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História A Pequena Loba e o Leão Dourado - Capítulo 42


Escrita por:


Notas do Autor


E aí? Ta todo mundo em casa por causa do coronga? Acho bom. O curso suspendeu as aulas e eu vou ficar quinze dias sem trabalhar. Quinze dias em casa. Fazendo o quê, eu não sei. Eu to tomando banho com álcool em gel, rapaz. Passo álcool em gel até no volante do carro.

Olha só, eu não demorei tanto dessa vez. É que estamos em reta final. Esse é o antepenúltimo capítulo. Ai que triste mds. Vou sentir saudades.

Eu escrevi capítulos tristes aqui, mas como eu sou um pouco sem sentimentos, nunca me emocionei com nenhum. Esse foi o primeiro capítulo que eu fiquei triste enquanto escrevia. O começo me comoveu, e eu nem tenho coração, que engraçado.

Boa leitura, chicas!

Capítulo 42 - Masmorra e correntes


Fanfic / Fanfiction A Pequena Loba e o Leão Dourado - Capítulo 42 - Masmorra e correntes




                          QUARENTA E DOIS

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                  SANSA XXXII

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Sansa mecheu os braços, fazendo as correntes que estavam presas em seus pulsos tilintarem. A masmorra de Porto Real era escura e fedida, ela pensou no incomodo que seu pai deve ter sentido quando estava lá. 

Quando Winterfell foi cercado por Twyin Lannister, Sansa pensou em contra atacar. Winterfell tinha suprimentos para dois anos, os Bolton estavam guardando para o inverno. O castelo resistiria, ela sabia disso. Mas ela estava grávida, seus irmãos eram duas crianças, e quando Twyin disse que perdoaria todos em troca de Sansa, ela concordou na hora. 

Sansa havia ficado espantada, em sua cabeça, Twyin nunca perdoaria nenhum de seus homens. Depois de um dia naquela masmorra, ela se tocou que era o mais inteligente a se fazer. Perdoar os homens que apoiaram a traidora e julgá-la sozinha. O que diriam de Twyin Lannister se ele matasse crianças e homens exaustos da guerra? Ou o que diriam se ele matasse os homens do Oeste e seu próprio filho que apoiou a rainha traidora? Claramente ele não seria bem visto. Então ele perdoara a todos, menos ela. 

Ela deixou todos em Winterfell, e em troca, prometeu a Twyin que seria julgada do jeito que ele queria. Ela deixou Arya no comando de Winterfell, mesmo a garota querendo ir para Porto Real e matar o grande leão com seus próprios dentes. 

Jaime estava com ela em Porto Real, estava lá quando ela chegou, estava lá quando ela tivera suas bebês, e estava lá agora, só que ela estava atrás de enormes portões de ferro, e ele estava bebendo vinho enquanto dormia em colchão de penas. 

Todas as vezes que lembrava de suas filhas, do modo em que elas foram tiradas de seus braços após o parto, Sansa chorava descontroladamente. 

Twyin dissera em palavras bem claras, que ela não seria jogada nas masmorras porque carregava o herdeiro dele, mas que quando nascesse, ela seria presa em nome da coroa. 

Ela entendia tudo agora. Ele mataria apenas ela, pouparia todos que apoiaram ela, esperaria ela dar a luz para tomar seu filho e fazê-lo herdeiro. Ela entendia tudo agora. Ele não ia deixá-la viver, não. Ele era Twyin Lannister, o homem que dizimou as Casas Tarbeck e Reyne. Pelo menos isso ele e Sansa tinham em comum. Extinguir Casas traidoras. 

Ela nem teve a chance de segurá-las e beijá-las como queria, ambas foram tiradas de si, e Sansa foi jogada alí, com correntes grossas e pesadas presas em seus pulsos. 

Ela usava um traje sujo, seus cabelos estavam um emaranhado e seu lábio estava estourado. Parecia que ela estava vivendo tudo de novo, mas dessa vez não era Joffrey a torturá-la, era Cersei. Volta e meia ela vinha até sua cela, acompanhada de um grande cavaleiro, ele a espancava até Sansa sentir falta de ar. 

- Você achou que poderia entrar em nossas vidas, fazer um estrago e se livrar de nós? - Cersei havia dito, logo depois de Sansa levar um tapa na cara e cair no chão. - Os leões nunca serão ultrapassados por lobos, nem mesmos por lobos gigantes. 

- Os lobos também tem suas garras, Cersei. Não se esqueça disso.

Cersei gargalhou. 

- Se você acha que isso terá um final feliz, você não tem prestado atenção. - Ela sorriu, mostrando seus dentes. Seus olhos verdes e venenosos brilhavam. 

Ela recebia comida uma vez por dia, e a porção era tão pequena, que não saciava sua fome. Ela não pôde ver suas filhas depois do acontecido, nem mesmo Jaime. Ela apenas esperava o dia de sua morte e esperava que não doesse. 

- Poderia parar de comer - disse para si mesma. 

Ela só pensava em suas filhas, em Jaime e em como eles ficariam. Se Jaime voltasse para Rochedo Casterly e criasse suas filhas, ela poderia morrer em paz, ao contrário, ela ficaria viva e teria certeza de que suas filhas não seriam como os Lannisters. 

A cela tinha apenas uma entrada de luz, através da porta de ferro, as lamparinas que ficavam do lado de fora era a única luz. Ela não entendia por que as correntes, ela não conseguiria escapar dalí nem se tivesse forças para isso. 

Quando Sansa sentiu aquela dor horrível e uma cachoeira escorrendo de suas pernas, ela soubera que chegara a hora. Ela ficou quase um dia inteiro sentindo aquela dor horrível e nada do bebê nascer. Mas quando começou a sessão de dor, era apenas gritos e lágrimas salgadas. Por diversas vezes ela disse para Jaime que não iria conseguir, por diversas vezes ela pediu por ajuda, por diversas vezes ela disse que não suportaria a dor. Parecia que todos os seus ossos estavam quebrando ao mesmo tempo, sua espinha parecia se retorcer e seu corpo ardia, oh, como ardia, ela parecia um fogueira. 

Ela ouviu o choro estridente de uma de suas filhas, e então a parteira disse que havia outra. Ela suspirou de alegria quando viu elas abrirem os olhos. No exato momento, ela nem preocupou-se em ser duas meninas, mas depois de entrar na cela, ela só conseguia pensar na ira de Twyin. Mulheres não podiam herdar castelos, mulheres eram feitas para se casarem e terem filhos. No final, eram as mulheres que davam aos homens suas alianças de guerra, com alianças de casamentos. Mesmo sendo duas Lannisters, Twyin não ficaria inteiramente contente, elas seriam usadas para traserem mais alianças e herdariam o nome dos maridos. Twyin nunca aceitaria outro homem de outra família reinando em Rochedo Casterly a não ser um Lannister. E ele não parecia querer deixar Lancel comandar Rochedo Casterly no lugar do filho de Jaime. 

Talvez Twyin matasse Sansa e desse a Jaime outra mulher, seria muito triste se assim acontecesse. 

Um dia depois de seu parto ela foi jogada alí. Foi terrível. Ela esperneou e chorou, gritou por Jaime e por suas filhas, ela se debateu e gritou por Twyin. A lembrança ainda lhe arrepiava a espinha. 

- TWYIN! - ela gritou, enquanto os guardas a agarravam. - Twyin, eu juro por todos os deuses que existem que farei da sua vida um inferno se não deixar minhas filhas em paz! Me deixe cuidar delas. 

Jaime matou três guardas na tentativa de impedir a prisão de Sansa, quatro homens ficaram feridos, talvez estivessem mortos. Não tinha como ela saber. Só tinha cinco dias alí dentro, não, eram seis. Cersei vinha em sua cela de doze em doze horas, Sansa contou. Ela vinha duas vezes ao dia, e ela já tinha vindo doze vezes. Aquele era o sétimo dia alí. 

Ela viu uma diferença entre as luzes, olhou para a porta, ouvindo um barulho. Devia ser a décima terceira expedição de Cersei. Sem ter nada para fazer, ela tentou adivinhar qual seria o guarda dessa vez. Ela sentiu lágrimas escorrerem de seus olhos, ela ouviu o barulho do trinco da porta enorme. 

- Saia daqui, sua vadia miserável! - ela gritou. 

- Sansa. 

- Margaery? - Ela apertou os olhos para tentar enchergar, a luz da vela na mão dela estava queimando sua retina. - Oh, Margaery. 

Ela se aproximou, sentando em sua frente. Sansa colocou a mão na frente dos olhos, demorando para se acostumar com a nova luz no local. 

- Sansa, você está ferida. 

- Como estão minhas filhas? - Sansa foi rápida ao perguntar. 

- Elas estão bem, Sor Jaime é um pai protetor, ele não deixa ninguém entrar em seu quarto para ver as meninas.

Ela suspirou de alívio. Elas estavam bem. Era tudo o que Sansa queria ouvir, que elas estavam bem. 

- E Jaime? Me diga, Margaery, me diga, como ele está? 

- Ele está abalado. Se meteu em diversas brigas depois da sua prisão. Tentou mais que tudo poder vir te ver. Mas sempre há três guardas em suas costas, e mais quarenta o vigiando de longe. Não pense que ele se esqueceu de você, Sansa. Sor Jaime ameaçou Twyin diversas vezes. Ele disse que colocaria Porto Real abaixo se seu pai o proibisse de te ver. Disse que explodiria tudo com fogo vivo. 

Ela estava nadando em suas lágrimas. 

- Eu preciso dele, Margaery. Preciso das minhas filhas. - Ela choramingou. - Pode trazê-lo? 

- Não há como. Twyin está vigiando-o. 

- E como você conseguiu vir? 

- Eu sou a rainha, Sansa. 

- Então você consegue trazê-lo. Faça algo. Por favor. 

- Sansa... 

- Margaery... - Sansa chorava. - Eu estou implorando. Por favor. 

- Eu vou tentar, mas não sei como. 

- Quero mais, quero ver minhas filhas também. Fale com Varys - Sansa disse -, ele vai saber trazer Jaime e as meninas. 

- Lorde Varys cobrará um preço. 

- Diga a ele que eu darei o que ele quiser, qualquer coisa. 

- Eu não sei se isso é uma boa ideia, Sansa. 

- Margaery, por favor. 

- Tudo bem. - Ela concordou com a cabeça. - Eu imaginei que você estaria com fome, então eu trouxe comida. 

Sansa nem tinha visto Margaery trazer algo, mas ainda bem que ela trouxera. Ela pegou o pão de mel e comeu como se fosse um ganso assado banhado com manteiga. 

- E, Margaery - Sansa chamou. - Peça para Jaime trazer papeis, tinta e pena. 

Ela não conseguia dormir desde o dia em que entrou na cela, e aquele dia não fora diferente. Ela pegou a pedra e fez mais um risco na parede, era noite já, ela supunha. 

- Sansa... 

Ela se levantou e correu, e então suas correntes a barraram. Ele entrou na cela, trazendo um cesto de mão, que ele colocou no chão ao lado dela e veio ao seu encontro.

Ela conseguiu abraçá-lo, conseguiu beijá-lo, conseguiu sentir seu cheiro forte de vinho. 

- Eu prometo que colocarei a Fortaleza Vermelha para baixo se você não sair daqui - ele disse. 

- São...? - Ela apontou para o cesto. Ele concordou com a cabeça e ela transbordou em lágrimas. - Minhas filhas. 

Sansa puxou o cesto, tendo a visão mais esplêndida de sua vida, mais bonita e mais pura. Sansa estava tão suja que teve até medo de tocá-las. Ela pegou uma nos braços e Jaime pegou a outra. 

A pequena dormia pesado em seus braços. Sua boca era pequenina e entreaberta, suas bochechas eram gordinhas e rosas, seu narizinho era arrebitado. Ela abriu os pequenos olhinhos verdes escuros. Seus cabelos eram ralos e louros, assim como os de Jaime. A outra tinha ralos cabelos ruivos e olhos azuis cristais. 

Ela não chorou nem emitiu barulho algum, só ficou olhando para Sansa, como se as duas estivessem ligadas. 

- Esta veio primeiro - disse Jaime, olhando para a bebê em seus braços. 

- Como vamos chamá-las? - ela perguntou, sem ar. - Ou você já deu-lhes nomes? 

- Não, eu estava esperando por você. Você escolhe de uma e eu escolho de outra? 

- Sim. - Ela sorriu. Sansa olhou para menina em seus braços, ela olhou o futuro e imaginou, ela correndo na grama em uma tarde de verão, seus cabelos louros voando contra o vento. - Summer - ela disse. - Quero que seu nome seja Summer. - Sorriu e depois olhou para ele. 

- Eu... Tenho alguns em minha mente. - Ele sorriu. - Estou pensando. 

Sansa passou o dedo indicador pela bochecha de sua filha, fazendo uma trilha de cócegas até a pontinha do nariz. Ela comecou a sorrir e mostrar suas gengivas sem dentes. Sansa morreu de amor por ela. 

- Sansa - disse Jaime. 

- Sim? - Ela olhou para ele. 

- O nome dela será Sansa - ele sorriu -, ela tem seus cabelos e seus olhos. Consigo sentir que ela será como você, linda, com longos cabelos ruivos, apaixonada por livros e canções. 

Suas lágrimas tomaram conta de seus olhos. 

- E se ela for como Arya? - Sansa perguntou, chorosa. 

- Então eu a ensinarei lutar. 

Sansa devia colocar as meninas no cesto para dormir, mas ela não podia. Tê-las em seus braços era a melhor sensação do mundo inteiro. 

- Sansa, você terá mais tempo para pegá-las e apertá-las, por ora, deixe-as dormir. 

Ela concordou, colocando as meninas de volta no cesto. Jaime se inclinou e colocou os lábios nos seus. 

- Eu já sei o que você deve fazer, querida. 

- Como assim? 

- Tyrion quando foi acusado de matar Joffrey, ele exigiu julgamento por combate. - Ele tocou em seu rosto com a mão boa. - Faça o mesmo. 

- Jaime, se eu tiver de morrer, não quero levar ninguém comigo - ela disse. - Se eu morrer, quero que você crie nossas filhas e que vocês sejam felizes. 

- Eu não poderia ser feliz sem você, Sansa. Nada nem ninguém me faria feliz, além de você. Eu lutarei por você. Exija julgamento por comba... 

- Eu nunca vou fazer isso - ela o interrompeu. - Nossas filhas precisam de você, Jaime. Eu não vou estar aqui, mas você precisa estar. Não, eu não vou fazer isso. Não vou. Sandor pode, ou talvez Brienne...

- Você é minha esposa, é a mãe das minhas filhas, é meu dever fazer isso.

- Não, não é, e eu não vou fazer isso. Não posso, Jaime. Elas precisam de você. - Ela chorou feito uma mãe desesperada, feito Catelyn Stark quando Bran caíu da torre. - Elas precisam de você. 

- Iremos para casa juntos - ele disse. 

- Eu não vou fazer isso - ela disse por final. - Trouxe os papeis e a tinta? 

- Sim. 

Ele mecheu no cesto e tirou o papel, a tinta e a pena. Ele também tirou um apoio e deu para ela. 

Ela derramou umas lágrimas antes de escrever. Ela escreveu uma carta para Arya e uma para Rickon, escreveu uma possível carta para Bran, para quando ele voltasse. Se ele voltasse. E por fim, escreveu uma carta para suas meninas, carta que elas poderiam ler quando fossem maiores, cartas para que ao menos elas soubessem quem era sua mãe se Sansa partisse. Ela distinguiu as cartas e enrolou elas e as entregou para Jaime. 

- Escreva uma carta para nossas filhas, caso aconteça algo. - Ela entregou o papel para Jaime e lhe deu a pena. - Amanhã mesmo, entregue todas essas cartas para Arya. Por favor, Jaime. Amanhã. 

- Eu farei isso. 

- Eu te amo, mais que tudo. 

- Eu também te amo, mais que tudo. 

Quando Jaime foi embora junto de suas filhas, ela sentiu um fazio imenso, uma dor tremenda no peito e uma angústia perturbadora. 

Se você acha que isso terá um final feliz, você não tem prestado atenção.

                                         ◆

Sansa começou a fazer barulho com as correntes, puxando os braços e batendo ferro com ferro. 

- Pare com isso! - gritou o guarda. - Sete Infernos! 

Ela continuou puxando a corrente e batendo o ferro. 

- Droga, mulher! - Ele veio até o portão de ferro. - O que você quer? 

- Eu quero um julgamento - ela disse. - Diga a Twyin que quero um julgamento. 

Depois de sair da cela, ela foi levada para uma sala de banho, ela foi lavada, escovada e vestida com novas vestes. Sansa nem se deu ao trabalho de perguntar para as aias o porquê do banho e do vestido, ela sabia que isso era coisa de Twyin, ele sabia que as pessoas podiam simpatizar com Sansa se ela estivesse suja, moribunda e cheia de machucados. Suas vestes foram trocadas, mas ela não se livrou das malditas correntes. O guarda atou uma corrente em seus pulsos que era presa com a dos pés. 

E então ela entrou na sala do trono, aquelas pessoas olhando-a dos pés a cabeça, tentando ver sua alma e suas traições. No trono estava Twyin, do lado esquerdo estava Mace Tyrell e do lado direito de Twyin estava Oberyn Martell. Ela andou até entrar na cabine de madeira, encostando os braços na madeira. Cersei estava do seu lado direito, na multidão. 

Ela olhou para a esquerda e viu Jaime, ele tinha Summer nos braços. Ela usava uma roupa branca com azul, seus sapatinhos eram pretos. Era uma das roupas que Sansa costurou. A Sansa estava nos braços de Shae ao lado de Jaime, também usando uma roupa que Sansa fizera. Ela sorriu para eles, incluindo Tyrion que estava em meio a eles. 

- Você está sendo acusada de traição, Lady Sansa - disse Twyin em cima do trono. 

- E por quê, exatamente? - Ela apertou os olhos. 

- Por se proclamar rainha e tomar os vassalos da minha Casa para fazer uma guer... 

- Lorde Twyin... - começou Lorde Swyft que alí estava. 

- Cale a boca! - Twyin gritou. 

- Desde que meu pai morreu, eu tenho sido prisioneira aqui em Porto Real - Sansa disse, falando com a platéia. - Joffrey ameaçava me estuprar, mandava seus guardas me baterem e tirarem minhas roupas na frente de todos. Eu nunca fui tão humilhada. - Ela virou-se para Twyin. - Você mandou matar meu irmão e minha mãe. Eu sou uma traidora por vingar minha família?! 

- Você não está aqui para fazer acusações contra mim... - Twyin comentou. 

- Enquanto eu estava sendo humilhada, a tão bondosa Rainha Cersei fodia com todos os guardas da Fortaleza Vermelha! - ela falou, encarando Cersei nos olhos. Todos ficaram chocados. - Oh, sim! Os Kettleblack. - Sansa gargalhou. - Por que acham que Twyin Lannister expulsaria dois cavaleiros fortes e bem treinados? Lembra disso, Lorde Twyin? Quando eu fui em sua sala e disse que sua amada filha estava fodendo com os Kettleblack em troca de serviço? Claro que lembra. - Ela estreitou os olhos. - Mas claro, eu sou a puta traidora, não Cersei Lannister. Não a mulher que matou o rei e o traiu por anos. 

- Sansa Stark, você está falando com a mãe do rei, tenha mais respeito. 

Sansa Stark? Ela agora era Sansa Stark para ele? 

- Rei? - Ela gargalhou histericamente. - Um bastardo não pode ser rei, Twyin, sabes disso. Sabe que seus filhos fodem desde os seis anos, sabe que Joffrey, Myrcela e Tommen nunca foram Baratheons. Sabes disso. Sabes que... 

- CHEGA! - Ele se levantou. - Não vou deixar que fique profanando a minha família com todas essas mentiras! 

- Sua família é horrível - ela falou -, você nunca conseguiu controlar os seus filhos e você se envergonha por isso. Você sempre se achou o homem mais inteligente, sempre quis tudo do seu jeito. Você não pode ter tudo quer, Twyin. Então se você me considera uma traidora por reunir meus homens e vingar minha família, que seja! Mas eu não vou desistir. Eu fiquei sonhando com o dia em que Joffrey morreria e minha única decepção é não poder ter assistido. - Ela olhou para Cersei e depois virou-se para que todos visse seu rosto. - Eu queria ser o monstro que acham que sou. Eu queria ter veneno suficiente para todos vocês. Eu daria minha vida com prazer só para ver todos vocês engolirem! 

- Sor Arys! Sor Arys! - disse Twyin Lannister. - Leve a prisioneira de volta para sua cela. 

Sansa virou-se logo depois, para encarar Twyin e toda sua fúria. 

- Eu não vou voltar àquela cela sem lutar, e eu sei que não receberei justiça aqui. Então deixarei os deuses decidirem meu destino. - Ela levantou o queixo e o olhou no fundo de seus olhos. - Eu exijo um julgamento por combate.


Notas Finais


Eu olhei pro julgamento do tyrion e disse: VOU KIBAAAAAAAAAR. kibei.

Eu queria muito mostrar como a relação do jaime e da sansa é forte. Vcs leram isso? Jaime disse que queimaria porto real com fogo vivo por ela. E sansa sabe que embaixo de porto real é cheio de fogo vivo por conta do rei louco. Eles são fortes juntos.

O que acharam desse capítulo? Me contem. Quero que vocês preparem o coração para o próximo capítulo, ok? Já estou avisando.

vcs tão assistindo bbb? melhor coisa é ficar no twitter comentando sobre o bbb.

XOXO 💛🐺🦁


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