1. Spirit Fanfics >
  2. A Pirata e a Sereia - Catradora >
  3. E construir um lar

História A Pirata e a Sereia - Catradora - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


arte linda e cheirosa por blackcleryberry, no twitter.

Capítulo 8 - E construir um lar


Fanfic / Fanfiction A Pirata e a Sereia - Catradora - Capítulo 8 - E construir um lar

Faziam um mês, três semanas, dezoito horas e treze minutos desde que a capitã Catra tinha tido o primeiro encontro com Adora. Desde então, ela vinha aprendendo cada vez mais sobre ela, adaptando sua vida e rotina para encaixar a loira cada vez mais dentro dela.

O resultado disso era que Catalina Applesauce não sabia se já tinha sido tão feliz. Ela nunca conheceu ninguém que a fizesse sentir como Adora fazia e agora ela sabia exatamente o porquê. Não existia alguém tão doce e idiota como ela.

Adora era boa, generosa, carinhosa e nobre e Catra não conseguia entender o porquê o destino tinha colocado as duas juntas. Ela sabia que não merecia alguém assim, mas ao mesmo tempo, não podia evitar de agradecer todos os dias pela sorte que tivera. Catra era absolutamente grata e orgulhosa de Adora, que já passara por tanta coisa ruim em sua vida e ainda assim encontrava espaço em seu coração para olhar para ela como se ela fosse a única estrela no céu. Sorrir com o canto dos lábios levemente levantados e as sobrancelhas franzidas, como se ela fosse o motivo de toda a sua felicidade.

Catra amava tanto tudo isso.

Catra amava Adora. Mais do que tudo e qualquer pessoa que ela já conheceu.

E logo ela, que sempre fora livre e desapegada, caminhando em direção aos seus objetivos com determinação e sem nunca olhar para trás, tinha ficado de quatro por uma mulher.

E pior, ainda se orgulhava disso.

Pela primeira vez em muitos anos, Catra estava assustada e com medo de perder alguém. Tão ruim, que apenas a possibilidade de Adora dizer a ela que isso não funcionaria mais a fazia entrar em pânico.

Quem diria aonde a pirata iria parar.

~.~

Adora estava em cima dela, suada e ofegante, movendo lentamente seus quadris, esfregando seus clitóris inchados e levando Catra a loucura.

Ela pensou em dizer a ela quando a loira entrelaçou seus dedos e começou a se mover mais rápido, gemendo o nome dela.

Quase disse quando circulou as pernas em volta dela, a abraçando tão forte que poderia muito bem esmagá-la, juntando seus lábios juntos com ansiedade, na pressa de calar os desejos de seu coração, querendo ter cada pedacinho da loira tão junto dela, que você não poderia dizer aonde uma começava e a outra acabava.

Sua boca se abriu quando Adora choramingou seu nome, gozando em cima dela, a gata vindo logo em seguida.

Mas Catra não conseguiu. Ela tinha medo.

Tudo o que ela fez foi deixar Adora aninhá-la em seu peito, dando permissão pela primeira vez para ela tocar suas orelhas, torcendo para que ela entendesse o que isso significava.

~.~

Catra adormeceu se sentindo segura, aquecida e livre. Livre o bastante para saber que não existia nenhum outro lugar que ela preferia estar que não fosse nos braços de Adora.

[...]

Era sempre Catra quem levantava primeiro. Ela saiu da cama, deixando Adora deliciosamente nua e enrolada em seus lençóis. A gata vestiu uma calcinha limpa e uma camisa larga velha e antes de sair, olhou para trás. Ela sempre olhava. A loira estava esparramada pelo colchão, roncando com um fio de baba na boca.

Catra sorriu.

Idiota.

E então saiu.

[...]

A pirata estava quase terminando de fritar os ovos quando sentiu os braços de Adora circulando sua cintura. Catra ficou envergonhada pela forma como seu coração acelerou e ela começou a ronronar imediatamente.

— Hey, Adora. — O rabo de Catra se enrolou na coxa da loira. Ela não precisava se virar para saber que Adora estava sorrindo como uma idiota.

E talvez ela também estivesse.

— Hey, baby — Adora encontrou aquele pontinho entre o pescoço e o ombro de Catra e inspirou. Os pêlos da morena se arrepiaram. Droga. — Minha gatinha manhosa está fazendo o cafézinho pra mim?

Catra fez cara feia, mas por dentro seu peito vibrou.

Sua.

— Eu vou tacar essa frigideira na sua cabeça, Adora! — resmungou.

A loira riu e esticou o pescoço para depositar um beijo nos lábios dela. Um que se transformou em dois. Três. E de repente os ovos estavam quase queimando.

— Saia! — Catra bateu o rabo no nariz nela.

Adora se afastou, rindo e foi se sentar.

[...]

Catra colocou o prato com ovos na frente de Adora e serviu uma tigela de mingau para ela, só agora notando que a loira estava usando suas roupas — o coração da morena inchou de amor, quase não conseguindo guardar sozinho tantos sentimentos. Isso vinha acontecendo com alguma frequência, na verdade. Adora também tinha cortado o cabelo rente ao queixo e usava uma bandana vermelha e branca na cabeça.

Catra se sentou no lado oposto de Adora, pronta para comer, quando a loira, inconscientemente, ergueu a mão livre sobre a mesa e pegou a sua, entrelaçando seus dedos enquanto comia como se fosse um marinheiro, mal respirando entre as garfadas.

A morena observou a cena com o coração aos pulos.

Se fosse ser sincera, Catra soube que estava fodida na primeira vez em que se sentara ali com essa linda garota. Elas tinham acabado de acordar e a gata notou que poderia fazer essa mesma rotina com ela, todos os dias, sem se cansar.

Adora traçou os nois dos seus dedos, erguendo os olhos para ela e sorrindo com a boca meio cheia, daquele jeito que dizia que Catra era a sua pessoa favorita no mundo.

— Uqui fôi? — perguntou, engolindo os ovos em seguida. A morena piscou. Uma. Duas vezes. E então riu. — Catra! — Adora riu junto, apertando seus dedos. — O que é, baby?

Catra parou de rir.

Ponto fraco, Adora.

— Estou apaixonada por você.

Adora parou de sorrir imediatamente.

Catra não sabia muito bem o que esperava quando disse isso. Ela estava tão feliz, se sentindo tão bem, que só queria colocar para fora. Agora era como se a cadeira embaixo dela estivesse despencando em queda livre, vendo Adora ficar meio pálida.

Merda!

Suas mãos escorregaram, Adora sem reação enquanto Catra começava a sentir os primeiros sinais de pânico dentro de si.

Porra, não era a hora! Foi muito cedo!

Adora tinha tanta coisa na cabeça e Catra simplesmente jogou seus sentimentos em cima dela sem nem pensar.

— Olha eu... — Catra estava olhando para todos os lugares, menos para Adora, já sentindo sua garganta se fechar. Merda, merda, merda! — Você não precisa me dizer o mesmo- Você nem tem que sentir o mesmo! Eu...

O estômago da gata deu um nó e pela primeira vez, ela se sentiu enjoada em seu navio, o silêncio de Adora a machucando como uma faca afiada alojada em seus pulmões, impedindo o ar de passar.

— Desculpa... — ela engasgou, se levantando e correndo para fora da cozinha.

[...]

Catra se sentia patética enquanto chorava enrolada em uma bola na cama. Na cama que tinha o cheiro de Adora impregnado nela e a fazia recomeçar a chorar toda vez que parava. Ela sabia que não tinha porque estar chorando. Adora não gostar dela da mesma forma não era o fim do mundo e nem se quer a surpreendia. As duas nunca falaram sobre ter algo a mais e Catra estar reagindo dessa forma só a fazia parecer chata e dramática e ela odiava isso.

A verdade é que Catra não sabia onde e nem quando, mas em algum momento, ela começara a criar expectativas. Expectativas de que as coisas poderiam ser diferentes dessa vez. Ela sempre tinha sentido como se fossem com Adora. Como se a garota fosse seu porto seguro. Toda vez que Catra se jogasse, ela estaria lá para pegá-la. Como se, apenas ser, fosse o suficiente para merecer seu amor. Por isso tinha sido tão fácil deixar seus sentimentos saírem.

Mas agora, tudo o que Catra sentia era medo. Medo de que Adora pensasse que os seus sentimentos atrapalhariam a convivência fácil que elas estavam construindo. Porque Catra não se importava se a loira não a amasse de volta. A única coisa que ela queria, era Adora.

— Catra? — Era a loira batendo na porta, sua voz ansiosa e preocupada.

Catra tentou limpar as lágrimas rapidamente, não querendo que Adora a visse desse jeito. Não queria que ela se sentisse culpada quando fosse rejeitar seus sentimentos.

Ela se sentou na cama e arrumou as cobertas, antes de dizer:

— Entra.

Adora abriu a porta, a expressão preocupada e caminhou meio hesitante até o pé da cama que há poucos horas atrás elas estavam deitadas juntas.

— Hey... — ela sussurrou, temerosa, olhando para Catra com olhos azuis tempestuosos enquanto apertava os dedos freneticamente.

— Ei, está tudo bem, Adora — Catra tentou sorrir, mas não deu muito certo. Ela limpou a garganta. — Desculpa eu ter corrido de você — olhou para baixo. — Foi meio infantil.

Adora exalou ruidosamente.

— Não tem problema, eu- Será que e-eu posso me aproximar de você?

Catra ficou surpresa.

— Hm, claro...

Adora subiu na cama, ficando ao lado de Catra e embaixo dos cobertores.

Elas se encararam.

Catra não entendia o porquê os olhos de Adora pareciam conter tanto medo.

— Tem uma coisa que eu ainda não te contei — O coração de Catra a essa altura era apenas um zumbido em seus ouvidos. — E eu ia te contar, eu juro! Mas é que os dias foram passando... — Os olhos de Adora ficaram marejados. — E ficar com você é... Você é tão incrível, Catra! Você é esperta, engraçada, atenciosa...

— Você está me rejeitando? — A morena franziu a testa.

— O QUÊ? Não! Deuses, mas é claro que não! — Adora agarrou suas mãos. — Eu nunca rejeitaria você!

O nó que estava preso na garganta de Catra se afrouxou.

— Eu não estava entendendo nada! — Catra soltou uma risadinha meio nervosa e meio aliviada. — Você disse que ia me contar uma coisa e depois começou a me encher de elogios! Eu pensei que ou você diria que é casada ou a famosa frase: "não é você, sou eu".

Adora riu.

— Catra! Estou tentando dizer que eu te amo e você está estragando o clima!

O coração de Catalina parou por um segundo, qualquer pensando coerente deixando a sua mente e tudo que ela ouvia, era:

Estou tentando dizer que eu te amo.
Tentando dizer que eu te amo.
Dizer que eu te amo.
Que eu te amo.
Eu te amo.

— Você me ama, Adora? — Catra sussurrou, com medo de que se ela disesse as palavras em voz alta, elas iriam embora e não voltariam mais.

— É claro que eu te amo!

— Mas você-

— Eu sei que eu não reagi muito bem na cozinha, ok? — Adora estralaçou seus dedos. — Mas você vai me deixar explicar?!

Catra deu um sorriso cheio de dentes para ela, seu coração se enchendo de alegria.

— Posso ganhar um beijo antes?

— Catra, é sério! — Adora tentou fazer cara feia, mas ela também sorria abertamente.

Catra fez beicinho. Adora revirou olhos e se abaixou para lhe dar um selinho, mas a morena a puxou pela nuca e o transformou num beijo molhado e necessitado. Adora se desequilibrou e caiu por cima dela, que a abraçou enquanto a beijava.

Quando elas se afastaram, sem fôlego, Catra disse, olhando para Adora e sorrindo como se ela fosse sua única razão de viver:

— Eu também te amo, Adora.

Os olhos da loira ficaram marejados novamente. Ela inspirou profundamente e disse:

— Catra, eu estou apaixonada por você desde que eu tinha dezesseis anos.

[...]

Os olhos de Catra se arregalaram enquanto ela deixava a frase fazer efeito dentro de si. E não importava quantas vezes ela a repetisse na sua cabeça, ainda assim não fazia sentido.

— O quê?

Adora começou a se levantar, se sentando e Catra imitou seus movimentos.

— Era isso que eu estava tentando te contar! Lá na cozinha, quando você disse que estava apaixonada por mim, eu não quis te magoar, Catra! Só agi daquela forma, porque não conseguia acreditar no que você estava dizendo! Eu esperei tantos anos para ouvir isso, que quando aconteceu... simplesmente não parecia real... — suspirou.

— A garota por quem você se apaixonou... era eu? — Adora afirmou, sorrindo emocionada. — Mas... como?

— Sea Hawk. Mermista também é uma sereia.

— Mermista era uma sereia?!

Adora deu uma risadinha.

— Sim. O reino dela fica em Salineas, que é tipo, do lado de Etérnia. E... hm... Não sei se eu deveria te dizer isso, mas agora ela meio que é minha ex? Também não sei se eu posso chamá-la assim, já que a gente nunca teve nada sério. — Catra ficou com cara feia. — Baby, não faz essa cara, você sabe que eu sempre amei você.

— Não estou fazendo cara nenhuma, Adora, você é que está imaginando coisas! — Cruzou os braços, emburrada.

Adora sorriu para Catra, como se achasse o ciúmes dela muito charmoso.

Isso desarmou a capitã completamente.

— Enfim, Mermista vivia reclamando de um tal de Sea Hawk na época, então um dia eu fiquei curiosa e resolvi subir para ver como ele era. Foi aí que conheci você — Os olhos de Adora brilharam e Catra sentia que poderia começar a chorar a qualquer momento. — E bom, você de quinze anos era bem impressionante.

— Eu era um pé no saco total! — Catra se desviou do assunto, tentando ignorar a forma como seu corpo se aquecia de dentro para fora.

— Não! Você era maravilhosa — Adora começou a se aproximar até que pudesse passar os braços em volta de Catra e trazê-la para o seu colo. — Assim como é hoje em dia.

— Então por que você nunca falou comigo? — Passou os braços pelo pescoço da loira.

— Eu não sei se você se lembra, mas você era bem intimidante. Eu não podia simplesmente chegar do nada! Precisava de um plano... — Adora olhou para baixo. — Um plano perfeito que nunca parecia bom o suficiente.

— Então você foi amaldiçoada...

— E pensei que você ficaria melhor sem mim...

— Oh, Adora... — Catra segurou nos dois lados da cabeça dela e lhe deu um selinho demorado. — Eu amo você agora e teria amado você seis anos atrás.

A garota fungou e escondeu o rosto naquele pontinho entre o pescoço e o ombro de Catra, inspirando.

Elas ficaram assim por alguns minutos, antes que a morena falasse novamente:

— O que aconteceu no dia em que eu te conheci?

Adora ficou toda vermelhinha.

— Depois que Glimmer e Micah me ajudaram, eu prometi a mim mesma que não iria atrás de você novamente. Então um dia eu estava voltando da casa de Mermista e ouvi você. Eu pensei que já que nunca íamos ter nada... Eu poderia almenos ter algo bom para me lembrar de você...

— Adora, sua aberração! — Catra empurrou o ombro dela, rindo.

— O quê?! Catra, você poderia ter me impedido!

— Nah, eu não poderia — A morena montou seus quadris. — E já que estamos sendo honestas aqui, eu também menti pra você.

— Seu sobrenome não é Applesauce, né?

— O quê?! Claro que é! — Catra mordeu o ombro dela.

— Ai! Então o que é?

Catra olhou bem fundo nos olhos de Adora para falar isso.

— Você é, definitivamente, a garota mais bonita que eu já conheci.

Adora colocou as mãos na cintura de Catra e sorriu para ela, presunçosa.

— É claro que eu sou! Você já olhou para mim? Eu sou linda!

Catra sorriu.

— Argh! Me apaixonei por uma idiota! — E começou a se abaixar para beijá-la.

— Espera! — Catra parou. — Você não está com raiva de mim?

— Não. Estou muito feliz e lisonjeada e talvez um pouco chatiada por ter perdido seis anos com você, mas você era uma criança, assim como eu. Não poderíamos ter feito muita coisa naquela época.

Adora piscou, como se não pudesse acreditar no que estava ouvindo e ao mesmo tempo também não pudesse ser mais grata. Ela abriu aquele sorriso para Catra, seus olhos fazendo aquela coisa de quando ficava emotiva e puxou suas testas juntas.

— Eu acho que você é o amor da minha vida, Catra — sussurrou.

Os olhos da pirata ficaram marejados, seu coração transbordando mais do que nunca.

— E eu tenho certeza de que você é o meu.

E então elas se beijaram. E ficaram na cama por um longo tempo.


Notas Finais


eu n tô chorando, vc q tá.
gente, ai, olha, eu já estou com sdds 🥺🤧

epílogo e agradecimentos amanhã pq minha cabeça tá zumbindo 🤒
feedback pra curar minha dor 🤡


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...