História A Padroeira: história de Blanca - Capítulo 42


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Categorias Histórias Originais
Tags A Padroeira, Blanca, Cigana, Frei Tomé, Inquisição, Isabel, Valentim
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Palavras 536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


"Que importa o sentimento? Porque palavras, são só palavras". Blanca de Sevilla, A Padroeira.

Capítulo 42 - Existem coisas na vida que não passam...


Blanca saia da igreja, feliz. 

Estava grávida de quatro meses. Tudo na sua vida estava indo bem. 

Então ela viu quem estava ao seu lado.

- Cecília - murmurou.

- Olá rameira - zombou Cecília - a culpada por todas as desgraças da minha vida. Mas guarde bem minhas palavras: eu vou transformar sua vida em um inferno. 

- Não se atreva a me rogar pragas. Não acredito nisso.

- Pois bem. Escolha: ou Valentim ou seu filhinho. A criança que carrega no ventre.

- O que quer dizer?

- Amas Valentim?

- Amo. Mas Cecília, do que importa o sentimento? Porque palavras, são só palavras. 

- Cuidado por onde anda.

Cecília agarrou Blanca pelos ombros e a jogou da escada. Então fugiu.

Blanca bateu a cabeça com muita força. Começou a sentir muita dor no ventre.

- Meu filho - balbuciou, se contorcendo de dor.

- Blanca - disse Isabel, se ajoelhando ao lado dela.

- Me ajuda Isabel. Não deixe meu filho morrer...

- Fique calma. Fique parada, Blanca!

- Vosmecê parece uma mãe ralhando com uma criança. 

- Fique tranquila. Vou chamar Valentim... 

- Não... Não quero que ele saiba ainda... Chame papai...

- Oi? Quem?

- Frei Tomé... Meu pai.

Tomé apareceu naquele momento.

Levaram a moça para casa.

Faustino chegou e confirmou que fora um aborto.

- Se meu filho morreu - murmurou Blanca - eu quero ir junto. Ele irá precisar de uma sepultura.

- Blanca, pelo amor de Deus - chorou Isabel - faça o que Faustino diz. Beba o remédio que irá fazer seu corpo expelir o feto morto.

- Mas eu não quero, Isabel.

- Por mim! Por Frei Tomé! Por Valentim! Beba, em nome da padroeira de todos nós pecadores, eu pesso que beba.

Blanca obedeu e tomou o remédio.

- Tem coisas na vida que não passam meu pai - murmurou a moça - isso que Cecília fez comigo, acho que nunca vou conseguir perdoar.

- Vosmecê fará o que seu coração mandar - murmurou o padre.

- Posso pedir uma coisa?

- O que quiser.

- Diga a Valentim assim que ele chegar em casa que o filho dele morreu. Não terei a mínima coragem. 

- Claro, minha pequenina.

- E se um dia eu decidir que já não quero mais estar aqui?

- Como assim?

- E se um dia eu mesma perceber que minha missão acabou?

- Deus saberá te aconselhar. Ele que irá determinar o fim de sua missão. Ok pequena grande mulher?

- Sim. 

Blanca dormiu.

Acordou com Valentim ao seu lado, segurando sua mão. Chorando.

- Me perdoe - pediu ela.

- Não foi culpa sua - garantiu Valentim - ah, não devo chorar, homem não chora...

- Homem chora sim. Se não, do que importa o sentimento? Porque palavras, são só palavras. Tem coisas na vida que não passam, que nunca vão passar. 

- Isabel me disse: seja forte por ela. Mas eu não consigo ser forte por mim mesmo! Como posso ser forte por nós dois?

- Se acalme. Deite aqui e fica bem pertinho de mim. Quero dormir nos seus braços, me sentido protegida.

Valentim deitou e ficou segurando ela nos braços, até que ambos dormiram.



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