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História A Potter of the future. - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Herdeiro da Grifinória? Não!


A lua e o sol estampados nas testas daquelas serpentes só provavam o que Tom já sabia: elas não eram serpentes normais. Nunca ouvira falar de serpentes de alguma espécie sequer parecida com elas, e tinha quase 100% de certeza que realmente não existia.

Estava correndo um grande risco de ser algum animago do Ministério de 1997 que descobriu a sua existência, e agora estavam querendo lhe matar e matar Harry, que também teria um pouco de culpa caso ele realmente pensasse em trair eles, já que ele estava trabalhando descuidadamente com o seu inimigo. Ainda por cima sem ter a mínima noção se o inimigo estava realmente dançando conforme ele queria, isso era algo impulsivo.

Mas Riddle realmente se sentia grato por isso, pois se fosse ao contrário, no primeiro momento em que pudesse colocar Potter em quaisquer outros lugar, ele colocaria. E ele sabia que Harry tinha a simples chance de expor ele para o Ministério sem mais nem menos, aliás ele alegaria que só estava protegendo o Mundo Bruxo do pior. Tom estava na palma da mão de Harry.

Mas o mesmo nunca fez nenhum movimento para prendê–lo ou simplesmente jogá–lo no lixo, mesmo nem o conhecendo. Se perguntou muitas vezes se ele não estava seguindo a filosofia de Dumbledore e achava que fazer amizade consigo era por um bem maior, não queria ser considerado uma forma de salvação.

Um bem maior. Tom nunca pensou sobre isso. O que poderia ser o bem maior? O que era o bem maior? O bem maior seria algo bom que ele fizesse, ou ele poderia buscar Voldemort e contar tudo para ele. Ajudar o Lord das Trevas, descobrindo os planos de Hogwarts, em troca de sua lealdade e proteção perpétua, reinar ao seu lado. Talvez voltar ao seu tempo e assegurar–se de se livrar dos Potter cedo, garantindo seu sucesso nas artes das trevas e no mundo mágico.

Porém, lá no fundo, ele sentia que simplesmente não podia deixar Harry ali e o trair. Sentia que aquilo era algo tão errado, tão sujo, tão... Mau. Isso era algo tão irônico, ele nunca se importou com se ele era um bom ou mau menino, se ele era uma boa pessoa. Sempre seguiu seus planos em linha reta e afiada, sem nunca desviar um centímetro para visualizar se as medidas que tomaria seriam boas ou ruins para lhe considerar sujo.

Não conseguia contar em seus dedos quantas vezes ele teve a chance de estrangular Potter até vê–lo morrer dolorosamente, mas ele não conseguia, não podia. Quando levantava suas mãos, desejando apertá–las contra o pescoço do outro, algo o obrigava a ficar totalmente parado, desligado do mundo.

Arfou, cansado. As reflexões escorrendo nas paredes de sua mente de forma pegajosa, chato. Como um chiclete na sola de seu sapato limpinho. Olhou em volta, ele estava  no corredor dos terrenos. Ao pouco longe de si havia a porta do corujal, fechada firmemente. Uns papéis grudados ao lado da mesma.

Virou para o outro lado, seguindo para os corredores e as escadarias que mudavam constantemente. Claro, ele já se perdeu ali diversas vezes, mas é aquilo, vivendo e aprendendo.

Pisou no primeiro degrau de uma escada e subiu até o topo, ela começou a mudar de repente, fazendo–o dar um belo solavanco para o lado esquerdo, se segurando no corrimão. Odiava essas escadas, algumas eram tão rápidas. A escadaria se conectou com outra, a qual Riddle se apressou em subir. Ele teria de ir no sétimo andar, ou seja, era bastante escadaria pela frente, mas conseguindo acelerar bastante o passo, ele chegou à três escadarias necessárias já juntas.

Assim seguiu subindo e subindo, até que, para a sua calmaria, ele visualizou o corredor singelo do sétimo andar. Banhado pela luz solar que fazia os olhos esverdeados escuros quase fecharem. Uma luz se acendeu em sua mente... Ele não sabia a senha do quadro da Grifinória.

Sim, Harry já disse várias e várias vezes, na hora de sair e entrar, mas ele ficava trancafiado no quarto, sem saber como sair dali. Xingou baixinho.

O que aconteceu? – Sibilou a serpente negra, Noir, Tom lembrava vagamente de seu nome.

Eu não sei qual é a senha. – Sussurrou, rezando interiormente para que a mulher do quadro continuasse em sua soneca barulhenta.

A serpente branca estalou a língua–algo que Tom nem sabia que era possível uma serpente fazer–, a mesma olhou para os lados, sob a capa. Olhou fixamente para o quadro.

Isso será um problema! – Assobiou Noir, parecendo preocupada... Ou preocupado...

Não se preocupe, irmã. – Reconfortou a branquinha. Irmã? Elas eram irmãs?

Para a surpresa de Tom, as manchas douradas começaram a brilhar, a capa brilhando num dourado feito o mais puro ouro, os olhos vermelhos da serpente queimaram num fogo inexistente. Uma voz melodiosamente fraca surgiu, era grossa e áspera, fazendo o adolescente dar um pulinho em surpresa.

Abstinência. – A voz que parecia ser masculina murmurou. O quadro acordou assustada, o mesmo se abriu, olhando para os lados atordoada.

Tom se apressou, se esgueirando na escuridão que banhava a entrada/saída, o quadro questionou a presença de alguém, mas como ninguém se pronunciou, deu de ombros e fechou–se novamente. Ninguém sabia que havia uma ágil serpente traiçoeira dentro de leões relaxados, e também, se soubessem, era capaz de Tom ser chutado. Ele poderia lutar muito bem com muitos, mas com a Grifinória inteira já era covardia.

O azar de Riddle atacou. No centro da comunal, estavam alguns alunos, um escorado na porta que dava acesso ao dormitório masculino.

— Você deveria se desculpar com ele, você e sua irmã foram uns idiotas. – Esbravejou uma das alunas no centro.

Era uma menina. A pele era um pouco branca, brilhando levemente amarelada pela iluminação da lareira que conseguia chegar até lá. Seu uniforme da Grifinória quase se misturava com a excessiva vermelhidão da comunal, que por sinal era bem aconchegante e bonita. Seus cabelos eram cheios, desgrenhados e levemente crespos, claro, nada vencia os indomáveis cachos de Harry Potter, mas eles travavam uma guerra com as madeixas castanhas da adolescente.

Os dentes da frente eram levemente maiores, nada muito exagerado. Sua face mantinha uma expressão séria, beirando raivosa. Braços apoiados fortemente na mesinha de madeira de centro da grande sala, um livro, pergaminhos, tinteiros, penas e alguns enfeites espalhados próximo a menina.

— Eu sei, Mione. Mas o Harry não quer nem olhar na minha cara! O que eu posso fazer? – Questionou uma voz mais masculina.

Olhou para o dono, era o menino escorado na porta do dormitório. As olheiras marcando os olhos extremamente azulados. Pele pálida marcando as sardas presentes, sendo moldadas pelo cabelo que parecia fogo recém aceso. O nariz um pouco mais grosso do que o proporcional. O corpo exalava exaustão e frustração.

Mas Tom não se prendeu muito nisso, ele conhecia Harry. Quem era esse garoto?

— Pouco nos importa, Ronald. Mas você vai ter de arrumar um jeito de se ajeitar com o Harry, ou nunca mais olharemos em sua face que estará distorcida com um soco meu! – Rosnou outra voz, uma feminina.

Ao lado da 'Mione', estava uma menina que aparentava ser asiática. Seus longos cabelos lisos e negros, a pele morena, os olhos achocolatados mais puxados do que os demais. Ela se sobressaía apenas por suas roupas azuis ao invés de vermelhas como as dos outros presentes–exceto Tom–. Sua boca enrugou em desgosto enquanto continuava a observar o ruivo, junto da castanha, que copiou o ato.

Outro grifinório, um baixinho e bem loiro, engoliu em seco. Os lábios, mesmo fechados, pareciam abertos, elevados e avermelhados. Os olhinhos azuis aguados, não muito chamativos, não como os de Harry. Segurou as vestes vermelhas e as puxou mais para frente.

— G-Gente, por favor, vamos nos acalmar! Nós não queremos que a Proff.Minevra venha e retire pontos da Grifinória. – Piscou nervosamente. — Eu acabei de sair de uma detenção dela, não quero terminar em outra.

— Então se retire! – Enraiveceu outra grifinória. Seus longos cabelos ondulados e negros, a pele negra brilhava igualmente amarelada a da outra por conta das chamas. Os olhos na cor de ônix brilhando raiva. A menina, que aparentava ser mais nova do que as outras, apontou para Ronald. — Você e sua irmãzinha nojenta falaram coisas horríveis, vocês estão conseguindo acabar mais ainda com a reputação dos Weasley!

Acusou. Raiva brilhou nas íris azuis do branquelo, que buscou sua varinha. A menina não deixou se abalar, levantou–se em toda a sua pose superior e apontou a própria varinha para o menino, que tremeu quase imperceptivelmente.

— Eirene, Ron! – Choramingou o menino baixinho, uma câmera balançando em seu pescoço curtinho e alvo.

A castanha bateu as mãos na mesa, fazendo Tom e as serpentes, junto do resto presente, pularem.

— Já basta! Irei alertar Professora McGonagall. Vocês não conseguem ter uma conversa civilizada? – Esmurrou o livro enquanto o fechava, largando ele ali e se levantando. Eirene e Ron trocaram um olhar assustado e temeroso, logo tentando fazer a menina mudar de ideia.

— Não é para tanto Mione! – Implorou a de cabelos ondulados, entrelaçando o braço da castanha no dela.

O ruivo se apressou em descer da escadaria do dormitório masculino, indo até a, talvez, amiga. Tom se apressou em passar por ali.

Posicionou seu corpo em frente o espelho embutido ali. Não havendo nenhum reflexo nele, obviamente.

Dulcedinem. – Sibilou rapidamente. A porta lentamente, para o desgosto do sonserino, apareceu. A madeira pálida e polida apresentou–se totalmente. — Lagunculam Figuli.

Disse se embolando um pouco por conta da rapidez. A porta destrancou num *clic* praticamente mudo. Entrou com tudo que podia, fechando a porta num estrondo, sabia que o espelho voltaria automaticamente.

Retirou a capa de si. Seu coração errou uma batida ao ver Harry ali, sentado na cama, lhe olhando seriamente. Mas as esmeraldas foram capturadas pelas duas serpentes em seus ombros.

— Que porra é essa, Tom? – Perguntou se afastando um pouco. — Já não bastou tentar matar Carmem? Vai em matar também? – Apertou os olhos cinicamente.

— Vontade é o que não me falta! – Rebateu, com todo o pingo de coragem que conseguira reunir.

Sr.Potter! – Sibilou a serpente de lua na testa bruscamente, fazendo Harry soltar um gritinho. — Você não imagina quanto tempo levamos para encontrar vocês! Rastrear o sangue de Salazar em Riddle foi complicado!

Sim, e ainda teve a desgraça de você não ter sangue de Godric nas veias, isso poderia, talvez, ter facilitado um pouco. Tirando o fato de que Riddle não é desse ano, e nós tivemos que dar uma forma de vir aqui... – Tagarelou Noir.

As serpentes começaram a tagarelar ao mesmo tempo, as vozes fundindo em sibilos confusos. Tom prendeu–se na frase da branca. Difícil encontrar sangue de Salazar... Em Tom? Ele era o Herdeiro de Slytherin, como seria difícil?

Esperem! – Estalou Harry, as serpentes pararam. — Primeiramente: quem são vocês?

A serpente negra elevou–se no ombro de Tom.

Sou Noir, e essa é a minha "irmã", Blanc. – Apresentou. A língua indo e voltando na boca da serpente.

— Pode dizer a língua inglesa, elas entendem. – Interrompeu Tom antes de Harry sequer abrir a boca.

O adolesente assentiu calmamente, pigarreando.

— Por que vocês estavam nos procurando? – Questionou Harry, cruzando os braços de forma tensa.

As serpentes escorregaram rapidamente dos ombros largos de Riddle, que tentou fracassadamente segurá–las no local. Serpentearam plenamente pelo tapete branquinho e brilhante, subindo na cama e parando na frente do Potter. Blanc se ergueu em toda o seu tamanho.

Vamos por partes. – Informou. — Primeiramente, vamos falar sobre como fomos criadas!

Ela se enrolou um pouco, somente para ficar novamente imóvel, se erguendo novamente.

Fomos criadas por Salazar Slytherin e Godric Gryffindor. Há muito tempo, quando eles eram adolescentes rebeldes, os dois se apaixonaram. Eram tão novos. – Lamentou. — Para demonstrar o amor infinito que eles possuíam, eles nos criaram, serpentes com o próprio sangue, utilizadas para que protegessem quem o criador ordenasse.

Potter enrugou as sobrancelhas, engolindo em seco.

— Todos dizem que Slytherin e Gryffindor se odiavam. Como que de amor eles pularam para ódio? – Perguntou elevando a voz.

Noir sibilou tristemente.

Quando construíram Hogwarts, Salazar já possuía a ideia de por o Basilisco na Câmara Secreta. Claro, ninguém soube da existência de ambos, pelo menos no começo. – Resmungou. — Godric descobriu tudo, ah, ele ficou possesso, nunca vi aquele homem ficar tão bravo antes. Ele fez o outro prometer que se livraria de tudo, mas Salazar negou, e foi assim que eles simplesmente se separaram.

Mas nós sabíamos que eles ainda se amavam. – Zombou Blanc, as presas aparecendo fortemente.

Tom pensou por um tempo. Poderia ser por aquilo que aquelas serpentes tinham "feições" humanas. Se aproximou agilmente, sentando no colchão.

— Quem era aquela voz que escutamos? – Murmurou, vendo Potter lhe olhar estranhamente.

— Godric. Como Blanc tem sangue dele, ela pode meio que... Ser um meio de comunicação dele com a vida na Terra. – Explicou resumidamente. — Assim como eu posso me conectar com Salazar. – Acresentou.

Harry piscou de forma nervosa.

— Vocês eram posses de qual deles? A lua e o sol significa algo? – Aflito.

— Sou criação de Slythetin para proteger Godric. Blanc é de Godric para proteger Salazar.

Mas... Se eles se odiaram, por que não mataram vocês?  – Tom finalmente questionou.

Simples, não conseguiram se desfazer de nós. Nos achavam tão especiais, como uma única ligação fininha entre os dois. – Sibilou fortemente.

O sonserino ajeitou–se, abrindo a boca.

— Por que foi dificil detectar sangue de Salazar em mim? Eu sou o herdeiro. – Afirmou, assentindo firmemente.

— Oh sim, esquecemos de lhe contar, esquecemos. Bom, digamos que... Hm... O seu sangue teve muitas modificações. Os Gaunt se misturaram com outras famílias. Sua mãe, Mérope, engravidou de um trouxa, que tem um sangue muito diferente dos bruxos. Ainda tendo o assunto da Amortentia, o que piorou mais ainda a situação. – Falou enquanto balançava minimamente para os lados, como se lembrasse de todo o perrengue que passaram para lhes encontrar. — Mas Salazar e Godric encontraram vocês e nos ajudaram.

Riddle lhe olhou sombriamente, logo depois para as veias. Grunhiu.

— Você... Quer dizer que eu não tenho sangue de Salazar? – Arriscou, sua voz trêmula.

Harry negou.

— Ela...?

Sim, sim, somos fêmeas. – Disse Blanc no que parecia ser um tom risonho.

— Muito bem. Tom, ela quis dizer que você tem sim sangue de Salazar nas veias, porém, como provavelmente os outros herdeiros, como você não é de uma geração próxima de Slytherin, o sangue corre em você modificou–se demais. Então o sangue sonserino em você é menor do que, por exemplo o neto ou bisneto de Slytherin. – Passou os dedos pelo queixo, pensativo.

Exatamente! – Expressou a serpente branca de forma feliz.

Harry continuou pensando mais um pouco, até cruzar as pernas e se crvar para a frente.

— Mas... Por que vocês vieram atrás de mim? Eu não sou herdeiro da Grifinória, como Tom é da Sonserina. – Arregalou minimamente os olhos.

O mais velho direcionou o olhar aos animais, aquilo era verdade. Harry não possuía sangue de herança grifinória nas veias.

Noir se exaltou.

— É claro que é, não me diga besteiras dessas! – Disse zombeteira. Noir e Blanc soltaram sibilos semelhantes à risadinhas.

O grifinório lhes olhou, incrédulo. Aquilo era um erro grande demais. Ele não era o herdeiro da Grifinória, não mesmo!

— Eu já disse que não sou herdeiro da Grifinória, vocês que estão dizendo besteiras! – Rosnou. — Aliás, o que vocês vão fazer, ficar aqui?

Tom se intrometeu.

— Eu voto em deixá–las aqui! – Levantou um dedo, observando Harry lhe olhar com olhos brilhando assassinato. Abaixou o dedo. — Mas eu deixo você decidir.


Notas Finais


Pessoal, eu pretendo citar a árvore genealógica dos Potter. Porém, eu não sei muito sobre eles, sabe? Ou seja, eu farei no chute mesmo e a maioria eu irei inventar. Então, por favor, perdoem se tiver algo muito errado, ok? Kk


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