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História A origem do Saci - Capítulo 12


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Notas do Autor


Fala galera! Nesse capítulo o Saci ataca a carruagem de Dona Cândida com sua aerocinese. Espero q gostem!

Capítulo 12 - Na mesma moeda


Fanfic / Fanfiction A origem do Saci - Capítulo 12 - Na mesma moeda

A carruagem de dona Cândida saiu pelo portão de entrada da fazenda e foi para a estrada. Saci Pererê seguia a carruagem escondido, flutuando no céu por cima dela num moinho de vento. Ultrapassou a carruagem e se escondeu nas árvores que ficavam do lado oposto ao barranco onde ele havia morrido.

Quando a carruagem chegou ao despenhadeiro, Saci deu um assobio estridente, que assustou Genoveva, sua mãe e o cocheiro. No mesmo momento, os cavalos de pelagens castanhas e crinas negras e embaraçadas empacaram de medo. O cocheiro e dona Cândida saíram da carruagem.

 

-O que está havendo? –Perguntou Dona Cândida.

 

-Os cavalos estão com medo. –Disse o cocheiro, que usava um chapéu de aba estreita, copa alta e cilíndrica de cor preta e brilhante. –Não sei o que foi esse som, mas é assustador.

 

-Deve ter sido uma cobra. –Dona Cândida acariciou os mamíferos equídeos. –Espera. Quem fez isso com a crina de vocês? Que horror!

 

Saci Pererê viu que era o seu momento de entrar em ação. Pegou o ar que havia ao seu redor e estendeu as mãos para o veículo de quatro rodas. O ar se movimentou com força.

 

-Que ventania é essa? –Perguntou Genoveva, aparecendo na janela da carruagem. Os cavalos relinchavam apavorados e o cocheiro e dona Cândida se afastaram.

 

O vento empurrava a carruagem em direção ao barranco. Genoveva gritava e chorava de forma angustiada. Tentava abrir a porta barrada pelo vento, sem sucesso.

 

-Genoveva! –Cândida estava desesperada pela sua filha. Seus cabelos castanhos que antes estavam presos numa fita agora voavam no ar. Segurava-se no tronco da árvore em que Saci estava para não sair voando. Saci se divertia com aquilo. Que graça teria matá-la? Não, ele queria pagar na mesma moeda. Queria que dona Cândida sofresse o mesmo que ele sofreu.

 

Quando a carruagem estava na beirada, prestes a cair, uma pequena mão enrugada puxa o braço de Saci, o impedindo de usar seus poderes. Era Basílio. Com o vento parado, Genoveva saiu da carruagem e correu para abraçar sua mãe, chorando. Sua mãe acariciava seus cabelos, tentando acalmá-la.

 

O cocheiro procurava sua cartola, sem sucesso. Tinha voado e caído lá embaixo. Puxou os cavalos e a carruagem para longe do barranco. Frustrado, Saci se embrenhou na mata, acompanhado por Basílio. Ouvindo as folhas se mexerem, Dona Cândida viu de relance o vermelho do píleo desaparecer no verde das árvores.


Notas Finais


Fim do capítulo! Espero q tenham gostado! Até a próxima!


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