História A Palheta de Hongbin - Capítulo 1


Escrita por: e hologram_space

Postado
Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Leo
Tags Hongbin, Jung Taekwoon, Lee Hongbin, Leobin, Taekbin, Taekwoon, Vixx
Visualizações 19
Palavras 2.073
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom, aqui está a minha leobin <3
Espero que gostem, mas antes apreciem a capa maravilhosa que a @m00nydust fez!!!

Capítulo 1 - Capítulo Único; Taekwoon e Hongbin são a cor vinho.


 Taekwoon jamais enjoaria de ver o namorado pintando, o olhar compenetrado, postura ereta, os lábios se curvando minimamente ao perceber a pintura saindo como o imaginado e, o que mais lhe atraía, os lentos e calculados movimentos de sua mão, não tem nenhuma lembrança que remeta ao Lee borrando uma pintura. Na verdade, mesmo se fosse buscar nas mais distantes lembranças, não se recordaria de qualquer erro que o coreano tenha feita ao estar pintando. Suspirou apaixonado arrumando-se na cadeira, confortável até demais vendo o outro colocar alguns tons de amarelo em seu próprio punho, visando ver qual se encaixaria melhor em seus belos girassóis.

 O moreno era perfeitamente rosa.

 — Te incomodaria se o pedisse um copo d’água, amor? — A voz doce de Hongbin preencheu o estúdio, virando por segundos só para sorrir ao ver o agora loiro assentir com a cabeça. — Não vou terminar tão cedo, caso queira ir para o quarto, fique a vontade. — Avisou voltando a atenção para a tela.

 — Não se incomode de falar diretamente, sei tem receio, mas te entendo. — Saiu do cômodo indo até a cozinha da casa de um andar só, ela ficava quase do outro lado do terreno, mas isso pouco fazia diferença para o Jung. Ficaria em seu cômodo vendo alguma série ao invés de trazê-lo o líquido, conhecia-o bem o suficiente para saber que aquele pedido significa sublimemente “— Quero ficar sozinho”. Então somente pegou algumas besteiras para comer durante sua maratona, depois de certo tempo voltaria para checar o estado do de madeixas castanhas.

 Duas horas depois Taekwoon estava de volta, com uma garrafa em mãos e um sorriso sincero estampado em seu rosto ao observar ainda mais detalhadamente o pintor. Não que fosse muito apaixonado pelo Lee, só achava-o extremamente atraente enquanto limpava o suor que caía de seus cabelos em sua testa, pois atrapalhava os rápidos movimentos do pincel. Também era difícil de resistir o olhar semicerrado para tentar achar algum detalhe que esteja faltando, mal feito ou errado. Contudo, a única coisa que realmente fazia Jung perder o rumo era quando o namorado chegava para trás, afastando-se do quadro, abaixando as mãos, respirando pesado e logo depois curvando os lábios nas mais belas demonstrações de orgulho de seu trabalho. Exatamente o que Hongbin fez no momento, causando os clichês das borboletas no estômago do loiro.

 Não era muito apaixonado por Hongbin… Ele era extremamente apaixonado.

 O pintor desviou o olhar por míseros segundos para as mãos do amado, indo até ele rapidamente e pegando a garrafa de sua mão. Fez uma rápida reverência para Taekwoon, abrindo a tampa da garrafa e virando quase que sua metade por inteiro, tinha ficado muito tempo no calor e pintando.
 — Muito obrigado, amor. — Agradeceu rindo fraco pelo outro ainda estar o encarando. — Estou com tinta no rosto? — Preocupou-se com sua aparência, mudando o ângulo da cabeça para dar uma visão melhor ao loiro.

 — Não, você só fez aquilo de novo. — Comenta despertando de seu transe rindo junto do outro.

 — É o seu ponto fraco, Hyung? — Indagou provocativo, sorrindo com a vermelhidão nas bochechas de Taek. — Venha ver como ficou no final, é uma das minhas melhores pinturas. — Firmou ao pegar na mão do namorado, encaminhando-o em frente à tela e mostrando os belos girassóis. — Valeu a pena sujar todo o meu pulso por ela. — Brincou encarando as linhas amarelas na própria pele.

 — Eu não tenho palavras... Está incrível. — Falou impressionado, tentado a tocar, mas sabia que a tinta estava fresca, então recuou a mão livre que tinha acabado de subir. — É para o curso? — Questionou olhando-o seriamente, o vendo negar com a cabeça.

 — O próximo trabalho é para fazer uma pintura famosa, temos que fazer uma pintura em alguém. Seja como uma tatuagem ou usar a extensão do corpo como tela. — Explicou cruzando os braços. — Reclamei tanto de pintar natureza morta à toa... — Murmurou baixo com a mão no queixo.

 — Eu posso ser o seu modelo, compensar o presente de aniversário que não te dei. — Sugeriu balançando para frente e para o trás, tirando toda a concentração de Hongbin ao arrancá-lo uma gargalhada.

 — Tem certeza? — Olhou para Taekwoon. — Você se incomoda com o mínimo de terra em suas mãos... — Tentou o relembrar, falando até de maneira mais lenta.

 Sorriu fraco com a compreensão do Lee, o mais puro tom de azul claro.

 — Tenho sim, se for para te ajudar, não vejo problema. Além disso, realmente estou te devendo um presente. — O sentimento de agonia gritava dentro de seu corpo dizendo-o para largar aquilo agora, mas seus batimentos cardíacos o diziam para continuar e “cair dentro”.

 O Lee colocou as mãos nos ombros do Jung e puxou-o para um simples selar.

 — Obrigado, amor. — “Atacou-o” com mais alguns beijos no rosto antes de ser empurrado de maneira fraca.

 — Você é grudento. — Reclamou fraco, fingindo indignação, já que seu tom vermelho e sorriso fraco demostrava o seu agrado com a ação.

 Mesmo sendo uma pessoa difícil em lidar com ações melosas, Taekwoon permitiria Hongbin dar milhões de beijos em seu rosto, pois o moreno tinha uma parte de sua personalidade pintada de vermelho.

 — Sou mesmo. — Confirmou bagunçando seus cabelos. — Quero você aqui às cinco da tarde amanhã. — Falou vendo Taekwoon assentir com a cabeça positivamente. — Suas costas ficarão lindas! —Exclamou animado com a ideia,

 Já sabia muito bem como iria fazer seu trabalho.

 

[...]

 

 Taekwoon arrependeu-se a partir do momento que se viu deitado de barriga para baixo em um colchão no chão com as costas expostas, o canto do olho capturava os potes de tinta que Hongbin colocava ao lado de seu corpo. Suspirou contendo a reclamação que queria soltar, era mais descontentamento que medo de se sujar, a demora do amado deixava-o agoniado.

 — Pronto, já peguei todas as cores... Ou eu espero que sim. — A voz de Lee preencheu o ambiente, causando um calafrio em Taek ao ficar por cima dele. — Irei fazer Noite Estrelada de Van Gogh. — Avisou molhando o pincel na tinta azul. — Preparado? — Indagou sorrindo divertido.

 — Só vamos com isso logo, aproveite que estou de bom humor. — Respondeu sentindo a ponta do pincel contra sua pele. — Se ficar boa eu tatuo. — Brincou rindo fraco.

 — Você odeia tatuagens, amor. — Lee relembrou, encerrando a curta conversa ali, precisava se concentrar.

 Passaram-se alguns minutos e, consequentemente, horas. Davam pequenas pausas para se hidratarem ou comerem. Taekwoon que não estava nem um pouco acostumado com esse tipo de coisa era o que gastava suas reservas de maneira mais rápida, principalmente por não conseguir relaxar ao sentir o pincel em seu corpo. Percebendo isso, Hongbin começou a pensar em maneiras de relaxar o loiro.

 Colocou tudo que estava em mãos de lado, esticando por cima do amado com cuidado para não se encostar-se à pintura. Sua boca foi para o pescoço do outro, dando um beijo ali.

 — Hong? — Indagou manhoso. — O que está fazendo? Deveria pintar não me beijar. — Sorriu fraco virando a cabeça de lado, recebendo alguns selares nos lábios.

 — Está muito tenso, precisa relaxar um pouco para que dê certo, Taek. — Explicou. — Ainda temos muitas horas aqui. — Completou voltando para a posição original, colocando a mão na cintura do outro e apertando-a, antes de pegar o pincel.

 — Não posso fazer nada com você estando nessa posição, isso é injusto. — Reclamou sentindo todo o calor de seu corpo indo embora em segundos. — Falta muito para acabar?

 — Sim. — Respondeu rápido, rindo da cara emburrada de Taekwoon. — É o meu presente, então aguente mais um pouco. Além disso, irei te recompensar depois. — Fez um bico, tentando parecer fofo, arrancando um “tudo bem” do namorado.

 Sorriu feliz, voltando a pintar em suas costas, animado. Talvez, mas só talvez, Hongbin tenha roubado diversos selares dos lábios de Jung até o final do processo. O loiro sorriu em todas as vezes que o amado o beijou, afinal, quando perto dele, o Lee trazia-o verde escuro.

 

[...]

 

 — Tem certeza que essa tinta é removida na água, Hongbin? — Indagou Taekwoon sentindo o namorado passando a esponja ainda mais forte suas costas, a água da banheira estava escura por conta do excesso da tinta, mas ainda sentia um pouco em suas costas.

 — Não, mas eu prometo que vai sair. — Engoliu fundo ao perceber que a mão do loiro foi para a ducha. — O que falamos sobre me afogar? — Brincou, rindo de nervoso ao perceber que, mesmo esfregando com toda a sua força, alguma tinta ainda ficava no corpo de Taek.

 — Se fosse para te afogar por conta das suas besteiras já tinha o feito há muito tempo. — Diz rindo fraco. — Só quero que a use para ser mais rápido, está me incomodando. — Reclamou sentindo os jatos d’água em suas costas.

 — Como ficou no final? Você somente pediu para tirar uma foto, pois queria se lavar logo. — Tomou coragem para perguntar, um pouco receoso.

 — A única coisa que estranhei foi o fato de não conter os tons que você geralmente usa, principalmente amarelo. Você nunca usou amarelo. — Ressaltou deitando para trás, usando o namorado como apoio.

 — Por que isso é tão estranho? Pintores usam várias cores diferentes. — Questionou realmente curioso, passando os braços pela cintura de Taek.

 — Você tem uma paleta de cores só sua Binnie, — respondeu fechando os olhos, lembrando-se de como chegou a essa conclusão. — e ela fala muito sobre você.

 — Então quais delas compõem a minha paleta, Jung Taekwoon? — Sua voz era baixa e rouca, procurando saber o motivo do amarelo não poder ser utilizado por si.

 — Verde escuro, segurança, é o que me transmite quando estou ao seu lado, pois só nós dois sabemos o quanto é difícil manter nosso relacionamento... — Admitiu se remexendo um pouco, não só por estar desconfortável com a água suja, também ficou corado por ser, praticamente, uma declaração. Inclusive vergonha, porque estava explicando como sentia e via as cores. — Azul claro, compreensão e tolerância. Você sempre está ouvindo meus problemas, além de nunca deixar de tentar me entender, sempre pontuando que posso não fazer aquilo por você se não gostar; Rosa, criatividade e respeito. É impossível negar o quão bem consegue transmitir isso com simples traços em uma tela. — Suspirou antes de continuar. — E, por último, na sua paleta de cores ele é o que mais se destaca: o vermelho. Paixão e orgulho. É difícil encontrar outras duas palavras que te definam tão bem, amor.

 Um silêncio reinou no banheiro, o loiro já estava pensando na quão brega e bestas poderiam ter sido as suas palavras, o coração palpitava de nervosismo. No entanto, toda essa emoção fora embora ao ouvir um riso fraco vindo de Hongbin.

 — Desde quando é tão romântico, Taek? — Indagou o dando um beijo na bochecha. — Seguindo a sua teoria maluca das cores, por que eu não poderia usar a bendita tinta amarela?

 — Porque significa esperança e eu não preciso mais de esperança no nosso relacionamento. — Disse abrindo os olhos, encarando a expressão confusa dele.

 — Como assim? — Falou engolindo seco.

 — Eu não preciso de esperança em algo que já está concreto, Hongbin. — Explicou-se, sorrindo divertido da expressão aliviada do namorado. — Nós dois nos amamos, estamos bem estabelecidos, então sem esperança! Nós não precisamos dela no nosso relacionamento! — Completou rindo fraco.

 O Lee empurrou-o um pouco para frente somente com o intuito de jogar a água suja nas costas dos outros.

 — E você é o tom de magenta: idiota! — Falou fingindo-se ofendido, criando significados, dando a língua para o outro que devolveu a onda de água.

 — Adiciona mais uma a sua paleta: orgulhoso. — Deu a língua de volta desviando de outro “ataque” de Hongbin. — Hey! — Os dois gargalharam, iniciando uma guerra e dando significados novos as cores somente para vencerem essa “batalha”...

 Mal sabiam eles dois que ambos formavam uma só cor, seguindo a teoria de Taekwoon: vinho. A cor da sensualidade, da compaixão e, principalmente, do amor.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

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