História A place to love - Capítulo 35


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Categorias Christopher Uckermann, Dulce María, Ian Somerhalder, Jamie Dornan, Maite Perroni, Mats Hummels, Nina Dobrev
Personagens Christopher Uckermann, Ian Somerhalder, Mats Hummels, Personagens Originais
Visualizações 228
Palavras 3.697
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, esse é o final. E até que enfim né?! Depois de tanto tempo consegui concluir essa história e não foi nada fácil, devido a falta de tempo e bloqueio criativo. Sinto muito pelas pessoas que desistiram da fic e as entendo perfeitamente bem. Espero que gostem do final e nos vemos no epílogo. Muito obrigada a todos que leram nem que seja um capítulo. Foi por vocês que não desisti e segui em frente. Amo todas!!!

Ahhhh, leiam as notas finais.

Capítulo 35 - Always and forever THE END


Fanfic / Fanfiction A place to love - Capítulo 35 - Always and forever THE END

Dezembro de 1847, Berlim

 

O sino avisa que chegou a hora. Não há mais tempo para voltar atrás. É tarde demais.

 

Havia se passado dois meses. Dias que foram cruciais para Jamie, que teve que voltar para França. Suas tropas haviam sido derrotadas pela Rússia e ele tinha que fazer algo para impedir. Era uma guerra sem cabimento algum, por puro capricho de Catherine. Ele a odiava mais ainda. Não bastava ter conseguido fugir, ela queria mata-lo e levar junto Olivia e Mats. O que nos leva a ressaltar que as coisas mudaram um pouco em Berlim. Desde que se arrependera de sua vingança, a rainha cuidava de Mats com mais gentileza. Ele começara a caminhar com cuidado, mancando, mas era um grande avanço. O médico ia lá toda a semana. E em breve eles teriam visita dos amigos e de Rebekah. Maite queria trazer o filho para eles conhecerem. O pequeno Paul, nascera prematuro, mas forte como os pais. Liv queria que o rei estivesse totalmente curado para ver a irmã e os amigos. Queria que o reencontro de todos fosse o mais harmônico possível. Mas ela ainda se esquivava sobre o fato de perdoa-lo ou não. Era algo que a rainha estava trabalhando todos os dias. Um avanço, eu diria. Haviam transado algumas vezes, sempre terminando com cada um pro seu lado. Mas estava funcionando. E desde que Olivia voltara, o rei não havia se sentido tão feliz quanto agora. Parecia que tudo estava caminhando de volta para seu lugar. E isso, de fato, era algo maravilhoso.

Mas havia uma nuvem escura bem embaixo deles. Pouco se ouviu falar de Catherine por ali. Era um silencio meio assustador. E com toda a razão. Ela prometera a morte para seus inimigos. E Manuel estava tão cego de amor, que comprou uma briga que não era sua. Seja como for, ela estava conseguindo desestabilizar as tropas francesas, fazendo com que Jamie tivesse que retornar a seu país. Sua intenção era de mata-lo e Olivia tinha medo de isso acontecer. Ela sabia que a hora estava chegando. A ofensiva parecia próxima demais. Que viessem, mas que ela não trouxesse a morte de Jamie como parte de sua glória.

Um barulho de vozes nervosas, se fez presente. Como estava na torre, não conseguia ouvir bem o que acontecia lá embaixo, mas pode sentir que a movimentação era grande. Um sino começou a ser tocado. Aquilo era mal sinal. Os paços apressados de Mats, mesmo que com dificuldade, fez com que ela ficasse em alerta. Alguma coisa estava acontecendo, ela podia sentir. Imediatamente, largou seu rosário em cima da penteadeira e se levantou indo em direção a porta.

- O que está acontecendo? – Perguntou a rainha, abrindo a porta e dando de cara com o rei.

Ele parecia ofegante, nervoso. Olivia nunca o vira assim. Um medo gigantesco a atacou profundamente. Mas não se abateu, pois precisava saber o que estava errado.

- As tropas que mandamos para ajudar Jamie, não adiantaram de nada. Ele foi gravemente baleado. – As palavras de Mats começaram a ecoar em sua cabeça. O mundo estava girando. Não era possível que uma mulher tão baixa como aquela, fosse capaz de conseguir matar um homem tão bom quanto Jamie Dornan.

- Ele morreu? – Perguntou, com um enorme receio.

- Não, mas está em estado grave. Ao que parece retiraram a bala perto do peito. – Mais uma vez seu mundo girou, e ela teve certeza de que desmaiaria. – Ainda não terminou. Nós acabamos de receber uma ofensiva, dentro do castelo.

- Deus! – Exclamou Olivia, sentindo seu mundo mais escuro do que jamais estivera. Num segundo, ela não sentiu mais nada. Só não caiu no chão, porque Mats se apressou em segura-la.

Droga! Ele não tinha tempo para acorda-la. Homens de Neuer conseguiram se infiltrar dentro do castelo, abrindo o portão para que mais homens entrassem. Por mais que sua tropa fosse boa, ele não podia permanecer ali, correndo o risco de ver sua esposa sendo morta ou dele mesmo morrer. Com muito esforço, ele a pegou no quarto e desceu as escadas. No meio do caminho encontrou um de seus homens.

- Soe o alarme, eu quero, por baixo, mil homens pro campo de batalha agora. Cubram a guarda do castelo e esperem por mim na lateral que dá acesso a floresta. – Disse Mats, sendo obedecido na mesma hora.

A movimentação era grande. Homens brigavam por todos os lados. Mas ele conhecia aquele castelo na palma da mão. Conseguiria sair dali sem ser visto. Era como uma brincadeira de criança. Como quando ele fugia do pai para brincar na floresta. Batalhas haviam, e várias, mas era como no xadrez: Apenas os peões iam, os reis eram protegidos. Mas ali, eles eram alvos fáceis e não havia como escapar da linha de fogo dentro do castelo. Em alguns minutos, eles já estavam entrando na floresta, sendo acobertados por vários de seus homens. Mats tinha uma cabana, perto do lago, que usava quando ia pescar. Ninguém conhecia, exceto ele e mais alguns homens de sua total confiança. E foi em direção a essa cabana que ele dirigiu seus passos, até perceber que sua esposa estava acordando.

- Mats, me ponha no chão. – Pediu, meio grogue.

- Você está melhor? – Perguntou ele.

- Meio zonza, mas daqui a pouco passa. – Foi então que ela abriu por completo os olhos. – Porque está com essa espada nas costas?

- Por causa da ofensiva. Não te recordas? – Perguntou, guiando ela lentamente pela mata.

Houve um tempo de silencio. Aos poucos ela foi se lembrando do que acontecera e seu coração disparou. Eles estavam fugindo!

- Sim, eu me lembro, mas porque decidiu sair do castelo? – Perguntou.

- Porque vamos para a cabana que tenho perto do lago. Acho que lá é mais seguro. Mas tente ser rápida, meus homens ficaram para trás, devido a aproximação dos russos. Por pouco eles não nos pegaram fugindo. – Disse ele.

E Mats tinha razão. Os russos eram espertos demais. Não descansariam até pegar os dois. E bastava rezar para que os soldados alemães tivessem matados eles e os encontrasse em seguida para ajudar a mate-los a salvo. Não era fácil para Mats voltar a aquele tipo de esforço. Suas pernas ainda estavam muito fracas. Caminhar demais lhe causava uma dor desconfortável, mas ele faria de tudo para que Olivia vivesse. Nem que isso custasse sua própria vida.

Quando parecia que aquele caminho não teria fim, os dois chegaram a cabana. Tudo estava silencioso demais. Só se ouvia o barulho dos pássaros. Um canto lindo para ouvidos que sabiam prestigiar, mas aquele não era o momento para isso. Havia muita tensão no ar. Medo de que a vida acabasse como num sopro. Seria um final trágico para duas pessoas, que aprenderam ao longo do tempo como se é viver realmente. Nós poderíamos falar de justiça, mas nesse caso não há nada justo. Às vezes, muitas vezes, os bons se vão, deixando os maus sob nós. E para piorar a situação, estava escurecendo. Não era seguro ficar ali sem conseguir enxergar direito. Apenas a luz da lua iluminava tudo ao redor.

- Eles querem nos matar Olivia e do jeito que estou não vou conseguir defender você. – As pernas dele ainda vacilavam. Olivia sabia que ele não conseguiria correr, que seria muito difícil ele sair vivo dessa, e descobriu que aquilo a afetava.

- Não diga bobagens. – Começou ela, andando de um lado para o outro. A cabana estava completamente escura, por tanto, ninguém enxergaria eles ali. O problema é que eles também não podiam enxergar direito. – Nossos homens vão nos encontrar logo e tudo ficará bem.

Mats, então, que estava sentado no chão escorado em um sofá, a puxou para baixo, fazendo com que ela se sentasse no chão em frente a ele. Por incrível que pareça, em meio àquela escuridão, eles conseguiram enxergar os olhos um do outro.

- Se eles nos atacarem, você encontrará uma forma de fugir. Eu vou despistar eles e você vai sair correndo o mais rápido que conseguir. – As mãos de Mats seguravam carinhosamente as dela. Olivia queria reprimir aquele ato, se afastar, mas seu coração se comprimiu ao imaginar ir embora sem ele. 

- Eu não vou deixar você. – Disse ela, com voz firme, tentando conter seu nervosismo.

- Não seja irracional, não agora. Você precisa ir, quando chegar a hora. – Disse ele, balançando a cabeça negativamente.

- Eu não posso. – Disse Olivia, deixando lágrimas rolarem por seu rosto. Mats arqueou a sobrancelha, tentando entender o que estava acontecendo. – Você não merece, Mats. Não merece o que eu fiz.

- Do que você está falando? – Perguntou ele, fazendo carinho no cabelo de Liv, como um gesto puro de carinho. Liv o olhou nos olhos, precisava contar a verdade. Talvez, aquele fosse o último momento dos dois juntos e ela precisava ser perdoada.

 

Tentei tantas vezes, mas nenhuma foi real

Faça isso ir embora, não me quebre em pedaços

Quero acreditar que dessa vez é de verdade

Me salve do meu medo, não me deixe mal

 

- Eu tentei te matar. – Disse ela chorando. Mats

- O quê? – Perguntou o rei, meio confuso pelas palavras que haviam saído da boca de sua amada.

- Aquele chá que eu te dava ia matar você  Eu voltei porque queria me vingar.  – Disse ela chorando. Tentou tocar o rosto do rei, mas ele se afastou.

- E o que houve com o seu plano, Olivia? – Perguntou, sentindo uma forte dor por ter ouvido que ela o mataria.

- Eu me arrependi, eu não consegui. – Seu choro foi copioso, não cessava. Mats começou a pensar racionalmente. Sabia a dimensão da dor que havia causado em Olivia. Ele mesmo ficaria cego de raiva se tivesse sido trocado. O choque apenas fora forte demais. E é preciso que se entenda que alguns amores são mesmo complicados, com doses altas de perigo, de insanidade. Às vezes, somente eles mesmo se entendem. – Eu estava morta por dentro, você não sabe o quanto me doeu quando me traiu e preferiu ficar com ela. Eu amava tanto você. – Seus olhos já estavam inchados, seu vestido todo molhado. As lágrimas que ela tanto guardou dentro de si para não demonstrar a ele seu sofrimento, se fizeram presente de uma só vez.

- Hei, shiuu...Nós dois erramos, erramos e muito.  – Começou ele, secando suas lágrimas. – Eu perdoo você, te perdoo porque me fez sentir o quanto é doloroso não poder ficar com a pessoa que se ama. Mas, eu preciso, também, do seu perdão. Eu preciso saber que você ainda me ama, preciso disso pra ter forças de nos tirar daqui.

Como num sopro, Olivia o encarou, com os olhos vermelhos. Era amor, e mesmo que não vivessem para contar aquela história, ainda seria amor. E as melhores histórias de amor não foram feitas para serem contadas por seus personagens principais porque eles estão mais preocupados em viver a grande magia que é amar.

- Eu amo você. – Disse ela, antes de o beijar. Aquela frase e aquele ato demonstravam que ela o perdoara no final.

- Eu sempre vou te amar. – Disse ele, entre o beijo.

Aquele momento podia muito bem durar vidas. Eu adoraria que tivesse durado. Tanto tempo esperando por uma verdade, por um perdão, por uma reconciliação. E tão pouco tempo para se entregar ao amor. Então, torno a dizer, a vida não é justa.

Os dois se soltaram quando ouviram um barulho estranho, pareciam passos. Mats fez sinal para a rainha ficar em silencio. Ele foi perto da janela ver se enxergava alguma coisa, quando um homem apareceu sendo acertado por um alemão em seguida.

Eles haviam sido descobertos.

Merda, mil vezes, merda.

- Olivia, pegue isso. – Disse ele, lhe entregando uma adaga. Olivia respirou fundo, mas pegou com avidez. – Nós vamos sair pela porta dos fundos que dá acesso a um caminho de pedras que vai para o lago. – Olivia apenas assentiu, sentindo seu ventre se comprimir.

Homens lutavam do lado de fora. Alguns tentavam entrar, mas acabavam mortos. Antes de saírem, a rainha virou o rosto do alemão e o beijou, como uma forma de despedida. Sem palavras, apenas um gesto. Quando eles saíram, um dos russos já estava os esperando. Mats lhe deu um soco e conseguiu o derrubar no chão. Fora tudo muito rápido. De repente, ele cravou a espada no coração do homem e Olivia se viu sendo arrastada em seguida.

Só que havia um problema. Infelizmente o número de Russos era bem maior. E os alemães estavam sendo mortos. Alguma coisa lhe dizia que ainda iria piorar. Cavalos se aproximavam enquanto os dois tentavam correr o mais ligeiro possível. Era uma cena horrorosa de se ver. Olivia acabou tropeçando e Mats parou para ajudá-la a se levantar. Nesse momento um cavalo se aproximou. E a pessoa que eles menos queriam ver se fez presente. Manuel Neuer. Atrás dele vinha Catherine e seu sorriso sarcástico. Olivia engoliu em seco. Vendo Manuel descer do cavalo as pressas. Olivia só se deu conta do que estava acontecendo, quando viu Mats brigando com ele. Catherine ria descontroladamente. Os dois lutavam bravamente. Ela sabia que um dos dois morreria. Aquilo não era apenas uma briga. Sentindo uma raiva se estender por todo o seu corpo, a rainha alemão avançou na francesa. Olivia a derrubou com um tapa na cara, depois subiu em cima da mesma lhe desferindo socos e mais socos. Em alguns momentos a loira conseguia reagir, batendo em Olivia. As duas rolavam pela mata sem se importar. Aquela briga estava agendada a muito tempo. E seja lá como ela fosse acabar, Olivia queria muito descontar todo o seu ódio por Catherine Fischer.

- Sua vaca, desgraçada. Eu vou matar você, Catherine. – Disse Olivia, lhe dando um soco na boca. O que fez a loira sangrar.

Cathy tentou revidar, mas um barulho de dor se fez presente. Mats e Manuel avançaram um no outro, com suas espadas, os dois se acertando.  Neuer caiu no chão com a espada cravada no peito, sangrando copiosamente. Catherine se desesperou. Num desiquilíbrio de Olivia, ela se desvencilhou da morena, a derrubando no chão e indo em direção a Mats. Fora tudo muito rápido. Ela correu onde estava o rei, e o acertou pelas costas, coma espada de Manuel, que estava no chão. Mats caiu no chão, na mesma hora.

-Nãããoooo. – Gritou a rainha, correndo para perto de seu amado. Catherine apenas observava a sena, num puro deleite.

Olivia retirou a espada, que havia acertado perto do coração do rei. Ele sangrava muito e ela precisava fazer algo. A risada da loira estava lhe causando náuseas. Ela queria matá-la, mas manter Mats vivo era infinitamente mais importante.

- Não chore, por favor. Você está viva e bem. Isso que importa. – Disse ele, tentando acalma-la. O sangue não parava de sair.

- Pare de falar besteiras, Mats. – Disse ela, engolindo o choro.

- Eu vou morrer, você sabe disso. Eu só quero que você saiba que você é a mulher que mais amei na vida e certamente te amarei depois que morrer. – As palavras saíram com dificuldade. O rei sentia muita dor e não conseguia mais suportar aquilo.

Olivia o olhou desesperada. Ele estava se esforçando para não fechar os olhos. Aquela era a cena mais triste que ela vira em sua vida.

- Você vai morrer, mas não agora. – Disse ela, se aproximando, abraçando ele. – Na saúde e na doença, até que a morte nos separe. – Citou as palavras ditas no casamento religioso como se para comprovar a ele que não o deixaria só.

- Você não disse essas palavras de coração, na época. – Comentou ele, com um sorriso de canto.

- Estou falando agora. – Comentou ela, com toda a verdade que existia em sua voz. O sorriso dele foi maior dessa vez, mesmo fazendo esforço para isso. Se aquele era seu fim, pelo menos, ele sabia que Liv o amava tanto quanto ele a amava. E mesmo que eles não pudessem viver esse amor, viver para senti-lo já fora o suficiente.

 

Não me deixe mal por tudo que eu preciso

Faça do meu coração um lugar melhor

Me dê algo em que eu possa acreditar

Não arranque tudo o que ainda me resta

Faça do meu coração um lugar melhor

Faça do meu coração um lugar melhor

 

O amor verdadeiro nunca morre. Essa a verdade dos fatos. O que faz um relacionamento terminar é o desgaste, as diferenças, traições e todo o tipo de problema que as pessoas insistem em deixar que atrapalhe sua vida. Pois quando se ama de verdade o amor não acaba, o que acaba em algumas situações é o relacionamento não o sentimento. Alguns amores adormecem com o tempo. Então surgem novas paixões, mas paixões são como fogo de palha. Um dia terminam. O amor não, esse prevalece a todo tipo de tempestade. Ele não morre. Vive para sempre, dentro de nós.

- Olivia... – Mats tentou avisá-la de que Cathy estava se aproximando lentamente, como uma cobra pronta para dar o bote. Ele sabia que ela mataria a morena.

- Vamos acabar com esse sofrimento logo, matando os dois. – Disse Cathy, atrás de Olivia. A rainha, que abraçava o marido, olhou para trás, se assustando.

Nem se importara mais com a presença desagradável daquela mulher. Nem pensara que se tornara uma presa fácil. Ela só queria cuidar do seu marido, fazer com que ele ficasse bem.

- Não tão depressa, Catherine. Agora é entre eu e você. – Disse uma voz, que se escondia atrás das árvores.

E você pode pensar que esse era o fim para essa história, mas vamos nos lembrar de alguém, em certo continente, que mantinha um ódio altamente perigoso pela francesa. Alguém que prometera proteger Mats, e mesmo que não tenha conseguido, era capaz de pôr um fim em tudo aquilo, num piscar de olhos. Vamos nos lembrar de Maite, porque ela era a única a saber o que iria acontecer, era a única que podia interceder. E lá estava ela, se aproximando com seu cavalo. Ela e Christopher haviam planejado a viajem para alguns dias, mas sabendo do que ia acontecer, ela antecipou, na intenção de fazer uma surpresa nada agradável para sua inimiga. Não esperava, é claro, encontrar Mats ferido, mas isso ela não conseguiu impedir. Homens ainda lutavam, então ninguém conseguiu prestar atenção em sua aparição. Ela ficou perto de onde eles estavam, desceu do valo e mirou em Catherine.

- Olá, Catherine. – Disse Maite, aparecendo na escuridão. Assim que os olhos da loira pousaram na rainha americana, ela foi acertada por uma flecha, bem em seu coração. – Adeus, Catherine. - Não houve tempo para nada. A francesa caiu morta, com os olhos abertos, uma lágrima caindo pelo rosto.

Olivia olhou a cena perplexa, mas assim que os olhares das duas se encontraram, ela sorriu. Nunca ficara tão feliz em ver a americana. Mats conseguiu sorrir também, mesmo com a dor que estava sentindo.

- Nós precisamos tirá-lo daqui o mais rápido possível. – Disse Olivia, rasgando um pedaço do vestido e atando no peitoral de Mats, como se fosse uma faixa, na tentativa de fazê-lo parar de sangrar.

Maite assentiu, sendo rápida como sempre. Fora difícil colocar aquele homem em cima do cavalo, mas Mats conseguiu se mexer o suficiente para tornar aquele missão menos impossível. Depois de muito trabalho, homens que sobreviveram se aproximaram para ajudar o rei. O caminho para o castelo parecia eterno. Mas, enfim, tudo estava acabado.

O que se via, eram alguns corpos espalhados pelo pátio do castelo. Muitas pessoas ainda estavam em choque, com medo, mas a aproximação do casal real, fez com que todos voltassem a realidade e fizessem o que precisa ser feito. O médico fora trazido em pouco tempo. E ela continuava em pé, mesmo com o cansaço e com a dor no corpo que sentia. Olivia suspirou de alivio quando o médico a olhou e sorriu. Ela caminhou até a cama, sentando ao lado de Mats. 

- Você vai ficar bem. – Disse ela, no conforto do quarto dos dois. Mats já havia sido medicado e o sangramento havia estancado.

- Vou sim e você precisa tomar um banho e descansar. – Disse ele, percebendo que ela continuava com a mesma roupa.

- Eu estou bem assim, não se preocupe. – Disse Olivia, sem entender onde ele queria chegar. Mats bufou.

- Olivia, seu vestido está todo rasgado. – Disse ele, sendo observado pelo casal americano e pelo médico, que virou o rosto para rir. Olivia arqueou a sobrancelha. Até naquelas circunstâncias ele conseguia ser ciumento e um belo de um cretino. 

- Eu odeio você. – Disse ela, sorrindo. E era aquele sorriso que iluminava tudo ao redor. Mats a puxou e os dois se beijaram.

O médico tossiu, passando pelo casal americano e lhes dando tchau. Ucker e Maite sorriram, voltando suas atenções para o pequeno bebê que estava no colo do rei.

- Olhe para ele enquanto os dois ficam nesse agarramento. – Disse Ucker, ignorando o casal que se beijava apaixonado. – Ele parece um anjo.

- Vai por mim, Paul não tem nada de anjo e essa cena imprópria ali, vai gerar um fruto do qual seu bebê, com cara de anjo, vai nos colocar numa bruta de uma confusão. – Assinalou Maite, com um sorriso nos lábios. Christopher parou de ninar o filho e olhou assustado para a esposa.

Mais essa agora.

 

Essa, definitivamente, não é uma história de amor, mas sim sobre o amor. Costumamos pensar que tudo que é relacionado a esse sentimento deve ser vivido de uma maneira leve, alegre e extremamente romântica. Mas o amor tem suas facetas. Você pode odiar alguém com todas as suas forças na mesma intensidade que a ama. Você pode desistir da pessoa um milhão de vezes e permanecer no mesmo lugar. Você pode fazê-la sangrar mesmo sendo você quem vai tratar de cuidar suas feridas. É uma guerra interna, consigo mesmo. Mas chega um momento em que você precisa decidir qual dos dois sentimentos deixará vencer.

Mas eu repito, essa não é uma história de amor, talvez, sobre perdão.

É estranho, eu sei, mas é o que eles são e sempre serão.

 

 

 


Notas Finais


Bem, como eu já disse foi bem difícil conseguir concluir a fic, mas eu não queria deixa-lá incompleta. Com ela, consegui não só leitores, mas amigos. E por amar tanto escrever, mesmo com a falta de tempo e bloqueio criativo, eu tentei ir até o final. Não só tentei, como consegui. É claro que ainda tem o epílogo e já tenho idéias esboçadas para ele. Quero finalizar essa história com um pouco de amor e paz. Quero um momento leve e carinhoso entre meu casal principal. Quero que vocês se alegrem mesmo que seja no final da fic. Esperem por um momento bem legal. Não lhes prometo quando vou postar, mas provavelmente seja somente na semana que vem. Mais uma vez, meu muito obrigada a todas vocês. 😍😍😍😍


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