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História À Primeira Vista - Capítulo 5


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Notas do Autor


Cheguei!
Demorei muito?

Eu estava sem criatividade, confesso. Mas tentei, tentei... E saiu isso. Não sei se ficou bom, mas o capítulo é esse rs.

Já peço desculpas por qualquer erro ortográfico.

Prometo que o próximo sairá melhor!

Boa leitura bebês! ♡

Capítulo 5 - Chocolate.


_________ P.O.V.

- Dahyun, foca nessa droga de trabalho antes que eu jogue essas tintas de cabelo pela janela.

Observo-os de esguelha – vulgo Dahyun; sentada no chão, e Hoseok; sentado ao meu lado na cama.

Digamos que eu já me acostumei com isso, e é até engraçado vê-los brigando, porque na maioria das vezes, são por coisas sem sentido ou pura implicância.

- Vocês dois deveriam ficar juntos.

Comento sem olhá-los, e elaboro uma resposta para uma das questões da apostila de literatura.

Eles ficam em silêncio e eu prendo a risada, porque sinto que eles se entreolham de forma estranha.

- Ya! O que você está dizendo? – Ambos gritam ao mesmo tempo, e eu me assusto.

Ergo o rosto e enxergo o rubor nas bochechas dos dois, e não é pelo calor do sol que invade meu quarto.

- Em minha defesa, foi só uma hipótese! – Ergo as mãos, mas continuo sorrindo.

- Se eu namorasse a Dubu, com certeza estaria careca a muito tempo, e nem seria por velhice! – Ele reclama em tom de brincadeira, sem tirar os olhos do texto. - Ela já enche meu saco sendo amigos, imagine namorando.

Dahyun o encara de boca aberta e estreita o olhos.

- Para sua informação, Jung Hoseok, eu seria uma ótima namorada, okay? E vem cá, quem disse que eu iria querer namorar você?! Você se acha a última bolacha do pacote, hein!

- Opa! A última bolacha do pacote, não! – Ele ergue o dedo no ar, com uma falsa ofensa.

- Ah, é, esqueci que você é só o farelo da bolacha...

Ela cruza os braços, sorri de canto e arqueia a sobrancelha, em um claro deboche.

Meu queixo cai com sua resposta.

Tenho vontade de dizer: Nossa, 'te chamou de restos Hoseok, eu não deixava!

- Como é, defunta?

Hobi, mesmo sentado, põe as mãos na cintura e desafia a garota novamente, que simplesmente dá de ombros e segura o lápis, pronta para começar a escrever em seu caderno.

Balanço a cabeça e pressiono os lábios para não rir novamente e perder a concentração, se é que eu ainda tenho.

Porém, tenho a leve impressão de que algo passa voando próximo a mim e, logo em seguida ouço o som de algo abafado, levanto a cabeça, encontrando Dahyun com seu semblante de: “não acredito que esse vadio fez isso!”, e um travesseiro em seu colo.

E do outro lado, mas precisamente ao meu lado, temos um Hoseok escondendo seu rosto com outro travesseiro, caçoando e dando língua, como uma criança.

Prevejo uma guerra.

- Droga...

E a cena diante de meus olhos é hilária.

Dahyun segura o travesseiro que jaz em seu colo e avança contra Hobi, que não consegue levantar a tempo de se defender do Furacão Dubu, ele apenas cai para trás e acidentalmente, bate a cabeça na cabeceira da cama.

- É agora que eu te mato, Jung! Ninguém me segura!

Eu, literalmente, me jogo no chão e levo o caderno e as folhas junto, para não correr o risco de amassar nada.

- Dahyun! Você vai matar o menino asfixiado!

Grito entre risadas.

Pergunto-me se esses dois estão mesmo perto de completar dezoito anos, e não dez.

Hobi está aos berros jogado sobre a cama, recebendo tapas e travesseiros no rosto de uma Dahyun feroz.

Nunca irritem essa garota.

Limpo uma lágrima no canto do olho, minhas bochechas doem de tanto rir.

- Filha! Princesa!

É minha mãe quem bate na porta. Dahyun para no mesmo instante e arregala os olhos quando a Omma entra. E o que ela encontra?

Um Hoseok berrando por “socorro”.

Uma Dahyun vermelha que nem um tomate.

E uma _______ quase morrendo com falta de ar de tanto rir.

- Oi, mãe!

Me recomponho e tento recuperar a respiração.

Ela nos olha e avalia o estado de cada um, rindo.

- Vim saber se estava tudo bem, mas acredito que está tudo nos conformes, não é? - Omma se apoia na porta e fita Dahyun por um breve momento.

- Está tudo bem, tia! – A garota também sorri, meio nervosa e abraça o travesseiro de uma forma inocente.

Hoseok, ainda esparramado na cama, suspira alto e atrai nossa atenção.

- Está tudo bem aí, Hoseok? – Mamãe pergunta, e ele levanta a cabeça.

- Olha, Omma da _______, eu juro que passei por um processo de quase morte. – A mais velha franze o cenho - Socorro, desde quando você ficou tão forte? Está aprendendo defesa pessoal? - Ele olha para Dahyun, que apenas estala a língua e faz careta.

Meus amigos são normais mãe, pelo menos na maioria das vezes. Isso foi só um descontrole, mas não acontece sempre.

- Já que está tudo bem, eu vou indo. Se tiverem fome, é só descer, uh?

Vejo os dois consentindo, e balanço a cabeça junto. Omma se retira e fecha a porta novamente.

- Aigoo, sua mãe irá pensar que precisamos de tratamento...

Dahyun murmura e desce da cama, ainda abraçada ao travesseiro.

Balanço a cabeça, despreocupada.

- Ela não pensaria isso se você agisse como uma pessoa normal, e não como uma louca agressiva! – Hobi acusa com um bico, passando a mão na cabeça. - _______, vem aqui e vê se a minha cabeça está sangrando?

- Meu Deus... – Levanto do lugar e corro em sua direção.

- Quanto drama... – Ela reclama e põe a mão na testa.

- Não foi você quem bateu a cabeça na cabeceira da cama!

- Não teria batido se não estivesse sendo implicante com os amiguinhos!

E lá se foi outra briga.

***

Felizmente, terminamos o trabalho – depois de mais algumas discussões aqui e ali – e Hoseok não quebrou nada, graças a Deus.

E mesmo depois de brigarem, Dahyun ainda pintou o cabelo do Jung, mesmo que ele tenha recusado milhares de vezes.

Hobi ficou bonito, a cor laranja caiu bem nele, ficou fofo. E convenhamos, ele é bem charmoso, mesmo sendo meio maluco.

- Vocês irão chegar vivos em casa, certo? – Me asseguro disto, assim que os levo até a calçada.

- Claro, sabemos nos cuidar, não se preocupe! – Dahyun levanta um sinal de positivo para mim, seu nariz está vermelho e o vento frio bagunça seus fios.

- Digo isso porque hoje você quase quebrou o crânio do pobre do Hoseok. Quem me garante que vocês não irão começar uma briga no meio de uma avenida? Eu não vou estar lá pra separar vocês, não! – Brinco.

- Aish, você não separa a briga nem quando está lá! Hoje foi sua mãe quem me salvou. Diga a ela que eu agradeço!

- É verdade...

Concordo, porque a única coisa que faço é achar graça da situação.

- Vamos indo! Tchau, ______! E obrigada pelos casacos!

Aceno para eles, enfio as mãos no bolso de trás do short e espero até que cruzem a esquina para entrar, eles se empurram de vez em quando e eu rio.

No fundo, mas bem no fundo mesmo, eles se adoram.

Viro-me e pulo as escadinhas de concreto para chegar até a porta e entrar em casa...

- Hey!

A entonação grave me faz travar no lugar, quase tropeço em um dos pulos e fico feliz que isso não tenha acontecido, porque se é quem eu penso que é, seria um ótimo mico na frente dessa pessoa.

- Hey, estou falando com você!

Praguejo baixinho e viro-me devagar.

Enxergo a figura do outro da calçada e olho para os lados, aturdida.

- É com você mesmo que eu estou falando. – Taehyung repete.

- O que foi? – Digo, esperando algum ato seu.

Ele respira o ar e o solta novamente, reparo quando seus ombros sobem e descem uma vez, antes de atravessar a rua silenciosa com passos arrastados.

Suas mãos não saem uma única vez dos bolsos do moletom, provavelmente tenta se proteger das golfadas de ar.

Os passos cessam no início das escadas.

Sua cabeça pende para o lado, e nossos olhos se encontram através de sua franja escura.

O silêncio dura alguns poucos segundos.

- Você se chama _______, não é? – Taehyung pergunta, meio acanhado.

Não sei como responder.

- Ahn... sim. Porque? – Passo a língua nos lábios.

- É que... – Taehyung tira uma das mãos do bolso e coça os cabelos ralos da nuca. - Você cuidou de mim naquele dia... eu só vim aqui pra... – Ele se enrola e gagueja. – Pra agradecer.

Tae fala tão rapidamente e baixo, que se eu não estivesse prestando atenção, com certeza não entenderia.

Rio baixinho. Ele está mesmo envergonhado.

- Não ouvi, o que você disse? – Finjo que não entendo e ele ainda olha para seus pés.

Taehyung suspira alto.

- Vim agradecer... – Novamente, ele resmunga baixo, quase inaudível.

- Como? – Ponho a mão perto do ouvido, e dessa vez, ele ergue o rosto e entende a minha brincadeira.

O cantinho de seus lábios quase se ergue em um sorriso, mas ele impede e pragueja.

- Porque está rindo?

- Parece que está sendo um sacrifício enorme para você vir me dizer obrigada. – Cruzo os braços e sorrio. Olho no olho. – Tudo bem, eu faria por qualquer um.

- Então eu não precisava vir aqui? – Ele sobe um degrau.

- Acho que, não...? – Dessa vez, sou eu quem me enrolo. - Quer dizer, eu queria saber se você havia melhorado ou não... – Digo um tanto envergonhada, afasto alguns fios de cabelo que o vento bagunça. - Jin me agradeceu aquele dia, na verdade, não esperava você vir agradecer, achei que tivesse ficado desconfortável, ou irritado...

- Porque eu ficaria? – Ele parece confuso, o cenho franze.

Talvez... porque na maioria das vezes que nos vimos, você parecia querer espancar o primeiro que aparecesse. Penso.

Meio exagerado, mas eu ainda não esqueci a forma como ele tratou a Sra. Kim.

Sou rancorosa, me deixa.

- É só que... Não nos conhecemos e eu pensei que ficaria irritado se encontrasse uma pessoa desconhecida no seu quarto.

Ele balança o rosto, e sorri pequeno.

-Fiquei apenas surpreso, não esperava que Jin fosse se importar... – Sua voz cai para um tom baixo.

Como assim? Lógico que Jin iria se importar. É o irmão dele!

- Óbvio que ele iria se importar, vocês são irmãos. – Respondo baixinho, e Taehyung levanta a cabeça. – Ele estava desesperado, se você o visse iria até achar engraçado o jeito que ele corria e falava atropelando as palavras. – Sorrio. – Eu ficaria da mesma forma no lugar dele. Ele realmente se importa com você...

Kim apenas mantém o olhar em algo aleatório, ele não aparenta estar triste, mas sim pensativo. Porque ele pensa que Seokjin não se importaria?

Estremeço com o frio que faz, uma rajada de vento faz sua franja balançar em frente aos olhos, noto seus lábios tremerem e ele encolher os ombros.

De repente, uma idéia se passa pela minha mente, é meio boba? Sim. Pode parecer estranho? Pode. Mas...

- Taehyung. – Seus olhinhos se encontram com os meus e sorrio.

Ele parece uma criança.

- Você quer chocolate quente?


Notas Finais


Como eu disse... O capítulo é este! Eu realmente tô nervosa, deve estar horrível!

Mas como eu disse também, vou me esforçar pro próximo sair melhor, okay?

Beijos e até a próxima ✨♥️


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