História A Part of Me - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Michael Jackson
Tags Isabela Andrade, Michael Jackson
Visualizações 45
Palavras 9.922
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Então, voltei. Ufa!
Sim,mais um capítulo o hospitala e já teremos nossa Bella em casa e um desenrolar dos fatos.

Uma sugestão: ouçam as músicas indicadas durante a leitura.
*Somewhere only we know - por Lily Allen
*You rock my world - MJ
* Speechless - MJ
*Anjo - Saulo

Bjs bjs
Aproveitem.

Capítulo 7 - Like an Angel.


Fanfic / Fanfiction A Part of Me - Capítulo 7 - Like an Angel.

POV BELLA – ON

Quando acordei estava virada em direção à janela, de onde vinha uma forte luz ali e uma pessoa parada em frente a mesma. Não pude distinguir sua fisionomia, pois, me sentia sonolenta e meus olhos pesavam de forma que tudo me parecia um pouco turvo. Por instinto, estiquei meu braço para tentar alcançar-lhe, mas ele pendeu devido à falta de força e dor que me atingiu abaixo da costela. Devo ter emitido algum som porque a pessoa se virou aproximando-se de mim. Suas mãos eram quentes e macias quase tão finas quanto às minhas. Eu sabia que era ele. Michael estava ali.

- Michael... – falei com um pouco de esforço. Minha garganta estava seca e doía.

- Ah minha querida Bella. Eu estou aqui. – Disse sentando-se ao meu lado na cama. – Não se esforce sua noite foi agitada.

- O que faz aqui?

- Você me chamou. Bill disse que você estava me chamando. – Disse tocando levemente meu rosto.

- Sim... Eu chamei sim, mas você não estava aqui... – minha voz embargou denunciando meu choro. Lembrar-se do sonho tão bonito com ele e depois me ver naquela situação sem tê-lo ao meu lado foi aterrorizante.

- Eu estou aqui agora e só vou embora quando você quiser. Agora descanse, eu vou ficar aqui. – Michael beijou minha testa. – Nada irá me tirar do seu lado, minha Bella. - Suas mãos acariciavam meu rosto delicadamente lançando estática em minha pele.

Não sei em que momento eu dormi, mas quando acordei estava reposicionada na cama e ouvia ao fundo uma melodia calma e a voz encorpada e afinada de Michael cantando uma das músicas mais belas que conhecia. Ele estava sentando em uma poltrona reclinável ao lado da minha cama, estava na minha diagonal de forma que a luz do dia do lado de fora refletia-lhe. Seu rosto iluminado sob a maquiagem delineada fazia parecer daquela visão um anjo cantando, seus olhos fechados relaxadamente emoldurado pelos lábios finos e que mexiam delicadamente conforme a música me deram a sensação de contemplar mais uma perfeição da natureza, não por suas mudanças faciais, mas pelo fato de completarem perfeitamente aquela voz e aquele ser humano.

“Oh! Simple thing where have you gone?

I'm getting old and I need something to rely on

And if you have a minute why don't we go

Talk about it somewhere only we know?

This could be the end of everything

So why don't we go

Somewhere only we know?

Somewhere only we know”

“Oh! Coisa simples, aonde você foi?

Eu estou ficando velho e preciso de algo em que confiar

E se você tiver um minuto por que nós não vamos

Falar sobre isso num lugar que só nós conhecemos?

Isso poderia ser o final de tudo

Então por que nós não vamos

Para algum lugar que só nós conhecemos?

Algum lugar que só nós conhecemos”

Mas ele parecia entristecido algo em seu rosto me remetia isso. Sua canção chorava sentimento preso. Queria levantar e tomá-lo em meus braços e tirá-lo daquela espiral que parecia estar internamente. Levantei trincando os dentes pela dor irradiada colocando os pés no chão frio. Apoiei na beirada da cama ajoelhando a sua frente respirando devagar a fim de aliviar a dor meu corpo estava dolorido por todo esforço da noite anterior.

“Oh! Simple thing where have you gone

I'm getting old and I need someone to rely on

So tell me when you gonna let me in

I'm getting tired and I need somewhere to begin”

“Oh! Coisa simples, aonde você foi?

Eu estou ficando velha e preciso de alguém em quem confiar

Então me diga quando você vai me deixar entrar

Eu estou ficando cansada e preciso de algum lugar para começar...”

Ele parou de cantar quando enfim consegui abraça-lo desajeitadamente. Entre suas pernas inclinei meu corpo sobre o seu pousando meu rosto em seu peito envolvendo-o com o meu braço esquerdo sua cintura. Ele respirava irregularmente. Depois de alguns minutos ele me apertou contra si em um abraço beijando o topo de minha cabeça.

“Somewhere only we know.”

" Algum lugar que só nós conhecemos”

Ali estava tudo bem, não havia dor, não havia lembranças, não havia mais ninguém. Seu cheiro inundou tudo dentro de mim sendo transportada para outro lugar. Era esse o lugar que ele procurava? Esse era o lugar? Era dessa forma que este lugar deveria ser? Um lugar onde ele estava dentro de mim, e onde eu estava igualmente dentro dele?

- Mas o que você faz aqui no chão? - Ele me perguntou de forma doce.

- Eu estou bem. – Disse o olhando nos olhos.

- Se estivesse não estaria em um hospital, não é mesmo? – Disse com um sorriso brincalhão nos lábios.

- Isso é um detalhe infeliz. – brinquei.

- Não vejo a hora de vê-la fora daqui. – Disse pousando suas mãos em meus ombros. – Quero vê-la dançando... feliz... – sua mão subiu até meu queixo. – Sorrindo com vigor... – seus dedos contornaram meus lábios inferiores. Sentia como se houvesse levado um choque e passasse por um frio repentino, senti um arrepio tomar todo o meu corpo enquanto olhava seus olhos de jabuticaba. Senti sua respiração soprar em meu rosto quando encaixou seu rosto em meu pescoço me abraçando. Detive-me ali por uns minutos até que ele me puxasse para seu colo de forma ágil e rápida. Michael é mais alto do que eu, mais forte também mas não de uma forma bruta mas resistente dito que me pôs em seu colo com facilidade me levando até a cama novamente. Ele me ajeitou novamente ali se sentando na beirada.

- Quer conversar? – perguntou sério.

- Eu me lembrei, Michael. – suspirei. – Naquele dia eu resolvi ficar para uma festa no gramado do campus com Mellie, uma amiga. Dentre tantos que estavam lá apenas um grupo me incomodou por estar fumando maconha e nos encarar de forma lasciva. – Eu estava esfregando minhas mãos com força. Recordar aquelas coisas me causava uma incapacidade de tato momentânea. – Eu me recordei quando um deles disse “essa delícia me prometeu muito naquele campus”... – meus punhos estavam ficando vermelhos com a força que passava minhas unhas ali. Michael segurou minhas duas mãos fazendo com que eu parasse o movimento.

- Bella, olha pra mim. – pediu de forma firme. Levantei meus olhos a altura dos seus, ele me olhava firmemente. – Vamos pegar essas pessoas, ou melhor, a Polícia vai. Olha pra mim. – Eu havia abaixado a cabeça novamente.

- Eles prometeram Michael. “Eu vou achar você sua cadela e você vai morrer.” Foi o que ele disse. – A essa altura eu estava tremendo sobre suas mãos de forma que ele estava com sua postura ereta e com uma expressão de surpresa e terror no rosto. – Não posso voltar.

- Bella, chamamos a polícia aqui novamente. Conte do que se lembrou de tudo. Lembra-se de seus rostos?

- Sim. – Disse fraca.

- Ótimo. Isso tudo logo vai passar. Colocarei um segurança sempre junto contigo também. – Eu o olhei surpresa.

- Michael, isso não é necessário. Isso não é problema seu.

- Tudo que colocar você em perigo será meu problema a partir de agora. – Ele deslizou o dorso de sua mão em meu rosto.

- Por que Michael? – ele se calou por uns minutos enquanto fazia movimentos circulares com o dedão de cada mão em meus punhos, não sei o porquê, mas aquilo era relaxante. Minha mente estava concentrada em seu toque em minha pele.

- Porque sinto simplesmente que devo Bella. – quando abri os olhos ele me mirava com atenção e cuidado. – Sinto que devo estar aqui para você. – Não tinha palavras para responder. Peguei-me afagando seu rosto emocionada por tudo. Ele inclinou o rosto sobre minha mão fechando os olhos permanecendo ali por alguns minutos. De repente ele levantou me assustando.

- Tenho algo para você. – Disse animado pegando uma cesta que repousava sobre o sofá. – Remy me pediu que fizesse você comer. – Disse rindo.

- Quem é Remy? – perguntei abrindo a cesta.

- Minha cozinheira... Ela é brasileira também!

- Sério? Então, isso deve estar ótimo!!! – dentro da cesta havia doce de banana em pote, goiabas, caju, suco de melancia, biscoitos amanteigados, mate, sanduíches naturais e um pote cheios de guloseimas o que me fez rir muito. – Meu Deus, quantas pessoas irão comer? – disse pegando o doce de banana e uma colher.

- Remy diz que costumamos passar mal por falta de comida e vejo que ela quis te mimar com comida típica. – Ele pegou o pote de guloseimas e tirou um alcaçuz de dentro. O olhei curiosa. – Este é para mim. – ri daquilo. Michael parecia uma criança fascinado naqueles doces.

- Certo. Então, ela mimou a nós dois.

- O que é isto? – perguntou apontando para o doce de banana.

- Experimente. – ofereci estendendo-lhe uma colherada.

- Não gosto. – Disse fazendo careta.

- Como sabe se nunca comeu? – perguntei rindo. Parecia estar falando com o Charlie.

- Não me parece bom.

- Muito bem. Se eu disser do que é feito você se propõe a comer?

- Talvez.

- Sim ou não, Michael? – ele pensou por um momento ainda olhando para o pote. – Sem coragem? – provoquei.

- Sim! – caiu.

- Ele é feito de banana. – Disse unicamente. Ele ficou me olhando com cara de paisagem esperando eu terminar de contar a receita, mas era somente aquilo até que soltamos uma gargalhada quando entendeu a piada.

- Isso não vale, Bella. – Disse rindo de lado de forma encantadora.

- Ora por que não? O doce é de banana afinal. – ri de sua cara. – Ok. Sério. Ele é feito com banana, calda de açúcar, canela e cravo. Tudo isso no forno e depois levado a geladeira, e então? – perguntei segurando a colher com uma medida do doce no ar. Ele hesitou até a colher mas a levou a boca degustando demoradamente do conteúdo. Sua expressão se iluminou quando ingeriu o doce.

- É fabuloso!!! – disse extasiado. Dei-lhe mais uma colherada a qual ingeriu mais rápido. – Eu comeria isso o dia todo.

- Certamente que não. – disse rindo e pegando mais uma colherada. Porém, quando tentei levar a sua boca parte do doce virou lambuzando toda minha mão. Michael riu daquilo enquanto eu tentava devolver o restante do conteúdo ao pote sem sucesso. Comecei a rir também de toda bagunça que havia feito na cama.

- Deixe eu ajudá-la. – Ele ofereceu fechando o pote novamente. Quando eu levei a colher a boca afim de lambé-la Michael tomou minha mão suja de doce e levou a sua boca fazendo o mesmo. Eu prendi a respiração momentaneamente ao toque de seus lábios úmidos. Michael me olhou sorrindo. Havia em seus olhos uma expressão de travessura de um menino até que ele me mordeu.

- Ai! – Ele gargalhou. – Michael, eu vou te pegar! – Ele riu mais ainda.

- Vê-la tentar será divertido. – disse olhando para a cama. Eu ri com o comentário, ele estava me provocando mas aquilo teria volta.

Quando dr. Richard entrou no quarto ainda riamos muito e em meio a toda aquela sujeira pela comida aquilo pareceu um infligir de regras gravíssimo ao passo que estava com o rosto bem sério.

- Olá doutor. – fui a primeira a falar.

- Dr. Richard... – cumprimentou Michael.

- Sr. Jackson tenho certeza que entende que para a internação dos pacientes são necessários alguns cuidados. – disse ainda sério com Michael.

- Sim, algumas regras...

- Regras, não. Cuidados. – Ele se aproximou da cesta na cama pegando o pote de doce. – Quanto mais açúcar no sangue pior é a cicatrização dos machucados na pele. – Ele estava bravo sem parecer bravo.

- Dr. Isso foi uma gentileza da minha cozinheira que é conterrânea de Bella, tenho certeza que sua intenção não...

- Não se trata de intenção, senhor mas de preservação do ambiente hospitalar. Nem tudo o que se remete a ambientação do paciente é devido entrar, principalmente, no que se refere a alimentação. Vou precisar recolher isso...

- Como? De jeito nenhum. – Michael protestou ao que o médico empertigou-se.

- Eu tenho certeza que o Michael pode se encarregar disso, doutor. Foi apenas um equívoco infeliz, não é mesmo Michael? – tentei interferir. Michael não me respondeu imediatamente ficando encarando o médico. – Michael? - peguei em sua mão.

- Sim... – disse saindo de seu transe. – Eu vou levar de volta. – disse firme.

- Bom, eu apenas vim informar que os policiais chegaram para conversar com a senhorita. - Então, era aquele o momento. Respirei fundo mais uma vez e olhei para Michael.

- Será que Bella, poderia se preparar antes? – perguntou Michael ao dr. Richard.

- Tudo bem. Eles estão aqui fora. Com licença. – ele saiu deixando-nos a sós.

- Mandão esse médico não é? – encarei aquilo como uma retórica mas era engraçado ver Michael contrariado. - Muito bem Bella, vamos limpar essa bagunça? – disse recolhendo a cesta e o lençol sujo.

- Me ajude a levantar, por favor.

Michael me ajudou como pedido. Fui até o banheiro fazer minha higiene e escovar meus cabelos soltos. Fazia tudo com a mão esquerda mesmo que meu braço direito já estivesse livre mas o lado direito da costela ainda me fazia sentir um pouco de dor. Quando voltei Michael havia deixado à cama arrumada.

- Olha isso ficou muito bom. Ainda o contrato como camareiro. – o provoquei.

- Muito engraçadinha. Anda. Sente-se aqui. – disse apontando a cama.

- Michael eu queria ficar na poltrona dessa vez.

- Tem certeza?

- Sim. – queria conservar o pouco de dignidade que tinha. – Você vai ficar? – ele se sentou na poltrona ao meu lado sorrindo.

- Eu disse que só iria embora se assim o quisesse.

- Não precisa passar por isso quando... – me interrompi. Aquilo foi indelicado da minha parte.

- Quando já tive que passar por isso tantas vezes? É por isso mesmo que quero ficar se me permitir. – disse segurando minha mão.

- Michael, o que eu queria dizer é que você não precisar se expor dessa forma quando tudo em sua vida já é tão exposto. – segurei sua mão. – Seria de grande estima que ficasse mas apenas se isso não o prejudicar, entende? – Ele me encarou por uns instantes e prosseguiu.

- Vou chama-los. – ele se levantou e foi até a porta.

Em instantes os dois mesmos policiais que haviam conversado comigo anteriormente estavam ali assim com o assistente de Michael, Frank. Permiti que todos ficassem não havia problema. Me sentia confortável com os dois ali mesmo não conhecendo Frank mas sabia que era da confiança de Michael.

Eu os contei tudo o que havia lembrado desde suas falas até sua presença na faculdade. Eles me perguntaram suas fisionomias, quais cursos frequentavam, do qual eu não sabia novamente o carro que utilizaram e a faculdade. Saíram informando que estes seriam presos em flagrante por tentativa de assedio e que precisaria de um advogado dai por diante. Me senti aliviada quando eles saíram e amedrontada ao mesmo tempo. E se não os achassem? E se eles estivessem me esperando? Como eu poderia saber? De repente um vaso com rosas brancas estava em minhas mãos, Michael as pousou ali. Seu olhar era carinhoso e esperançoso.

- Tudo logo terá um fim. – eu cheirei as rosas - Eles serão presos e você livre para continuar sua vida, Bella. – ele me olhava fixamente tentando prender aquela ideia de alguma forma em minha cabeça mas havia ainda um zumbido em meus ouvidos. – Bella? Você está bem?

- Sim... – comecei a respirar forte e havia o suador em minhas mãos.

- Bella? – Michael sentou ao meu lado mas não me lembro do que aconteceu em seguida, pois, perdi a consciência.

Quando acordei havia uma cânula em meu nariz e o dr. Richard me examinava novamente. Paulo estava ali do outro lado da cama enquanto Michael estava ao pé da mesma.

- O que houve, doutor? – perguntou meu pai.

- Nada fisicamente a princípio. – disse guardando o led. – Estresse pós-traumático. Descanse Bella. Teve um dia muito agitado. Sugiro que retornem mais tarde para visita ela precisa descansar. – disse ao meu pai e Michael que aguardava calado e preocupado sem tirar os olhos de mim.

- Está tudo bem. Eu estou bem. De toda forma vocês precisam seguir com a vida de vocês. – me pronunciei.

- Bella, eu falei com a faculdade me deram uma licença dado os fatos. Eu posso ficar. – disse papai.

- Fique com Charlie, papai. Ele precisa de você mais do que eu. Se acontecer alguma coisa eles irão chama-lo. Eu estou bem. – tentei tranquiliza-lo.

- Tem certeza Bella?

- Sim. – disse firme. – Eu te amo. – Papai me deu um beijo na testa.

- Eu também filha. Mais que tudo. – ele se virou para Michael. – Ahm... eu vou verificar algumas coisas com o médico e já vou indo. Mais uma vez obrigada Michael. – ele bateu levemente em seu ombro e saiu.

- Michael? – ele estava parado na mesma posição.

- Será que eu causei isso? – por fim perguntou.

- O que? O trauma? Claro que não...

- A comida... – disse envergonhado.

- Michael o pouco que sei sobre medicina me leva a crer que doces nada influenciam em traumas. – ele estava sério. – Sente. – indiquei a cama onde se sentou e respirou. – Agora eu quero que vá e arrume a sua vida. Não pare. Logo estarei fora daqui. – indiquei ao redor.

- Tem certeza, Bella?

- Absoluta mas antes deixe seu autografo para Meggy. Eu fiz uma promessa. – disse rindo.

- Tudo bem. – ele pegou papel e caneta no criado mudo e assinou ali seu autografo e deixou sua mensagem me entregando em seguida. – Aqui está. Então... Bella aqui tem meu número particular quero que o use se precisar. – Ele me entregou um segundo papel com seu número.

- Certo.

- É sério.

- Okay. – disse rindo.

- Javon irá ficar com você hoje.

- Eu acho que...

- Ele me ligará se acontecer alguma coisa. – ele me interrompeu.

- Sim senhor. – desisti. Ele ficou me olhando por uns segundos até tomar minhas mãos beijando-as novamente.

- Fique bem e me ligue. Se precisar ou não. – disse rindo novamente.

- Michael... pode me fazer um favor?

- O que quiser.

- Jogue sua dor fora um pouco hoje. – ele pareceu confuso. – Deve ter alguma apresentação, não? Jogue isso na sua arte. Imagine-a naquele palco e a destrua com sua música e sua dança. – Michael me olhava desconcertado pensando em algo.

- Farei por você Bella.

- Não. Faça por VOCÊ.

- Pensando em VOCÊ. – refutou.

- Okay. Temos um acordo então. – disse rindo. Michael me abraçou inesperadamente num abraço caloroso e apertado. Ele beijou minha bochecha me olhando.

- Obrigada minha querida. – aquele sorriso era fascinante.

- Vá logo. – disse também beijando sua face.

Michael saiu dali deixando um vazio. Peguei o bilhete do autografo e permiti-me lê-lo:

“Querida Meggy Pane,

Gostaria de agradecer imensamente por ter cuidado da minha Mulher Gato, e por fazê-la se sentir confortável em minha ausência.

Com carinho eterno,

Michael Jackson.”

- “Minha Mulher Gato” um codinome perfeito para ocasião. – Ri do meu pensamento. “Minha” aquilo soou tão devido e confortável que me assustou mas não reclamei por isso.

Peguei o outro bilhete onde havia seu número gravei-o em meu telefone e rasguei-o em seguida.

Meu dia foi tedioso e maçante não tinha nada pra fazer e não podia levantar o tempo todo, então fiquei limitada a TV e ao banheiro. Após o almoço consegui dormir mais um pouco e a tarde joguei um pouco de vídeo game. Quando a noite chegou decidi observar um pouco lá fora, levantei-me com certa dificuldade e me apoiei na bengala que haviam deixado ali para os meus exercícios diários no quarto. Fiquei ali observando até que Mellie entrou esbaforida.

- Bella, o que aconteceu meu Deus? Como você está? Por que não me ligou? Meu Deus isso foi culpa minha. Me desculpa. – ela já estava chorando me abraçando.

- Mellie, olhe para mim se acalme. Está tudo bem, eu estou bem. – tentei acalmá-la. – Sente-se vou lhe contar no que aconteceu mas precisa me prometer com sua vida que está história não sairá de sua boca, pela bem das pessoas envolvidas. – disse séria lhe encarando.

- Tudo bem, amiga. Eu Prometo tudo o que quiser. – ela ainda chorava mas estava mais controlada.

Contei a ela tudo o que havia acontecido até ali, tudo. Mellie chorou, se surpreendeu, se enraiveceu mas conteve-se a todo momento me dando sua total atenção. Eu confiava nela por isso me dispus a partilhar o segredo.

- Ok. – ela respirou fundo. – Aqueles cretinos imbecis estão presos. Hoje foi a sensação da universidade. Acabou Bella. – ela me abraçou.

- Sim, acabou. – disse perdida em pensamentos quando meu celular tocou. – Mellie será que poderia? – ela pegou o aparelho e percebi que era Michael fiz sinal para que ela ficasse quieta enquanto ela observava curiosa.

LIGAÇÃO – ON

- Oi...

- Oi minha querida Bella. Como você está ? – ele perguntou com sua voz calma.

- Como você me deixou de manhã. – ri.

- Ah sim, isso é muito bom.

- Ah sim, agora posso andar sobre o apoio de uma muleta por todoooo o quarto. – queria que minha voz parecesse animada mas não foi o que aconteceu. Michael só fez rir daquela situação.

- Tenha paciência querida, a cura vem com o tempo assim como as coisas boas.

- Sim... é verdade. E então, o que há de novo?

- Gostaria que você assistisse a ABC hoje Bella, as 22h pra ser mais exato. – sua voz era um misto de mistério e divertimento.

- Sério mas por quê, o que terá lá?

- Não seja curiosa. Assista ao canal. Digamos que seguirei seu conselho.

- Tudo bem. – houve uma pausa em que não sabíamos o que dizer. Por fim ele me chamou.

- Bella?

- Estou aqui...

- Tudo passou, você soube?

- Sim. – suspirei. – Acabou enfim.

- Eu disse que tudo voltaria ao normal.

- Sim. – sorri sem que ele pudesse me ver.

- Ah e não esqueci da oferta. Já pensou sobre ela?

- De ser sua bailarina?

- Isso. Não me diga agora falamos sobre isso depois agora preciso ir. Não deixe de assistir.

- Com certeza. Ei!

- Sim...

- Arrase seja o que for fazer.

- Pode deixar. Um grande abraço em sua alma minha querida.

- Em você também.

LIGAÇÃO – OFF

A ligação terminou e eu fiquei perdida com meus pensamentos até Mellie estalar os dedos a minha frente.

- Alô! Terra chamando Bella.

- Oi. O que foi?

- Não me diga que era ele?

- Sim, Michael. – disse sem graça devolvendo o telefone ao criado mudo.

- Hum, então temos uma resposta? – ela ria animada.

- Ainda não, Mellie. Vocês estão combinando isso? Ele acabou de me perguntar sobre isso mas quer que eu responda depois.

- Entendi e eu posso ter a notícia em primeira mão pra variar?

- Não seja boba. – ri de sua cara revoltada.

- Hum. – ela fez bico.

- Okay. Você saberá primeiro. – disse rindo.

- Bem melhor.

- Mellie, o que vai ter na ABC hoje à noite?

- Num show maravilhoso do Michael gostoso, por que?

- Michael pediu para assistir este canal as 22h. – ela pensou por um momento.

- Ah claro! O show do Michael, Bella na Arena. Eles vão cobrir. Nossa! Mas ele é tão exibido assim? – perguntou entendendo que Michael queria que eu o assistisse unicamente.

- Acho que não, Mellie. Ele deu a entender que eu deveria VER algo.

- Sei. Então, deixa eu te contar as últimas do campus.

Mellie contou todas as fofocas das patricinhas azedas da faculdade assim como toda a notícia do que aconteceu comigo havia surtido nos demais. O campus estava sentindo o efeito daquilo principalmente na direção e Conselho, pois, algumas coisas foram questionadas dentro da Universidade como, por exemplo, a falta de polos de discussão sobre o machismo na área acadêmica, a criação de comunidades que tratem do assunto e uma forma reservada de denunciar para as possíveis vítimas. Fiquei contente em parte com tudo aquilo, ao menos alguém seria beneficiado no processo.

Faltando 5 minutos para as 22h Mellie ligou a TV no canal indicado por Michael. Mellie estava animadíssima somente por ser Michael Jackson, ela é uma fã de carteirinha. Tê-la ali comigo era mais ou menos ter as coisas como antes e isso me fazia bem.

Transmissão.

- Senhoras e senhores sejam bem-vindos ao especial Michael Jackson! – começou o apresentador de um estúdio a parte ao vivo. Não muito tempo depois o show começou. Michael iniciou cantando You Rock My World enquanto a plateia ia a loucura ainda nos primeiros acordes. Quando Michael caminhou de uma parte alta do palco descendo lentamente todos gritavam mais ainda. Quando iniciou o refrão todos cantavam juntos, a câmera focalizando em Michael mostrando seu olhar penetrante enquanto seu corpo desenvolvia movimentos sensuais e desinibidos. O foco voltou ao público cujas meninas da frente desmaiavam enlouquecidas. Era cômico e alucinante, a presença de Michael no palco era visível seu ser parecia completo no palco, ou melhor, parecia fazer parte dele, e quando percebi estava dançando (com a cabeça) enquanto Mellie balançava os braços e batia palmas. A câmera voltou ao seu foco.

“Girl, I know that this is love

I felt the magic all in the air

And girl, I'll never get enough

That's why I always have to have you here,

You rocked my world you know you did...”

“Garota, sei que é amor

Senti a mágica por todo ar

E garota, eu nunca acharei que tenho o bastante

É por isso que eu tenho que te ter sempre aqui,

Você abalou meu mundo, você sabe disso”

Michael cantava apontando para câmera como se estivesse ali falando comigo, ou com qualquer expectador. Então, quando o refrão começou novamente ele gesticulou com o dedo apontando para os olhos e gesticulando com os lábios como “olhe Bella”. Uma moça vestida de Mulher Gato entrou no palco caminhando sensual com a leveza de um gato.

- Mellie!

- Bella! – dissemos juntas. Mellie sabia de toda a história porque eu havia contado. Ali eu soube aquilo era pra mim. Estava maravilhada, bestificada. Michael dançava com ela como se fizessem um duo, ai eu já estava tão animada quanto Mellie.

Foi fascinante, Michael era dono de todo o poder que exercia no palco e até mesmo no público. Em um momento de distração o apresentador foi pego de surpresa enquanto tentava executar um passo de Michael aparentemente simples sem sucesso, foi hilário.

Quando houve a primeira pausa, Mellie era pura alegria e êxtase.

- Bella, aquilo foi incrível! Uma dedicatória do próprio Michael Jackson no palco, vaca? Nossa que homem! – ela se jogou de costas na cama com uma das mãos na testa em uma encenação horrorosa de desmaio. Rimos muito até que o intervalo acabou. Um som de uma melodia começou tocar baixa enquanto somente a silhueta de Michael aparecia atrás de uma tela própria para criar a sombra e ele começou:

“Your love is magical, that's how I feel...”

Ali eu me aproximei da TV vagarosamente tomada pela emoção. Aquela música...

Ao lado de Michael surgiu uma criança correndo por todo o palco era possível ver duas pontas sobre sua cabeça, como se fosse uma máscara, logo notei também um pedaço de pano voando atrás das costas da criança... Era uma criança vestida de Batman, era o Charlie representado ali. Eu me aproximei mais da TV já com os olhos tomados de lágrimas. Em seguida apareceu um corpo humano adulto e esbelto com as mesmas pontas sobre a cabeça, era eu, a Mulher Gato. Ela brincava com a criança no palco até que uma figura também adulta e forte, no que parecia ser um homem, surgiu recebendo a criança em seu colo que correu ao seu encontro, ele beijou a criança em seu colo e beijou a mulher ao lado. Aquela era a minha família. Meu pai e meu Charlie. Nesse momento a tela que causava a sombra foi levantada revelando os personagens no palco. Michael estava sentado em um tablado acima do nível de onde acontecia a representação. Uma quarta mulher entrou vestida em uma espécie de pano esvoaçante tendo as fortes luzes dos holofotes sobre si dando-lhe um ar sobrenatural. Eu entendi, era minha mãe ali. Minhas lágrimas caíram fortemente enquanto meu peito apertava de emoção. Era minha mãe.

“There's no mountain high I cannot climb

I'm humbled in your grace”

“Não há montanha alta que eu não possa escalar

Eu estou humilhado diante de sua graça”

A recém-chegada um a um abraçou os personagens sem que houvesse qualquer percepção da parte deles. Contudo, quando esta abraçou a personagem da Mulher Gato, toda vestida em preto de alguma forma que eu não consegui distinguir primeiro pelas minhas lágrimas e segundo pela concentração no clímax, teve suas roupas trocadas para o branco ainda sobre a personagem de uma gata, ela dançou com graça e intensidade enquanto a representação de minha mãe subia no palco erguida por alguma corda e sumia. A moça então desabou no chão.

“Speechless, speechless, that's how you make me feel

Though I'm with you I am lost for words and nothing is

for real”

“Sem palavras, sem palavras é como você me faz sentir

Enquanto eu estou com você eu perco as palavras e nada

é real”

A criança e a figura masculina ajoelharam-se cada um ao seu lado tomando suas mãos para que levantasse. Eles se abraçaram enquanto Michael vinha ao centro do palco encarando a câmera encerando a música e apontando para aquele abraço final.

“Your love's magical, that's how I feel

But in your presence I am lost for words

Words like, "I love you."

“Seu amor é mágico, é como eu me sinto.

Mas na sua presença eu perco as palavras.

Palavras como, como... eu te amo.”

Era isso que Michael queria que visse. Minhas lágrimas caíam sem precedência, Mellie chorava junto comigo, minha amiga única que havia me restado e que tanto me acompanhou e acompanha na dor ainda presente. Todo o show foi lindo, aquela música encerrou a apresentação fantástica sendo Michael aclamado pelo público.

- Era isso Bellla que ele queria que você entendesse, amiga. – Mellie chorava de emoção e força. – Usa a lembrança de sua mãe como uma força para sua vida não deixe a dor te esmagar e te maltratar. Mostre que ela estará para sempre em você pelo amor que tem a ela meu anjo. – eu não conseguia e não podia dizer nada só fazia chorar. Ela me abraçou forte. Como a minha mãe me fazia falta meu Deus que dor dilacerante.

Transmissão

- Essa é uma linda história de amor, de confiança e de superação. – começou Michael. – Uma história que me motivou muito neste palco hoje, e... eu gostaria de dizer para você Mulher Gato que toda a minha inspiração e força para esta noite vieram de você, da força que seu espírito carrega e de seu amor imenso e puro por tudo o que vale a pena. Obrigada e saiba que o amor que você demonstrou para comigo eu gostaria de te retribuir. – o público foi à loucura com essas palavras era ensurdecedor mesmo ali pela televisão. – Tchau meus queridos fãs e muito obrigada pelo amor de todos vocês! Eu amo vocês!!!

Não sei em que momento a transmissão de fato acabou, pois, estava tão fragilizada naquele momento que a minha única vontade foi de deitar e apartar toda aquela emoção. Eu me sentia feliz e triste mas também leve por aquele choro a tempo instalado.

O telefone tocou.

- Atende pra mim amiga? Diga a ele que estou bem. – meu coração dizia que era o Michael.

- Alô. – sua voz também estava embargada. – Sou a Mellie amiga da Bella. – pausa. - Sim ela está acordada. – pausa. – Sim vimos tudo. Ficou tudo maravilhoso. – pausa. – Ela está bem apenas não pode falar ao telefone agora. Ela está muito emocionada. – pausa. – Sim tudo bem. Eu aviso. Adeus.

- Michael está vindo para cá amiga. Disse que quer vê-la. – disse Mellie se sentando ao meu lado.

- Não Mellie. Faça-o ir para casa descansar. – disse.

- Amiga, a única pessoa que faz ALGUMA COISA com o Michael Jackson aqui é você, mas ele disse que já estava a caminho. Descanse você. Eu ficarei aqui até ele chegar.

- Mellie por favor me acorde se eu dormir. Me prometa.

- Sim senhora. Agora descanse.

Não foi preciso muita insistência meu sono chegou rápido e fácil. Meu peso corporal parecia nulo tal era meu estado de espírito.

Em meu descanso ouvia Michael cantarolando uma melodia doce e calma ao passo que eu ainda estava deitada. Calmamente ele me abraçou deitando as minhas costas me trazendo muito conforto. Ele mexia em meu cabelo enrolando-os vez ou outra até as pontas. Inconscientemente me virei para o outro lado.

- Michael... – disse sonolenta.

- Minha Bella, estou aqui. – abri os olhos notando Michael sentado próximo a minha cama. ‘Eu estava sonhando, claro.’ Ele sorria como o dia e ainda vestia o figurino de sua última música, uma camisa branca de algodão e por cima a regata também branca aberta, uma calça preta detalhada e sapatos Repetto pretos com meias brancas e uma braçadeira branca no braço direito. Seus cabelos estavam desarrumados onde mechas caíam-lhe no rosto desenhado. Atrevi-me a afastar uma das mechas sendo minha mão tomada pela sua e sendo beijada.

- Diga que eu não a entristeci. – sua expressão era de expectativa.

- Você não faz ideia do que fez esta noite, Michael. – pausei suspirando de forma que ele assumia um terror no rosto. - Sou-lhe imensamente grata pelo o que fez, por ter me mostrado sua perspectiva de minha história, do meu amor. – meus olhos marejaram novamente.

- Bella... – ele acariciou meu rosto. – Você me deu tudo de que precisava nestes dias e nesta noite... – ele pausou me analisando - Me permita ficar em sua vida. Esteja em minha vida. – ele pediu se aproximando. Uma lágrima escapou de meus olhos quando a minha vontade era de dizer que de alguma forma dentro de mim ele já era parte da minha vida. Que já era parte de mim.

- Vem. – o chamei. – Deita comigo. Não o farei mal. – disse e ele sorriu.

- Claro que não. Não corro nenhum perigo, não é mesmo? – disse se levantando. – Estou sujo ainda do show vou deixá-la descansar. Ficarei aqui no sofá.

- Não me importo, Michael. Apenas venha e fique comigo. – ele me encarou em um conflito interno sobre o que deveria fazer. - Apenas se se sentir confortável, claro. – esclareci. Ele me olhou por um instante sorrindo, então, retirou vagarosamente os sapatos e a regata. Depois colocou sobre o criado mudo a braçadeira branca. Eu estendi o cobertor para que ele entrasse. Relutante ele se deitou ao meu lado ficando virado de frente para mim. Eu estava sorrindo enquanto lágrimas caiam calmas em meu rosto.

- Você faz parte da minha vida desde o dia em que nos conhecemos, eu suspeito. E não tenho a intenção de mudar isso. Como eu havia dito, você tem sido minha força e eu não posso mudar isso. – bocejei. Meus olhos estavam pesados e meu corpo cedia ao sono a cada minuto. Ele deitou sobre seu braço esquerdo enquanto o direito envolveu minha cintura aproximando-me de seu rosto. Ele beijou minha testa e eu dormi assim. Completa. Com tudo em seu lugar.

Quando acordei naquela manhã me sentia renovada e extasiada pelo sonho com Michael. Minha imaginação estava me perdendo com o tempo. Dormir com Michael ali como poderia? Contudo, quando abri os olhos para luz do dia vi sua mão enroscada na minha sobre minha cintura. Me virando devagar vi Michael dormir feito um anjo as minhas costas. Aquilo não havia sido um sonho. Me virei cuidadosamente para não acordá-lo e fiquei o observando enquanto dormia. Havia um sorriso tímido em seus lábios em sua expressão tranquila. Não me contendo desenhei com as pontas dos dedos as linhas de seu rosto. Caminhei por suas bochechas magras, seu queixo, seu nariz fino, sua testa, sua boca... contornei toda ela com curiosidade enquanto umedecia meus próprios lábios. Retornei aos seus olhos um pouco borrados pelo sono mas perfeitos nos traços. Aqueles olhos me aqueciam quando me observavam.

- Isso é muito bom. – disse ele me assustando.

- Desculpe. – retirei a mão envergonhada.

- Não há pelo quê. Seu único risco era me fazer cair na gargalhada pelas cócegas. – ele disse me encarando com seus olhos bem abertos. – Como você está?

- Perfeitamente bem. -sorri-lhe. – Conseguiu descansar?

- Como uma criança. Você parece um sonífero. – ele me provocou.

- E você é um travesseiro duro. – aquilo teve duplo entendimento sem minha intenção. – Quis dizer seu braço é duro. – ‘piorou’ o braço dele estava debaixo do meu pescoço. Ele riu com vigor enquanto eu morria de vergonha. – Você entendeu. – disse frustrada.

- Sim... perfeitamente. – ele ria de forma maravilhosa. O som de sua risada era gostosa de ser ouvida.

- Nossa. – por fim eu estava rindo junto com ele daquela bobeira.

Não percebemos quando meu pai havia entrado com Mellie trazendo Charlie apenas quando ele pigarreou para chamar nossa atenção.

- Mas o que significa isso?! – perguntou meu pai irado. Michael deu um salto da cama enquanto eu me levantei bruscamente.

- Ai! – uma dor aguda me atingiu abaixo da costela do lado direito.

- Bella!

- Filha! – me chamaram em uníssono os três se aproximando.

- Não. – falei entre os dentes. – Charlie. – disse apontando para meu irmão. Mellie entendeu levando-o para fora.

- Eu vou chamar o médico. – disse meu pai.

- Não... Me dê... um minuto... – disse ainda entre os dentes tentando respirar devagar. Michael me ajudou a recostar nos travesseiros com uma mão em minhas costas e outra em meu abdômen.

- Bella tenta descontrair a musculatura. – disse a mão pousada ali. – Puxa o ar pelo nariz e solta devagar junto com a musculatura, devagar Bella. – depois de alguns minutos conseguia respirar normalmente.

- Eu estou bem. – meu pai me olhou furioso. – Agora...

- Muito bem e agora quem vai me explicar o que aconteceu?

- Pai, eu... - tentei iniciar.

- Michael sinceramente espero que você não confunda nossa amizade com liberdade com a minha filha, e Bella ...

- Pai....

- Sr. Paulo. – me interrompeu Michael segurando meu braço. – Eu entendo perfeitamente sua surpresa mas se me permitir explicarei tudo. – meu pai acenou afirmativamente. – Eu vim ver como Bella estava depois da homenagem que fiz a sra. Andrade em meu show ontem.

- Sim... eu vi. – disse meu pai em tom triste. – E devo dizer que o agradeço pela homenagem e pela preservação de todos. – disse meu pai ainda firme.

- Não me agradeça. Minha intenção era presenteá-los e... – ele olhou para mim. – Mostrar a Bella que a lembrança de uma perda pode muita das vezes ser algo positivo. – Michael tem um coração que não cabe dentro de si. – Então, depois do show liguei para ela para saber como estava, sou amiga atendeu dizendo que ela não podia falar... então, pensei que havia me precipitado. – ele ganhou um traço triste em meio a sua lembrança . – Vim até aqui para vê-la e não pude mas deixá-la sozinha. – seu olhar era puro carinho. – Porque ela faz parte de mim. – aquela fala tão explícita me pegou de surpresa, Michael encarava meu pai com firmeza e respeito. – E me precipitei sim em... – ele gesticulou para a cama. – Mas saiba que nada aconteceu. Eu respeitei e respeito sua filha sr. Paulo. Apenas fiz-lhe companhia. – sua fala foi calma e sincera. Meu pai que o analisava se direcionou pra mim que confirmei com a cabeça, então deu-se por satisfeito.

- Bom... Acredito em você Michael. – disse apenas mas para o meu pai aquilo bastava e era sincero. - Agora, espero que tenha alguma ideia do que dirá para o Charlie. - disse-me.

- Tudo bem. Faça-o entrar. – papai abriu a porta onde Charlie entrou e correu para minha cama.

- Bella!!! – gritou.

- Oi meu amor. - disse abraçando-o. Sentia tanto a sua falta. – Como você está?

- Bem. Bella você viu o Robin ontem? – ele começou a pular na cama. – Tinha você lá de Mulher Gato, o papai e a mamãe!!! Até eu estava lá!!!! – ele pulava imensamente feliz. – Robin como você fez aquilo??? – Então ele deu um salto para o colo de Michael nos dando um susto.

- Bat vá com calma. – disse rindo.

- Foi bem difícil sabia!!! – respondeu Michael. – Achar a garota pra fazer sua irmã foi bem difícil mas acredito que não precisarei dela por muito tempo. – disse ele me olhando de soslaio provocativo.

- Por que Robin? – perguntou Charlie confuso. Houve um silêncio m que todos me olhavam.

- Porque eu vou dançar com o Michael, Bat. – disse por fim arrancando um sorriso largo de Michael enquanto Mellie pulava pra me abraçar de alegria.

- Sério Bella? -perguntou papai.

- Sim pai. Chegou a hora.

- Eu fico muito lisonjeado por isso. Nunca foi tão difícil oferecer um trabalho para alguém. – disse Michael fazendo todos nós rirmos.

- É porque você não conhecia minha filha. – disse papai pensado alto acho eu.

- Pai!!!

- O que ?!

- Bella é a melhor. – disse Charlie. – Minha irmã dança muitooooo mais que aquela menina! – todos ruíram de sua fala.

- Você é meu maior fã, não é mesmo? – perguntei a ele recebeu recebendo um aceno afirmativo.

- Robin do que você estavam brincando? – perguntou Charlie.

- Ahm... – Michael me olhou embaraçado. – Cócegas. Estava fazendo cócegas na Bella.

- Hihi – ele riu. – Bella morre rir quando faço cosquinhas nela. Bella quando você sai daqui? Estou cansado de ficar em casa sozinho com, papai.

- Ah é mesmo?! – meu pai perguntou contrariado.

- Papai, nossa casa fica estranha sem ela. – havia emoção nos olhinhos dele isso me comoveu. Fiz sinal para que Michael o trouxe para mim. O acomodei ao meu lado e beijei o topo de sua cabeça.

- Espero logo estar com vocês, meu amor.

- Amanhã se cumprir minhas recomendações. – Dr. Richard entrou no quarto dando as boas novas.

- Isso é ótimo.

- Está tudo bem para ela ir doutor? Ela ainda sente dor. – disse papai.

- Está sim. O quadro clínico de Bella está perfeito. Agora sua recuperação pode ser dar em casa com alguns remédios pra dor e repouso. – Aquela era uma ótima notícia. Não aguentava mas ficar presa naquele lugar. – Em 15 dias você retornará pra uma nova avaliação.

- Tudo bem. – disse animada.

- Muito bem. Até mais.

- Isso é maravilhoso Bella. – disse Mike.

- Sim. Não aguento mais essa cama.

- É mais você vai trocar esta por outra. – disse Mellie fuzilei-a com os olhos. Enquanto meu pai ria.

- Sua amiga é muito sensata. – disse.

- É, não é? – disse entre os dentes.

- Amiga preciso ir. Daqui a pouco começa minha aula.

- Tudo bem. Vou precisar de ajuda com isso.

- Já resolvi tudo. Suas matérias estão comigo. Peguei com uma colega de sua sala.

- Eu te amo, sabia? – disse a ela.

- Enquanto me odeia ao mesmo tempo. – disse me abraçando.

- Sim sua vaca. – disse baixo em seu ouvido fazendo-a rir.

- Tchau meninos.

- Filha vou deixar o Charlie com você por alguns minutos. Preciso resolver algumas coisas sobre sua alta.

- Tudo bem, pai. Eu cuido desse baixinho. – disse dando um cafuné em Charlie que riu com o movimento.

- Bella querida, eu também preciso ir. – disse Michael enquanto seu telefone tocava. -

- Alô... Sim Frank, já estou indo. – ele desligou.

- Claro. Eu entendo perfeitamente. Disse que vocês não poderiam parar suas vidas por minha causa.

- Preciso cumprir uma agenda hoje e... – disse olhando para suas roupas. – Tomar um banho. – riu.

- Sim deve mesmo. – disse tapando o nariz dissimuladamente rindo de sua cara surpresa.

- O mais engraçado é que você não estava reclamando antes. – disse sarcástico. Seu comentário me deixou envergonhada pela lembrança de nossa “noite juntos”.

- Certo. Parei. – me rendi por Charlie ali.

- Eu queria muito poder voltar mas vou precisar ir a Washington, DC hoje. Só devo voltar amanhã. – aquilo me deixou triste momentaneamente mas tentei não demonstrar afinal as obrigações de Michael, se é que havia alguma, acabavam ali.

- Fique tranquilo. Vá e resolva tudo o que precisa fazer. – sorri para ele.

- Bella, me ligue para o que for. – disse sentando-se na cama e tomando minha mão. – Você, Bat está responsável por ela. Consegue cuidar dela enquanto eu estiver fora? – disse estendendo a mão para ele.

- Claro que sim! – disse Charlie retribuindo o aperto de mão.

- Assim fico mais tranquilo. Bella... – disse me olhando profundamente. – Por favor, siga as recomendações médicas.

- Sim, o farei.

- Tudo bem. – ele se levantou beijando Charlie na cabeça. Ele me abraçou em seguida deixando um abraço aconchegante ali e demorado. Senti seu cheiro de suor misturado aos resquícios de perfume invadirem minha alma. Não queria que ele fosse mas era preciso. Ele se afastou me olhando nos olhos encostando sua testa na minha.

“But I see your true colors

Shining through

I see your true colors

And that's why I love you

So don't be afraid to let them show

Your true colors

True colors are beautiful

Like a rainbow”

“Mas eu vejo suas cores verdadeiras

Brilhando por dentro

Eu vejo suas cores verdadeiras

E é por isso que eu te amo

Então não tenha medo de deixá-las aparecerem

Suas cores verdadeiras

Cores verdadeiras são lindas

Como um arco-íris”

Sorri para ele feliz por sua presença de espírito em minha vida e o abracei mais uma vez. Ele pegou suas roupas e parou na porta por alguns instantes me olhando mas foi embora sem falar nada.

Ficamos eu e Charlie no quarto conversando enquanto papai não voltava. Ele me contou que Betanie, a babá que Mike havia contratado para ajudar meu pai era muito legal e divertida mas sentia minha falta de qualquer forma. Aquele tampinha tinha todo meu coração e eu sabia que tinha o dele também por inteiro. Eles ficaram comigo até à tarde quando foram para casa pôr algumas coisas em ordem.

Eu fiquei o resto do dia no quarto. Meggy veio me ajudar com o banho e trazer minha comida. A entreguei o autógrafo de Mike sobre imensa festa de sua parte. Disse a ela que precisaria guarda-lo até minha saída por segurança e pelo emprego dela porque se seu o chefe soubesse que ela havia envolvido questões pessoais durante os cuidados isso iria complica-la. Ela concordou e saiu me deixando sozinha por mais um tempo.

POV ISABELLA – OFF

POV MICHAEL JACKSON – ON

Deixar Bella no hospital sem previsão de vê-la novamente foi inquietante para não dizer aflitivo. Havia me apegado a ela, a sua presença, de seu sorriso de forma surpreendente. Queria muito tê-la em minha vida e a notícia de que ela havia aceitado minha proposta foi aquecedora. Tinha muitos planos para ela ou melhor dizendo para meu corpo de baile. Mas eu tinha alguns trabalhos específicos para ela.

Meu dia foi cheio e intenso, minha agenda estava apertada devido ao meu atraso com Bella no hospital mas estava feliz por tudo o que havia passado com ela. Estava cheio de energia queria resolver tudo em meu entorno que precisasse de mim.

Segui para Washington, DC para resolver algumas questões contratuais com a gravadora sobre meu novo álbum e outras quanto a minha empresa. O nome Michael Jackson carregava uma empresa enorme nas costas e como tal tinha que decidir algumas coisas burocráticas e chatas com relação a isso. Eu deixava a maior parte delas nas mãos de Frank mas algumas certas questões requeriam minha atenção. À noite nos reunimos com um canal de TV para a exibição do meu próximo show que seria daqui a um mês em Washington, DC. O maior show daquele ano, nosso primeiro presidente negro estaria como expectador. Tudo requeria minha máxima atenção.

Por fim quando tudo estava resolvido olhei no relógio notando que eram 22h queria muito falar com Bella mas receava acordá-la . Dentro do carro em retornando para o Hotel resolvi ligar.

LIGAÇÃO – ON

- Michael! – disse com a voz doce mas não havia sinal de que estivesse dormindo.

- Olá Bella querida. Ainda acordada?

- Sim, sem sono acho que pela ansiedade de amanhã sair daqui. – ela riu.

- É verdade. A que horas vai sair?

- Não sei ao certo só disseram que será pela manhã.

- Entendi.

- Por mim sairia agora, neste instante. – disse rindo. – Mas e você, como foi seu dia?

- Cheio. – suspirei. – Mas muito produtivo afinal... – pausei por um instante. – Queria muito estar ao seu lado agora Bella. – a ouvi prendendo a respiração e me diverti por conseguir imaginar seu rosto naquele momento.

- Logo você estará de volta. Será sempre bem-vindo em minha casa. – disse de forma tranquila.

- O que você fez hoje?

- Ah, você sabe, eu estive muito ocupada presa na cama, tomando banho e comendo, e de volta a cama novamente. – isso me fez soltar uma gargalhada. Bella tinha um senso de humor maravilhoso.

- Parece animador.

- Uhul, muito. – disse desanimada.

- Farei de tudo para vê-la amanhã.

- Não se preocupe Michael. Faça o que estiver dentro de suas possibilidades. Eu ficarei bem. – disse me tranquilizando.

- Bella meus pensamentos estão e sempre estarão contigo. Quero que saiba que estou muito animado com sua participação em minha equipe.

- Eu também Michael, apreensiva também. Espero corresponder suas expectativas mas se não o fizer, por favor, seja o primeiro a falar comigo.

- Não corresponder minhas expectativas? Isso será impossível, Bella. Você tem tudo o que eu preciso. - Mas involuntariamente pensei comigo: “Você é tudo o que eu preciso.”

- É o que eu desejo. – disse rindo. – Vá descansar Michael. Seu dia foi cheio. Quando estiver em casa amanhã eu o avisarei.

- Tudo bem. Durma com Deus minha querida.

- Você também. Que Deus renove suas forças.

LIGAÇÃO – OFF

Fiquei pensando por uns instantes sobre aquelas falas e não posso negar que algo está mudando em mim por causa de Bella, e me sentia muito bem por isso. Então, tomei uma decisão.

LIGAÇÃOON

- Frank para qual horário você me arranja um vôo direto para Los Angeles?

- Mike o jatinho foi preparado para amanhã...

- Não. – o interrompi. – A partir de agora. Quero o próximo vôo de volta. Arranje tudo, estou indo para o hotel para tomar um banho.

- Tudo bem vou ver o que posso fazer.

LIGAÇÃOOFF

Talvez fosse preciso acordar uma tripulação inteira mas não me importava naquele momento, eu só queria estar de volta para Bella o mais rápido possível.

Como combinado meia noite estávamos preparando para voar Frank estava ali junto comigo embalado por um sono pesado enquanto eu só conseguia pensar em Bella e no que faria para seu retorno ao lar.

-Frank! - chamei. – Frank! – ele roncava feito um porco então peguei uma almofada e taquei em sua cabeça.. – Frank seu idiota!!! – disse rindo do seu susto.

- Mike!!! O que foi??? – disse endireitando na cadeira arrumando os cabelos.

- Ligue para o hospital veja a que horas Bella irá receber alta. Tente fazer com que a liberem as 9h.

- Por que?

- Quero fazer uma surpresa.

- Michael você não poderá sair com ela de lá. Se não tudo o que fizemos para preservá-la irá por água abaixo. – eu pensei por um momento.

- Então, vamos a casa dela.

Programei com Frank um festa de boas vindas na casa de Bella, pela manhã eu ligaria para Paulo e avisá-lo. Betanie estaria ainda lá para ajudar com tudo então não teríamos grandes empecilhos. Precisava da Mellie também por isso pegaria seu número para que Frank falasse com ela. O vôo foi tranquilo e pude descansar um pouco por algumas horas. Pousamos em Los Angeles as 7h quando liguei para Paulo pedindo sua permissão. Ele aprovou e disse que nos ajudaria.

Tudo estava pronto, eu estava na casa de Bella brincando com Charlie enquanto a aguardávamos. Havia brinquedos por toda a sala havia pedido que atendessem Charlie em tudo o que fosse preciso durante a fase ruim. Enchemos a casa de balões e uma faixa que dizia “Bem-vinda Bella”, Charlie se fantasiou de Batman enquanto eu coloquei uma blusa que simulava a Fantasia de Robin, havia também ali uma máscara para Bella de Mulher Gato. Os minutos pareciam se arrastar enquanto ela não chegava. Mellie colocou um música de fundo parte brasileira parte internacional, as músicas brasileiras pareciam muito boas apesar de eu não entender muita coisa mas as composições eram boas. Frank, Javon e Bill também estavam ali meus seguranças pediram para cumprimentar Bella, eles haviam se apegado a ela também. Não havia como não se apegar a ela, Bella era uma pessoa maravilhosa. Depois do que pareceram horas ouvimos um carro estacionar. Olhei pelas frestas das janela e notei Bella sair do carro sendo amparada por Paulo.

- Vamos pessoal. Apaguem as luzes. Ela está vindo. Venha Charlie!!! – ele correu para mim. Eu o coloquei sentado em meu pescoço enquanto esperávamos Bella entrar.

A porta de abriu trazendo Paulo primeiro apoiando os passos de Bella, em seguida ela apareceu. Então, ascendemos as luzes.

- Surpresa!!! – gritamos todos juntos! Charlie na tentativa de jogar os confetes para o alto virou o saco fazendo todo ele cair na minha cabeça. Havia confete até na minha boca. Todos estavam rindo mas quando olhei para Bella e a vi colocando a mão sobre o abdômen não se aguentando de rir, então eu vi que nada mais importava. Eu só queria vê-la assim sempre.

- É Bat, acho que nosso plano foi por água a baixo. – disse olhando-o acima de minha cabeça rindo.

- Tem confete na sua língua, Robin. – e danou a rir descontroladamente.

- Ah você está rindo, não é? – disse pegando-o no colo e enchendo-lhe de cócegas. Bella com os olhos brilhantes caminhou até o centro da sala.

- Michael, o que faz aqui?! Você deveria estar em Washington! – ela estava maravilhosa.

- Sim mas também diz que faria de tudo para estar aqui, não é mesmo? – disse. Ela cumprimentou a Mellie que estava logo na frente e em seguida aos rapazes. Frank novamente beijando sua mão quase a engolindo com os olhos. Eu ainda o mataria por isso. Depois foi a minha vez e a de Charlie.

- E então, baixinho você que aprontou tudo isso? – perguntou Bella a ele.

- Não. Eu ajudei. Foi Michael que fez!!!!! - Ele disse pulando para abraça-la. Ela me olhou com os olhos iluminados e beijou Charlie.

- Charlie foi de grande ajuda. Só não deu certo o final. – disse rindo enquanto ela me olhava admirada.

- Michael... você não deveria...

- Eu precisava fazer isso minha linda. – a interrompi em meio a um abraço que me vi precisado a dar. – Não via a hora de vê-la novamente, de vê-la em casa bem. – disse agora a olhando. Havia uma música ao fundo boa que motivava muito aquele momento.

“Vou secar qualquer lágrima

Que ousar cair

Vou desviar todo mal do seu pensamento

Estar contigo a todo momento

Sem que você me veja

Farei tudo, tudo que você deseja”

Então ela sorriu e ficou vermelha olhando para Mellie.

- O que foi? – perguntei a ela.

- Você gosta de poemas Michael?

- Sim claro.

- Esse foi um poema recitado por um músico brasileiro baiano. Um poema muito bonito que eu gosto. – disse se encaminhando até o sofá. Paulo foi até a cozinha com Mellie e Charlie estava brincando na nossa frente no tapete.

- Então, traduza para mim. Me diga o que diz. – pedi curioso. Ela ficou sem graça e me olhou.

- Ele diz o seguinte:

I woke up earlier today.

And I kept watching you sleep.

I imagined some supposed fear

So that as soon

I could cover you

I'm taking care of you.

All this time

You're in my embrace.

And my protection

I've seen you make mistakes and grow

Love and fly

Do you know where to land?

When I wake up, I'll already have left

I will stay away, hidden

But always near surely

As if I were human, I live

Living to take care of you, protect you

Without you seeing me

Without knowing who I am

If I'm an angel

Or if I am

Your love

“Hoje eu acordei mais cedo

E fiquei te olhando dormir

Imaginei algum suposto medo

Para que tão logo

Pudesse te cobrir

Tenho cuidado de você

Todo esse tempo

Você está sob o meu abraço

E minha proteção

Tenho visto você errar e crescer

Amar e voar

Você sabe onde pousar

Ao acordar já terei partido

Ficarei de longe, escondido

Mas sempre perto decerto

Como se eu fosse humano, vivo

Vivendo pra te cuidar, te proteger

Sem você me ver

Sem saber quem sou

Se sou anjo

Ou se sou

Seu amor”

- Nossa isso é muito bonito. – disse surpreso.

- Sim é sim. – ela riu. – Mellie diz que você age desta forma.

- Ah! E você concorda? – perguntei a observando.

- Sim Michael. Plenamente. Você tem sido este anjo cuidadoso. – ela disse me encarando.

- Bella! Michael é o Robin e não um anjo. Ele não sabe voar, lembra? – Charlie nos tirou do transe nos fazendo rir.

- Sim Bat. É verdade. Me equivoquei. – ela disse rindo.

Nosso encontro foi muito prazeroso e tranquilo, nos demoramos até a hora do almoço que contratei. Havia harmonia ali em família todos se divertiam até mesmo meus seguranças que Bella insistiu para que se sentassem conosco a mesa ao qual não me opus. Bill começou a tirar sarro de Bella de quando ela teve pesadelo e começou a gritar.

- Você não sabe a força que tem. Foram preciso duas pessoas para contê-la na cama e uma boa dose de calmante. – disse rindo.

- Não me lembro de nada disso então, não posso confirmar. – ela ria com vontade me deixando fascinado com seu sorriso.

- Você não faz ideia da força que tem querida. – disse Paulo beijando o dorso de sua mão.

- Você me ensinou papai. – ela sorriu afavelmente.

- Bom galera. Eu preciso ir. – disse Mellie. – Bella suas matérias estão no quarto. Não exagere. – ela beijou sua bochecha.

- Pode deixar.

- Eu vou me retirar também. – disse por fim. – Estou muito feliz com seu retorno. – disse.

- Você faz parte disso. Tenho muito a agradecer.

- Faria de novo se fosse preciso.

- Apareça, Michael sempre que quiser. – disse Paulo.

- Muito obrigada Paulo. Virei certamente. – disse me levantando.

- Bill, Javon... muito obrigada por tudo também. – ela falou apertando a mão dos dois.

- Estamos a sua disposição, Bella. – disse Bill.

- Entendi. Perdi meus seguranças. – disse seguindo a risada de todos.

- Jamais senhor. – disse Javon formalmente.

- É brincadeira Javon. Eu quero que estejam à disposição de Bella, sim. Isso é uma ordem. - segui até ela segurando-lhe as mãos. – Quero vê-la em breve.

- Eu também Michael. – ela me abraçou e segui até a porta.

Sai de sua casa completo e feliz sentia que poderia fazer o que quisesse dali pra frente, e faria. Bella estaria comigo em tudo o que fizesse quer presencialmente ou internamente. Sua luz me inundou encheu a minha alma e eu a aproveitaria para o bem.

POV MICHALE JACKSON – OFF


Notas Finais


Hummm "dormiu com o Michael", não é!?

Enfim, acabou hospital, acabou ocorrência policial!? Veremos.

A personagem Betanie é fictícia meu pova e minha pova!!!!

Próximo capítulo veremos nossos personagens mais na ativa de suas vidinhas lindas.

Bjssss comentem seu loucos !!! 🤣❤
Um 💋 no coração de vcs!!!


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