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História A Place Called Hate - Capítulo 6


Escrita por:


Notas do Autor


T. Santana
A Place Called Hate
A obra trata-se de uma fanfiction inspirada em JoJo's Bizarre Adventure, e pode exibir temas perturbadores. O conteúdo a seguir não foi sujeito a sérias revisões linguísticas.

Capítulo 6 - These Boots Are Made For Walking


Fanfic / Fanfiction A Place Called Hate - Capítulo 6 - These Boots Are Made For Walking

Desço exatamente em frente ao Giardini del Molosiglio. É noite, mas o parque é bem iluminado. Caminho procurando por Volpo, enquanto relembro de quando saímos juntos pela primeira vez. Naquele tempo, eu não fazia a mínima ideia do quão preocupada eu ficaria com ele agora.

Eu não o encontro por um bom tempo, até que lembro que referiu a si mesmo com "estamos". Ele estava com, ao menos, uma pessoa. Olho aos arredores novamente e não os encontro. Eu me decepciono um pouco, e decido voltar ao ponto inicial, para recomeçar a minha busca.

As grandes árvores presentes no local dificultam a visualização, e enquanto volto para onde estava anteriormente, eu ouço um barulho de uma moto bem atrás de mim. Achei esquisito, pois não é permitida a entrada destes veículos no jardim. Ao olhar pra trás, não vejo uma moto, mas Volpo. E... Ele não estava sozinho. Estava acompanhado da garota de cabelos crespos que colocou nossas vidas em risco, eu me sinto traída.

Não importa. Derramo algumas lágrimas e vou abraçar Volpo. Revê-lo nesse jardim com certeza será um dos momentos mais marcantes de minha vida. A garota se afasta um pouco.

- Ela é Moira. Ela teve seus motivos para nos atacar. - Volpo diz enquanto me abraça forte. - Moira descobriu a existência de um stand único no armazém da escola... Um stand em forma de um belo par de botas da Gucci. Seu nome é Boots For Walking. É dito que aquele que os usar, terá visões que guiarão as suas vidas para a auto realização.

Com todas as coisas incomuns que vêm acontecendo, um par de botas com stand não seria exatamente estranho. Eu enxugo minhas lagrimas, e me solto suavemente do abraço.

- Onde o par de botas está agora ? - Eu indago Moira, esperando que ela esquecesse de nosso conflito passado.

- Durante a inspeção dos policias na escola, eles encontraram o item roubado e rapidamente o devolveram ao estoque da loja. - Explica Moira. - Nós iremos recuperá-la, mas ela ficará comigo após vocês terem as visões que tanto desejam. Por agora, nós vamos dormir em minha casa, e somente pela manhã, assim que a loja abrir, nós realizaremos o furto.

Vejo Volpo criar um carro vermelho de quatro portas a partir de pequenas peças de quebra-cabeça bem em minha frente. É a primeira vez que o presencio usando suas habilidades. Moira entra pelas portas da frente, junto com Volpo, e o que me resta é ir nos bancos traseiros. Eu fecho os olhos e suspiro por um momento, mas vou entro nas portas traseiras de qualquer forma.

Percebo que não há cintos de segurança no carro, mas não reclamo, afinal eu sempre preferi não usá-los. Observo o carro se afastando do jardim pelas janelas, como se estivesse deixando para trás as minhas memórias.

Mais posteriormente, nós chegamos até uma casa em meio a diversas árvores. Era a casa de Moira. Todos nós descemos do carro, e ele desmonta de repente da mesma forma que foi criado. Ao entrar em sua casa, percebo que é bem luxuosa. Ela parece ser bem narcisista, tendo bustos adornados em sua homenagem espalhados em diversas prateleiras. Há itens de grife em um grande armário de madeira.

Ela nos guia até um quarto, e diz que todos nós dormiremos no mesmo quarto, para evitar que um de nós desista do crime e fuja da casa. Ela continua:

- Sou uma ladra de itens raros e exclusivos. Nunca levantei suspeitas anteriormente, e pretendo levar uma vida tranquila. Caso algo dê errado, saibam que será cada um por si. - Moira explica.

Volpo aceita os termos da garota, e consequentemente eu também aceito. Eu estou sentada numa cadeira desconfortável por algumas horas, até que eu durmo. A noite passa rapidamente enquanto repouso.

De manhã, abro lentamente os meus olhos. Vejo o rosto de Moira extremamente próximo do meu. Nossos cílios quase se encostam. Eu a empurro para longe com o meu stand. Ela cai no chão, mas reduz o impacto com as suas mãos.

- Era apenas uma brincadeira! - Moira diz enquanto ri muito.

Eu não consigo achar nem mesmo um pouco de graça. As suas gargalhadas acabam acordando Volpo. Ela para de rir quando percebe que o acordou.

- Então é a hora de irmos roubar o par de botas... Mas como vamos saber qual é o que procuramos ? - Volpo questiona Moira, ainda que com um pouco de sono.

- Não se preocupem com isso, eu consigo identificar um item especial até mesmo pelo seu cheiro.

Nós deixamos a casa, e Volpo cria novamente um carro para nos levar até a loja, mas dessa vez quem dirige é a garota. Ela nos leva até um estacionamento bem próxima do lugar que vamos furtar. O carro se desfaz novamente, acredito que para que ele continue funcionando, Volpo precise estar próximo.

- Age Of Adz, o meu stand, será inútil agora. Mas irei com vocês para verificar qual é o par de botas que procuramos. - Explica Moira.

Caminhamos em direção a loja, e ela parece um pouco movimentada pela vitrine. Assim que entramos, Moira toma a liderança. Ela analisa todo o estoque da loja, e facilmente encontra a bota que procuramos.

- São aquelas. - Ela sussurra enquanto aponta para um par de botas preso num suporte de acrílico. - Façam as suas mágicas.

- C. C. Rider! - Volpo diz o nome de seu stand, criando uma cópia perfeita das botas. Logo depois, eu transformo as botas originais em grandes biscoitos com a minha habilidade e os tiro do suporte.

Uma atendente se aproxima de nós e pergunta se queremos algo. Volpo mostra a cópia das botas e diz que só estava vendo os itens.

- Você não pode tirá-las do suporte! - A atendente diz com raiva, tomando as botas falsas e as colocando no suporte de acrílico, como o planejado.

Eu e Volpo nos olhamos. Nós compreendemos que o furto foi um sucesso. Nós três saímos da loja tranquilamente e vamos de volta ao estacionamento. Eu desativo Amore Gigante, restaurando as botas. Volpo remove seus sapatos e é o primeiro a usá-las. Seus olhos ficam completamente brancos e ele se mantém de pés. Nós não sabemos o que está acontecendo, e então, após alguns segundos, decidimos tirar as botas de seus pés.

- Eu vi muitas coisas... A silhueta de um homem. Era o homem que procuro, Moira... - Ele conta o seu relato. - Eu não consegui ver seu rosto...

Era minha vez. Eu visto as botas, e minha mente é invadida por um bipe agoniante. Minha visão escurece, e logo é engolida por fractais coloridos que formam uma visão do passado. Eu vejo o professor substituto Sarteano, só que bem mais jovem, segurando uma flor. Seu rosto não tem cicatrizes, e suas mãos estão sujas de sangue. Uma mulher está empunhando uma faca em sua direção.

- V-Você é cruel... - A mulher murmura entre muitas lágrimas e soluços. Eu vejo os cabelos ruivos de uma jovem com os olhos vazios e mortos.

A mulher avança com a faca no rosto de Sarteano, que não tenta revidar. O lado esquerdo de seu rosto é atravessado pela lâmina.

Eu sou liberta das visões quando retiram as botas de meus pés, e estou completamente aterrorizada. Suor frio escorre por todo o meu corpo. Moira recolhe as botas e as coloca numa bolsa.

- Encontrei o assassino... É o nosso professor substituto, Sarteano. - Tento explicar um pouco de tudo que acabei de experienciar. - Ele matou uma garota ruiva. - Concluo, deixando Volpo muito mal-humorado e sério. Ele parece decidido a matar Sarteano.



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