História A outra história - Capítulo 4


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Categorias A Maldição do Tigre
Personagens Alagan Dhiren Rajaram (Tigre Branco "Ren"), Kelsey Hayes, Nilima, Personagens Originais, Sohan Kishan Rajaram (Tigre Negro), Sr. Kadam
Tags Drama, Kishan, Ren, Romance, Tragedias, Zayn Malik
Visualizações 8
Palavras 1.362
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Magia, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Spoiler desse capítulo: muita treta!!! HAHAHA

Capítulo 4 - Você é confuso.


Fanfic / Fanfiction A outra história - Capítulo 4 - Você é confuso.

O homem pegou a arma em suas mãos e empurrou Fahad para mim. Pálido e com a respiração tão acelerada quanto um trem-bala, o menino se escondeu atrás de mim enquanto o homem careca e duas vezes mais forte que eu brincava com a arma em sua mão. 

— O que este garoto é para você, senhorita? — ele perguntou, se aproximando.

— É meu aluno. — engoli seco. — O que ele fez pra você? Por que você quer o machucar?

— Digamos que ele não fez nada, exatamente. E é por isso que eu estou enfurecido.

— Diga o que você quer, eu faço no lugar dele. — Pedi, com as mãos trêmulas e a garganta seca. — Só não machuque ele, por favor. É só uma criança. 

— Quanta garra você tem, mulher. — Ele riu no tom mais sarcástico que seu corpo conseguiu reproduzir. — Não te assusta eu ter uma arma? Eu posso acabar com a criança e com você ao mesmo tempo.

— Pra quê tudo isso? Me diga o que você quer, e eu farei. Só peço que deixe o menino ir! — Implorei com vontade de chorar. Meu corpo paralisou completamente e a cena do homem largando a arma no chão ao levar uma flechada na mão se congelou na minha mente.

Imóvel. Esse era o meu estado. Eu estava em choque. Jurei, por um momento, sentir o peso da bala perfurando meu corpo e eu perdendo toda a noção de vida que tinha. Eu estava enganada, porém, paralisada. Não conseguia me mover, eu ouvia várias vozes, gritando, pessoas me chamando, mas não conseguia identificar nada e muito menos reagir.

Minha visão escureceu e eu vi estrelas. Se eu caí e bati a cabeça ou se alguém me segurou, eu não lembro. Tudo o que lembro, é de acordar em meu quarto com o aroma de café fresco e pão torrado adentrando em minhas narinas me fazendo despertar levemente.


— AU! — Senti minha cabeça doer um pouco.

Era como se um trator tivesse passado por cima de mim, e mover meu corpo estava difícil. Olhando para a esquerda, vi Kishan. Ele estava dormindo numa cadeira de madeira. Vestindo um sherwani pérolado, ele roncava suavemente baixinho. Ele estava deslumbrante naquele traje. Era como ver o amanhecer do dia. Perdi a conta de quanto tempo fiquei ali parada, com o pescoço doendo, o observando dormir e tentando encontrar todos os sinônimos de beleza possíveis.

— Kishan? — tentei acorda-lo mas não quis chamar em voz alta, com medo de assusta-lo.

Ele era grandiosamente lindo. Sua pele era bronzeada e brilhante como ouro. Era difícil se concentrar em uma única coisa quando ele estava por perto pois ele roubada totalmente minha atenção.

— Senhorita Griffin? — um senhor moreno entrou no quarto e me cumprimentou. — Muito prazer, sou Kadam. Sou médico da família de Kishan. Ele teve uma emergência e como eu estava na cidade, vim aqui ajudá-lo.

— Oi, muito prazer! — sorri, ainda confusa com aquela cena perguntei: — O que aconteceu comigo? Eu apaguei?

Kishan moveu-se e acordou piscando os olhos algumas vezes. Ele me estudou com um olhar, e antes de eu pensar em dizer algo, ele perguntou:

— Como ela está, senhor Kadam? A batida foi forte?

Batida? Que batida?

— Na verdade não. — O homem retomou. — Creio que se você não tivesse chegado a tempo de segura-la, como me disse, ela teria alguma sequela. De qualquer forma, senhorita Griffin, você teve uma crise de pânico e a adrenalina em seu corpo fez com que você perdesse os sentidos e desmaiasse. Kishan estava lá na hora e antes de você cair e bater a cabeça fortemente no chão, ele a segurou.

Olhei para Kishan e sorri agradecida, mas o mesmo apenas ignorou meu gesto. O rapaz de olhos cor-de-mel, agora estava com olhos semelhantes a chamas de fogo. Ele se levantou com as mãos para trás e caminhou para fora do quarto na companhia de Kadam, e lá fora, durante a conversa, percebi um Kishan totalmente enfurecido e irritado.

O senhor que aparentava ter entre cinquenta, no máximo sessenta e cinco anos, voltou ao meu quarto com um sorriso forçado.

— Senhorita Griffin, me desculpe pela má educação de Kishan. Ele não está em seus melhores dias. — Disse enquanto anotava algo em um pedaço de papel. — Você dormiu por umas 4 horas, vou lhe passar um analgésico caso você sinta dores, e um calmante também. Tudo bem? — Assenti. — Você está se sentindo melhor?

— Sim, obrigada. Você pode me dizer como está o garotinho que estava envolvido nesta confusão? O nome dele é Fahad.

— Uma pena eu não saber lhe informar, senhorita.

— Onde está Kishan? Será que mais tarde será uma boa hora para conversar com ele?

— Senhorita Griffin... — pelo seu tom, a resposta seria ‘não’. Minha cabeça estava dolorida demais para contestar tudo aquilo que estava acontecendo, então, nem alimentei a esperança de conversar com Kishan. — Na verdade, eu acho uma boa ideia você ir falar com ele.

— O senhor acha?

— As vezes a gente só precisa ver um sinal de bondade para que nosso dia passe de péssimo para ótimo. Agora, se você me der licença, vou resolver outro assunto. Até outro dia, senhorita Griffin, e lembre-se de se cuidar.


Voltei a dormir assim que o senhor Kadam saiu do meu quarto, pois minha cabeça ainda doía. Acordei assim que o sol começou a se pôr, então decidi subir as escadas do prédio e ver onde me levaria – na esperança de ter uma espécie de laje que me permitisse ver o espetáculo do pôr do sol.

Para a minha felicidade, tinha. Lá em cima encontrei um puxadinho com um sofá de dois lugares, e, de brinde um lindo jardim. Me sentei e fiquei admirando a cor forte do sol se refletir nas nuvens e fazer com que se tornassem tons de laranja, vermelho, amarelo e violeta. Aquilo era como um vício.

Confesso que meus pensamentos, apesar de estarem confusos, ainda não haviam saído de Kishan. Eu pensava em tudo sobre ele. Em seus olhos, seu cabelo, sua pele, e o porquê dele me tratar de inúmeras formas diferentes em tão poucos dias.

O vento me trás uma brisa suave e junto com ela, a figura do homem que se camuflava com as tonalidades do pôr do sol. Kishan sentou ao meu lado no pequeno sofá, e em silêncio, assistimos a estrela da manhã dar-nos tchau.

— Você está melhor? — ele perguntou.

— Sim, obrigada. Onde está Fahad? 

— Ele está bem. Não se preocupe.

Agora eu estava começando a me irritar. O jeito que Kishan estava falando comigo, e até não falando, como mais cedo, havia me incomodado de certa forma que eu estava confusa.

— Eu perguntei onde ele está, não como ele está. Que ele está bem eu já imaginava, já que pelo visto, você cuidou de tudo! — bufei.

— Eu fiz algo que te irritou?

— Como assim você ainda pergunta?

Ele virou para mim e me olhou. Droga! Aqueles olhos eram hipnotizantes.

— Você está falando sério? — debochei. — Kishan, você é confuso. Você me deixa confusa. É gentil comigo em um dia, e no outro, me ignora. Me pede desculpas por me tratar mal, mas quando tem a oportunidade, você faz de novo. Se você não quer ser meu amigo, ou até mesmo colega, que seja, mas se decida ao menos!

— Ei, eu te ajudei a se livrar de uma encrenca! — protestou. Eu estava enfurecida. — Você não tem noção de nada daqui, nem de com quem estava se metendo.

— Muito obrigada pelo que você fez, mas eu não pedi pra você me ajudar. E se me ajudou, por que me ignorou assim que eu acordei? Por que quer saber se estou bem só agora?

— Tem coisas que você não entenderá. De qualquer modo, você é mais teimosa do que eu pensei que fosse.

— De que coisas você fala? — indaguei.

— Não posso compartilha-las com você.

— Que seja! — cruzei os braços e voltei a olhar o céu. — Você é o que tem me causado mais desconforto aqui nesse lugar. A partir de agora, eu é que não quero mais falar com você! Só me comunique de algo grave ou extremamente necessário.



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