1. Spirit Fanfics >
  2. A Part of Me - Segunda temporada. >
  3. Past and security

História A Part of Me - Segunda temporada. - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


Olá meus amores!!!
Voltei rápido, não é? A animação de vocês me contagiou me tirando até o sono viu. kkkkk A insônia trouxe inspiração e a inspiração trouxe mais um capítulo fresquinho para vocês!!!
Ah! Na foto tem o code para a playlist da primeira e segunda temporada desta história no spotify. Fiquem a vontade.

Dedico este especialmente a @manusnape , @BiancaMcGonagal , @MJ7Maria e @maluh____

Curtam muito!!! Bom fds.

Capítulo 6 - Past and security


Fanfic / Fanfiction A Part of Me - Segunda temporada. - Capítulo 6 - Past and security

POV – Phillip – On 

- E aí cara? - Perguntou Chris se jogando displicentemente no sofá a minha frente. 

- O quê? - Perguntei seco. 

- Não viu os noticiários? 

Sim, eu havia visto aquela porcaria. Só se falava do “surto de Bella” inexistente de Bella, uma vez que minha visita na noite anterior a sua casa foi percebida. Toda espécie de histórias, confabulações estavam sendo especuladas. A vida de Bella como um grande reality show, que coisa irritante! 

- Você quer dizer os canais de fofocas, Chris? - Perguntei um pouco azedo. 

- Nossa! Quanta hostilidade. Qual é a história.... Digo, a verdadeira afinal? - Perguntou pegando um pouco de whisky no aparador ao canto da minha sala. Um móvel discreto com algumas variedades de bebidas para folgas, raras, no trabalho. Para aquela hora da manhã, era cedo demais para bebidas, mas Chris sempre teve um feeling para situações mais complicadas, especialmente quando percebia que eu estava em uma berlinda. Soltando o ar pesadamente peguei o copo que me oferecia e deixei baixar minha guarda um pouco. 

- Já sei, sim Chris. Não, ela não surtou. Poderia ter acontecido, mas não... - Tomei um gole. - A Pamella voltou. - Disse, ele franziu a testa. 

- Aquela garota da guarda do irmão dela? Que o Jackson pagou para abafar o caso? - Perguntou apenas para confirmar. Ao passo que todo o caso havia saído na mídia eu não estava ferindo o “segredo médico-paciente” de Bella com ele. 

- Sim, ela mesma. De alguma forma ela me encontrou e me fez levá-la até Bella. Depois do alarde inevitável, elas conversaram e se entenderam a princípio. 

- Okay, então você a levou lá..., mas e a outra garota? A tal de Mellie? Ela foi vista também. - Perguntou interessado. 

- Pedi sua ajuda, então ela nos encontrou na casa. 

- Entendi. - Disse ficando em silêncio me observando. Me lendo como eu já esperava. Instintivamente senti minhas reservas montarem seus muros novamente. 

- Fala logo, Chris. - Ele riu de canto apoiando seu copo na mesa de centro. 

- Por que está tão irritado? 

- A exposição... 

- Aham. - Disse desacreditado. 

- Sou um médico reconhecido. 

- Aham. 

- Tinha um batalhão de repórteres na minha porta mais cedo. 

- Aham. 

- Que inferno! - Gritei o encarando. - Fala logo. - ele continuou em silêncio por um instante, me olhando novamente, continuou. 

- Você viu a parte que diziam “Mais bonito que o Michael, mas menos rico que ele”? 

Aquela frase fervilhou na minha cabeça do momento que a ouvi na TV até o momento em que ele a repetiu. 

- Vá direto ao ponto. - Disse, agora sério o encarando. 

- Bom, meu amigo... somos amigos, certo? - Perguntou tentando aliviar a tensão que encheu a sala. - Como eu disse a você outro dia, acho que está se envolvendo muito. E, creio estar certo neste momento. - Disse me analisando mais uma vez. - Algo nesta frase polêmica e sensacionalista o afetou verdadeiramente ao invés de passar despercebido como deveria se esperar de um profissional isento nesta história toda... - Ele parou pensando em algo. - Mas, tomou proporções ainda imensuráveis em seu autocontrole. Me pergunto, então, se não é hora de parar, Phil. - Ele disse sério me encarando. 

Olhando para a janela acima de seu ombro encarei o dia nublado do lado de fora. Envolvimento. De fato, reconhecia aquela ligação com Bella, mas para mim não estava acontecendo como supostamente ele estava imaginando. Descontroladamente passional. Penso que estou tomando a situação dela como minha, uma aurea protetora me levava sempre a tomar atitudes que certamente não teria em demais casos, mas lá estava aquela necessidade de estar lá para ela. Conhecia este lugar paternalista que eu estava tomando referente a ela. É o mesmo sentimento de outro tempo. De quando eu havia perdido uma das pessoas mais importantes da minha vida. Não tinha o conhecimento de agora, tão pouco a idade. Minha irmã mais velha cometera suicídio tempos atrás por inclinações totalmente contrárias as de Bella, mas que demonstrava o mesmo teor emocional. Talvez por isso, eu estivesse mesmo me envolvendo. Seria motivo para parar? Eu queria parar? 

- Sei o que quer dizer. - disse por fim. - Não estou transferindo meus traumas para a situação de Bella... - Chris conhecia os fatos. É meu melhor amigo. Me ajudou e acompanhou nos momentos mais confusos da minha vida. Nos conhecemos na faculdade em meio a minha faminta necessidade de conhecer tudo na psiquiatria em busca de respostas, em busca de cura. Um razão para o que aconteceu com Mary. Embora a psicologia, e principalmente a psiquiatria tenha considerados avanços no entendimento da mente humana ainda há sala vazias no inconsciente que não foram abertas se quer encontradas, e Mary, tenho a impressão tinha muitas delas trancadas. Mesmo que hoje eu entenda em parte o que a levou a tal ato ainda cresce em minha o sentimento de responsabilidade sobre ela, sobre o que aconteceu. 

- Você não é o salvador da pátria agora e não poderia ter sido no passado Phil. - disse com certo afeto. - Você só tinha 13 anos... 

- Eu sei. - disse baixo suspirando lembrando do rosto de minha irmã lívido no chão do banheiro em meio a poça de sangue ao redor de seu corpo. Uma imagem traumática. Uma dor viva e contínua. Uma sensação incapacitante diária. 

- Phil, meu conselho é para que passe o caso da senhorita Andrade, e leve estas questões na terapia. 

- Estou bem. - disse firme. - Ainda tenho controle. 

Mas contrariamente ao que havia dito, a imagem de Bella em meus braços na noite anterior tão pequena e frágil tomou minha consciência, e a sensação de seu corpo em meio ao meu desmentiu a afirmativa. O salvador estava li afinal. 

- Tudo bem. - Ele me olhou mais uma vez.  - Saiba a hora de parar meu amigo, por você e por ela. Se precisar de mim sabe como me achar. 

-Depois que ele se foi fiquei alguns minutos tentando alocar as coisas na minha cabeça e esfriar algumas no peito quando a secretária entrou. 

- Se, senhor Crowford... - gaguejou. Olhando-a com curiosidade, pois, a profissional que era sempre tão segura e direta agora estava ali, meio trêmula e ofegante relutando em falar. 

- Sim... - incentivei.  

- Tem uma, uma pessoa querendo falar com o senhor. - disse sem desgrudar as mãos da maçaneta da porta meio que se apoiando. Levantando do sofá circundei minha mesa arrumando algumas fichas que precisava levar para as visitas. Estava na hora das avaliações dos pacientes no hospital. 

- Se não estava marcado, marque uma hora.... Está na hora das visitas. Sabe disso. - disse distraído procurando meu crachá na gaveta. 

- Receio que não seja possível senhor. Ele, ele deseja falar imediatamente. - Sua voz morreu ao final. Encarei-a- por fim. 

- Rum. A não ser que esta pessoa tenha um bom motivo diga que estou com a agenda de hoje cheia. 

Mas a porta foi impelida mais um pouco dando passagem a uma nova figura naquela conversa. 

- Então, doutor. Teremos que encontrar um encaixe. - disse Michael Jackson a minha porta. Pousando os documentos com cuidado de volta ao tampo da mesa, disse. 

- Desmarque meus horários da manhã e seja absolutamente discreta. - disse sem encará-la. Pelo canto do olho a vi assentir e sair apressada da sala. Indiquei a cadeira a frente da minha mesa para que ele se sentasse. 

 - Por favor. - Ele caminhou devagar. Retirando os óculos, ele olhou em volta. 

- É um belo consultório... Parece... Confortável. - Deixei que continuasse. - Doutor, estou aqui para falar de Isabella Andrade. - Ao som de seu nome minha mão esquerda ao colo fechou-se em reflexo. Tomando a caneta que estava ali, com a direita, tentei direcionar os pensamentos para ela. 

- Senhor Jackson, tenho certeza que sabe sobre o sigilo do atendimento.  - Disse cauteloso. 

- É claro. Mas minha visita não nasceu de uma necessidade fútil, mas sim do compromisso pela segurança dela e da família. Tendo visto as últimas notícias e penso que em algum ponto posso ter falhado e preciso, sim de informações a respeito, a fim de reaver aquilo que havia me proposto. E o senhor, claramente está a par dos últimos acontecimentos. - Ele pausou. 

- E como poderia ajudar? - perguntei um pouco sarcástico. - Já que o senhor é parte também dos problemas? - perguntei. Ele me encarou um pouco surpreso. 

- Muito bem, doutor. É verdade. Talvez esteja errado em um ponto. Eu não sou parte dos problemas dela, mas possivelmente todo o problema. - disse desanimado. Isso me desarmou. Ele era consciente afinal da sua presença nociva embora involuntária a vida de Bella. Ele estava ali movido pela culpa ao que parecia. Recostei-me na cadeira esperando que ele continuasse. 

- Minha equipe de segurança me informou dos fatos... - disse olhando algo em suas mãos. - Sei que ela está bem e segura. Que aparentemente as coisas foram esclarecidas entre ela e a senhorita Martins, mas o que me intenta é saber até quando e se de fato ela está segura. E sei que o senhor entende em que âmbito estou falando. - Seu olhar direto me encontrou. Soltando o ar momentaneamente relaxei as mãos unindo-as em cima da mesa. 

- Ainda é cedo para dizer. Nossa conversa foi superficial após o encontro... - relembrei – Ela teria de vir para uma sessão pra entender onde estamos. Pouco ou mesmo nada posso dizer a respeito da senhorita Martins. Ela me pareceu sinceramente arrependida pelo passado e aliviada pelo reencontro, mas não tenho histórico dela para ter exatidão do contexto. 

- Ela estava sozinha? - perguntou. 

- Quando me encontrou sim, e segundo o que disse, estava a dias na rua tentando encontrar Bella.  

O rosto dele estava impassível. Petrificado diante do meu relato. Uma perfeita obra de gesso a minha frente, penso, analisando alguma coisa. 

- A natureza da minha visita aqui não é somente para ter algumas informações, mas pedir sua ajuda para me encontrar com ela da forma mais discreta possível. 

Aquela revelação desceu como gelo por minha espinha. Era tudo o que Bella menos precisava agora. Mais um reencontro impactante. Aquilo disparou uma onda de adrenalina em minha veia me pondo em alerta. 

- Senhor Jackson, como médico dela tenho segurança em dizer que seria o menos a apropriado para o momento... 

- E acredito. - Ele concordou tranquilamente. - Mas o senhor a de concordar que para minha satisfação apenas ela poderia suprir algumas de minhas dúvidas e restrições diante do caso, visto que qualquer que seja a natureza da conversa de vocês em sessão eu não o poderei saber. 

Um silêncio pesado caiu ao final de sua fala enquanto eu pensava em algo para rebater sua defesa. O mais óbvio então! 

- Seria péssimo para o quadro dela. 

- Da mesma maneira os efeitos que a presença da senhorita Martins poderá ser. Para isso posso ter a solução. 

-  Ela não me pareceu a procura de dinheiro, senhor Jackson. 

- E o que ela procura? - Com raiva admiti. 

- Não sei. 

- E mesmo que descubra, volto a dizer, por meio da sessão não poderá me dizer. - Finalizou sério e rígido em seu lugar. 

- E qual seria a ideia? - perguntei a contra gosto. 

- Simples. Encontrá-la aqui. - disse meio descontraído. - Seria bom para ambos, não seríamos expostos. Ela estuda e trabalha aqui. E eu sempre estou aqui no hospital da universidade. Sua sala seria nosso refúgio. Certamente não lhe causaria problemas tendo a fidelidade de seus funcionários. - disse resoluto. 

O papel de mensageiro mais uma vez não me agradava, mas os motivos que ele apresentava eram bons, nem tanto para Bella pelo inusitado encontro, mas ele estava certo. A presença da senhorita Martins deveria ser sondada... Mas para que serviria a sua ajuda verdadeiramente? Não acreditava que a senhorita Martins seria um risco físico. Contudo, naquela conversa o que me agradava erra pensar que teria todas as revelações de bom grado de Bella o que para ele não seria tão fácil. Esse pensamento mesquinho me fez rir. Uma vantagem da qual ele não tinha. Então, seria nos meus termos. 

- Tudo bem, mas terá de acontecer com eu disser. - Ele assentiu relutante. 

Me direcionando ao interfone apertei o número da minha secretária. 

“- Senhor? - perguntou ainda nervosa. 

Senhorita, remarque minhas sessões, todas, para o período da tarde essa semana. 

Todas, senhor? - perguntou confusa. 

Sim. Começando as 13h. 

Ham... tudo bem... mas a senhorita Johnson e a senhorita Andrade tinham sessão marcada para sexta-feira, desta semana, às 9h e 11h sucessivamente... a senhorita Johnson trabalha no período da tarde... - ela folheou algo - já a senhorita Andrade tem atividades universitárias as 15h se não me engano. - Uma das qualidades da secretária era aquela, atenção aos detalhes mínimos. O que me requeria maior cuidado ao conduzir aquela conversa.  

Então, remarque a senhorita Johnson para semana que vem em horário costumeiro e pergunte a senhorita Andrade se ela pode vir as 13h na sexta.  

Perfeito. 

Me confirme os horários até o final do dia de hoje. 

Sim senhor.” 

 

- Bom... - disse olhando-o. - Na sexta-feira, senhor Jackson, entre pelo acesso externo à minha sala as 11h quando liberarei minha secretária para o almoço. E aguarde aqui até minha chegada. Ninguém o notará ou a ela.  

Havia um acesso pelo interior do hospital e um elevador externo na passadeira em arcos dos fundos ligada ao jardim do edifício que levava diretamente a minha sala, no qual o sugeria entrar. 

- Ótimo. - Concordou animado. 

- E... - Continuei interrompendo seus pensamentos. - Ficarei com vocês durante todo o momento. - Ele franziu a testa, mas assentiu. 

- Muito bem, doutor. - disse se levantando. - Nos vemos na sexta, então. - disse estendendo a mão.  

Levantando-me olhei bem em seus olhos.  

- Este é um movimento em prol da paciente. Se eu perceber que foi um erro o senhor será retirado estamos entendidos? - perguntei estendendo a minha mão desta vez. 

Com firmeza e segurança ele retribuiu o gesto assentindo. Antes que ele saisse algo me alertou. 

- Senhor Jackson, uma pergunta. - ele se virou. 

- Como chegou até mim? - Ele sorriu de forma aberta. 

- Tenho minha fonte de informação, doutor. - Percebendo minha contrariedade ele continuou. - Como disse, a segurança dela é minha responsabilidade. 

- A está espionando, então? - fui direto. 

- Não... - ele pensou. - Cuidando apenas. - Disse amável. 

 

Após a sua saída eu já não estava tão seguro do que havia feito, mas confiando em meu instinto tentei entregar a relutância ao esquecimento por hora. Haviam coisas a serem feitas naquele momento. 

 

POV – Phillip OFF 


Notas Finais


Então, meus amores???? Que delícia de expectativa neh? Como será esse reencontro? E Phil hein... estamos conhecendo-o aos poucos...


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...