História A Prince - Capítulo 10


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Categorias Karim Benzema
Personagens Karim Benzema
Tags Cantora, Carvajal, Espanha, Jorja Smith, Karim Benzema, Madrid, Marcelo, Mecânica, Musica, Oficina, Real Madrid
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Palavras 3.274
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Festival



— Por que eu não posso ir papai?
A voz esganiçada e abafada da pequena criança rebateu em forma de questionamento o que seu pai havia informado assim que ele apareceu bem arrumado na sala de casa. Melia Benzema choramingava o tempo todo o porquê que ela não poderia acompanha-lo enquanto escondia o rosto no peito dele por estar sentada em seu colo, fazendo-o soltar uma risada e acariciar os cabelos lisos numa tentativa frustrada de tranquilizá-la em relação a aquela saída.
— Porque é só para adultos, meu amor. — Ele a respondeu, ouvindo-a soltar um suspiro sôfrego — Papai promete que amanhã saímos para passear.
— Toda vez que é só para adultos, você e a mamãe brigam e a gente volta correndo pra casa da vovó na França.
Foi a vez de Karim soltar um suspiro, sabendo que o que a filha falava não passava da mais pura realidade que ocorria todas as vezes em que ele saia com Chloe De Launay.
Tudo bem que a terceira guerra mundial sempre acontecia entre ele e sua ex-mulher – no período em que estiveram juntos em um relacionamento sério – se dava na maioria das vezes por ele ter atitudes despercebidas, cutucando a fera possessiva e ciumenta que a francesa tinha enjaulada dentro de si. Mas desde que se separaram por mais dos diversos motivos, pode ver de fora que eram coisas mínimas na qual necessariamente não precisava com que ela se descabelasse e se descontrolasse, muitas vezes em público, toda vez em que o via dando atenção a alguém que não fosse ela.
Existiam outras pessoas no mundo, e se ele estava comprometido com ela, de uma certa forma estava com ela, certo?
Errado.
Um dos grandes motivos para que aquele relacionamento que tiveram por tantos anos ter vindo a falência era o fato da infidelidade de Karim se tornar cada vez mais escancarada na mídia mundial, as vezes constrangendo a mesma quando tinha a privacidade invadida e precisava safa-lo das notícias que o envolvia.
No fundo Chloe sempre esperou com que o nascimento de Melia o ajudasse a centrar a vida e escolher abandonar a vida leviana para formar uma família.
Infelizmente ela ainda continuava esperando esse milagre acontecer em vossas vidas.
E ele como macho alfa que acreditava ser, imaginava que aquela vontade absurda de viver livre e muitas vezes deixa-la sozinha a espera de sua companhia, era totalmente culpada dela por causar tanto atrito e divergências de pensamentos com ele.
Só que nunca lhe passou pela cabeça que era inflexível, ambicioso, que não se contentava com pouco.
Ou com uma só mulher deitada em sua cama.
Resgatando aquele período sombrio se permitiu se sentir em uma sinuca de bico, pois naquela noite informaria para De Launay que aquela tentativa de reatarem não estava dando certo. E talvez ele até terminasse a noite assistindo a mesma arrumar as malas e voltar para Lyon, ou fosse atrás de Cora enquanto Chloe pegava um avião. Só para se consolar no par de pernas torneadas que sua outra ex mulher esbanjava enquanto se fazia de coitado para ela o aceitasse de volta.
Outro suspiro longo vindo por parte do jogador, acreditando o quão era difícil viver naquela pele de cordeiro.
Sendo que na realidade, ele não passava de um belo e completo cafajeste.
— Hoje a gente não vai brigar, meu amor!
— Papai! — Ela o repreendeu retirando o rosto do peito dele e o encarando com o olhar franzido, deixando-a até parecida com ele quando ficava desconfiado de algo e fazendo-o rir carinhoso enquanto passava a beija-la no rosto — Papai, eu estou falando sério.
— Eu também estou! Prometo que eu e mamãe não brigaremos essa noite.
— Não prometa o que você não pode cumprir, Karim Mostafa Benzema.
O timbre de voz sério de Chloe ecoou na sala aonde uma música infantil tocava baixinho no som estéreo enquanto um desenho passava na grande TV smart, fazendo-os interromper o momento caricia pai e filha para encara-la atrás do sofá, com um vestido curto e preto colado em seu corpo esguio.
Karim se levantou rapidamente com sua filha no colo, circulando o sofá e alcançando-a para depositar um beijo demorado no topo da cabeça, sentindo-a pegar Melia nos braços e aperta-la enquanto a pequena falava sem parar que sua mãe estava linda.
E realmente estava.
Droga, como ele terminaria aquele relacionamento com ela vestida daquele jeito?
— Vamos ou Zenati já apareceu para estragar nossos planos?
—Zenati está em Lyon, Chloe — ele precisou falar impaciente, revirando os olhos para aquela implicância com sua amizade de longa data.
— Então vamos logo antes que milagrosamente ele se teletransporte e apareça em Madrid — brincou tendo aquela pintada de seriedade, colocando sua filha ao chão e se virando para encontrar Gressy adentrando a sala — Grego, colocar... —
— Melia para dormir as 11, não sem antes escovar os dentes e colocar o pijama! Já sei de cor e salteado.
— É bom mesmo — Karim lhe depositou um tapa na cabeça, ouvindo as duas mulheres da casa rir enquanto se despediam carinhosamente — Cuida da minha princesa!
Advertiu uma última vez para seu irmão mais novo, vendo-o acenar freneticamente por ter o dedo em riste do jogador plantado na sua frente. Logo vendo-os se retirar da sala, Karim sempre andando atrás da mulher que hoje estava vestida impecável.
— A Bugatti?
Chloe questionou assim que abriu a porta que dava acesso a garagem e encarou o homem em seu encalço. Karim, por um momento, parecendo perdido em seus pensamentos, mirava o carro branco estacionado logo a frente, visualizando nitidamente a cena de Ully deitada sobre o capô e fazendo-o piscar algumas vezes para pigarrear e apontar para o Jeep do outro lado da garagem quando ouviu a francesa lhe chamar mais uma vez.
— Wow, não sou digna de andar na Chiron, já que você tem passado muito tempo dentro dela?
— São só para momentos especiais, meu amor.
Ralhou, vendo-a fazer uma careta e lhe mostrar a língua, permitindo-o rir e abrir a porta do Jeep assim que se aproximaram do veículo. — Depois não diga que não sou cavalheiro.
— Uma pena que seu cavalheirismo é seletivo e só envolve um par de pernas de fora e uma bunda marcada em um vestido!
Ela rebateu antes que adentrasse, fazendo-o grunhir e continuar rir, aproximando vagarosamente o rosto para que alcançasse o ouvido da mesma para desejar um sussurro que a fez se arrepiar instantaneamente.
Sem contar o mix de sentimentos envolvidos quando tinha Karim Benzema por perto:
— Ainda bem que você sabe disso! — E lhe apertou uma das polpas da bunda, deduzindo que ela revirava os olhos enquanto despejava um tapa em seu braço, fazendo-o voltar a rir sacana.
De uma certa forma era aquela faísca que estava cansado de tentar transformar em chama.
Porque por mais que a francesa se fizesse de difícil, arisca, sempre durava frações de segundos e logo ela se rendia ao olhar e ao sorriso do jogador. E como ela odiava todo aquele efeito que mesmo depois de tantas decepções ao longo de um caminho tão sofrido, ele ainda insistia despejar de toneladas sobre ela.
Como sempre Chloe deixava explicito, esperava que com o tempo avançado para o jogador, ele passasse a ter uma maturidade e estivesse aberto a ama-la da mesma forma que ela o amava. E por isso se deixava se agarrar nas brechas e gesto que demonstrava qualquer tipo de afeto, como por exemplo a mão do mesmo indo de encontro a sua coxa depois que ele passou a marcha e dirigia pelas rodovias da capital espanhola.
Nisso ela desatou a querer conversar, falando sem parar enquanto o mesmo se esforçava para acompanhar, ficando gradativamente impaciente com aquele monologo desnecessário sendo que ela poderia utilizar a boca para outros fins.
Como por exemplo chupa-lo.
Qual é, convenhamos, caso ele conseguisse terminar com ela aquela noite, pelo menos um boquete havia sido feito antes.
Mas antes que ele mandasse qualquer resto de pudor existente e fizesse um convite carinhoso para aquele momento, o GPS indicou uma retenção justamente próximo ao restaurante em que iriam, fazendo-o perceber o aglomerado de pessoas e carros no decorrer das ruas e aumentar cada vez mais quando alcançavam a fachada do Santceloni.
— O que está acontecendo aqui?
Karim murmurou mais para si do que para a mulher ao seu lado, diminuindo a velocidade ao ver a fila de carros e a quantidade de pessoas paradas na porta, juntamente com paparazzis disparando flashs a todo momento.
Chloe resolveu por pegar o telefone celular e pesquisar se havia alguma notícia sobre o que estava acontecendo naquele lugar, passando a ler o texto postado a 8 horas atrás em um site de fofoca espanhol:
— Aqui está dizendo que hoje eles estão fazendo um festival. "(...)convidados importantes como jogadores, atores, modelos e estilistas estão marcando presença", seu convite foi extraviado ou algo do tipo?
O camisa 9 do Real Madrid precisou forçar sua mente seletiva para tentar encontrar se havia recebido algum convite, na qual provavelmente sim já que era frequentador do Santceloni a um bom tempo.
Mas não deu certo, fazendo-o encarar Chloe na qual precisava colocar um fim rápido em qualquer tentativa de relacionamento e logo imaginar que ser visto em público com ela causaria burburinho e fofocas sobre a sua vida pessoal que custava muito ficar ocultada.
Indo por água abaixo o seu plano inicial.
— Quer ir a outro lugar? — Questionou meio ranzinza.
— Claro que não, você sabe o quão sou apaixonada pelo Santceloni! Acho que aqui teremos uma ótima noite.
Uma ótima noite.
Karim evitou praguejar aos céus porque vai que realmente teria uma ótima noite com De Launay e o fizesse mudar de ideia, limitando-se apenas bufar como o bom mal-humorado que as vezes aparentava ter, só para vê-la sorrir e levar uma das mãos para acariciar sua barba carinhosamente.
Voltou sua atenção para o trânsito e tratou de dirigir em velocidade reduzida até que entrasse em uma rua antes de chegar à fachada aonde tudo ocorria, fazendo-o estacionar logo atrás de um carro social que acreditava fielmente que pertencesse a Eleanor Pérez.
Sem dizer nada, desfivelou o cinto de segurança e já abrindo a porta, viu De Launay fazer o mesmo que ele. E assim que alcançaram a calçada, um estalo veio a sua mente, chamando a atenção de Eleanor quando a viu descer do carro parado a sua frente.
— Karim.
A mesma se aproximou e a cumprimentou, partindo para Chloe que a abraçou brevemente.
— Eu esqueci meu celular no carro. Seria muito incomodo que Chloe lhe acompanhasse?
— Benze... —
— Claro que não! — Eleanor sorriu simpática, atropelando a francesa que ia repreender o jogador mais por fim acabou por acenar em concordância para a engenheira e filha de Fiorantino Pérez.
Karim aproveitou a deixa e voltou ao carro, sabendo que não havia esquecido nada, sendo mais para deixar a sua encenação próxima da realidade enquanto observava as duas mulheres virar a esquina e provavelmente enfrentar o mar de gente e fotógrafos na entrada do Santceloni.
Maquinando uma forma de entrar no restaurante sem ser reconhecido, saiu mais uma vez de seu automóvel e percebeu uma van parar no final da rua, vendo dois rapazes carregando instrumentos músicas adentrar em um beco e logo voltar para dentro do automóvel para retirar mais equipamentos. Permitindo com que o jogador se apressasse e os alcançasse:
— Ei, ei!
Os sinalizou, vendo-os encara-lo e Karim precisar reforçar mais uma vez sua memória para tentar encontrar as semelhanças daqueles homens com outros que já vira antes. Tento aquela sensação de que já os conheciam de algum lugar enquanto desviava o olhar para encarar o beco que no final tinha um facho de luz iluminando uma parte do lugar.
— Essa entrada dá acesso ao Santceloni?
— Sim! — O homem mediano e traços árabes falou, fazendo o jogador sorrir aliviado com a resposta dada — É a entrada e saída de funcionários.
— Será se eu posso entrar junto com vocês? Posso até ajuda-los com os equipamentos!
Encarou o fundo da van ainda tendo partes de uma bateria desmontada, fazendo-o andar apressado e pendurar as bolsas dos pratos no braço enquanto puxava os suportes que os apoiavam, ouvindo o outro rapaz falar:
— Você é o KB Nueve — falou em um espanhol enrolado, fazendo-o rir sem graça — Pode tudo e não precisa nem carregar os pratos da minha bateria.
— Que isso, eu os ajudarei.
Disse por fim, vendo-os se entreolharem e darem de ombros enquanto passavam a andar pelo estreito beco, alcançando a porta de onde saia o facho de luz e adentrando ao restaurante em um corredor que dava acesso tanto a cozinha quanto ao salão principal do Santceloni.
Karim foi orientado a deixar os instrumentos ao fim do corredor aonde já havia uma pessoa cuidando dos demais equipamentos e cumprimentou formalmente os integrantes do que parecia ser uma banda, não conseguindo se recordar dos mesmos quando ambos disseram os nomes deles.
Logo deixou isso de lado, se despedindo depois de uma breve conversa e indo em direção a aonde de fato acontecia o festival, passando por duas grandes portas de emergências e encontrando a multidão de famosos, classe média e alta de Madrid.
Não demorou muito para encontrar De Launay e Eleanor conversando com outros jogadores do Real Madrid, cumprimentando um a um enquanto caminhavam para o local onde tinha um palco improvisado ao fundo e várias mesas com toalhas vermelhas e velas acessas espalhadas pelo amplo restaurante.
Uma banda composta por saxofonista, violinista e uma cantora vestida como se vivesse a moda antiga estava embalando o local com uma música calma, permitindo-os que juntassem as mesas que havia com os supostos nomes deles e desatassem a conversar entre eles.
— Meu deus, que loucura foi essa? Quando foi enviado os convites?
Karim falou levando a taça de vinho branco a boca e vendo os companheiros rir, desviando o olhar deles para encarar as mulheres da mesa tagarelando sem parar entre si.
— Alias, por quê não me avisaram que viriam? Sequer me convidaram? — Voltou a ralhar com o grupo que era composto por Marcelo, Sergio e Carvajal.
— Você chegou no treino todo mal-humorado, não falou com ninguém e depois do treino em campo foi pra academia todo emburrado. Não vimos você mais. — Daniel se explicou, vendo-o revirar os olhos e fechar a cara ao se lembrar do motivo de seu mal humor — Essa cara de cu mesmo que você fez o dia inteiro.
— Vai a merda, vocês bem sabem que podem falar comigo normalmente — rebateu, vendo-os negar e fingir receio nas expressões estampadas — Bando de bundões.
— Eu que não arriscaria minha vida ao ir falar contigo! — Sergio brincou, bebericando sua taça enquanto mexia no celular
— Não sou igual você, Ramos. — Benzema o acusou, vendo-o encara-lo irritado.
— Mas conta ai o porquê do mal humor? Chloe dormiu de calça jeans?
Daniel impediu com que o duelo se prolongasse, vendo o francês levar a mão a barba e começar a coça-la enquanto respondia:
— Antes fosse isso! Estou tendo problemas com a Bugatti e o mecânico que a arruma está de férias.
— Ainda com problemas? — Marcelo o interrompeu, incrédulo — Você não deixou lá no Lucas a duas semanas para que a Ully arrumasse?
— Sim, só que é ela é uma incompetente!
— Uma baita gostosa, isso sim — Daniel complementou, vendo todos o encarar, até mesmo Eleanor que estava do outro lado da mesa
— Não tira o fato que ela é incompetente! — Karim cuspiu raivoso, vendo chamar a atenção de Clarice e até de Chloe De Launay que estava a alguns assentos frente, permitindo-a que levantasse o dedo em riste para ele.
— Então você concorda com ele de que ela é "gostosa"? — O timbre sério de sua acompanhante lhe fez levar o vinho a boca e bebe-lo de uma só vez, sentindo o olhar da mesma queimar sobre ele.
— Eu não estava falando da Ully — Daniel se apressou, tentando consertar o que seu pensamento alto havia causado, mas sentindo o olhar de Eleanor fuzila-lo.
— Meu deus, esse não é o ponto. Ela é só uma mecânica de Vallecas e sendo gostosa ou não, continua sendo uma incompetente para estar trabalhando na oficina do Lucas — Karim despejou de uma vez, alto, agressivo, vendo os amigos ficarem em silêncio por um momento enquanto a música ambiente os acompanhava e se encerrava.
— Como você é estupido, Karim — Clarice foi a primeira a quebrar aquele momento, vendo Marcelo fazer gestos com que ela parasse — Inclusive, isso é totalmente sexista da parte de vocês e eu vou sim defenda-la. Não por ser uma mulher gostosa para um caralho, mais sim por ser muito profissional e competente na área que ela escolheu exercer! Nunca tivemos problema... —
— Clarice, eu não tenho culpa se ela arruma perfeitamente o seu carro. Mas infelizmente o meu ela não consegue e ponto final. — disse tranquilamente, vendo-a negar com a expressão fechada e seu marido soltar um suspiro alto. — Ully deve ter experiência com carros populares e não com carros esportivos... —
— Não posso falar especificamente da Ully — Carvajal inicial e percebeu Eleanor pigarrear, murmurando um "Ainda bem", fazendo-o soltar um grunhido e voltar a sua linha de raciocínio — Mas no geral, sempre gostei dos serviços prestados pela oficina do Lucas e acredito que ele seleciona muito bem seus funcionários. Então Benze, acho que você está sendo injusto com ela.
— Desde de quando agora todos vão ser defensores de uma mecânica e me colocar como vilão? Não se esqueçam foi graças a mim que vocês passaram a ir lá. — Discursou em um tom irritado, levando as mãos para alto como forma de indignação — O único ponto é que mesmo eu gostando muito do Lages e de sua oficina, eu preciso expressar meu descontentamento desde que aquela garota entrou lá.
— Meu Deus Karim, para de ser sínico — Marcelo grunhiu humorado, querendo ao mesmo tempo estrangula-lo por aquelas falas — esses dias mesmo você pediu para a Eleanor ajudar você com o carro, só pra você voltar... —
Antes que Karim voasse sobre o pescoço de Marcelo na frente de todo mundo, escutaram mesas serem arrastadas e um burburinho começar na beira do palanque feito para as bandas, fazendo o grupo de amigos desviar a atenção para encarar o que estava acontecendo.
Por um momento pensaram ter visto Lucas Lages passar diante da mesa deles de mãos dadas com uma mulher mais ou menos de sua idade, fazendo-os se entreolharem incrédulos um para o outro até que o apresentador responsável pelo festival, anunciar a banda que tocaria no momento.
Vinda diretamente de Vallecas.
As luzes de repente se apagaram e o aglomerado de pessoas que estavam a frente do palco começaram a gritar. Por cima da euforia daqueles que não pareciam pertencer a classe social convidada para estar naquele lugar, luzes vermelhas foram acesas nas laterais do palco e um sussurro gravado passou a ser mais alto.
Foi possível ver a movimentação no palco e com isso a euforia do público foi total, principalmente quando os primeiros acordes de guitarra se fizeram presentes juntamente com o fundo na bateria. De repente Marcelo e Clarice se levantaram, todos presentes na mesa os acompanhando para que se aproximassem mais da aglomeração que havia se formado em frente ao palco improvisado.
O som que saia dos instrumentos tornando uma melodia fora do convencional, audível, misturado com as pessoas gritando por nomes atravessados e transformando o pequeno restaurante em literalmente uma casa de show.
De repente um holofote se acendeu em cima do microfone principal, fazendo Karim levar a taça de vinho aos lábios e beber o liquido amargo em uma lapada enquanto se levantava, sentindo-o descer rasgando quando o sorriso estonteante com o aglomerado de tranças amarrados em um rabo de cavalo se fez presente no centro do palco.
 



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