História A peruca rosa - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Seventeen
Tags Jeonghoon, Jicheol, Jiji, Junhoon, Regyular, Soonhoon, Wonhoon
Visualizações 45
Palavras 1.643
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu fiz pensando em wonhoon, mas eu coloquei seis couples na tag pra ir de cada um ai, imaginem quem quiser e boa ;)

Capítulo 1 - Last day


• 09hrs.

Jihoon acordou assustado, havia tido um sonho estranho. Ao dar-se conta da realidade o pequeno esticou os braços estralando-os. Respirou com um pouco de dificuldade o aroma daquela, tão conhecida por si, sala branca do Hospital Seoul Center. Levantou-se depositando toda sua força nos ossinhos fracos e, com sucesso, encostou as costas na cabeceira daquela ‘macama.

Mirou sua atenção à janela, que raramente era aberta. Suspirou decepcionado.

Lee perdia-se nos pensamentos enquanto fitava qualquer canto do recinto. Seu estômago roncava pedindo alimento, mas ele apenas iguinorava-o nem se importando em pedir pela sua refeição. Passou alguns minutos refletindo coisas aleatórias até que o barulho da porta despertou-lhe de fato.


“Uji, querido.” A enfermeira que conheceu no primeiro dia de internação, Hyemin, aparece na porta com uma bandeija diferente das normais.

“O-que é i-isso?” Perguntou com a voz falha por conta das quimioterapias.

“Seu almoço.” Sorriu ao menor que franziu o cenho estranhando.

“M-mingau d-denovo?” Deduziu fazendo expressão de nojo.

“Não! Esse aqui é um prato especial, sua mãe mesmo fez, ela disse que é o seu preferido!”

“Ma-macarrão p-picante?!” Praticamente gritou de felicidade, essa foi uma das raras vezes que Lee Jihoon ficou animado pra valer.

“Acertou.” Hyemin andou até o baixinho que sorria largo, estava surpreendida com o fato de que uma simples refeição deixava todos aqueles dentinhos a mostra.


A jovem andou até o menor e colocou a bandeja sobre o suporte. Retirou a tampa do recipiente e o cheiro delicioso da pimenta invadiu as narinas do garoto que soltou um “hmmm” prazeroso. Achava que iria morrer sem comer novamente um daqueles macarrões de sua mãe, que saudades que estava. Jihoon pegou o garfo ao lado do potinho e enrolou a massa na ponta do utensílio, não tardou e enfiou de uma vez na boca e... Oh Céus! Nem lembrava-se do gosto tão bom que aquilo tinha. A mistura da suavidade da farinha cozida em água fervida mais o apimentado levaram o pequeno ao maior delírio culinário.

Enquanto sujava o canto dos lábios com a calda alaranjada e sugava famintamente os fios de macarrão, a enfermeira andou até a janela abrindo-a. Lee perdeu a atenção na comida de imediato. Era uma miragem, sua janela sendo aberta? impossível.

Engoliu em segundos tudo que havia em sua boca, abrindo espaço para respirar fundo o ar puro e limpar os pulmões que já deviam estar acumulando poeira de tanto ar artificial que recebiam. 


“Venha respirar melhor aqui.” Hyemin ditou vendo o mais baixo limpar o rosto com os guardanapos macios que trouxe na bandeja. Jihoon empurrou o suporte dando espaço para si mesmo sair. Caminhou até o parapeito, fechou os olhos e fez-se presente em uma dimensão onde os únicos moradores eram ele e a natureza. O docê som do canto dos passarinhos encantavam seus tímpanos, o aroma das flores e da grama úmida graças a chuva de mais cedo faziam o querer deixar lágrimas escorrerem. E fez, derrubou a água salgada pelos olhinhos que ficaram levemente avermelhados e inchados em seguida.

“Tudo bem, o dia será cheio de surpresas.” A mulher sorriu, o pequeno limpou o rosto úmido com as costas da mãos.


• 13hrs.

Era inicio da tarde e Jihoon encontrava-se no jardim do hospital, tal lugar onde nunca podia visitar. Ele fazia seus caça-palavras enquanto cobria os fios rosas com o capuz vermelho, tinha sua máscara branca tampando sua respiração e um óculos de armação redonda em frente aos olhos. Materias necessários para deixa-lo muito atraente.

Com a companhia do sol forte, o vento feroz e a umidade geladinha refrescavam o pequeno que observava o rápido movimento das nuvens que pareciam dançar no clarinho do céu. Do banco em que estava tinha limpa visão da praça que ficava do outro lado da rua, em frente ao lugar trancado. Mesmo sem ouvir muito bem — por causa da distância —, sabia que naquela praçinha as risadas de crianças, latidos de cachorros e o barulho do xadrez dos velhinhos ecoavam pela tal. Sorria enquanto sentia a brisa estapear seu rostinho pálido e balançava de um lado para o outro cantarolando uma antiga melodia que se lembrava — onde falava sobre respirar e simplificar.

Tirou a atenção do ambiente calmo ao seu redor e voltou a tentar encaixar as palavras certas no quadradinhos do papel.

De repente seu coração inicou batimentos rítmicos causando uma das melhores sensações que já teve, aquela vibração que só um certo alguém surtiria efeito. Será que... Não.

“Impossível, o que ele estaria fazendo aqui?” Espantou aqueles pensamentos querendo seu foco na realidade.


Alguns segundos correram no tempo e se aquilo não passasse ele necessitaria de um exame cardíaco. Mas de nada resultaria, o motivo daquilo não era doença nem nada. Era outra coisa, e ela tem nome e sobrenome.


“Hoonnie!” E então Jihoon congelou sem conseguir virar para trás, e não é verdade que seu coração nunca mente? Podia reconhecer aquela voz em quaisquer circunstâncias, mesmo se fosse surdo, o maior tinha as principais qualidades para atrai-lo feito imã.

A figura alta surgiu em sua frente acordando-o pra valer.


“H-hyung!” Gritou e não pode se conter de um largo sorriso formado em seu rosto.

“Que saudade!” O maior abraçou Lee e teve suas costas maltradas com o entrelaçar bruto. “Nossa, você ‘tá mais forte que da última vez.”

“E-eu senti m-muito a s-sua falta H-hyung!” A voz toda falhada do baixinho cortava o coração do mais velho, vontade de chorar o consumia por ver o outro em tal situação.

“Eu também.” Beijou a testa do rosado que corou com o ato, Uji queria gritar de tão feliz que estava.


• 23hrs.

Jihoon sabia que todo aquele paparico não era atoa e desconfiava do real motivo para aquilo.

Os médicos deduziram que se a cirurgia não ocorresse certo, ele não passaria daquele dia. Tudo, inclusive sua vida, dependia do bom funcionamento do processo.


Na sala fria, um dos garotos estava prestes a entrar em prantos.

“N-não s-se preocupe H-hyung. V-vou te a-amar não importa onde e-eu esteja.” Essa foi a frase causadora da enorme cachoeira nas íris do mais velho.


Enxugou as lágrimas e fungou espantando os soluços e leves espasmos.

“Eu te amo Hoonnie.” Selou os lábios no do baixinho que surpreendeu-se. Deus, há quanto tempo não sentia o gosto do maior? A língua do moreno causava-lhe as melhores valsas de borboletas em seu estômago. O ruivinho desejava que o ar não fosse necessário e que a falta dele nunca torna-se presente. Mas infelizmente não é assim que as coisas fluem, o ôxigenio implorou em ambos os pulmões e então tiverem que ceder para que não morressem asfixiados.

“Q-quero que fique c-com isso.” Jihoon pôs as mãos no cabelo e aos poucos foi puxando-o para longe do couro. O maior pegou a peruca rosa em mãos e acabou molhando-a com as lágrimas que voltaram a surgir.


Em silêncio eles se abraçaram. Todo aquele calor que pairava sobre eles esquentava a sala gélida. Um longo tempo passou, com os dois ali entrelaçados, até que uma frase fisgou bruscamente o peito do mais velho.


“É agora a cirurgia, peço que se retire senhor.” A companheira de trabalho de Hyemin apareceu no cômodo junto de dois infermeiros solicitando a saída do alto.


O moreno engasgou com o choro preso na garganta.


“V-vou ficar bem H-hyung. Te a-amo.” Sorriu para o outro antes dos dois homens destravarem sua ‘macama das paredes e levarem-a, arrastando as rodinhas, para a sala de cirurgia.


• 04hrs.

jovem estava desde aquele último horário na sala de espera. 

Dormindo ele sonhava com um campo florido, o vento fresco batia em seu corpo. Hoon mostrava todos os esbranquiçados dentes em um sorriso magnífico. O brilho de seus olhos encatavam o mais velho de um modo surreal.

Aos poucos ele despertou com sacudidas repetidas. Forçou a vista na claridade do lugar vendo a mãe de Jihoon à frente.


“Não quer ir pra casa filho? Um dos médicos veio e me disse que talvez demore, você tem que dormir confortável.” 


Esfregou as palmas das mãos no rosto retirando o cansaço. Iria obviamente negar, mas lembrou-se que de tarde teria que fazer uma prova do seu curso de música — o qual ele e Jihoon faziam juntos antes da maldita doença.


“Tudo bem.” Se levantou ajeitando o casaco amassado e verificando se suas chaves encontravam-se no bolso, e com sucesso se despediu da mãe de Lee. “Me ligue assim que acabar!” A figura materna concordou.


• 10hrs.

Ensaiava mais a sua canção com o piano, mas nada adiantava, a cada tecla a melodia ia de alegre à deprimente. O soar do teclado ecoava por seus ouvidos fazendo-o querer chorar muito, até desmaiar de exaustão ou desidratação.

A peruca rosa do menor estava no seu colo. Desde ontem ele não desgrudou do artefato, até dormiu ao lado dela.

O celular tocou, assustando-o. E após uns três toques raciocinando e batalhando com seu interior que as noticias seriam boas o alto correu ao aparelho.

“Alô?”


E mais uma vez aquela fisgada feriu seu peito.


“Demorei para telefonar pois não sabia como dizer.” Lágrimas foram fungadas e o choro engolido do outro lado da linha. “Meu filho não... Ele não sobreviveu. Os médicos não conseguiram fazer nada. Sinto muito, Jihoon está morto.”


Estática, sua mente ficou estática processando a pior informação que recebeu em sua vida.

Não respondeu ao recado, apenas deixou o smartphone deslizar pela sua palma suada e cair, em câmera lenta, no chão. Jogando os pedaços da tela em cada canto, espatifando.

Por impulso seus joelhos sofreram um forte choque com o solo. A água morna já criava uma poça no tapete abaixo de si. Sua cabeça sofria brutas marteladas e a vontade de arrancar o próprio coração afim de poupar essa tristeza era gigantesca.


“Não! Não! Não Jihoonnie! Por quê?!” Gritava enquanto abraçava os cabelos, como se realmente a peruca rosa possibilitasse uma comunicação com o menor.


Jihoon está morto.


Maldita frase que ecoava por seu interior, causando a insaciável sede da depressão que provavelmente batia em sua porta desejando entrar. E o maior abriu, deixou-a morar junto com si.

Aquilo levou os dois. Jihoon, que sofreu a doença e o moreno, que sofreu a perda.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...