História A partir dos pensamentos - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
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Palavras 1.851
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi oi! S2 Estou muito animado com essa história
Espero que estejam gostando tanto quanto eu.

Capítulo 2 - Dores de cabeça


Minha cabeça doía, ainda me sentia sendo arrastado, "aquela garota maluca realmente me acertou?!". Ainda atordoado pelas duas pancadas na cabeça, não tinha muito o que fazer. Ela estava segurando meu pé com força, e aquele bendito galho ainda em sua mão, decidi não reagir, "vai que ela me acerta novamente" até que a ouço falando:

— Quase lá garoto estranho — ela afirma com deboche em sua voz, ela provavelmente se sentia falando sozinha pois não demonstrei nenhuma reação que confirmasse isso, realmente maluca. 

—AI!— Uma pedra que estava no chão bate em minha cabeça, fazenda a garota olhar para mim.

— Ah! Que bom que acordou, achei que eu tinha te matado ou te deixado em coma.— Diz ela como se quase causar um traumatismo em alguém fosse super normal.— Não vai falar comigo, é isso?!— Ela diz, interrompendo meus pensamentos.

—Não temos intimidade para você se incomodar com isso— Eu retruco com o mal humor bem aparente na voz.

— E muito menos para você ficar me tratando como se eu fosse um animal desconhecido— Ela diz fazendo eu me calar.— Vou te levar pro meu irmão, ela vai conseguir desfazer esse rombo aí na sua cabeça.

— Esse rombo tem uma responsável — Eu falo, jogando uma indireta pra ela.

— É claro... A árvore que decidiu crescer exatamente no local para onde você correu. — Ela diz soltando uma leve risada.

— E quem me fez correr?— Eu falo, começando a soar sério.

— O seu medo de uma garotinha com um graveto— Ela sem dúvidas não estava tão séria quanto eu.— Olha só, se você está esperando um pedido de desculpas você po-

—Não estou— Falo a interrompendo,fazendo-a parar. Então, me levanto cambaleando, coloco a mão no "rombo" que estava em minha cabeça e a encaro novamente— Eu sei que você mal me conhece, nem eu me conheço, mas... por que você não me deixou para morrer lá trás? Você mesma disse que eu sou extremamente irritante, eu te tratei mal, julguei pelas aparências, e... você tem toda essa sua personalidade forte mas óbvia-

—Shhh! — Ela faz entrando em posição de defesa.

— O que-

— Fica calado!— Ela exclama sussurrando para mim.— Já dá conta de correr?

— E-Eu não sei, por quê?— Eu começo a ficar preocupado, ela sequer estava olhando pra mim, estava alerta a todas as direções

— Qual é o seu poder?

— P-Poder? Eu não tenho poder.— Eu a respondo confuso.

— Droga! Então se prepara— Sem eu nem ter tempo para fazer qualquer coisa ela me pega e coloca em seu ombro, ela era mais forte do que seu corpo aparentava , e começa a correr.

— O QUE É ISSO?!— Eu pergunto desesperado.

— SEU SANGUE DEVE TER OS ATRAÍDO— Ela responde gritando por causa do barulho do vento que fazia enquanto ela corria.

— ATRAÍDO QUEM?!

— AH! ELES VOCÊ CHAMA DE QUEM!— Ela responde insatisfeita.

— EU ESTAVA TENTANDO ME DESCULPAR NAQUELA HORA SABIA?!— Eu grito retrucando.

Eu então comecei a ver olhos brancos brilhando vindo em nossa direção naquela floresta escura, cerro meus olhos pra ter certeza se aquelas bestas eram reais, e eram, então grito desesperadamente— MAS QUE PORRA É ESSA?!

—ENTÃO VOCÊ OS VÊ? ÓTIMO SINAL.— Ela para me joga no chão me fazendo reclamar. Sem ligar, ela se vira pra mim rapidamente e me dá uma espécie de relógio e fala:

—Segure isso bem forte e diga "ao vento", você aparecerá na minha casa, meu irmão provavelmente está lá, não se preocupe com ele, é inofensivo, diga que foi eu quem o mandou.

—Mas e você?!— Eu pergunto preocupado.

— SEM EMOTIVIDADE AGORA, ANDA LOGO!— Ela grita, eu me apresso exitante e faço o que ela me ordenou a fazer, em segundos eu estava em um tipo de laboratório hospitalar dentro de uma casa bem rústica. Enquanto eu analisava uma daquelas enormes estantes de livros vejo um garoto flutuando... pera aí! Flutuando?! Eu ainda estava no chão e me arrasto para trás ao ver aquilo, e acabo derrubando um tipo de tubo bisturi no chão, fazendo o garoto, que estava de costas para mim, se virar. Eu, porém, estava escondido atrás de um balcão naquela sala enorme, "urfa" ele não tinha me-

—Quem é você?!— Ele me pergunta me apontando uma fucking garrafa que sem dúvida me- Espera! Já estivemos aqui não?

—AH!— Eu grito pelo susto de do nada o garoto aparecer do meu lado. 

Eu começo a encará-lo e, puta que pariu! Quando a garota disse que ele cuidaria de mim achei que ele seria um velhote ou um nerd, não uma divindade! Ele tinha os cabelos pretos, cacheados, ele era moreno, seus traços eram perfeitos, notei também algumas características da garota nele como aquele olhar penetrante, olhos amarelos e as garras, ele não tinha muito daquelas partes verdes, ele usava um blusão e uma bermuda pequena, ele também tinha uma espécie de tatuagem em seu pescoço, coincidentemente o mesmo símbolo que estava no objeto me dado pela garota.

— EI, PARA DE ME ENCARAR!— Ele grita me fazendo voltar à realidade.

— Ah, desculpe, é que-

— Droga, o que aconteceu com você?!— Ela me interrompe, baixando a guarda e vindo em minha direção preocupado, não me deixando falar.— Como você conseguiu um corte desses? Pode infeccionar!— Ele me ajuda a levantar e me coloca sentado em um balcão, o qual eu estava  "escondido" atrás.— Foi a Dyni que te mandou né? Você até está com o portal dela.— Então o nome dela é Dyni, sequer tinha perguntando...

— Espera, ela ficou lá com aqueles... Mas que merda aqueles bichos são?!— Eu então começo a digerir tudo o que aconteceu.

— Oh! Vocês estavam lidando com os caçadores... Olha, não se preocupe, Dyni é forte e já cuidou de muitas dessas pragas. Ela volta já...— Ele para de falar e começa a cuidar do meu ferimento

— A... — Eu chamo sua atenção.

— O que foi? Está doendo?— Essa voz suave...

— N-Não, não é isso.. É que... Eu esqueci de perguntar seu nome.— Eu falo meio envergonhado

— Oh, claro, perdão, só me deixe finalizar aqui... Ok! Prontinho. Bem, meu nome é Renny, e o seu?

— A... Esse é o problema...

Ele franze confuso— O que?

— Eu meio que... não sei.

— Você não sabe seu nome? Droga, é pior que eu esperava, a pancada deve ter sido muito forte.— Ele fala com preocupação

— É, foram mas-

— Foram?! Foi mais de uma pancada?!— Ele começa a desconfiar— Foi a Dyni não é?

— Bem, a segunda sim mas, eu não lembrar meu nome não foi culpa de nenhuma das duas. Sua irmã me encontrou em uma espécie de transe debaixo de um tipo de lago no meio da floresta, disse que eu estava imóvel e quase morrendo. e... antes disso, eu não me lembro de mais nada— Decidi não contar da música pois achei uma informação meio inútil.

— Wow... Bem, se esse é o caso, não sou eu quem vai recuperar suas memórias ou parte delas, tem alguém aqui na nossa cidade que pode te ajudar, todos dizem que ela não é confiável mas eu discordo. Ela me ajudou muito após a morte da nossa mãe— Olho na direção dele e ele parece abalado, claramente ainda se sente mal

— A... me desculpe por te fazer lembrar disso, ai droga eu-

— Ei! Não foi sua culpa,já faz tempo, eu que sou um idiota sentimental— Ele diz me direcionando um sorriso desajeitado. 

— Então... voc-

— Seu trabalho não acabou hoje doutor!— Dyni entra ofegante se apoiando na porta e me cortando.

— DROGA DYNICE,, EU TE FALEI PRA NÃO QUERER FICAR LUTANDO COM ESSES BICHOS, SÓ CORRE!— Renny diz desesperado advertindo a garota e correndo em sua direção. Quando ele chega nela, ela cai em seus braços, obviamente  exausta pela pequena seção com seja lá o que forem aqueles bichos. Me arrepio só de lembrar.

Renny então a deita no sofá que se situava ao lado da porta, e me pede ajuda, ele ia pedindo e eu entregando. Seria bem mais rápido se fosse só ele sozinho, aquele quarto estava uma bagunça. Por esse motivo ele me leva para a varanda da casa para tomar um ar, ele agia como se já fossemos conhecidos

[...]

Após terminar com Dyni, estávamos exaustos, ela tinha muitos cortes de garras, um braço quebrado. Me senti culpado por aquilo, ela quase morreu pra me salvar, por quê? Ao falar sobre isso com Renny ele me falou para que eu não me preocupasse me direcionando mais um daqueles sorrisos que me despreocupava de qualquer coisa e me fazia imaginar outra. . . Espera! Por que diabos eu estou pensando dessa forma? Eu mal o conheço, mas que merda! E provavelmente ele não gosta desse tipo de coisa, eu só estou atraído pela beleza dele não tem como eu estar-

—Ei? Você está bem? Está distraído... Há algo a mais que não me contou?— Mas que merda é essa de ele sempre parecer estar lendo meus pensamentos?!

— N-Não— Eu repondo seco.— É só que isso é demais... Primeiramente eu não me lembro de nada, depois aqueles bichos, então, eu chego aqui e você está voando e sua irmã quase morre por minha causa. É muito para um dia.

— Esse lance da Dyni já falei pra você não se preocupar, e o resto, você só está tendo um dia ruim, isso é normal.

— Acho que o conceito de normal de vocês tem que ser atualizado— Eu debocho da cara dele logo após ouvindo-o soltar uma leve risada.— Olha Renny fo-

— Ren— Eu o olho— Me chame de Ren, eu prefiro assim, é meu apelido— Do nada ele me pede para chamá-lo por seu apelido, eu estranho mas não vou contra sua vontade.

— Ren...olha, foi mal por estar tendo que me acolher aqui, eu estou recebendo muito e retribuindo pouco.

— Sem problemas, gosto de ter gente em casa, Dyni vive treinando com a general e, eu fico aqui sozinho. Mas se você se sente incomodado em não estar fazendo nada eu posso te colocar para polir alguns móveis— Ele diz debochando da minha cara e me fazendo fazer bico. Com isso ele aperta minha bochecha, quando percebeu o que fez se sentiu constrangido.— Ai! desculpa, desculpa desculpa, não era pra ficar esse climão, eu agi por impulso.

— Ok... Então, pode me mostrar meu quarto?

— Sim, claro— Ele assente indo depressa a minha frente.

Subindo as escadas, no segundo andar, ele abre uma porta no final do corredor, revelando um quarto enorme, lindo, e mais uma vez me sinto culpado

— Ren, não precisava disso tudo— Eu falo parecendo despertá-lo

— Olha, não se preocupe, esse é o único quarto sobrando na casa, pode relaxar, e-eu vou pegar umas roupas para você poder se trocar, sua camisa está suja— Olho para baixo, eu estava um bagaço, não só estava suja mas um pouco rasgada também. Ele já tinha saído para pegar as roupas, eu fiquei esperando na porta, ele foi rápido!

— Obrigado novamente Ren!— Ele assente e dá de costas indo para seu quarto que não era muito longe do meu, os quartos aparentemente ficavam naquele corredor.

Eu estava exausto, tomo banho e caio na cama.

Só alí eu percebi o quão cansado eu estava.


Notas Finais


Deixa de fogo menino

Mas a pergunta é: Corpo ou coração? Vocês escolhem
Beijos de luz <3


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