História A paixão da estrela - Capítulo 3


Escrita por:

Postado
Categorias Hunter x Hunter
Personagens Chrollo Lucilfer, Kurapika
Tags Chrollo, Kurapika, Kuroro, M-preg
Visualizações 40
Palavras 2.129
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu ia postar esse capitulo na historia Consequência de uma vingança kkkkkkkk. É tudo é M-preg
Ainda não me acostumei com o fim dela, será que eu vou ficar assim com as outras historias quando elas acabarem? Então é melhor eu não terminar nenhuma historia mais.

Eu quero um porco de estimação

Capítulo 3 - Mudança 1


Fanfic / Fanfiction A paixão da estrela - Capítulo 3 - Mudança 1

Kuroro ainda estava deitado no chão de sua casa não acreditando na ida de Kurapika

Eu consigo sentir sua dor aqui

Se eu pudesse contata-lo e contar o que sei

Mas não posso.

XXX

-Um erro e minha vida acaba. Da para acreditar? Mais de 10 anos juntos e tudo acaba por causa de um deslize.

Kuroro estava atirado no chão da sala, já fazia horas que Kurapika havia ido embora, mas o moreno não tinha vontade de sair do lugar.

Oinc, oinc

Kuroro olha para o porquinho deitado perto de seu pé.

- Você está com fome, amiguinho? Eu também, mas a cozinha está tão longe... KURAPIKA  -Grita Kuroro bem alto.

-Ah, é! Ele foi embora... merda, aí vem às lágrimas de novo.

Kuroro chora pela milionésima vez.

XXX

Os raios de sol entram pela janela banhando o jovem deitado na sala. Um barulho na cozinha faz com que o mesmo desperte.

-Kura... ele não tá mais aqui, Kuroro. Entenda isso!

O médico se levanta e vai ver o que é?

Na cozinha o porquinho batia a pata na despensa da casa.

-Aprontando essa hora da manhã? Mas eu te entendo, o tio malvado não te deu comida de noite. Espera aí que eu vou preparar algo.

Kuroro mastigava bolachas e bebia água. Como a dispensa estava quase vazia ele não tinha muitas opções do que comer. Já o porco se acabava num misturado de vegetais que Kuroro colocou numa tigela.

-Desculpe, eu não tenho nada melhor para te dar, eu estava pronto para ir embora e por isso não fiz compras.

O suíno continua devorando a comida sem olhar para o moreno.

-Acho melhor terminar de encaixotar as coisas. Se antes morar nessa casa já era triste, agora se tornou insuportável. E você vai embora comigo né, amiguinho?

Kuroro passa a mão no porco

-Somos dois abandonados, temos que nos unir.

Kuroro começa a rir. – Terminou o casamento, dormiu no chão e agora está sentado conversando com um porco enquanto tem pena de si mesmo, você é deplorável Kuroro Lucifer.

O porquinho acaba de comer e sai da cozinha.

- Eu tenho que dar um jeito em minha vida. -O moreno retira seu celular do bolso, fica passando sua lista de contados até encontrar certo número. Ele aperta para ligar. O barulho da chamada e longo

-Alo!

- Oi, eu preciso voltar.

XXX

A camionete para em frente a grande garagem da casa. Kuroro desce segurando uma mochila nas mãos e o porco na outra.

- Eu vou levar suas coisas para seu antigo quarto.

-Obrigado, Matias. Meu avô está aí?

-Na biblioteca

-Irei conversar com ele.

Kuroro vai em direção da elegante mansão. Uma linda obra de arquitetura construída toda na Madeira de lei, Kuroro achava um tanto quanto exagerada visto que ali morava somente seu avô e os empregados.

O moreno desce a escadaria que dá acesso ao porão. Lá dentro um senhor com cara de poucos amigos se encontra lendo um jornal e bebendo um Whisky.

-Olá vô! Como vai o senhor?

O velho larga o jornal em cima da mesa. -Como vai meu filho? Fiquei surpreso com sua ligação.

-Pois é! Desculpe ter ligado em cima da hora, eu ate queria fazer uma visita surpresa, mas ...

-Eu estou surpreso. Chegou aqui com uma mochila e um porco nas mãos... e principalmente sem o Kurapika

Kuroro aperta as mãos.

- Eu devia ter contando isso por telefone, mas achei melhor deixar para contar pessoalmente. Kurapika terminou comigo.

-Terminou? Vocês? Eu achava vocês o casal mais perfeito do mundo tantas coisa em comum, se conheciam faz tempo. O que aconteceu?

-Eu trai ele

Kuroro mal pisca e já vê o seu avô vindo em sua direção.

-Seu idiota! O Kurapika era um ótimo rapaz e você o trocou por uma noite com um qualquer. Você merece isso para criar vergonha na cara

O senhor bate na cabeça de Kuroro com o jornal diversas vezes. -Seu imbecil! O Kurapika era perfeito pra você! Nunca encontrará outro como ele!

-Ai, vô!

-Está doendo? É pra doer mesmo.

O idoso sentar-se de volta em sua poltrona. -Agora me conta o que aconteceu.

Kuroro acariciava sua cabeça numa tentativa de amenizar a dor. – Eu e Kurapika... -As palavras do moreno morrem em sua boca. Ele não pode contar sobre a gravidez milagrosa. -A gente estava tentando adotar uma criança.

-Isso é maravilhoso. E?

-Tudo estava indo bem quase conseguimos, mas no fim tivemos nosso pedido recusado.

A cara do avô de Kuroro endurece. – Isso foi por causa da opção sexual de vocês? Qual foi a instituição onde vocês tentaram adotar? Eu consegui arrumar isso se quiser.

Kuroro respira fundo. Seu avô Johan Lucifer  era um multimilionário dono de uma enorme empresa de construção e mantinha outros negócios também, apesar do dinheiro ele não era tão arrogante e não gostava de ostentar tanto quanto uma pessoa com o seu poder aquisitivo  mas, quando ele dava de cara com algum assunto que o desagradava, usava de seu dinheiro e renome para resolver.

- Não vô! Deixa quieto! De nada adianta continuar com o processo se Kurapika não está mais comigo.

-Se é o que deseja. Mas não acha que um filho poderia trazer Kurapika de volta?

-Não acho que ele me perdoaria.

Johan acende um charuto. -Você é bem vindo para ficar quanto tempo quiser, seu quarto está do mesmo jeito que você deixou da última vez. Mandarei os empregados buscarem os móveis na sua antiga casa.

-Obrigado. Por falar nisso, eu vendi a chácara então, se puder buscar os móveis o mais rápido possível.

-Claro! Vou mandar buscar as coisas agora mesmo.

Kuroro retira-se do cômodo e vai direto para seu quarto.

O local realmente estava do mesmo jeito que ele deixou. Ele sorrir e deita na cama

-Essa cama é enorme para apenas uma pessoa, não acha porco?

O suíno estava fuçando o lençol.

-Eu devo dar um nome para você.  Que tal bacon? Não? Torresmo? Chouriço? Linguiça?

 Todos são horríveis... então, que tal porco aranha!

Kuroro pega o animal no colo. – Você gostou? Então vai ficar esse mesmo.

XXX

A vida de Kuroro passou lentamente nas últimas duas semanas. Ele acordava, comia e se trancava no quarto, as vezes saía para dar uma volta no quintal da mansão, mas logo voltava. O celular de Kurapika dava fora da área ou desligado, provavelmente o loiro havia mudado de número.

XXX

O avô de Kuroro estava sentado na sala.

- Olha quem apareceu!

- Não posso ficar naquele quarto para sempre, tenho que sair pelo menos um pouco.

- Eu me alegro por te ver assim. -Johan toma um gole de chá. -Mudando de assunto, suas irmã vem visitar a gente

-Mesmo? Qual a ocasião? As visitas delas são mais raras que as minhas

- Shizuku só está passeando, mas, a Paku arranjou um noivo.

-A Paku desencalhou! Logo ela que dizia que nunca iria casar

-Parece que ela já o conhecia quando veio aqui pela última vez, ele fez o pedido seis meses atrás, ela aceitou e agora está trazendo ele para conhecer o sogro e cunhado.

Kuroro sorrir. -Quando elas chegam

-Amanhã à noite.

XXX

-Kurapika gostava de fazer os serviços de casa, por isso a gente não tinha empregadas, me acostumei a fazer as coisas.

A governanta olhava sério para Kuroro. -Você é o patrão, se quiser ajudar no preparo do jantar de suas irmãs, eu tenho que aceitar.

O moreno abraça a governanta. – Você não muda Tina!

- Eu me chamo Cristina, senhor.

- Não paga de mulher seria comigo que eu sei que você era uma babá muito louca.

A mulher se envergonha – Não me lembro disso.

- Eu lembro você era a minha babá. Vou começar o preparo do frango, elas já estão na estrada.

XXX

Shizuku foi a primeira a entrar. -Vô!

-Animada como sempre minha netinha.

- Essa aí não parou quieta um minuto na viagem. -Pakunoda deixou sua mala no chão

-Paku!

-Vô

-Tanto tempo sem me ver, eu não ganho um abraço?

-Mas é claro! -A loira abraça o idoso

-E seu noivo?

-Está ajudando a carregar as malas

-Um cavalheiro, gostei dele!

A voz faz com que todos no recinto virem à cabeça

- KURORO! -Shizuku pula nos braços de seu irmão

-Quanto tempo, pirralha.

-O que você faz aqui?

-Quanta frieza, Paku! Eu vim fazer uma visita também.

-Então a família vai está toda reunida? Eba! Vai ser igual quando a gente era criança. Diz Shizuku

-O jantar vai ser servido em breve, mas já podemos ir para a mesa.

-Primeiro a gente queria tomar um banho, depois desceremos, não é Paku?

-Sim!

XXX

Então eu coloquei sal na sobremesa do professor e quando ele foi provar cuspiu o bolo a quilômetro distância. -Shizuku cai na gargalhada

-Bom saber que você se dar bem com seus professores, Shizu.

- Eu me do bem com meus professores, Kuroro, só que o senhor Wazter é um saco e fica mexendo comigo.

-Sei.

-Vocês não podem ficar quietos na mesa, estão me envergonhado frente de meu noivo.

-Envergonhando? Não estou te envergonhando, isso é envergonhar. Ei, Phinks sabia que quando a Paku tinha 9 anos ela...

- SHIZUKU SE CONTAR ESSA HISTÓRIA EU TE MATO!

-Vovô vai deixar ela me ameaçar?

-Vou

-Sua família é muito divertida, Paku.  – Diz Phinks

- Isso é porque eles ainda não começaram a encher o saco de verdade.  Ênfase no ainda. Principalmente a menorzinha ali! -Paku aponta para a Shizuku que da língua em resposta aos comentários de sua irmã.

-O que você faz da vida? -Pergunta Johan ignorando a briga de suas netas.

- Eu sou tenente na polícia foi assim que eu conheci a Pakunoda

- Eu fui assaltada e quando fui prestar queixa na delegacia ele estava lá. 

-Owt que fofo, mas a história de como o Kuroro conheci o Kurapika é mais fofa. Por falar nisso onde ele está? -Pergunta Shizuku

Johan olha para Kuroro. O moreno junta as mãos na mesa, respira fundo e diz:

- Eu e Kurapika terminamos

O mundo para por um tempo até Shizuku quebrar o silêncio.

-Como é? Separaram por quê? O que você fez? Eu amava o Kurapika?

-Problemas pessoais

-Que problemas?

- Eu não quero falar sobre isso, Shizuku. -Kuroro retira-se da mesa de jantar

-Volte aqui, Kuroro, eu ainda não acabei.

- Shizuku deixe seu irmão em paz

-Mas vovô...

- Eu falo porque eles terminaram.

XXX

-Desculpe o clima em que o jantar acabou.

-Imagina, terminar um relacionamento é sempre duro, principalmente um que tem mais de 10 anos como o do seu irmão.

-Pois é ainda não acredito que meu irmão traiu o Kurapika, eu o conheço bem, ele não é dessas coisas.

-Bem a crise que eles estavam passando era grande.

-Não foi à primeira crise que eles tiveram

-Mas essa foi a primeira que teve um filho no meio. Eu não sou gay, e não conheço ninguém que seja, por isso, não consigo imaginar como a vida de um casal homossexual possa ser, mas na delegacia eu já soube de muitas queixa de homofobia, não deve ser fácil.

-Não é. Até meu avô demorou um pouco para aceitar.

-Eu gostaria de ter conhecido o Kurapika.

-Você iria gostar dele.

XXX

-Kuroro

- Shizuku

- Desculpe meu jeito na mesa

-Tudo bem, você sempre foi assim.

-Por que você impediu o vovô de mexer os pauzinhos para conseguir a guarda do filho que vocês queriam adotar?

-É muito mais complicado que isso, acredite.

-Acha mesmo que vocês nunca vão voltar?

-Talvez. Eu entendo ele ter raiva de mim se fosse ao contrário eu me sentiria da mesma forma

-Então você realmente não vai fazer nada?

-Se for para fazer alguma coisa, eu devo esperar passar um tempo, não adianta eu ir até Kurapika agora, conhecendo bem ele ainda deve está com muita raiva.

-E o que você vai fazer da vida agora? Vai desistir da medicina?

-Não. Eu estou pensando em abrir uma clínica própria, mas eu vou descansar primeiro, estou nessa vida desde que me formei.

- Eu também estou pensando em abrir algo próprio, na verdade já está quase tudo pronto, era para ser uma surpresa para você e a Paku.

-Acho que todos tinham uma surpresa passa contar.

-Mano...

-Sim

-E a mulher com que você dormiu?

-O que tem ela?

-Vai continuar falando com ela?

- Não. Eu passei a noite com ela, mas aquilo foi um erro, e eu deixei bem claro. Não quero voltar a vê-la, nunca mais.

XXX

Naquela noite, Kuroro se sentiu um pouco melhor, mas ele estava enganado sobre nunca mais ver a Emilly, pois, ela se tornará uma parte da vida dele que não poderá ser ignorada facilmente.


Notas Finais


Porco-Aranha, Porco-Aranha
Pouco porco e mais aranha
Vai tecendo a sua teia
Mais chouriço, não faz isso
CUIDADO!
Ele é o Porco-Aranha

Agora essa música ta na minha cabeça, droga!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...