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História A Part of Me - Segunda temporada. - Capítulo 5


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Notas do Autor


Eu sei, gente, não me matem. Estou tentando ser mais recorrente com os capítulos, sério mesmo. Não me abandonem porque eu não abandonarei a história!

Beijos no coração!

Capítulo 5 - Explanations


Fanfic / Fanfiction A Part of Me - Segunda temporada. - Capítulo 5 - Explanations

POV BELLA - ON 

Receber uma ligação de Mellie não era incomum, mas uma em que ela avisava que iria a minha casa, pois precisava me contar uma coisa pessoalmente, era sim, algo bem estranho. Normalmente ela só aparecia.  

- Mas qual é o problema, Mellie? – perguntei sendo puxada por ela até sala. 

- Oi Bill. Oi Marc. – cumprimentou os seguranças que a olhavam também com curiosidade. – Bom... – disse inquieta sentando-se no sofá. 

- Você está com algum problema? – perguntei ficando preocupada. 

- Tudo bem. –  respirou fundo. – A Pamella está aqui e precisa de ajuda. – disse de uma vez. 

- O que??? – exclamei olhando para ela estarrecida. 

- Eu sei, eu sei. É quem você menos queria ver agora... 

- Não, eu não quero saber nada dela. – disse me levantando andando de um lado a outro. – Como, como você a encontrou? – gaguejei. 

- Não fui eu. – Ela disse devagar me puxando com delicadeza até o sofá novamente. – Ela está com o seu médico. Aquele bonitão. 

- O Phil? O que ela faz com ele?  

- Ela o encontrou de algum jeito e fez com que ele a trouxesse até você. Agora, eles já devem estar por aqui – disse olhando o relógio. – Bella, ela precisa entrar. 

- Você está brincando? Você está se ouvindo? – Perguntei exasperada. 

- Bella, ela PRECISA de ajuda. Tem alguma coisa erra... – o telefone dela tocou. – Oi!... Sim, já estou com ela... Vamos deixa-lo entrar. Atrás da casa.  

- Bella? – ela me chamou. – Ela vai entrar, tudo bem? Tenta escutá-la, eu vou estar aqui... 

 

Não respondi nada. Meu corpo estava em um torpor momentâneo. Pelo canto dos olhos a vi ir até os seguranças e seguir para os fundos. Poucos minutos depois Phil apareceu em meu campo de visão com Pamella em seus calcanhares. Ele parecia mais confuso que eu, mas a trouxera até ali. 

- Bella... – ele começou um pouco incerto. – Ela me encontrou no estacionamento do hospital pedindo para encontrá-la. – Ele se explicou. – Parece aflita. Pediu insistentemente para que a trouxesse até você. – Olhei dele para ela que estava quieta enrijecida em seu lugar. – Ela não fala inglês, não consegui entender muito... 

- Bella... – Pamella disse num suspiro saindo relutante detrás de Phil, então a percebi melhor. Ela estava malvestida para o tempo ali. Era uma noite fria e chuvosa. Além de molhada ela parecia suja, estava magra demais e com os olhos fundos. Seus ombros relaxaram deixando cair a mochila surrada no chão. Olhava para ela sem conceber aquela cena. Parecia que o tempo estava em câmera lenta enquanto uma onda grande e pesada de sentimentos caía sobre mim. Raiva, dor, medo, tristeza, saudade, confusão.... Eu olhava para Pamella ali parada a minha frente imaginando-a como um fantasma materializado. Então, ela avançou com rapidez me abraçando sem me permitir reagir. 

Prendendo o ar engoli o soluço que ameaçou surgir. Ela começou a chorar em meus ombros enquanto pedia perdão. Junto com suas lágrimas minhas reservas foram caindo. Uma sensação de gelo no fundo do estômago escorria por minha barriga e sumia quase dando uma sensação de dor, mas alívio também. Correspondi ao seu abraço tentando contê-la em meu próprio corpo enquanto ela sacudia levemente em prantos. 

- Tudo bem. Tudo bem. – disse afagando suas costas. De alguma forma eu senti o peso daquelas lágrimas em meu próprio corpo. Toda a adversidade que ela devia ter passado para me encontrar em um país que ela não conhecia. Depois de tudo imaginei que ela estivesse bem longe dali com o namorado. 

- Eu la, la mento muito. – disse entre soluços. – Eu n, não queria i,isso. Me, me perdoe. – Ela continuava. Suas roupas molhadas estavam encharcando as minhas. Segurando seus ombros com cuidado a afastei de mim. Segurei seu rosto entre minhas mãos. 

- Fique calma. Está tudo bem agora. – disse olhando em seus olhos. – Tente se acalmar. – Com um suspiro longo ela tentou se conter. 

- Mellie poderia pegar um chá para ela? E algo para comer? – perguntei olhando de volta para Pamella. Ela assentiu. 

- Agora. – disse Mellie sumindo no corredor. 

- Sente-se aqui - disse indicando a frente da lareira que estava acesa a fim de mantê-la aquecida. – Phil pode pegar algum casaco no armário na entrada para mim? – pedi. 

 

Enquanto ele procurava eu me sentei ao lado dela. Phil voltou com a roupa a qual coloquei em cima de seus ombros. Suspirando aliviada ela curvou as costas fechando os olhos diante do fogo. 

Phil se jogou no sofá soltando o ar violentamente enquanto passava a mão no rosto. Considerando os eventos, detalhes de etiqueta estavam dispensados. Ele me encarou em uma pergunta muda. Olhei de volta para ela. Seu rosto estava diferente. Parecia muito mais velha do que era e havia sofrimento. Os olhos estavam vazios e vidrados. Parecia que naquele momento ela se permitia assimilar tudo até ali. 

Mellie voltou com uma bandeja de chá, bolo e biscoitos que colocou na mesa de centro. Jogando-se também no sofá ao lado de Phil ela olhou do teto para mim quase tão impressionada quanto. 

Fazendo Pamela beber o chá e comer um pouco percebi o quanto seus braços pareciam finos e brancos. Num quadro geral ela parecia doente e faminta. Como as pessoas que moravam nas ruas, o que me ocorreu perguntar. 

 

- Onde você estava esse tempo todo? - Me olhando com cuidado ela pousou a xícara na bandeja. 

- Estava na rua. Foi difícil achar você. – disse com a voz fraca. 

- Por que? – Perguntei. – Você não devia estar aqui. Não estava com o seu namorado? Vocês, vocês receberam o dinheiro tem algum tempo. Imaginei que já não estivessem mais aqui... 

- Bella. – Interveio Phil. – Não entendo o que está dizendo, mas percebo que está a pressionando. Tenha calma.  

Ele estava certo. A minha confusão e necessidade de entender sua aparição era tão grande que eu estava me atropelando e atropelando ela. Suspirando esperei por ela. 

- Ele me ameaçou, Bella. – disse por fim. – Rodrigo. – Explicou. - Eu o encontrei no Dona Marta... eu estava muito confusa. Usei algumas coisas. – disse desviando o olhar. – Drogas. – disse envergonhada. – Ele estava lá, me financiou, me ajudou até onde ele queria. Então, em algum momento contei sobre o Charlie e sobre você... Eu tinha te visto na TV com aquele cantor... 

- Michael... – disse baixo o que fez Mellie e Phill se mexerem. Assentindo ela continuou. 

- Então, ele disse que viríamos atrás do... – sua voz sumiu. Depois de alguns instantes ela prosseguiu. – Do meu filho. Ele disse que iria conseguir um dinheiro com ele. Inventou aquela história toda... 

- Ele é mesmo o pai? 

- Sim... antes de conhecer vocês eu me envolvi com ele. Ele me colocou num mundo que você não imaginaria. – disse esfregando as próprias mãos. – Quando eu descobri a gravidez algo mudou em mim ao mesmo tempo que tudo foi ficando mais confuso. Então, conheci vocês... – Seus olhos marejaram. – Mas sentia falta das drogas... Então, decidi que Charlie merecia uma família de verdade, e que eu não poderia dar isso a ele. – Lágrimas escorreram por seu rosto.  

- Ele ameaçou feri-lo, Bella. Disse que iria matar vocês... – sua voz embargou. – Então, fiz o que ele queria. 

- Onde ele está agora? – Perguntei com a voz dura. 

- Não sei. Depois que conseguiu o dinheiro ele me deixou no hotel em que estávamos e sumiu. Eu não queria nada disso para vocês. Por favor, me perdoe. – Implorou chorando novamente. 

 

Então, eu entendi. Entendi seu sofrimento, suas ações. Abraçando-a novamente deixei que chorasse em meu colo. 

- Bellla, o que está... – perguntou meu pai a entrada da sala parando surpreso pela cena. – O que essa mulher faz aqui? – Perguntou entre os dentes. 

- Pai... – tentei. 

- O que ela faz aqui, Bella? – Ele perguntou mais uma vez. 

- Pai, acalmasse. Precisa ouvi-la. – disse me levantando. Olhando de mim para ela, ele avançou.  

– Você está ficando maluca? - perguntou irritado. 

- Pai... – disse suspirando levantando as mãos afrente do corpo a fim de contê-lo. – Não é o que imaginávamos. Depois que ouvi-la vai entender. Tenha paciência. – disse tocando em seu braço. – Confie em mim. - Ele olhou para mim relutante, mas assentiu. 

- Vou leva-la para trocar de roupa e descansar. Amanhã. Tudo bem? – perguntei. 

- Não, Bella. Se ela vai ficar tenho que saber de algumas coisas, inclusive por que ela fezo que fez depois de tudo o que fizemos por ela? - disse papai raivoso fazendo Pam se encolher um pouco. 

- Paulo... - interviu Phil levantando-se. - Ela tem suas razões e está aqui para esclarecê-las... - ele olhou para Pam. - Mas me parece que ela passou por algumas privações. Deixe-a descansar um pouco. 

- Não com meu filho em casa! - taxou ele olhando diretamente para Phil. - Aliás doutor, o que faz aqui a essa hora? 

Phil inspirou devagar aquiescendo por um momento. 

- Eu vou explicar... - falou Pam baixo. - O senhor merece uma explicação.  

 

Depois que todos se acalmaram Pam e Paulo ficaram na sala conversando enquanto levei Phil e Mellie para a cozinha para explicar em sua língua o que Pam havia contado. 

 

- Agora basta entender o que ela quer. - disse por fim. 

- O que está pensando? - perguntou Mellie. 

- Talvez ela queira conhecer o Charlie... - minha mão acima do tampo da bancada tremeu levemente com a ideia.  

- Se for esse o caso ambos merecem uma chance, não? - perguntou Phil pondo uma mão em meu ombro. Era curioso como a proximidade dele me trazia certo alento, certa segurança. 

- Acho que sim, agora que está tudo explicado. - Olhei-o. - Basta saber o papai... 

- Saber o quê de mim? - Perguntou meu pai entrando na cozinha com Pam em seus calcanhares. Pareciam ambos mais calmos e confortáveis na presença um do outro. 

- Bom, tivemos um longa conversa... - disse olhando para Pam. - Agora ela irá descansar e amanhã resolveremos algumas coisas. - ela assentiu com um sorriso morno. - Mellie... Doutor... acho que devo um obrigado. - disse meu pai sem jeito. 

- Não se preocupe, Paulo. - disse Phil. - Estou aqui para ajudar no que for preciso. 

- Vou levar ela lá pra cima para tomar um banho... - disse Mellie se prontificando. Segurando a mão de Pam ela subiu as escadas. 

 

Agora no hall tive um momento com Phill. 

- Como está se sentindo? - perguntou. 

- Confusa e extasiada. É um pouco surreal tudo isso, não é? Mas... me sinto em paz de algum jeito.  

- Todo mundo tem seus motivos, Bella e a história de vocês é pessoal demais para que tudo se interrompesse de repente com fatos escassos. Se permita, agora. Tente confiar. Sei do que tem medo. - desviei o olhar por um instante, mas segurando meu queixo ele me fez encará-lo de novo. - Mas espere para acontecer para sentir ou não medo de fato. Não projete, viva o agora com calma. - suspirei olhando aqueles olhos azuis, agora, escurecidos pela noite e pouca luz. Olhar para eles eram como me sentir exposta e segura ao mesmo tempo.  

- Tudo bem. - disse suspirando forte. Ele sorriu timidamente relutando entre algo até que me tomou em um abraço forte mas não opressor, confortável. 

- Me procure quando precisar. Boa noite, Bella. - disse beijando minha testa e saindo em seguida. 

Sozinha ainda no hall olhava para o lance de escadas a minha frente entorpecida pelos eventos quando Bill apareceu vindo do corredor que dava para a cozinha. 

 

- Bella, tudo bem? - disse cauteloso. 

- Acho que sim, Bill. Que noite estranha, não é? - perguntei sem jeito. 

- A senhorita Martins irá ficar aqui? - perguntou diretamente. - É seguro? 

- Vai, vai sim. A princípio... está tudo bem... Você ouviu? - perguntei a respeito da explicação para ela estar ali. 

- Ouvi sim. 

- Ta...  

- Vá descansar, Bella. Amanhã acertaremos os detalhes. - disse me guiando. 

- Okay. 

Encontrando com Mellie na saída do meu quarto recebi seu abraço e carinho. 

- Você vai ficar bem? - perguntou. - Ela está deitada em um colchonete no seu quarto. Parecia muito cansada. Dormiu logo. 

- Vou, vou sim. 

- Me liga amanhã. - Assenti tendo ela ido embora. 

Ao entrar em meu quarto e ver Pam deitada ali ao lado da minha cama me fez relembrar de um outro tempo quando dividíamos o mesmo quarto como duas irmãs faziam, e agora estava ela ali de novo, e isso não me era estranho, mas bom de certa maneira. Era como ter tudo em seu lugar de novo. Ou quase tudo. 

POV BELLA- OFF 

 

NARRATIVA 

Mais distante dali um noticiário chamava a atenção em uma mansão remota. 

“E esse é o resumo do The Sun de hoje, pessoal. A senhorita Andrade recebeu a visita inusitada do doutor Phillip Crowford, renovado psiquiatra do país e da Senhorita Mellie, sua melhor amiga ao que parece. Terá acontecido algo perigoso ou apenas uma reunião entre amigos. Mas convenhamos... aquele médico é um gato!” - Encerrou a jornalista do canal de fofocas. 

Pegando o telefone rapidamente discou o número de alguém que poderia lhe esclarecer aquilo. 

- Bill, o que está acontecendo? - perguntou Michael alterado. 

- Está tudo bem, senhor. A senhorita Pamella Martins voltou... 


Notas Finais


E galera, será que tudo se acerta? E esse abraço maravilhoso do Phil... hum... fiquei quentinha aqui...

O que acharam?

Bjs bjs


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