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História A Place Called Hate - Capítulo 3


Escrita por:


Notas do Autor


T. Santana
A Place Called Hate
A obra trata-se de uma fanfiction inspirada em JoJo's Bizarre Adventure, e pode exibir temas perturbadores. O conteúdo a seguir não foi sujeito a sérias revisões linguísticas.

Capítulo 3 - Earth Intruders


Fanfic / Fanfiction A Place Called Hate - Capítulo 3 - Earth Intruders

Alguns poucos dias após o incidente com o fantasma, Volpo está totalmente regenerado. Talvez tornar-se um usuário de stand o concedeu uma melhor recuperação. Estamos indo para a escola juntos pela primeira vez, o que inicialmente me causou uma ansiedade. Na entrada nos deparamos com algo singular: um dos garotos mais populares de minha classe, Matteo, está tentando se reafirmar como uma boa pessoa. É a primeira vez que o vejo fazer algo "decente". Ele nos oferece favores, mas antes que Volpo os recusasse, ele oferece diversos outros. Me sinto um pouco incomodada, e puxo Volpo pela mão para dentro da escola, ignorando o ocorrido. Consigo ouvir gritos e choros de Matteo, mas logo penso que ele está exagerando.

Já dentro da escola, para a minha surpresa, há diversas outras pessoas tão desesperadas quanto o garoto. Uma dessas pessoas que acabou por cativar ainda mais a minha curiosidade era o professor de ciências naturais, Tintoretto. Ele estava totalmente desesperado, e eu via a sua pele ficando lentamente mais e mais seca. Num instante, entre alguns gritos similares aos do garoto que vimos antes, ele fica tão seco quanto uma casca, e ao cair no chão, racha em algumas partes. Não era o meu professor favorito, mas me desespero ao ver a sua morte.

- I-Isso só pode ser obra de um stand inimigo! - Eu exclamo enquanto aponto para o corpo do professor Tintoretto.

Algo me fez olhar para Volpo, talvez o fato de ele estar bem quieto. Sinto um aperto forte no peito quando percebo que ele está no chão, sendo ressecado como todos os outros. Ainda que estivesse próximo da morte, ele ainda mantém a sua consciência, e seus olhos estão abertos. Ele tira o seu celular do bolso, e liga para Cannoli, que não aparentava estar dentro da escola. Cannoli rapidamente atende.

- Cannoli... Ouça-me com atenção. - Volpo diz na ligação enquanto tosse. - Preciso saber da sua localização, e se há algum cadáver desidratado por perto. 

Como o fiel amigo que é, Cannoli não questiona os seus motivos, e apenas o responde:

- Estou a alguns poucos metros distante da entrada da escola. Eu não consigo ver nenhum corpo daqui. - Conclui Cannoli.

Volpo fecha os olhos e agradece, fechando o celular e guardando-o em seu bolso novamente. Ele parece ter desvendado uma parte do quebra-cabeça. Ele pede para que eu me aproxime, e assim o faço.

- O usuário do stand não está muito longe... - Volpo tosse, interrompendo a sua própria fala. - Não está muito longe daqui... Seu alcance é de quase cem metros. Espero que você o derrote. 

Eu me sinto bem mais confiante até que ele bruscamente desmaia. Lembro-me da última vez em que lutamos juntos contra um usuário de stand. Lembro-me dele ter dito que buscar padrões era a "coisa mais lógica a se fazer". Percebo que a única coisa em comum que Volpo e as outras vítimas tinham é que elas eram muito desprezadas. Analisando os sobreviventes, eles estão bem mais despreocupados e tão confiantes quanto eu. 

Decido apostar que o stand alimenta pessoas que são publicamente aprovadas com a energia vital de outras pessoas mais desprezadas. Eu demonstro um pouco de receio sobre as minhas próximas ações, mas não hesito. Passo a mão na minha própria testa, melando os meus dedos de suor, e então os lambo e ingiro o suor sem pestanejar. Eu exclamo "Amore Gigante!", invocando o meu stand, enquanto corro em meio a multidão e faço Amore Gigante tocar no máximo de alunos possível, os deixando extremamente suados. Foi como eu pensei: os alunos começam a surtar devido a situação incômoda em que se encontram, e o stand a perder o seu efeito. A pele ressecada de Volpo começa a se regenerar, mas ele continua desacordado. Eu suspiro com um grande alívio. Ainda que tivesse cancelado a Stand, eu ainda não sabia quem havia causado todo o problema. Eu puxo Volpo para bem longe da confusão. Percebo uma sombra atrás de mim, e antes que pudesse virar, percebo seus grandes cabelos crespos e verdes. Uma garota aproxima a sua boca de meu ouvido. 

- Mais e mais pessoas estão adquirindo habilidades de Stand em Nápoles, você não acha isso suspeito ? - A garota me questiona com uma voz suave, causando-me calafrios quase que imediatamente.  - Acredito que as coisas não acontecem por acaso. Acredito numa força que une pessoas como nós, mas você não entenderia agora. - Ela diz enquanto se afasta.
Eu me viro depressa para observá-la, e para a minha surpresa, ela está me apontando uma arma. Ela não parece ter intenções de atirar em mim. Percebo que ela sofre de heterocromia, seu olho esquerdo é castanho, enquanto o direito é verde. 

- Nós nos encontraremos novamente. - A garota diz enquanto foge apontando a sua arma para minha cabeça. 
Ela consegue escapar da escola, e então eu vou verificar a situação de Volpo. Percebo que ele estava desaparecido. Puxo o celular do meu bolso, e decido ligar para ele.

O celular vibra no meu bolso, era Nini. Eu recuso a chamada pois não tenho motivos para me explicar agora. Eu estou perseguindo a usuária do stand que quase me matou em uma moto criada por minhas próprias habilidades. Não queria ter que usá-lo tão cedo, mas C. C. Rider me permite criar objetos complexos com peças de quebra-cabeça. Tais objetos não são tão resistentes quanto as suas versões originais, mas mantém a mesma funcionalidade. A garota está tentando atravessar a estrada, eu acelero sem pensar duas vezes. 
Estando apenas alguns poucos metros distante do meu alvo, eu desmonto o meu veículo e a imobilizo com um disparo de taser, também criado a partir de pequenas peças de quebra-cabeça. Tudo em questão de segundos.

- Eu poderia te matar aqui mesmo. - Alerto a garota, com a intenção de assustá-la. - Estamos em níveis bem diferentes. Ainda assim, percebi que você hesitou em atirar em Nini, então vou poupá-la. - Falo enquanto me agacho próximo ao corpo imobilizado dela.

- O-O que você quer... ? - Ela pergunta com a voz trêmula, ainda que aliviada por ser poupada.

- Meu nome é Volpo, e eu procuro por um homem. - Falo enquanto crio uma fotografia com C. C. Rider e a entrego nas mãos da garota. É uma fotografia minha, Cannoli, Pandoro e uma garota ruiva. - Raffaela Grandi. Eu a amava profundamente, mas isso foi tirado de mim a alguns anos atrás. Eu procuro o homem responsável por sua morte. 
A menina analisa a foto por alguns segundos, havia um ar de felicidade genuína nos quatro amigos, e respira fundo.

- Eu devia ter te matado quando tive chance... - Ela dá uma risada. - Vou ajudá-lo a encontrar o que procura. - Conclui, estendendo a mão para mim. Eu a levanto do chão.



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