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História A Princesa - Capítulo 2


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Notas do Autor


Boa Leitura ❤️

Capítulo 2 - Protegida


Fanfic / Fanfiction A Princesa - Capítulo 2 - Protegida

 

Um arrepio estranhamente delicioso percorreu meu corpo aos meus olhos tocarem aqueles rostos.

Kyungsoo era muito sério, mas mantinha a sombra de um sorriso, porém Junmyeon sorria intensamente, o que me fez soltar uma leve risadinha.

Desci o primeiro degrau e então fui surpreendida pela presença sombria de Peter. Ele era igualmente bonito, mas possuía uma energia pesada que me dava vontade de chorar e gritar por socorro.

 

Os sócios de papai fecharam a cara quando o viram, ficando com um ar de superioridade e poder.

Eu não sabia o que esperar daquela parceria. Poderia ser algo bom como também algo terrível.

Papai era um homem poderoso que sabia bem o que fazer para conseguir alcançar seus objetivos, assim se unindo a pessoas nem sempre confiáveis. 

 

Talvez aqueles belos homens não fossem tão bonzinhos assim, talvez fossem perigosos e eu corria algum tipo de risco, uma vez sendo irmã de Peter ou até mesmo filha do homem mais poderoso da Coréia.

 

  - Senhores. É uma honra recebê-los em minha casa!- Disse Peter querendo parecer educado. Ele de fato conseguiu e eu não pude reconhecer meu irmão.

 

  - Senhor Falcone.- Respondeu Junmyeon ao se cumprimentarem.

 

  - Ora, ora.- Peter olhou em minha direção e seu rosto mudou de algo gentil e agradável para uma coisa fria, quase morta.- Olha só quem deu as caras.- Engulo em seco. Seu semblante me pareceu uma caveira pirata. Peter olhava para mim com raiva e desprezo como se eu não valesse nada.- Vamos Helena, onde está sua educação?- Foi como receber um choque, assim que ouço a frase me coloco a caminhar na direção de nossa visita cuidando para não cair nos degraus.

 Assim que piso no penúltimo degrau, ambos os homens estendem a mão para mim.

 

Kyungsoo e Junmyeon se olham rapidamente, mas nenhum recua. Decido então não ser grosseira em escolher apenas um, assim segurando as duas mãos. Ambos sorriem levemente quando fico entre eles.

O primeiro que cumprimento e Do Kyungsoo. O que antes parecia uma muralha rígida, agora é um lindo sorriso. Junmyeon é uma graça. Seus olhos são lindos e profundos e seu rosto angelical o faz parecer um príncipe.

Ambos são extremamente educados e gentis comigo, o que irrita Peter.

 

  - Helena sempre foi a preferida de meu pai.- Comenta Peter com inveja. O olhar implacável sustenta uma postura rude.

 

  - Com todo respeito, sua irmã é muito bonita!- Junmyeon dá um pequeno pulo ao pronunciar tal elogio e me fez imaginá- lo como sendo uma criança no parque de diversões.

 

  - Me pergunto como seria se ela fosse a herdeira dos negócios de Don Falcone...- Kyungsoo diz sem pensar nas consequências e de imediato aborrece Peter que lança uma resposta.

 

  - A melhor coisa que Carmine fez nesta vida foi ter tido um herdeiro homem. Helena é mulher, jamais saberia conduzir os negócios da família.- Franzo a testa e o fito com raiva. Como poderia me desrespeitar na frente de outras pessoas e ainda de maneiras tão nojenta?!

 

  - O fato de ser uma mulher não indica falta de profissionalismo.- Rebateu Kyungsoo.- Talvez, justamente por ser uma mulher, Helena fizesse um trabalho muito melhor do que o seu ou até mesmo de seu pai.

 

  - Desculpe, mas não há pessoa mais qualificada do que meu pai, não apenas em termos de trabalho como também na questão pessoal.- Não posso deixar a imagem de meu pai ser argumento para seja lá o que for isso. Meu pai, Carmine Falcone, era e sempre será a melhor pessoa do mundo. Melhor pai, melhor amigo, melhor empresário...

 

  - Isso porque ele era um homem.- Zombou Peter.

 

  - Não. Porque ele tinha caráter e responsabilidade... Senhor Falcone.- Junmyeon e Kyungsoo não escondem sua falta de boa vontade para com Peter, deixando claro de qual lado estavam.- Seu pai era um homem honrado, Peter, e devemos lealdade a ele.- O homem olha rapidamente para mim. Ele e Kyungsoo aproximam- se de mim me deixando no meio deles... Me... Protegendo.- Prove que podemos confiar em você.

 

  - Eu provarei muito mais do que isso.- Havia espinhos em sua frase. A dor que ele sentia era quase palpável. Peter realmente estava sofrendo ao ver que aqueles dois homens respeitavam meu pai acima de tudo e sua lealdade para com ele era tanta que, para honra- lo até mesmo depois de sua morte, cuidariam de mim. 

 Meu pai sempre deixou claro que apesar de ter construído um império, seu maior tesouro era sua filha. Naquele momento eu pude perceber que mesmo não conhecendo aqueles homens tão bem, poderia depositar neles minha confiança.

 

Kyungsoo e Junmyeon estavam dispostos a me proteger de qualquer coisa que colocasse minha vida em perigo, seja ele qual for, e isso significava, inclusive, manter meu próprio irmão longe de mim.

 

O clima tenso estava tornando o ar do ambiente pesado demais e eu implorei por uma intervenção divina para que pudesse sair de tudo aquilo. Foi então que Carmela apareceu, dizendo que o chá estava pronto para ser servido.

Peter deu passos para longe, mas não tirou os olhos de nós.

 

  - Senhores. Caso não se importem, estou muito cansada e gostaria de me deitar.- Digo com sinceridade. Os homens agora estão na minha frente e sorrindo para mim.

 

  - É compreensível senhorita.- Junmyeon fez uma breve reverência.

 

  - Bom descanso, Helena.- Foi a vez de Kyungsoo. Sorrio para ambos e então subo a longa escadaria.

Sinto o peso do olhar daqueles homens sobre mim bem como o de Peter.

Meu corpo está mais cansado do que havia imaginado e luto para conseguir me manter de pé, mas tenho a sensação de que irei desmaiar.

Felizmente chego no topo da escada e quando olho para baixo vejo que meu irmão e os dois homens já haviam saído.

 

Respiro fundo e tento entender o que acabou de acontecer.

 

O que foi aquilo? 

Aquela afronta a meu irmão poderia resultar em algo muito maior e pior e... Eu havia sido posta no meio.

Pensar que agora era a protegida daqueles homens me deixava com medo, porém era bom saber que alguém se importava comigo, mas era justamente isso que me incomodava. Junmyeon e Kyungsoo nem sempre estariam perto de mim, pois tinham suas próprias vidas e isso me colocava ainda mais na mira do ódio de Peter.

 

Não, eu não sabia o que esperar de tudo aquilo, mas algo me dizia que nada, absolutamente nada, voltaria a ser como antes.

 

Era como se, lentamente, todos nós caminhássemos em direção a um abismo inevitável.


Notas Finais


Espero que estejam gostando.


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