certo! – Ele apontou para os campos e viram a imagem de um gigante correndo de jeito desengonçado junto de um velhinho para a mata. – Hagrid e Slughorn morderam a isca. Bom trabalho, Kellin. – Elogiou-a, deixando a moça um pouco corada.

– Cale a boca, não temos tempo a perder, vamos! – Os três aproveitaram o desleixo dos professores para apertarem o passo naqueles campos abertos. Em pouco tempo, já estavam a poucos metros do Salgueiro Lutador.

– Kellin, é agora que sua pesquisa cairá bem. – Falou Vinícius.

– Estive na biblioteca hoje para ver uns livros de poções, mas me peguei distraída por um exemplar de Histórias de Hogwarts Vol. I. – Encheu-se de orgulho. – Tem um conto bem interessante sobre o Salgueiro. – Explicou. – Eu falo dele depois, não podemos perder tempo.

– Faça isso de uma vez Kellin... – Suspirou Hale.

– Certo. – Kellin pausou e com a varinha em mãos proferiu seu feitiço. – Immobilus. – Bolinhas de luz amarela saíram dela e envolveram o Salgueiro, que prontamente acalmou-se, como se estivesse adormecido.

– Essa magia vai pro meu livro. – Sorriu Vinícius. – Venham, eu já localizei a entrada. – Disse ele, se esgueirando por debaixo das raízes da árvore.

– Vocês vão na frente, pelo menos assim o que for nos matar, acaba com vocês dois primeiro. – Resmungou Hale, seguindo os amigos.

Eles escorregaram no solo rochoso que havia embaixo das vinhas do Salgueiro, que formava uma espécie de túnel. O primeiro a aterrissar no chão foi Vinícius que caiu de bruços na madeira velha da casa. Antes que pudesse ficar de pé, a imagem de Kellin apareceu no buraco e veio diretamente em cima dele, que soltou um gemido de dor.

– Até que foi fácil. – Disse ela rindo da situação. Todavia, ela não havia saído de cima do amigo ainda. E do mesmo modo, Haléxia caiu por cima deles, formando um montinho.

– Minha nossa, quanto vocês pesam...? – Reclamou Vinícius um pouco tonto.

– Eu sou magrinha tá? – Bufou Hale.

– Sai de cima de mim Hale! – Exclamou Kellin.

– Eu que digo isso, vocês tão me matando...! – Falou Vinícius, finalmente se livrando do peso que pairava sobre seu corpo.

Os três se puseram de pé e prestaram atenção aos seus arredores. Eles estavam em um hall espaçoso, porém extremamente velho. No piso de madeira era possível ver rachaduras e partes quebradiças por todos os lados. Nas paredes haviam alguns quadros que dormiam mesmo com o barulho dos jovens. Existiam duas escadas no fim do salão, uma a esquerda e outra a direita que levavam a portas fechadas no andar de cima.

– Assustador. – Limitou-se a dizer Vinícius com a varinha em mãos.

– Aqui seria um belo cenário para um filme. – Comentou Kellin, impressionada com o que observava. Haléxia apenas ajeitou os óculos e assistiu os quatro cantos, procurando alguma coisa que não estava ali.

– Vamos explorar. – O garoto subiu as escadas que rangiam alto com o contato da sola dos sapatos. As meninas o seguiram a passos lentos e precavidos. Era possível ouvir o estalar de um relógio que não era visível para os jovens naquele momento.

Vinícius abriu a primeira porta que estava destrancada com certo cuidado. A ponta da varinha tremia em excitação. Ele pôs o pé ali dentro para encontrar outro lance de escadas. Havia ainda mais um andar aparentemente.

Na outra porta, Kellin já usava o feitiço Alohomora para seguir em frente. Haléxia se debruçava sobre as costas da amiga empunhando a varinha ativada pelo Lumus. Alguns baús estavam ali abertos, recheados de moedas de Galeões.

– UAU! – Haléxia exclamou excitada. – Eu nunca vi tanto dinheiro na minha vida! – A Slytherin foi até os baús e passou a segurar alguns Galeões na mão direita, tentando acreditar no que via. – Acho que essa vinda aqui valeu a pena, afinal de contas. – Deu uma leve risadinha.

– Deixe isso aí. – Respondeu Kellin. – Não é nosso.

– Ah, disse a Srta. Segue as Regras!? – Retrucou ela, mostrando a língua. Vinícius apareceu ali também, mas pareceu pouco impressionado com a quantidade de dinheiro presente. No entanto, algo o intrigava.

– Vocês não acham estranho esse dinheiro estar aqui? – Cruzou os braços ele. – Digo, por que alguém esconderia tantos galeões em uma casa abandonada, sendo que existe o Gringotes? – Questionou.

– Agora que você diz... – Hale pôs a mão no queixo e quando preparava uma resposta, o trio escutou um barulho alto vindo do teto. Toc toc toc. – Vocês... ouviram isso?

– Sim... acho que não estamos sozinhos. – Respondeu Vinícius.

– O que é ótimo! – Sorriu Kellin, voltando-se para a outra sala que levava ao terceiro andar. O aluno da Corvinal concordou com a cabeça, seguindo-a. Hale não teve outra opção a não ser deixar os Galeões de lado e ir com os amigos.

O trio chegou em um local que se assemelhava muito a uma cozinha. A diferença é que o tempo havia desgastado muito ela, a ponto de se tornar pouco reconhecível. Panelas enferrujadas repousavam em cima da pia e talheres de todos os tipos estavam espalhados no chão.

– Só sou eu que estou achando tudo isso muito fácil? – Perguntou Kellin. – Até agora nada nos ofereceu perigo, realmente.

– E não é melhor assim? – Deu de ombros Hale. Ela avançou pela cozinha, caminhando em direção a um vão escuro que saía da cozinha para algum lugar inexplorado. No entanto, a jovem acabou acidentalmente chutando um garfo. Esse e outros talheres começaram a sacudir e flutuaram no ar.

– PROTEJAM-SE! – Gritou Vinícius, saltando atrás de uma mesa. Kellin abrigou-se com uma cadeira, porém Haléxia ainda permanecia estática no meio do cômodo. Facas, garfos e panelas pareciam apontar diretamente para ela. – HALÉXIA SAIA DAÍ! – Berrou novamente Vinícius, mas os objetos a atacaram sem dar tempo para que ela saísse.

– Eu sou uma bruxa! – Exclamou Hale. – Protego! – Um escudo de força se formou em sua frente, repelindo as coisas pontiagudas ou pesadas que vinham a seu encontro. Todavia, elas não paravam de tentar machucá-la.

Finiti Incantatem. – Palavras foram ouvidas e em questão de segundos tudo que flutuava no ar começou a cair no chão, fazendo muito barulho.

– Bom trabalho Vinícius! A Hale está a salvo! – Falou Kellin.

– Não fui eu que lancei o feitiço. Não baixem a guarda! – Exclamou Vinícius, colocando-se de pé em posição de combate. Kellin pareceu surpresa e fez o mesmo. Já Hale fixava seus olhos no vão escuro.

Toc toc toc. Passos lentos se aproximavam e com eles, uma ponta de luz surgiu. Um jovem segurava uma varinha com a magia Lumus ativa. Ele era alto, tinha a pele escura e os olhos também negros. Vestia roupas hogwartianas com detalhes em vermelho-dourado. Era um aluno de Gryffindor.

– Quem são vocês e o que fazem aqui!? – Perguntou com uma voz bem grossa e raivosa.

– Quem é você e o que faz aqui? – Respondeu Kellin irônica com a mesma pergunta.

– Ninguém deveria conseguir entrar neste lugar! – Gritou ele furioso. – Deem o fora ou arquem com as consequências! – Ele tinha a varinha em mãos e estava preparado para atacar.

– Eu já vi esse garoto antes... – Vinícius afirmou. – Ele teve aulas conosco de Defesa Contra as Artes das Trevas! – Recordou-se do jovem que respondera um questionamento do profº Potter.

– Sua memória parece ser muito boa. – Respondeu ele. – Uma pena que terá de esquecer tudo que viu aqui. Obliviate! – O rapaz empunhou sua varinha e uma luz verde jorrou da ponta dela. Vinícius apontou a sua para a mesa que estava ali e a atirou na direção do feitiço, bloqueando-o.

– Kellin, Haléxia, corram! Eu seguro ele aqui. – Disse ele seriamente.

– De jeito nenhum. Estamos nisso juntos. – Respondeu Kellin.

– E são três contra um. – Completou Haléxia.

– Estão me subestimando! – Exclamou ainda mais raivoso o jovem. – Vão se arrepender amargamente. Confringo! – Berrou o rapaz. O chão explodiu lançando o trio de amigos em direções diferentes, cada um se chocando contra o piso.

Vinícius gemeu de dor e sentiu o sangue deslizar testa abaixo. O duelista era habilidoso e ele sabia que precisaria de mais do que apresentou contra aqueles alunos do Clube de Duelos.

Estupefaça! – Kellin respondeu contra-atacando com sua magia favorita, acertando o Grifinório no peito e arremessando-o direto na parede.

– DROGA! – Insatisfeito em ser atingido, ele urrou em desgosto. – Eu não vou cair só com isso... – Ele se recompôs e fez levitar novamente os talheres e panelas espalhados pelo cômodo. – Mata. – Os objetos começaram a procurar qualquer ser vivo ali dentro, com exceção do feiticeiro invocador.

Três facas começaram a perseguir Haléxia que atirava magias em suas direções, mas elas não cessavam de maneira alguma. De repente, ela se viu encurralada em um dos cantos da cozinha, sem ter para onde ir.

– Atacar! – O Grifinório ordenou e os talheres enfincaram as roupas de Haléxia na parede, imobilizando-a. – Você não vai se mexer tão cedo. Logo apagarei sua memória. – Sorriu de canto, voltando sua atenção a Vinícius e Kellin.

– Ele é melhor do que eu pensava. – Suou frio Kellin.

– Ninguém vai me amolar mais! – O adolescente estava praticamente em modo Berserker. Manipulava com raiva e muita maestria todos aqueles objetos como se fossem uma extensão de seu corpo.

Protego! – Vinícius lançou um escudo envolvendo ele e Kellin. – Vamos empurrar! – A moça e ele estenderam suas mãos e começaram a caminhar com dificuldades até o rapaz.

– Vamos conseguir...! – Bufou cansada a Slyhterin. – Use a abertura Vini! Eu te cubro!

– Minha vez! Expelliarmus! – A luz azul irrompeu da varinha de Vinícius lançando a do oponente para longe dele. O Ravenclaw se desvencilhou de Kellin e correu até o menino colocando a varinha em sua garganta. – Nunca ameace as pessoas que eu amo na minha frente!

O sangue subia a cabeça de Vinícius. A raiva que seu oponente demonstrava em seus olhos parecia estar sendo transmitida para seu próprio ser. Nunca havia sentido aquilo na vida. A sensação de proteger alguém era algo completamente novo.

– Me desculpe, mas vou desacordá-lo. – Vinícius estava pronto para estupefá-lo novamente. Porém, uma sensação impactante tomou conta de seu corpo e ele voou para o outro lado do cômodo batendo suas costas na pia.

Um adulto havia aparecido ali na porta, atrás dos quatro. Ele pigarreou enquanto ajeitava seus óculos redondos.

– Posso saber que confusão é essa? – O semblante dele não era nada amistoso. Vinícius estava com a visão embaçada dado o impacto e só pôde ouvir a voz de Kellin antes de desmaiar.

Profº Potter! – Seus olhos pesaram e fecharam.


Notas Finais


Aí está, o primeiro capítulo de grande ação de A Origem!
Quem será o jovem misterioso que atacou o trio de amigos? E por que Profº Potter o protegeu?
Posso adiantar que esse jovem tem uma temida "sombra" sobre ele.
Próximo capítulo: "Detenção".

PS: Peço por gentileza que se tiverem um tempinho sobrando, comentem e me deixem a par se estão gostando ou não da história. Ficaria feliz em saber o feedback de vocês.


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