História A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 51


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Categorias Malhação
Tags Benê, Gune, Guto, Malhação Viva A Diferença
Visualizações 820
Palavras 1.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa noite, meu povo lindo! Tudo bem? Bom, depois de dois resumos sem tombos pro fandom, acho que tudo deve estar às mil maravilhas né?! Hahahahahahah Dá nem pra acreditar! Se for sonho, NÃO ME BELISQUEM! xD

E hoje encerramos os capítulos que tratam da festa junina. E, como prometido, teremos uma cena fofíssima envolvendo o nosso casal preferido. Espero que gostem de ler esse capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo! ^^

Sem mais delongas, boa leitura a todos!

Capítulo 51 - As Garotas do Vagão


Fanfic / Fanfiction A paixão é uma loteria. Mas o amor é uma escolha. - Capítulo 51 - As Garotas do Vagão

Benê ainda estava atordoada com o que tinha ouvido de Guto e se preparava para ir atrás dele, quando ouviu uma voz chamá-la.

- Benê! Benê, aqui!

Ela se virou. – Hã? Keyla?

- Oi amiga! Tá quase na hora do nosso show! Nós vamos entrar depois que o Fio terminar de dançar. Tá pronta?

Quando Keyla disse aquilo, a menina simplesmente travou.

- O que foi, Benê? Tá tudo bem? – a corredora olhava Keyla estática, e esta a encarava preocupada. – Benê, me responde! O que foi?

Keyla estalava os dedos na frente de Benê tentando fazê-la reagir, mas a corredora não se mexia. A sua respiração estava acelerada e gotas de suor deslizavam por seu rosto, mas Benê não movia um músculo sequer.

- Benê, por favor, fala comigo! Fala qualquer coisa! Não faz isso, não agora!

Nesse momento, ela decidiu tocar o ombro de Benê. Com o toque de Keyla, a menina se assustou e saiu correndo por entre as pessoas.

- BENÊ! BENÊ, VOLTA AQUI! – Keyla passou a mão pelo cabelo. – Ai meu Deus, e agora?

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Guto andou até a barraca onde Benê deveria estar, e estranhou quando não a viu ali. Ele olhou em volta procurando-a, mas não viu qualquer sinal da menina. Ele coçou a cabeça. “Nossa, olha quanta gente tem nesse lugar! Como é que eu vou achar a Benê agora?!”

Nisso, ele percebeu Keyla e Ellen se embrenhando no meio da multidão e acenando para ele.

- Guto! Guto, aqui!

- Meninas! Vocês viram a Benê?

- É por isso mesmo que a gente veio te procurar! – começou a hacker. – Tá quase na hora da nossa apresentação, e a Key foi chamar a Benê. Mas ela travou, e depois saiu correndo!

- Como é? Mas eu achei que ela tava bem, que tava tudo certo! – Guto exclamou.

- Pois é, a gente também! – acrescentou Keyla. – Nós ensaiamos tanto pra tudo sair perfeito... Eu não queria tocar sem ela!

- Eu vou tentar falar com ela. Vocês não têm nem ideia de onde ela pode estar?

- Eu acho que vi ela correr pra dentro do colégio. – respondeu a mãe de Tonico.

- Fiquem tranquilas, meninas. Eu vou encontrá-la, OK? – Guto pegou nas mãos de Keyla e Ellen para passar confiança a elas, e logo saiu correndo para dentro do Cora para procurar Benê.

O garoto percorreu as salas do primeiro andar rapidamente, chamando por ela. Mas Guto não recebia qualquer resposta, apenas o silêncio. Quando ele adentrou a última sala de aula do primeiro piso, ele a viu. Ela estava encolhida no canto oposto à porta, abraçada às pernas. E ela chorava.

Benê se sentia sufocada. Ela sabia que as amigas esperavam que ela tocasse, mas o mero pensamento de todas aquelas pessoas olhando pra ela ainda a fazia tremer. Todas as vezes em que fora o centro das atenções as pessoas riram dela, ou caçoaram dela, ou lhe jogaram líquidos dos mais variados. Não, ela não subiria naquele palco. Ela não queria passar por aquilo de novo.

Guto andou devagar, chegando perto dela com delicadeza. Ela não levantou a cabeça para olhá-lo, então ele realmente não sabia dizer se ela o havia notado. Assim, quando a alcançou, ele se limitou a sentar a seu lado.

Enquanto divagava em suas lembranças tristes, Benê sentiu uma presença familiar e um perfume agradável. Sabia quem estava ali sem nem ao menos precisar levantar os olhos pra vê-lo. Ela, então, encurtou a já pequena distância que a separava do pianista e encostou sua cabeça em seu ombro.

- Benê...

- Eu não vou. Eu não consigo. Eu não quero fazer isso. – ela disse, num tom de voz quase sussurrante.

- Mas por quê? Você ensaiou tanto!

- Eles vão rir de mim.

- Ninguém vai rir de você, linda. Isso é impossível! Você tem muito talento, nunca vi ninguém aprender tanto em tão pouco tempo! Você vai ser perfeita, e eles vão te aplaudir, você vai ver!

- Não vão! – ela gritou. As lágrimas que percorriam seu rosto engrossaram, ela desencostou o rosto do ombro de Guto e pôs as mãos nos ouvidos. – Eles vão olhar pra mim e vão rir de mim! Vão me chamar de esquisita! Vão jogar água em mim! Ou refrigerante, ou outra coisa! Eles vão me machucar, Guto! E eu não quero que eles me machuquem, Guto!

Ele a olhava espantado. – N-não, Benê! N-ninguém vai fazer isso, meu amor! Por que você acha que vão fazer isso com você?

Ela fechou os olhos. – Porque é o que sempre fazem! Alunos me rodeiam, muitos alunos! Então eles dizem “esquisita”, “estranha”, ou “robozinho”! É por isso que eu não gosto das pessoas me olhando! Porque as pessoas são ruins, Guto! Elas olham pra mim e falam coisas ruins, coisas que me deixam triste!

Guto colocou as mãos sobre a boca, incrédulo. Ele não sabia que os colegas de Benê faziam isso com ela. As lágrimas foram inevitáveis, mas ele tratou de limpá-las. Ele ficou de joelhos na frente da corredora, e segurou as mãos dela.

- Benedita, olha pra mim. – Benê abriu os olhos, e deixou que Guto baixasse seus braços. – Ninguém mais vai te machucar. Agora você tem amigos, lembra? O Tato, a Ellen, a Keyla, o Fio... Eles não vão deixar que isso aconteça nunca mais! E você tem a mim! Nunca mais ninguém vai te fazer mal, meu amor. Não enquanto eu estiver por perto! E eu não pretendo ir embora tão cedo. Ouviu?

Ela parou de chorar. – Agora levanta daí. Vem.

Ele a ajudou a se levantar, e continuou a segurar suas mãos. – Benê, eu sei que é difícil pra você. Mas você é muito forte, linda, e tem muito talento! Eu sei que você pode fazer isso!

- Mas... e se eu não conseguir? E se eu ficar nervosa?

- Então você olha pra mim. E toca só pra mim, como nas aulas no galpão. Combinado?

O pianista, então, estendeu o braço e ofereceu a palma da mão para a garota. Benê olhou dentro dos olhos escuros de Guto, e respirou fundo. Ela ignorou a mão dele, e lançou seus braços ao redor de sua cintura. Guto descompassou a respiração de tanta surpresa, mas logo envolveu as costas da menina com um de seus braços, utilizando o outro para segurá-la firme, mas suavemente, e trazê-la mais para perto de si.

Benê enterrou seu rosto no peitoral de Guto, e podia sentir o delicioso perfume dele. Aquela era uma experiência única para a menina, que nunca abraçara um menino daquela forma. E, diferentemente do que ela pudesse imaginar, o subir e descer de seu peito era uma sensação maravilhosa. O abraço dele era quente e reconfortante, e ela não tinha qualquer vontade de sair dali.

Guto respirava o cheiro dos cabelos da menina presa dentro de seus braços, e não podia acreditar como tudo aquilo fazia sentido. Como aquele pequeno corpo parecia se encaixar ao seu de uma forma tão perfeita. Ele fechou os olhos e pediu que aquele momento durasse pra sempre, porque sentir Benê ali, junto dele, era a melhor sensação que ele já sentira na vida.

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Keyla, Lica, Tina e Ellen estavam posicionadas ao lado do palco, e olhavam para o público, preocupadas.

- Gente, não tem mais como enrolar. Temos que subir!

- Calma, Lica! Mais um pouquinho! O Guto prometeu que ia conversar com a Benê. Vamos pelo menos esperar ele chegar!

- Então não temos mais que esperar. Olha eles vindo ali! – informou Ellen.

Guto e Benê saíram de dentro do Cora de mãos dadas. A menina tinha o rosto inchado por ter chorado, mas trazia um sorriso no rosto.

- Benê, você tá bem?

- Tô sim, Tina.

- E... você acha que dá pra tocar?

A corredora assentiu com a cabeça, e se virou para encarar Guto.

- Eu acredito em você. Você consegue. – ela assentiu, devagar.

Ele segurou o rosto dela com ambas as mãos e deu nela um selinho demorado. Depois de suas bocas se separarem, ele juntou suas testas e os dois sorriram. As meninas assistiam à cena, estarrecidas. Benê abriu os olhos, agradeceu Guto silenciosamente e andou até as amigas.

- Vamos.

As cinco, então, subiram ao palco sob as palmas e assovios da plateia. Benê sentia gotas de suor descerem por seu rosto, mas ela caminhou decidida até o piano, que estava posicionado na outra extremidade do tablado.

Ellen encaixou um dos fones de ouvido, deixando o do lado esquerdo da cabeça livre; Tina alcançou o arco de seu violoncelo e o deixou na posição vertical, ajeitando também o microfone; Lica tirou as tampas das tintas; e Benê arrumou a postura e dispôs as mãos em cima das teclas do piano. Keyla olhou para todas em confirmação e fez um sinal para Ellen soltar o arranjo eletrônico.

E ela o fez. Mas Benê não começou a tocar. Ellen parou a melodia e disse que ia começar de novo. Keyla foi até Benê e perguntou se estava tudo bem. A menina olhou para a plateia, engoliu em seco, e disse que sim. A vocalista voltou para seu microfone e deu um novo sinal para a hacker. Ellen soltou o arranjo pela segunda vez, mas novamente Benê não tocou.

Ellen parou a melodia novamente, e dessa vez a plateia começou a manifestar o seu descontentamento. As amigas de Benê se entreolharam, preocupadas, quando Guto se adiantou e subiu ao palco.

- Keyla, deixa comigo. Vai ficar tudo bem, eu prometo.

A mãe de Tonico assentiu, e ele foi até o piano.

- Benê, lembra do que a gente combinou?

Ela olhou para ele.

- Se você ficasse nervosa, era pra imaginar nós dois no galpão. Sozinhos, como sempre. – ele se sentou ao lado dela. – Agora, toca só pra mim, OK?

Ela abriu um sorriso, fez que sim com a cabeça, e voltou a posicionar as mãos em cima do piano. Guto se virou e fez um sinal para Ellen. Esta soltou o arranjo eletrônico, mas dessa vez todos puderam ouvir o doce som produzido por Benê. Seus dedos dançavam pelas teclas do instrumento, com o professor a seu lado lhe velando a melodia.

A voz suave de Keyla, as notas graves de Tina, a música eletrônica de Ellen, o piano de Benê e o grafite de Lica estavam em perfeita sintonia, e todos ficaram maravilhados com As Garotas do Vagão. A apresentação transcorreu de forma perfeita, e tudo o que se ouviu quando elas pararam de tocar foi uma sucessão de palmas que parecia interminável.

As cinco, então, se enfileiraram na beira do palco para agradecer – apesar de que Benê teve de ser convencida a ir por Lica e por Guto, que estava muito mais do que orgulhoso, estava absolutamente encantado.


Notas Finais


Pra mim, a cena do Guto "acalmando" a Benê na novela, na festa junina, tinha que ser, PELO MENOS, a sós. E não do jeito que foi. Daí, na minha frustração, escrevi a cena acima, do jeito que achei seria lindo e perfeito. E aí? Gostaram? Foi fofo mesmo? Correspondeu às expectativas? Espero que sim... 🤐
E sim! Aqui, a Benê tocou com as meninas! \o/ Na verdade, tocou pro Guto, né. ❤ Mas ela conseguiu, e é isso que importa...

Falem comigo, pessoas lindas! Quero saber a opinião de vocês, OK? Amo falar com vocês, meus leitores mavilindos! ^^

Ah, e a próxima postagem será na quarta, beleza? Prometem que voltam? 😉

Beijos a todos, e ótimo domingo, pessoas! ❤


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