História A primeira chance - Lutteo - Capítulo 62


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Categorias Sou Luna
Personagens Delfina, Gaston, Luna Valente, Matteo, Nina, Pedro, Simón
Visualizações 572
Palavras 2.006
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá meus amores... Como estão?? Então bora ler mais um... E boa leitura...😊😘

Capítulo 62 - Capítulo 26


Pov Luna 

Um dia depois de acordar, fui levada para uma grande suíte – essa é a melhor maneira de descrever o quarto. A suíte não era coberta pelo seguro de saúde e era usada raramente, mas era Berni quem estava pagando e aquela era o melhor que eles tinham a oferecer. Fiquei agradecida por isso. A cama extra para Matteo e o sofá grande e os assentos extras para os convidados eram ótimos. O ambiente não parecia apertado. Se eu ia ficar presa em um hospital, era uma boa maneira de enfrentar a situação.

Matteo entrou no quarto trazendo a mala que Nina trouxera.

- Disseram que você tomaria uma ducha hoje, e eu quis que você tivesse seu sabonete e sua camisola – disse ele.

- Obrigada.

Ele colocou a mala no chão e me deu um beijo suave na boca antes de se afastar.

- Mônica quer ver você. Depois da visita, ela vai voltar para o México.

Simón havia contado que sua mãe viera com ele para me ver quando eu não estava acordada. Ela havia saído do hospital para descansar logo antes de eu chamar por Matteo e de tudo que aconteceu depois. Eu queria vê-la e agradecer por ter sido a primeira pessoa a ficar ao meu lado quando decidi ficar com meu bebê.

- Ótimo. Quero vê-la – falei.

Matteo apontou para o grande buquê de rosas e um presente embrulhado.

- Aquilo é dela. Ela trouxe ontem à noite, e eu pedi que colocassem ali.

Virei-me para olhar mais atentamente as rosas enquanto esperava Mônica chegar. Quando a porta se abriu, sorri para ela, que explodiu em lágrimas. Seu sorriso grande, largo e feliz foi a única coisa que me tranquilizou. Ela estava chorando de felicidade. Com isso eu podia lidar.

- Eu queria que você tivesse seu bebê, mas quando você não acordou... – Ela pôs a mão no peito e arfou. – Eu me culpei. Tinha tanta certeza de que você era forte o bastante, mas daí, ah, eu fiquei... Não faça isso de novo, está bem? – disse ela, passando os braços em volta de mim e me dando um abraço apertado.

- Obrigada por ter acreditado em mim. Ela é a menininha mais maravilhosa, perfeita e linda do mundo.

Mônica suspirou e secou as lágrimas do rosto.

- Eu sabia que seria, mas não estava preparada para ver sua vida por um fio.

- Eu jamais teria me perdoado se eu não tivesse ficado com ela. Precisava ser daquele jeito. Era a única opção. E agora eu posso ser mãe. Posso ser uma Mônica e fazer biscoitos e jogar bola no quintal com ela. Posso fazer todas aquelas coisas que você fazia com Simón. Eu tinha tanta inveja dele quando criança porque ele tinha você. Agora eu posso ser como você – contei, abrindo meu coração.

Mônica era a pessoa que eu mais queria ser.

- Ah, menina, você está acabando comigo. Eu amo você, querida. Você sempre foi especial. Foi a única coisa que salvou a alma do seu pai. Você e a sua mãe. É preciso ser uma pessoa especial para tocar o coração daquele homem, e você conseguiu. Você não precisa ser como eu. Vai fazer um trabalho incrível sendo você.

Balancei a cabeça, mas sabia que eu sempre iria querer dar a Sol o que Simón teve quando criança e com que eu sonhara.

- Estou voltando hoje para o México. Vou levar Thomas comigo antes que ele faça alguma coisa idiota. Tenho certeza de que você verá Simón por mais alguns dias antes de ele se sentir seguro o bastante para deixá-la. Ele é o perfeito irmão mais velho superprotetor.

Eu concordava plenamente.

- E eu o amo por isso.

- Sei disso – concordou.

Ela virou-se para sair do quarto e eu me lembrei do presente.

- Muito obrigada pelas rosas e pelo presente – eu disse, chamando sua atenção.

Ela olhou para trás e sorriu.

- De nada. As rosas são para você. O presente é para Sol.

Balancei a cabeça e Mônica foi embora. Saber que ela havia largado tudo e praticamente morado na sala de espera enquanto eu lutava para voltar me encheu o coração. Ela era realmente a melhor mulher que eu conhecia.

(***)

Depois de mais uma semana no hospital, tive permissão de ir para casa sob supervisão médica semanal e sem atividades cansativas. Eu deveria ficar na cama a maior parte do tempo. Devia manter uma dieta especial e minha medicação havia sido mudada novamente.

Sol havia atingido todos os marcos na UTI neonatal. Ela teria sido liberada para ir para casa dois dias antes, mas o hospital permitiu que ela ficasse internada até minha liberação. Berni ter pagado uma quantia ridiculamente alta de dinheiro para se certificar de que eu receberia os melhores cuidados deve ter influenciado um pouco a decisão, tenho certeza. Isso e o fato de ele ser uma celebridade.

Matteo estava parado na porta do meu quarto com Sol aninhada em seus braços usando o chapéu e o vestido rosa que eu havia comprado tantos meses atrás. Eu a segurei no colo e ele tirou uma foto nossa – que eu queria para o álbum dela. Seria outra parte da nossa história, assim como todas aquelas cartas eram parte de nossa história. Havia uma carta que queria ler para ela naquela noite.

- Você a segura e eu empurro a cadeira de rodas. Seu pai contratou uma empresa de transporte para levar todos aqueles balões, as flores e as cestas de presente – disse Matteo, apontando para o quarto cheio de lembrancinhas e felicitações.

Eu nem sabia que tinha tanta gente que se importava comigo.

Uma ovelhinha de pelúcia branca chamou a minha atenção, e eu me virei para Matteo.

- Pegue a ovelhinha – pedi.

Ele franziu a testa e olhou para o bichinho de pelúcia. Era feito do tecido mais macio do mundo e combinava com um cobertor.

- O cobertor também – acrescentei.

Âmbar não tinha ido visitar a mim ou a Sol. Simón contou que ela fora embora depois que Matteo anunciou que eu estava acordada e não voltou. Deduzi que originalmente fora apenas por motivos egoístas, mas, qualquer que fosse sua motivação, eu estava grata. Ela havia me ajudado. Então, dois dias antes tinha chegado um presente – um enxoval francês que eu havia visto navegando pela internet atrás de roupas de bebê. A ovelhinha e o cobertor estavam incluídos. Quando abri o enxoval, o cartão dizia apenas: Parabéns, Âmbar.

Só isso. Nada mais. Mas já era alguma coisa. Ela não usou aquilo para chamar a atenção de Berni ou de qualquer outra pessoa. Ela apenas mandou um presente. Foi muito inesperado e especial. Porque, não importava o que acontecesse no futuro, eu jamais me esqueceria do que ela havia feito por mim.

- Este não é o presente que Âmbar mandou? – perguntou Matteo, colocando o bichinho e o cobertor do meu lado.

- É, sim – respondi.

Não dei mais explicações.

Ele balançou a cabeça e me empurrou com Sol pelo longo corredor até o elevador, então na direção do estacionamento do hospital, onde um Land Rover prata estava estacionado.

- Presente do seu pai. Ele disse que você precisava de um carro grande agora. E seguro – explicou Matteo enquanto abria a porta. – Tentei dizer a ele que eu compraria um carro seguro para a minha família, mas ele falou que era um presente e que eu não tinha direito de não aceitar. Acrescente alguns palavrões e aí você consegue imaginar como foi.

Matteo sorriu ao voltar até onde eu estava e pegar Sol no colo como um profissional.

- Você também tem um equipamento de viagem bem luxuoso. Com os cumprimentos do vovô – continuou, enquanto afivelava Sol em sua cadeirinha, o que era muito complicado, mas Matteo parecia saber o que estava fazendo.

Quando terminou, pegou minha mão, me levantou cuidadosamente da cadeira de rodas e me acompanhou até a porta do passageiro.

- Como você sabia como afivelar o cinto dela? – perguntei enquanto entrava no carro.

- Passei os últimos três dias estudando o manual. Quando Berni comprou a cadeirinha para o Land Rover, achei que era melhor ter certeza de que a usaria corretamente.

Ele era esse tipo de pai. Do tipo que eu queria tanto que fosse. Ele adorava nossa menininha e estava lendo manuais de cadeirinhas de carro.

- Você é maravilhoso – eu disse a ele, que sorriu.

- Só agora você está se dando conta disso?

Ele fechou a porta do passageiro e deu a volta para entrar no lugar do motorista. Em vez de dar a partida no carro, ele olhou fixamente para a frente por um instante e então se virou para mim. Ele estava pálido.

- Qual é o problema?

Eu me endireitei e me inclinei para tocar sua perna. Ele estava se sentindo mal?

- Eu preciso levá-la. Eu não... acho que eu não havia pensado nisso até este instante. Ela é tão pequenininha.

Segurei um sorriso, porque ele estava falando realmente sério.

- Matteo, nos leve para casa. Agora. Você é um motorista cuidadoso, e ela está em um veículo seguro, em uma cadeirinha top de linha. Você consegue fazer isso, gato. Está pensando demais.

Ele concordou e respirou fundo, então deu a partida no carro. Saímos lentamente, deixamos o estacionamento e seguimos para casa.

Matteo entrou na nossa frente e acendeu a luz do quarto dela. Esperei do lado de fora da porta, segurando uma Sol alerta e feliz. Ela havia acordado alegre quando a tiramos da cadeirinha do carro. Ela não gostou de ficar amarrada e pareceu felicíssima de estar saindo de lá.

- Bem-vinda à sua casa – eu disse quando entramos no quarto dela.

Eu a segurei de modo que ela pudesse ver todo o quarto. O imenso unicórnio que Dean Perida havia mandado estava no canto, e os olhinhos não desgrudavam de suas cores vivas. Matteo fez um sinal para eu me sentar na cadeira de balanço.

- Você precisa descansar. Pode segurá-la, mas faça isso sentada.

Ele havia voltado a cuidar de mim, e eu sabia que, depois do que ele havia passado, eu precisava deixar. Aquele homem temia amar as pessoas e perdê-las e agora as agarrava com as duas mãos e segurava forte. Ele não havia me deixado desistir. Quando eu estava fazendo um esforço tremendo para abrir os olhos no quarto do hospital, ouvi a voz dele. Não aceito que não vá ficar com você para sempre.

Eu também não havia aceitado. Naquele momento, soube que abriria meus olhos. Ele precisava que eu abrisse, e eu estava pronta para ver nossa bebezinha.

(***)

Minha doce Sol,

Hoje nós trouxemos você para casa. Passei a última semana fascinada pelo seu rosto lindo. Eu não estava lá para você num primeiro momento. Nos primeiros dois dias e meio, eram apenas você e o papai. Mas eu voltei. Abri os olhos. Eu sentia falta do seu pai e mal podia esperar para conhecer você.

Nós temos muitas coisas para viver juntas. Espero ansiosamente pelo dia em que dirá a primeira palavra e o dia em que dará os primeiros passos. Imagino que seu pai e eu vamos ficar arrasados quando levarmos você para seu primeiro dia no jardim de infância. Quando você me contar sobre sua primeira paquera. Quando eu arrumar seus cabelos para sua primeira festa. Quando eu a vir em sua roupa de formatura e você realizar grandes coisas.

Mas agora eu quero abraça-la e beijar cada um dos seus dedinhos. Quero ler para você os livros que espalhei pelo seu quarto. Espero ansiosamente pelas nossas noites insones e pelas vezes que você cuspir toda a comida em mim e eu precisar me trocar. Essas coisinhas não serão uma obrigação ou uma dificuldade para mim. Adorarei fazê-las, porque quase não consegui vivê-las.

Então cresça com calma. Não quero apressar nada. Quero saborear cada momento. O bom, o caótico e o mais caótico ainda. Pode vir com tudo, Sol, porque eu espero ansiosamente por cada minuto.

Com amor eterno,

Mamãe


Notas Finais


Então o que acharam?? Comentem e até o próximo...😊😘

Obs: então meus amores a fic já está quase no final só faltam mais 4 capítulos para terminar...😢😢


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