História A Primeira Jornada - Capítulo 7


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Fantasia, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hoje vou te contar sobre o jantar entre o Rei de Weissen, Erwin, o Grão Duque, Cornellius, e meu pai e eu.

Capítulo 7 - Jantar com o Rei


Fanfic / Fanfiction A Primeira Jornada - Capítulo 7 - Jantar com o Rei

Fiquei um bom tempo admirando aquele quarto. Acho que precisariam de uns 3 ou 4 de mim para alcançar o teto. Não me preocupei muito com o tempo, ja que além disso a janela tinha uma vista incrível da cidade, tão bonita que parecia ser um sonho. Na verdade, toda essa viagem está cheia de paisagens lindas, repleta de pessoas, animais, árvores, plantas e outras coisas diferentes, mesmo sendo somente uma parte do Reino de Weissen. Aproveitar para deitar na cama enorme e imaginar bastante, não só sobre como deveriam ser as outras regiões de Weissen, mas do mundo inteiro. Passei tanto tempo imaginando e tão imerso, que só percebi que uma criada tinha entrado no quarto quando ela fez carinho na minha cabeça.

Ou, mil perdões senhor pelo meu abuso, o vi dormindo e não me contive. - Ela ficou extremamente sem graça e vermelha, mas foi outra coisa bonita de se ver.

Não, tudo bem, não precisa se desculpar. - Tentei acalma-la, ela era bem jovem, mas ainda sim devia ter uns 8 anos a mais que eu.

Obrigada senhor. O Grão-Duque Cornelius o espera no salão de jantar. Poderia me acompanhar por gentileza? - Ela voltou a pose formal de todos os serviçais.

Acompanhei ela até um enorme salão, com uma mesa gigante e cheia de decorações. Meu pai e o Cornelius estavam em pé perto dela conversando, e ambos fizeram com a mão para ir até eles.

Oi pai, olá Cornelius. - Antes deles responderem, o Rei entrou no salão.

Vossa Majestade. - Todos saudamos o Rei.

Boa tarde Cornelius, Wilhelm e Franz, espero que tenham descansado bem, por mais que tenha cedido pouco tempo para tal. - Ele se aproximou enquanto falava.

Pelo contrário Vossa Majestade, seus aposentos fazem horas parecerem dias de descanso. - Cornelius respondem prontamente.

Fico feliz em ouvir isso. Me acompanhem, nosso assunto requer um espaço menor. - Somente do Rei começar a andar em direção a porta, os guardas imperiais rapidamente em sincronia.

Acompanhamos o Rei até um sala de jantar pequena, com uma mesa para somente 18 pessoas. Bem, pequena se comparada ao salão com uma mesa para dezenas de pessoas.

A grossura das paredes era gigantesca, e haviam dois conjuntos de portas para entrarmos. Assim que sentamos, algumas criadas trouxeram as comidas, em seguida seriam com os guardas imperiais junto, eles fecharam as portas pelo lado de fora e nos deixaram a sós.

Bem, mandei reformarem essa salas a muitos anos para ter total sigilo nos assuntos tratados aqui. - Cornelius concordava enquanto o Rei falava.

Sim, acho que pessoas demais já sabem sobre a arma, felizmente todas são de Nordrigart, então será fácil conter isso. - O clima ficou estranhamente sério e menos formal.

Wilhelm, eu confio não só minha vida, mas também o meu reino ao Cornelius. Somente de me falar sua opinião eu já a considero, mas no caso dessa arma ele não só tinha opiniões como argumentos fortíssimos. Por isso estou tão interessado nela. - O Rei deixou os talheres no prato e apoiou os cotovelos na mesa com os dedos entrelaçados para falar.

Fico contente em ouvir isso Vossa Majestade. Gostaria de saber seus planos para a minha arma, o Arcabuz. - Naquela hora, o Rei, Cornelius e o meu pai estavam com a mesma aura de seriedade.

Como sabe, nosso reino tem o maior exército do mundo, mas também é o maior reino e o com mais a perder. O Arcabuz pode permitir ao nosso exército entrar em uma nova era. Por isso eu tracei diversos planos durante a nossa viagem, e já expliquei todos ao Erwin - Cornelius chamou o Rei pelo seu nome, isso foi um pouco estranho.

De agora em diante, também me chame pelo meu nome em horas de privacidade como essa. Eu quero seguir os planos do Cornelius de construir uma nova cidade para a produção em grande escala de arcabuzes. - O Rei falou tirando uma bandeja da mesa, e o Cornelius colocou um mapa no ligar.

Esse será o local, fica exatamente entre quatro minas grandes, cada uma com os principais recursos para a produção do arcabuz: Ferro, Salitre, Carvão e Enxofre. Por um golpe ainda maior de sorte, a de ferro fica a menos de meio quilômetro desse ponto, com a mais longe sendo a de enxofre. - Os olhos dos três brilhavam com o plano, enquanto eu só tentava acompanhar.

O recurso menos usado no processo... Isso é simplesmente fantástico! - Meu pai colocou a mão nas costas do Cornelius enquanto olhava os dois para falar.

Exatamente. O único problema é o restante da sua localização. Não há qualquer cidade perto ou mesmo vila, com a mais próxima sendo Karliemburg. Não haverá condições de se depender da produção de comida de outros lugares ou do comércio. - O Rei falou algo que parece bem sério.

Isso sem contar que o trânsito de pessoas entre essa cidade e outras deve ser o menor possível. Meu plano e faze-la independente do resto do reino, principalmente durante durante o primeiro ano de produção. - Cornelius pegou alguns papéis cheios de anotações.

Certo, então será uma cidade que se sustente... há um rio próximo, e essa área não deve ser ruim para plantio e criação de animais... Difícil deve ser atirar pessoas para lá. - Meu pai começou a olhar alguns papéis que o Cornelius deu.

Sim, todas as pessoas em Nordrigart que tiveram contato visual com o arcabuz serão levadas para lá, eles serão convidos, mas se se recusarem teremos que levá-los a força. O restante dos trabalhadores serão convidados a se mudar com toda sua família. - Isso parecia bem sério... calma... isso inclui a gente??

Entendo, faz realmente sentido... Espero que todos concordem com a mudança. - Meu pai cruzou os braços.

Esse será um de seus deveres, convence-los. - Cornelius respondeu se esticando na cadeira.

Como você é quem sabe todos os processos da fabricação da Labareda Negra e do Arcabuz, estará responsável pela construção dos edifícios necessários, treinamento dos trabalhadores e meios de produção. Por serem pessoas da sua cidade que devem ser convencidas a se mudar, ficará mais fácil se você o fizer. E por último, Cornelius e eu concordamos que o mais lógico é colocá-lo como responsável por toda a cidade. O Rei entregou um papel ao meu pai com um Selo Real.

Espere, vocês querem que eu seja o Lorde da cidade? - Eu já não estava conseguindo acompanhar o desenrolar disso.

Não. Como Lorde, você estaria subordinado ao Duque de Vetrulia, que está ao Arquiduque, e somente após ele viria eu, portanto ambos estariam envolvidos diretamente com os assuntos da cidade. Eu quero evitar isso e lhe deixar subordinado somente a mim, então lhe tornarei Líder de um novo Clã. - Isso que é Rei falou é BEM importante.

Clã? Mas isso seria loucura, para começar que influencia esse Clã teria? Na minha família há somente 4 membros, o restante nem em Weissen está. - Meu pai estava descrente e eu simplesmente quieto sem ter o que dizer durante toda a conversa.

Como sabe, os Clãs cuidam de forças motrizes de Weissen, e o Arcabuz será uma delas! Mas não se preocupe, a sua influência e prestígio surgirão antes mesmo de outros nobres saberem da criação de seu Clã. - Cornelius estava bem empolgado enquanto falava.

Um pouco depois, Cornelius me perguntou se eu queria continuar ou sair, respondi que queria ficar.

Eles continuaram a conversar por umas duas horas sobre os planos para a cidade, desde como funcionária as áreas de produção dela, até que tipo de alimentos recomendariam para os fazendeiros plantar. Também conversaram sobre a minha família e coisas como juramentos e apresentar pessoas.

Confesso que não entendia várias coisas, mas de uma entendi perfeitamente, o modo de produção dos arcabuzes e como meu pai iria treinar os ferreiros e outros operários, até mesmo feiticeiros e artistas seriam mandados para a cidade para acelerar as obras. O Nome foi escolhido foi um junção que o Rei fez com os nomes que o Cornelius e meu pai sugeriram, Einsenfurt, o "Forte de Ferro."

Depois que acabaram, Cornelius abriu as duas fileiras de portas e saímos todos.

Entre as coisas decididas, meu pai já deveria fazer o juramento nas escadas do palácio igual ao que o Cornelius fez, e estar de noite iria ajudar a menos pessoas saberem disso. Eles só iriam esperar chegar perto da meia noite para terem ao menos a luz da lua, mas Cornelius achou melhor realizar a cerimônia assim que desse meia noite.

Eles acertaram todos os preparativos, os guardas imperiais afastaram todos os serviçais e interditaram uma parte da rua. Somente meu pai, Cornelius, o Rei, o Primeiro Príncipe, os soldados do Cornelius e eu participariamos dela.

Wilhelm Klavyster, após o dia de hoje, você será uma pessoa com deveres e poderes muito grandes, além de uma missão extremamente importante e honrosa. Após seu juramento, você estará criando o Clã Klavyster, e como seu Líder terá a obrigação de fazê-lo se tornar tão grandioso quanto os Deuses permitirem. - Depois disso Cornelius e meu pai se abraçaram.

Meu pai ficou em frente as escadas do Palácio de Weissen, em seguida começou a subir, recitando em voz alta os escritos dos degraus. Quando chegou ao topo, ele saldou o Rei, que lhe deu um anel que tinha sido forjado naquela tarde e o próprio ourives teve que entregar ao Rei devido ao curto tempo. O Rei encostou sua espada em seu ombros e depois em sua cabeça. Por fim, bebeu vinho de um cálice e entregou para o pai, que fez o mesmo. Terminado a cerimônia, todos os guardas se dispersaram e a rua foi liberada.

Dentro do palácio, os serviçais olhavam disfarçadamente para nós.

Desculpe não me apresentar, me chamo Jürgen Feüerwolf. - Era o Primeiro Príncipe, ele tinha ficado ao meu lado na cerimônia, mas não cheguei a falar com ele.

Eu que peço desculpas, sou Franz Klavyster. - Saúdo ele e me apresento.

Não há necessidade disso, afinal, meu pai e o seu são amigos agora, Herdeiro do Clã. - Herdeiro, ehr... Eu? Nossa... verdade, agora que me toquei.

É, acho que sim... - Não sabia muito o que responder.

Bem, até outra hora então, espero que possamos conversar qualquer dia. - Ele se despediu com um asceno entrou em um cômodo.

Muito bem, com tudo decido, peço licença para retornar com ambos até Nordrigart. - Cornelius falou e em seguida ele e meu pai saúdam o Rei.




Notas Finais


Até hoje não entendo totalmente a visão que o Cornellius tinha nessa época, mas entendo toda a sua força de vontade e empenho sinceros.
Também entendo como tudo acabou afetando minha vida e de várias outras pessoas, e o quanto não conseguia imaginar na época as dimensões que isso tomaria.


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