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História A pedra mágica - Sasusaku - Capítulo 1


Escrita por: Akhile

Notas do Autor


Minha primeira história, espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Fanfic / Fanfiction A pedra mágica - Sasusaku - Capítulo 1 - Capítulo 1

Capítulo 1

Autor: Akhile


– Você precisa se distrair um pouco, sair mais vezes – A loira se debruçou levemente sobre o balcão, apoiando um de seus cotovelos no mesmo enquanto girava sua pequena lanterna entre os dedos magros. – Estou falando de festas e garotos, talvez garotas.. não julgo.

Suspiro ao me deparar com a insistência da minha amiga, essa não é a primeira vez que ela me faz essa mesma proposta. Há exatamente duas semanas, Temari vêm me perseguindo no trabalho, já eu tento desviar o caminho sempre que a vejo, um pouco difícil já que estamos no mesmo turno. Trabalhamos como guardas noturno em um museu aqui no centro de Tóquio, foi o único trabalho bom o suficiente que eu achei, já que nem a faculdade tive sucesso em concluí.

Conheci Temari aqui nesse mesmo emprego, por mais que seja temporário. Chegou aos meus ouvidos que ela era a filha do dono e que estava aqui por punição do pai, só não sei o motivo, talvez ela tenha estourado o limite do cartão de crédito ou algo parecido. Entretanto, não vejo esse lugar como um bom castigo. O trabalho é fácil, precisamos apenas vigiar o museu através das câmeras, o que não são poucas. O difícil mesmo fica com os seguranças, que são responsáveis em cuidar dos artefatos raros e bem antigos.

– O que me diz, baladinha depois do trabalho? Conheço um lugar incrível, onde vamos poder nos divertir e levar uns gatinhos pra casa. – A mesma me manda uma piscadela.

– Uns gatinhos? Quem hoje em dia fala assim? – Tive vontade de rir, mas me segurei, pois queria parecer firme na minha decisão. – E não, eu prefiro ir para casa cuidar dos meus gatos de verdade.

– Coitada, é uma velha presa no corpo extremamente sedutor de uma mulher. – Temari ligou a sua pequena lanterna e a apontou para o meu rostos, senti a luz branca incomodar os meus olhos que se fecharam automaticamente. – É a velha dos gatos, isso sim.

Me levantei do meu assento e arranquei a lanterna de sua mão, aquilo já estava me deixando cega, fiz questão de tirar a pilha daquela coisinha e guardar o que restou da lanterna dentro da minha gaveta. A No Sabaku é o tipo de adolescente rebelde, não me surpreende que tenha vindo parar aqui. A questão é.. O Senhor Sabaku estava tentando me castigar, ou castigar a ela? Porque eu só posso estar pagando pelos meus pecados. Tá, eu joguei a bolinha preferida do bluty, o chihuahua da minha vizinha, no telhado.. mas isso já faz um mês e eu tive bons motivos. Aquele cachorro não parava de estragar minhas babosas..

– Escute com muita atenção, eu sou a adulta aqui e você tem que me obedecer. – A olhei seriamente. – Infelizmente sou a mais nova a trabalhar aqui e seu pai achou que seria bom eu tomar conta de você, não me faça pedir para o Orochimaru assumir essa responsabilidade. Uns 300 reais a menos na minha conta não vão fazer falta, acredite.

Quase fiz a dancinha da vitória quando a mesma paralisou na minha frente e percebi que venci a batalha dessa vez. O Orochimaru é um dos seguranças que ficam de plantão do lado de fora, faça chuva ou faça sol, aposto que a vossa majestade não iria querer ficar sentada no chão olhando para o nada, ainda mais com o Orochimaru.. esse cara é estranho, sinto que ele esconde muitas coisas atrás daquelas lentes amarelas.

Sobre o dinheiro, é certo que estou ganhando 300 reais a mais só para “cuidar” da minha pequena aprendiz de trabalho e esse dinheiro com certeza vai me fazer falta, por isso aceitei a proposta sem nem pensar direito. Claro que ela não precisa saber dessa parte, ou vai continuar fazendo piada com os meus gatinhos fofos.

– Tudo bem, você venceu. – A mesma da a volta no balcão e se joga preguiçosamente no assento ao lado do meu. – Mas qual era o nome dos seus gatos mesmo?

A examinei por longos segundos, com os olhos verdes semicerrados em sua direção, tentando achar uma brecha sequer, mas nada. Então pude relaxar, talvez ela só esteja curiosa em relação aos felinos e eu com paranóias sem ao menos lhe dar um voto de confiança. Preenchi meus lábios com um largo sorriso e pude sentir meus olhos brilharem ao pensar na possibilidade de conversar um assunto do qual eu me interesso.

– A mais velha se chama Catarina, depois vem a Berenice e por último a Valentina. – Lembro-me dos meus felinos que estão me esperando em casa – Eu sempre quis uma casa cheia de gatos, na verdade eu os amo muito (...)

Se passaram meia hora quando percebi que estava falando sozinha, pois quando dei por mim, a loira já estava debruçada sobre a mesa do balcão, com a cabeça apoiada nos braços cruzados e provavelmente tendo um sono pesado. Queria eu poder dormir agora, mas infelizmente peguei o turno da noite para impedir a saída de uma certa adolescente que só quer curtir a vida, por um lado eu entendo ela.

Jogo minhas costas contra o apoio da cadeira e volto com a minha atenção para as câmeras de segurança, aparentemente está tudo bem, nada de errado no setor dois e nem no três, o primeiro andar está com tantos seguranças que seria impossível alguém querer roubar os quadros raros da rainha Elizabeth, tampouco as estátuas do Egito antigo. Enquanto eu fazia o meu trabalho com precisão, pude notar uma coisa no setor quatro, onde ficam guardados pedras preciosas e jóias que entrarão em exposição amanhã.

Me aproximo do computador, aguçando ainda mais minha visão e vendo a imagem passar na frente dos meus olhos. As caixas empilhadas não estão certas, pelo menos não na posição que eu as deixei em menos de uma hora e não vi nenhum dos seguranças subindo para o setor quatro. Para a minha sorte, ou não, a sala das câmeras fica nesse mesmo setor e por coincidência estou nela. É melhor eu dá uma olhada para conferir, vai ser coisa de cinco minutos, não tenho com o que me preocupar.

– Temari – Sacudo levemente seus ombros fazendo com que a mesma desperte de seu sono. Ela se espreguiçou e logo sua atenção estava em mim, parecia cansada. – Vou ao banheiro, preciso que fique aqui olhando as câmeras, volto antes que perceba. – Como sua alma ainda estava voltando para o corpo, ela assentiu sem contestar.

Peguei minha lanterna reserva e a liguei, normalmente o museu era bem escuro de noite, o que me deixava na desvantagem. Só por segurança, decidi tirar meu rádio de comunicação do bolso da minha farda, caso eu perceba algo de estranho, avisarei a central imediatamente. Não é prudente essa minha iniciativa, não sou paga para colocar minha segurança em risco, só que posso estar enganada e não quero falhar dando um alarme falso com apenas oito meses de trabalho.

Confiro uma última vez se Temari está acordada e saiu da sala me deparando com um corredor escuro. Olhei para os dois lados me certificando que estou segura e sigo para o setor quatro que é um pouco mais a frente. Era um espaço grande, praticamente um armazém de peças raras cobertas por lençóis brancos, tudo estava quieto e bem silencioso, mas pude confirmar minha teoria que as imagens das câmeras de segurança estavam sendo modificadas, alguém está tentando roubar alguma coisa bem abaixo dos nossos narizes, uma quadrilha da máfia talvez.

Antes que eu falasse no meu radinho e comunicasse a central, um barulho foi ouvido no fundo do armazém, parecia está na parte das pedras preciosas. Fui a passo felinos na direção do barulho só para ver o criminoso, não antes de desligar a minha lanterna. Com sorte, a luz da lua que adentrava as grandes vidraças do lugar me ajudava a enxergar melhor os objetivos espalhados pelo setor.

Assim que atravesso todos os obstáculos, me escondo atrás de umas caixas e vejo alguém entre as sombras, percebo que o mesmo estava levantando um quadro que provavelmente caiu fazendo aquele barulho. Suas vestimentas eram pretas, da cabeça aos pés, um capuz cobria a metade do seu rosto, me impedindo de o ver, o que dificultava um pouco o meu trabalho como espiã infiltrada naquele momento. Ele era alto, ombros largos, bem calculista pelo jeito que posicionou o quadro, estava com apenas uma luva na mão esquerda e com a direita o mesmo carregava uma bolsa aberta, onde cuidadosamente colocava algumas jóias e pedras peculiares.

Cheguei a conclusão de chamar os seguranças, mas se o rapaz está aqui hoje, é porque temos um impostor entre nós que o deixou entrar sem ninguém ver. Eu não posso dar ao luxo de o deixar fugir, preciso saber quem é o seu informante, com sorte assisti uns filmes do Karatê kid e sei muito bem apanhar casaco e pegar casaco.

– É melhor não bancar o espertinho e se virar com as mãos para cima! – Sai de trás das caixas e o vejo parar o que estava fazendo e da uma pequena espiada por cima dos ombros. – Nenhum movimento brusco, estou armada e não tenho medo de atirar.

É claro que eu estava blefando, mas ele não precisava saber. A tal arma? Era apenas minha lanterna virada, admito que as sombras estão ao meu favor nesse momento. Minha confiança toda se esvai quando escuto sua risada baixa, ele parecia estar zombando de mim, ou sabia que armas não era permitidas no museu, nem mesmo para os seguranças. Era apenas bastões de choque e é claro que ele sabia disso.. maldito informante.

– Atira em mim então, doutora. Me pegou roubando suas preciosas pedras – Ele se vira por completo, não parecendo intimidado com a suposta arma – Se já acabou com o seu show de heroína.. Eu tenho hora para sair, então se me der licença.. – O encapuzado volta a jogar as tals pedras na mochila preta como se minha presença não significasse nada. Posso até ver a minha cara de indignação, como ele ousa!

Talvez o que eu fiz foi uma burrice, só posso estar completamente fora de mim, algo me diz que minha iniciativa foi no calor do momento, mas tão rápido quanto cheguei, eu agarrei a mochila e sai correndo. A adrenalina estava por todo o meu corpo, sei que ele me perseguia e sinto que o mesmo se aproximava a cada dois passos que eu dava, até que uma hora ele me alcançou e caímos juntos no chão. Ambos puxavam a mochila como se suas vidas dependessem disso, bom.. o meu emprego dependia disso.

– Mas que irritante, infelizmente não me informaram desse problema – Ele reclamou. 

– Não sou irritante, você que veio roubar o museu errado. Não no meu turno, caro senhor.

Puxamos tanto que o zíper chegou a estourar e algumas das pedras caíram no chão. Uma em particular começou a brilhar quando a luz da lua refletiu nela, uma tonalidade preta com rosa, não tive tempo de admirar. Vi que o tal bandido estava guardando apressadamente as outras pedras em seu bolso do moletom, penso que pelo menos uma eu não irei perder, mas parecia que ele sabia os meus pensamentos, pois tudo aconteceu de repente, parecia câmera lenta.

Nos jogamos em direção a pedra brilhante, como se fosse o último sapato da loja de liquidação. Felizmente eu cheguei na frente e consegui agarrar ela primeiro, mas sua mão grande logo cobriu a minha, ambas estavam sem luvas.. e esse foi o pior erro. A pedra começou a ficar em um temperatura quente, me obrigando a larga-la na mesma hora, logo, uma luz mais forte começou a emanar naquela coisa minúscula fazendo com que minhas mãos protegessem meus olhos da claridade, mal tive tempo para refletir o que estava acontecendo e minha visão foi ficando turva, até que eu me rendi a escuridão.



Notas Finais


Capítulo rápido, porque é apenas um prólogo.


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