História A princesa lobo - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Fantasia, Magia, Medieval, Sobrenatural
Visualizações 2
Palavras 5.973
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Espero que se apaixonem por esses personagens,pela história e por esse mundo. Vou escrever sempre que possível, peço paciência por favor, obrigada por gastar seu tempo lendo o mundo que saiu da minha cabeça.

Capítulo 1 - Prazer te conhecer leitore


Nosso reino era um lugar feliz, humanos e os sobrenaturais viviam em harmonia. As fadas voavam livres e faziam festas noturnas incríveis, lobisomens corriam livres nas noites de lua cheia, feiticeiros praticavam sua magia, criando feitiços e poções sem discriminação, os homens-gato subiam nos telhados e praticavam seus esportes mais radicais, as sereias cantavam e produziam sua arte, não existiam os vampiros e os humanos viviam suas vidas em paz. Mas os tempos mudaram, um novo rei foi coroado, ele tinha raiva, inveja e medo, queria ter magia em seu sangue, mas não tinha. Ele mudou as leis e começou a jogar as classes de sobrenaturais e humanos uns contra os outros e criou o caos. Os sobrenaturais tiveram que se esconder e se controlar, o medo se espalhou e tudo ficou triste e sombrio. O rei instituiu um toque de recolher para que lobisomens não pudessem mais sair à noite, proibiu o povo de festejar com as fadas e sereias, proibiu músicas e arte que não fossem cem por cento humanas, ninguém podia usar magia para criar arte. A guarda real passou a ser mais temida que respeitada. O rei também difamou feiticeiros e gatos para que estes também pudessem usar seus poderes, foi tamanha repressão até que o povo começou a torcer o nariz e atirar paus e pedras em todos que era considerados minimamente menos humanos. Como sobrenaturais eram minoria, não tiveram outra escolha a não ser se esconderem e se adaptarem a nova era. Começaram a viver entre os humanos, mas sem usar seus poderes ou usando quando estavam completamente isolados e com muito cuidado para não serem vistos, muitos sobrenaturais se escondiam o tempo todo e muitos deles até desejariam não ter estes poderes para ter uma vida normal. Mas isso não era o pior de tudo, o pior ainda estava por vir. Houve uma coisa boa, os sobrenaturais começaram a se unir uns com os outros, foi a única coisa boa desse período terrível, muitos sobrenaturais de diferentes classes (tipos) começaram a se ajudar e se acobertar para conseguir mais liberdade para si mesmos. Porém muitos sobrenaturais em busca de liberdade para usar sua magia começaram uma revolução que piorou a situação do reino. Estes sobrenaturais começaram atacar casas de humanos para roubar, matar e causar pânico em todo o reino, tudo para desestabilizar o rei e o reino todo, além de fazerem manifestações barulhentas e perigosas para confrontar o rei e suas leis exigindo que o rei deixasse o trono. Foi nesse tempo que surgiram os vampiros, ninguém sabe direito de como ou porque foram criados, alguns dizem que os vampiros foram criados como uma arma para ser usada contra os humanos ou através de experimentos malignos em busca de imortalidade, mas aparentemente tudo saiu do controle, só o que conseguiram foi uma juventude eterna com uma semi-imortalidade, pois embora extremamente resistentes os vampiros ainda morrem. Eles não se reproduzem como a maioria de nós, são inférteis até onde sabemos, mas assim como os lobisomens possuem a capacidade de transformar outros em vampiros, o que nos faz pensar que lobisomens estejam envolvidos de alguma forma com esses experimentos, mas não se sabe muito sobre vampiros, tudo é um grande mistério, muitos tem mais medo deles do que de nós.  Em resposta o rei aumentou os impostos, deixou as leis ainda mais rígidas, além de autorizar que além da guarda real, os humanos pudessem matar sobrenaturais e surgiram então os Especialistas. Muitos humanos se tornaram caçadores Especialistas, são caçadores que caçam e matam sobrenaturais, matam qualquer um, mesmo aqueles que só queriam a paz e não fazem parte dos Caóticos como são chamados os sobrenaturais rebeldes. O povo se dividiu, eram Especialistas, Caóticos, que lutam entre si, pessoas que sobrevivem tentando apenas se manter na linha sem problemas, sem causar danos ou chamar atenção e Rebeldes, um outro grupo de pessoas que assim como os Caóticos pretendem tirar o rei do trono, mas com uma diferença, eles não querem caos ou destruição, são pacíficos e lutam pela liberdade, sobrevivência e paz de outras maneiras. Alguns desses grupos surgiram e estão fazendo um progresso bem lento, mas contínuo. São rebeldes de muito tempo, mas que decidiram se unir para ir atrás do mesmo objetivo. Há certa dificuldade no processo, mas o resultado final será a vitória e a liberdade.

Eu tenho um pequeno grupo de Rebeldes comigo, eu prefiro manter o grupo pequeno, pois é mais fácil de se esconder ou fugir se necessário, mas ao mesmo tempo mantenho contato com outros grupos para sempre ter aliados caso seja necessário, conheço vários líderes em todo o reino e sempre temos suporte quando precisamos deles. Meu grupo é um dos mais diversificados entre os Rebeldes, sendo um dos poucos que conseguiu reunir gente de todo a classe, contamos com exatamente um membro de cada “espécie” por assim dizer e é um orgulho ter cada um deles comigo, somos leais uns aos outros e lutamos para nos defender, cada um tem uma habilidade única e isso nos torna muito fortes, eu gosto de acreditar que somos inseparáveis como se fossemos membros do mesmo corpo, se tirar um de nós da equação o corpo todo sofre. Eu me lembro de como cada um deles chegou até mim e entrou nesse grupo.

Kaira, a fada do grupo, nasceu em uma casa no meio da floresta, filha de uma fada da água e um elfo da floresta, a 12ª filha do casal que tem 14 filhos, sendo ela a menina mais nova com apenas mais dois irmãos depois dela, nascendo uma fada da floresta, mas com um amor muito grande por água. É linda e  jovem apenas 16 anos, tem grandes asas transparentes que exibe com orgulho quando está em segurança, mas que infelizmente precisa esconder quando se mistura aos humanos, sua pele é morena como se sua pele fosse feita da própria árvore em que morava, seu cabelo bem liso, vermelho intenso quase cor de maçã, quase inteiramente curto na altura do queixo, exceto por duas mechas muito mais compridas na frente, uma de cada lado do rosto e vão até o peito, em seu rosto sardas quase em linha reta na altura do nariz, uma marca de fada ao lado esquerdo perto da boca (um pequeno coração preto), e os seus olhos são de cores diferentes, o olho direito verde e o esquerdo cor de mel, ela tem apenas 1,56 de altura, mas isso não a impede de lutar com qualquer um mais alto que ela se esse alguém quiser fazer mal a família ou amigos dela, até porque ela é forte e tem músculos bem definidos para tão pouca altura. Kaira é uma força da natureza e como tal não pode ser contida, é a melhor lutadora e arqueira que conheço, acredito que seria capaz de acertar uma flecha no centro de um alvo até de ponta cabeça e olhos vendados (não dizer isso à ela, ou além de ficar metida, vai querer tentar). Kaira é uma sobrevivente, quando era muito pequena mal aprendera a voar e já aprontava muito dando bastante trabalho aos pais, um dia um de seus irmãos mais velhos precisou sair da floresta e ir até uma vila próxima buscar algumas coisas para sua casa na árvore, Kaira decidiu que queria ir junto, a mãe estava grávida do gêmeos mais novos e não queria gastar energia com a teimosia de Kaira e permitiu que o irmão levasse a menina, mas com muito cuidado, pois ela ainda não sabia esconder suas asas e deveria mantê-las baixas para não chamar atenção. O irmão a levava em seus ombros e eles tiveram um momento divertido atravessando a mata, eram pura alegria, um momento raro para um sobrenatural e por isso mesmo devia ser bem aproveitado, mas chegando a vila ele a colocou no chão e instruiu como ficar quieta e calma para passarem despercebidos. Ele foi até uma loja e a deixou sentada na porta enquanto ele negociava rapidamente com o vendedor, o dia estava bonito e calmo então as pessoas estavam aproveitando o máximo que podiam, não era fácil ter dias assim, ainda mais naquela província, havia algumas crianças brincando ali perto e viram Kaira ali sentada e bastante entediada, chamaram-na para brincar com elas, Kaira ficou feliz e empolgada, tão empolgada que abriu as asas sem querer, as crianças se assustaram e pensaram que ela ia ataca-los, foi um dos ataques anti-sobrenaturais mais violentos que já ouvi falar, jogaram paus e pedras em Kaira e gritavam “matem antes que cresça e se reproduza” ela sabia que devia tomar cuidado com os humanos e ficou aterrorizada, saiu correndo, não conseguia nem voar de tanto medo, mas como não sabia andar muito bem (até hoje vive aos tropeços, diga-se de passagem), ela tropeçou e caiu ou talvez fosse por que uma pedra enorme bateu em suas costas, bem entre as asas, ela teria morrido se não fosse seu irmão que ao ouvir a gritaria saíra correndo e com suas habilidades se meteu no meio das pessoas e agarrou Kaira no chão, continuou correndo, levando ele mesmo várias pedradas, incluindo uma bem no olho que fez um corte enorme que graças a cicatrização das fadas não deixou uma cicatriz horrorosa. Enquanto corria e carregava Kaira para longe cada vez mais para dentro da floresta, seu irmão chorava, ela estava muito machucada e ele tinha quase certeza que ela ia morrer, ela teria desmaiado e entrado em sono profundo, mas graças a sua ligação com a natureza e com a energia que flui noite e dia, fadas e elfos não dormem, então ela ficou acordada o tempo todo e viu seu irmão chorando enquanto corria para casa, ela então sorriu para ele e disse com sua voz fraca “vai ficar tudo bem, a gente vai ficar bem”. Levou três dias inteiros para ela se recuperar totalmente, mesmo com a mãe aplicando remédios e usando magia para ela se curar, o irmão se recusou a receber tratamento também, pois ele ia se recuperar e Kaira precisava de mais cuidados que ele. Quando ficou boa o suficiente Kaira pediu aos irmãos para treina-la, a mãe não queria que ela aprendesse essas coisas, mas as irmãs ficaram do lado dela e todos os dias elas também treinavam muito, o que foi bem útil pois com 12 anos graças a seu treinamento Kaira consegui fugir de um Especialista sem nem um arranhão sequer. Eu a conheci quando estava em reunião em sua província, depois de uma longa conversa com sua mãe, pai e irmãos, ela teve autorização para vir comigo, mesmo tendo irmãos e irmãs mais velhos e experientes eu acredito no potencial de Kaira e dentro dos nossos objetivos ela vai ter um futuro incrível e se ela continuar tão engajada com nossa causa vai ser um tesouro valioso em forma e gente e eu não posso jamais deixa-la ir embora, ela é uma guerreira forte e valiosa, um pouco impulsiva e atrapalhada, mas muito alegre e determinada, uma joia rara que quando atingirmos nossa meta, vou coloca-la no topo e ela vai brilhar muito.

Julieta/Julie, a nossa mulher-gato, seu felino quando se transforma, é uma pantera negra, talvez não seja fácil esconder um gato deste tamanho se precisássemos, mas combina totalmente com ela. Um felino como a pantera negra é um felino de grande porte, uma caçadora eficiente, silenciosa, elegante e rápida, exatamente como Julieta quando está em sua forma humana. É perceptível em suas joias e seu caminhar além de suas roupas sempre muito garbosa. Julieta é uma das mulheres mais lindas que eu já vi e não tenho nenhum problema em admitir isso, a beleza existe em homens e mulheres e é isso (Embora a beleza dela seja verdadeira, devo descrever todos do meu grupo como lindos, pois o fato de eu ama-los os torna ainda mais belos). Alta com quase 1,80 (fora o sapato alto que a deixa ainda mais alta), magra, cabelo liso exceto as pontas que ela deixa onduladas, loira, olhos azuis, unhas sempre muito compridas e claro sempre muito maquiada, com a postura sempre ereta, dá para notar como ela combina com uma pantera. Ela nasceu em uma província rica e em uma família rica também, sua província foi uma das últimas ou a última a entrar em conflito. Isso proporcionou a Julieta uma boa vida por um tempo, mesmo com tudo o que estava acontecendo, mas isso não significa que ela não era uma rebelde, ela só não sabia que era uma. Os pais de Julieta eram influentes na província, e mesmo com tudo o que estava acontecendo demorou um tempo para a família ser atingida, nesse meio tempo, Julieta gostava de levar uma vida que não era 100% aprovado pelos pais dela, ou por a maior parte da sociedade, não só naquela época como também hoje em dia. Julieta gostava de frequentar as festas promovidas pelos ricos, mas não somente isso, pois cercada de mimos e poucas regras ela ia com a família para essas festas, mas não se comportava muito como era esperado dela, ela foi ensinada que uma mulher é uma dama, alguém nobre para a tratar com cortesia, mas que para isso ela devia se comportar de tal maneira, seguir à risca um padrão que determina quais vestidos deveriam ser usados em ocasiões específicas, falar de maneira apropriada e seguir todas as regras de etiqueta, não beber álcool, não ficar até tarde na rua, ser discreta, sem voz alta ao falar, mas principalmente, nunca paquerar um homem, quando ela tivesse a idade correta, ela deveria esperar ser cortejada primeiro e só então iniciar um namoro que levaria a um casamento. Julieta até tentou viver dessa forma, pois queria ser uma boa menina, não tinha problema algum em seguir a forma de se vestir, ou caminhar, mas não conseguia ser tão tímida e tão discreta quanto deveria, queria ser vista, queria dançar, beber e principalmente paquerar, por que ela deveria esperar que alguém notasse sua presença e viesse falar com ela? Por que não poderia ser ela a tomar uma atitude? Então ela começou a sair para outras festas, bares e outros lugares até mesmo a noite, escondido é claro, até mesmo quando os conflitos atingiram sua província, pois ainda dava para fazer essas coisas. Ela gostou tanto da liberdade que descobriu que era boa em seduzir as pessoas, ela então começou a conhecer alguns homens e talvez algumas mulheres também (Eles são deliciosos-Julieta. /Julieta! Eu é que estou fazendo essa narrativa). A liberdade veio com um preço, as pessoas começaram a falar (Bando de fofoqueiros, sem nada pra fazer, deveriam cuidar das próprias vidas. /Julieta!). Cansado do falatório da cidade o pai de Julieta decidiu que já era hora de ela se casar, então ele fez uma aposta com um amigo, uma que ele não podia perder e praticamente obrigou o homem a pagar a aposta pedindo Julieta em casamento e ele também forçou a filha a aceitar o pedido, revoltada com o que aconteceu, uma noite antes do casamento ela mudou de forma e fugiu de casa, a cor de sua pelagem a camuflagem e foi fácil desaparecer. Os pais dela devem ter ficado tão irritados. Eu a conheci enquanto viajava, (quase todos eu conheci enquanto viajava, antes de ficar ainda mais difícil fazer isso), ela estava muito bem de vida, dentro é claro de suas novas condições, ela ficou feliz em mudar de vida de novo e por fazer parte de algo grande virando uma Rebelde finalmente.

Hiroshi / Hiro, nosso lobisomem. Tímido e muito inteligente, nunca foi muito alto tem 1,63, nem muito forte, magro, olhos puxados e castanhos, algo típico de sua província, pele branca, cabelos escuros e lisos, nenhum traço lupino, pois é híbrido de humano e lobo, e um brinco na orelha esquerda, são seus traços marcantes. Sua mãe e irmãos mais novos são da mesma província que ele, mas seu pai é natural de outra, um homem bem diferente daquele lugar, tinha olhos arredondados e não puxados, alto, forte, loiro, barba bem cortada, ele e a mãe de Hiro tiveram um romance lindo, porém breve, mas uma pessoa não gostou muito, o padrasto de Hiro, que só descobriu que Hiro não era filho dele e que este havia nascido de um romance extraconjugal de sua esposa quando Hiro já era adolescente, o padrasto dele era então o alfa da alcateia e queria mata-lo, mas por intervenção da mãe, ele então deu a ordem para que Hiro fosse embora, não só o expulsando da alcateia como da província, pois se ele continuasse ali o padrasto ia mata-lo. Hiro não teve coragem de enfrenta-lo na época e baixou a cabeça como um bom subordinado, um duelo de alfas seria perigoso demais, todo lobo que se preze sabe muito bem as regras de um duelo, o vencedor deve matar o perdedor, os lobos subordinados se juntam ao novo alfa prometendo ser leais como eram com o alfa antigo ou devem ir embora em desonra procurar uma alcateia que talvez queira a lealdade deles, mas serão vistos sempre como traidores, se expor deste jeito não era muito inteligente, era colocar a guarda real e caçadores de recompensas Especialistas atrás deles e Hiro preferiu então juntar suas coisas e fugir evitando um banho de sangue, se tornando um lobo solitário. Ele até tentou viver como lobo escondido ali na mata ao redor da província para ficar perto da sua família, em sua condição de híbrido ele pode se transformar em lobo a qualquer momento sem depender da lua cheia, mas ele descobriu que viver como lobo não é fácil há muitas vantagens, mas também é muito limitado, principalmente para alguém com um  cérebro como o dele e além disso ele podia ser descoberto a qualquer momento e se isso acontecesse ia ser o fim, então para evitar sofrimentos maiores para sua família ele deixou tudo para trás. Eu o encontrei quando saí de minha província pela primeira vez, eu estava passando pela província dele, por acaso no dia que ele estava indo embora, eu tive um breve encontro com Especialistas, poderia ter usado magia para fugir, mas como Hiro, prefiro não usar de violência se puder evitar, então simplesmente fugi, acabou que ele me ajudou a me esconder na mata em uma caverna, normalmente eu não confiava em pessoas desconhecidas, ainda tenho muito deste receio, mas como tinha decidido procurar um grupo rebelde para me aliar o primeiro passo teria que ser confiar em pelo menos algumas pessoas, ficamos horas ali, para passar o tempo conversamos e ele começou a viajar comigo, já estava de malas prontas mesmo, só precisava pega-las de seu esconderijo e nossa jornada começou.

Elliot e Angeline/Angel. Ele é um vampiro e ela uma sereia, são como irmão e irmã e se definem como tal, mesmo não sendo da mesma família. Eles são muito diferentes, não só em sua aparência como também em sua personalidade, eles são basicamente luz e trevas, opostos que se completam. Elliot é o homem mais branco que já vi, sua pele é tão clara que é assustador, ele fica ainda mais branco com suas roupas pretas e seu cabelo escuro, parece um cadáver, alto, tem um pouco mais que 1,90 (1,92 eu acho) e é bem forte, do grupo com certeza é o que tem mais músculos definidos, tem uma cicatriz no pescoço, sua marca de morte de quando se transformou e deixou a vida humana pela a vida de vampiro, também tem marcas das mordidas de sua transformação em ambos os pulsos, seus olhos são vermelhos cor de sangue, tudo indicando quem ele é, além de sua atitude arrogante e sempre meio sombrio. Já Angel 15 anos, mais nova que Kaira, mas mais alta com 1,70 parece uma boneca em forma de gente, linda e sua pele apresenta um pequeno brilho suave, mas perceptível se prestar bem atenção, ela normalmente usa roupas cor de rosa com detalhes em azul claro que mostram uma genuína inocência cheia de laços e flores, seus cabelos são longos e cacheados de um castanho tão escuro que é quase preto, seus olhos são da mesma cor, rosto arredondado com bochechas cheias, mas ela não é gorda, é magra e tem membros alongados. É pura fofura, e caminha quase sempre saltitante e alegre, levando um clima leve para qualquer ambiente. Angel sempre fala um fluxo de palavras muito rápido, é até um pouco difícil de acompanhar algumas vezes, parece uma relâmpago cor de rosa, quando a conheci em poucos minutos já me sentia cansada. Quando perguntei a Elliot se ela era assim o tempo todo ele me disse que só 99% do tempo, os outros 1% ela está dormindo, mas ela também fala enquanto dorme, então sim. Mas depois que se acostuma com ela, você não pode mais imaginar sua vida sem ela e se pergunta onda ela estava este tempo todo, ela é aquela luz de esperança que todo mundo precisa.  

Antes de se tornar um vampiro Elliot era um cara feliz, sua província é bem pequena e apesar dos pesares causados pelos ataques constantes, até que ele vivia bem, sua família era composta por sua mãe, seu pai, avós e avôs, ele e uma irmãzinha e como Elliot amava essa família, principalmente sua irmãzinha. Elliot era um jovem bonito, não tão branco e nem cadavérico como é como um vampiro e tão pouco tinha seus olhos vermelhos, não, seus olhos eram azuis. Esses olhos azuis faziam muitas moças suspirarem, mas ele não ligava para nada disso, nenhuma delas lhe chamava atenção, as únicas garotas donas de seu amor eram de sua família, ele amava tanto todas elas. O dia mais triste foi quando houve um ataque em sua província onde botaram fogo em casa, mataram pessoas e roubaram coisas, foi um caos geral, a família não teve tempo de fugir, apenas tiveram tempo de trancar as portas e janelas e se esconderem, mas não adiantou muito, a casa foi invadida e eles foram atacados, um avô e uma avó morreram e sua irmãzinha ficou muito ferida e morreu dias depois de uma infecção que deu no machucado enquanto eles ainda tentavam reconstruir suas vidas e sua casa. Elliot  sofreu tanto com essas mortes, ele só queria que toda essa dor passasse, foi quando ele conheceu um homem que lhe ofereceu uma saída para seus sentimentos, então foi assim que ele saiu de casa e se tornou um vampiro, mas não adiantou nada pois quando se é um vampiro não são só os sentidos que são ampliados, os sentimentos também e se a tristeza estava grande antes, naquele momento estava pior, a única coisa que fazia os sentimentos irem embora era ocupar sua cabeça, e assim ele entrou para o exército do homem que o recrutou e virou um Caótico. Nem tudo era ruim nesse tempo, ele conheceu uma vampira e se apaixonou por ela, ela também se dizia apaixonada por ele, mas na verdade ela só o queria seduzi-lo para mantê-lo fiel ao exército Caótico, ela era a mulher do vampiro líder que o transformou, quando Elliot descobriu que estava sendo usado ele largou os Caóticos e começou a viver sozinho, destruído e sem luz dentro de si, ele já sabia ter autocontrole e existia da melhor maneira que podia, caçando para comer e tentando não matar, até que uma noite já em outra província ele estava procurando algum desavisado ou algum rebelde desrespeitando o toque de recolher quando escutou um choro baixinho, quando se aproximou havia uma menininha embaixo de um banco chorando baixinho, ele em nenhum momento pensou em ataca-la, mas se aproximou dela pois estava curioso para saber por que uma criança estava sozinha  naquele horário, quando ele se aproximou, ela sorriu. Quando ela sorriu, Elliot sentiu esperança, a menininha lembrava a ele Lilá, sua irmãzinha, não em aparência, pois eram muito diferentes, mas em inocência, sua irmãzinha também tinha um sorriso fácil e foi assim que ele adotou Angeline como sua irmã mais nova e virou seu protetor, eles sabiam que seria temporário, era só até ela encontrar sua família, mas isso já tem 8 anos.

Angeline nasceu numa família pequena que morava em uma casa pequena, numa província perigosa. Ela era filha única e era muito mimada, sua mãe adorava bonecas, mas não havia tido muitas quando era pequena e quando Angel nasceu viu a oportunidade perfeita de ter uma boneca viva e Angel era tratada e vestida como tal, uma bela bonequinha doce e falante, ela crescia sempre alegre e muito esperta, surpreendentemente sábia em alguns momentos mesmo com tão pouca idade. Angel era amada por todos, sua mãe, seu pai e sua avó faziam de tudo para agrada-la, ela era luz em suas vidas. Quando Angel começou a nadar e se transformou em sereia pela primeira vez eles ficaram muito contentes, a cauda dela era de um tom entre o verde e o azul que se misturava na cor do mar e ela aprendeu rápido a viver na água e ela amava a água. Certo dia em uma manhã de calmaria os pais de Angel decidiram fazer um piquenique, era arriscado eles sabiam disso, mas o dia estava tão bonito que decidiram ir mesmo assim, Angel tinha quase 8 anos, vestiram-na como sempre como uma bonequinha, um vestido rodado de cor pastel com laços e babados, flores no cabelo cacheado presas com uma fita branca, ela estava tão linda e  muito contente, não era comum sair para este tipo de passeio. Sua avó não quis ir ao piquenique, foram só os três, o sol brilhava e os passarinhos cantavam, tudo estava perfeito. Enquanto seus pais arrumavam as coisas do piquenique Angel brincava ali perto, ela se distraiu  com as borboletas e começou a persegui-las rindo e correndo, não ouviu quando seus pais a chamaram e foi assim que ela se perdeu deles, ela continuou caminhando e perdeu também as borboletas, entrou em desespero procurando os pais, sem saber o que fazer começou a caminhar na direção que achava que era certa, a pior decisão naquele momento. Ela chamava pela mãe, chamava pelo pai mas eles não ouviam, ela achou que eles tinham ido embora sem ela, pela primeira vez na sua tão pouca vida ela não sorria, estava tão triste e sozinha, Angel caminhou por muito tempo e começou a ficar escuro, o medo começou a tomar conta da menininha perdida que começou a chorar, ela viu um banco e se escondeu embaixo dele do jeito que coube e continuou ali chorando, ela estava quase dormindo de tanto chorar, quando Elliot chegou, ela não teve medo dele, mesmo que a mãe dela dizendo para não chegar perto de estranhos e mesmo ele tendo olhos vermelhos que mostravam o que ele era, já tinham ensinado a ela. Ele perguntou qual era o nome dela e por que ela estava sozinha, era a coisa mais suspeita para fazer, mas ela também não podia ficar ali sozinha naquela hora da noite, então ele se apresentou e decidiu ajudá-la a procurar os pais dela e nesse meio tempo ele começou a cuidar dela, eles viraram amigos e irmãos, Elliot se afeiçoou a Angeline como se fosse ela sua irmã de sangue e como não encontraram os pais dela, ela ficou com ele. Eu os encontrei enquanto eles faziam essa busca, os Rebeldes tem contatos por todo o país e será mais fácil encontra-los, Angel ainda tem essa esperança de um dia acha-los.

James, ele é apenas humano como alguns podem pensar, é um homem alto, não tão alto quanto Elliot, mas tão alto quanto Julieta, muito bonito com porte atlético, os cabelos loiros cortados bem curtos, lábios finos, pele clara, seus olhos são de um tom entre o castanho e o verde, ele parece um príncipe, e exala uma aura tranquila cheia de paz, quase como um monge ou um anjo, quase não fala, não por ser tímido, mas por ser calmo e preferir agir, de fato é bastante espiritual e caminha com tranquilidade, não parece nunca perder a calma e é o homem ideal para buscar conselhos e acalmar os ânimos. Embora extremamente pacífico e prefira evitar conflitos de qualquer tipo é um exímio lutador que usa espada como poucos, mas só a usa quando não vê mais opções.

Ninguém sabe onde James nasceu, mas sabemos que ele cresceu em uma província pobre, filho único de um casal de camponeses, James sempre foi um menino calmo e sempre gostou de música, sua família não tinha dinheiro para instrumentos, mas mesmo assim ele sempre dava um jeitinho de tocar, seu lugar preferido de tocar era na igreja, pois lá tinha um piano antigo que embora fosse velho ainda estava afinado, além disso ele gostava  assistir a missa e ouvir os ensinamentos passados pelo padre. James cresceu acreditando que sobrenaturais eram monstros terríveis, ter muitos Especialistas em sua província ajudava a formar essas opinião, inclusive havia um Especialista que era muito amigo de seu pai e isso ajudou James a ter treinamento de luta sempre que o homem estava na cidade, James não gostava do treino no início, pois era contra todo tipo de violência, mas aprendeu a gostar das lutas pela beleza dos movimentos (palavras dele e não minhas) e também pelo bem físico que o exercício fazia, e assim ele começou a treinar sozinho, além de treinar o corpo, ele também gostava de deixar a mente sã fazendo meditação e assim ele vivia, com música, meditação e exercícios. Essa rotina era muito boa, mas um dia houve um incêndio na igreja, James estava nos fundos praticando quando ouviu os gritos, ele correu para cima rápido, mas não teve como sair pois ia direto para o fogo, começou então a pensar numa saída dali, como não achou nenhuma se agarrou a sua fé e pediu uma saída, foi então que ela entrou, quebrando a janela e jogando estilhaços de vidro por todo lado, uma fada entrou voando pela janela, era muito magra e tinha pele clara,  havia uma pinta em forma de pena em sua bochecha direita, ela era delicada e tinha cabelos loiros bem longos, estavam soltos e caiam por suas costas, eram os cabelos mais longos e brilhantes que ele já vira, seus olhos eram cor de rosa e ela não disse nada, apenas voou e agarrou James pela mão, ele era pesado demais para ela, ela então assobiou e outra fada entrou, era também uma moça de olhos cor de rosa, magra e cabelos loiros, mas estes estavam presos, ela se parecia muito com a outra, mas ela tinha uma marca de folha quase imperceptível perto da boca, as duas juntas tiveram forças para levar James para fora, ele correu delas assim que elas o soltaram, ele se envergonhou disso depois. Ele passou a se questionar, havia sido salvo por duas mulheres que até então ele achava monstros, depois que a igreja voltou a funcionar, agora sem o seu piano que infelizmente o fogo havia consumido ele conversou a sós com o padre e este lhe disse algo que nunca esqueceria “Aquele que me criou, criou você e criou toda a vida nesta terra, se Deus ou a natureza são sábios e perfeitos, como poderiam ter criado monstros? Acredito eu que aqueles que julgam, renegam e são intolerantes com o outro por suas diferenças, talvez estes sejam os verdadeiros monstros” e pensando em todas as missas que assistiu James concluiu que o padre tinha razão, ele sempre falava de amor, e ser intolerante não era a melhor forma de amar, não chagava a ser nem mesmo uma forma amar. Depois de ter seu mundo inteiro virado de ponta cabeça e ser salvo por sobrenaturais que ele tanto devia desprezar, ele mudou de vida. Foi assim que ele se juntou a nós, nosso método menos violento de lutar pela nossa liberdade foi o que o convenceu quando o conheci, evitaremos sangue se possível, mas lamento muito se não o conseguir.

E por último eu. (Na verdade nós temos mais um membro de nosso grupo Rebelde, mas vou falar dele mais para frente nessa narrativa). Eu me chamo Arabela, sou uma feiticeira, cabelos cacheados castanho claro e compridos, mais compridos e mais claros que os de Angel, olhos amendoados, tenho 1,65, magra, de rosto fino e pele clara e estou sempre com o meu colar que contém o símbolo da magia, meus pais me ensinaram a sempre ter orgulho do meu sangue e foi a única coisa boa que fizeram por mim. Vamos falar deles um pouco? Minha mãe nasceu em uma casinha bem humilde e pequena, na província onde fica o castelo do rei, porém muito longe do castelo, o reino é grande e essa província especificamente é uma das maiores. Minha mãe odiava a casa, era pobre e minha avó era viúva, um Especialista matou o meu avó e por isso minha avó não gostava de usar magia, só usando magia em casos realmente necessários, mas a minha mãe, não concordava com isso e praticava magia em segredo, a magia preferida dela? Magia das trevas. Uma pessoa boa, não é mesmo? Mas é claro que não. Nesses estudos escondidos de minha mãe que ela conheceu o meu pai, outro feiticeiro que também amava magia das trevas só para dizer o mínimo, ele era um pouco mais velho, porém não importava, ela era mais poderosa magicamente e ele muito mais rico, ele queria o conhecimento dela e ela o dinheiro dele e por isso por puro e simples interesse eles decidiram se casar, assim ela sairia da casa que ela odiava e ele teria poder. E com dinheiro e poder, eles construíram uma casa isolada na montanha com muitas defesas mágicas e lideraram um grupo de Caóticos, e causaram o caos em pleno jardim real e por isso essa província hoje é uma das mais seguras e é onde meu grupo se encontra, afinal tem guarda real a cada esquina e é bem mais difícil fazer qualquer ato rebelde. Quando minha mãe ficou grávida, não foi um ato de amor, foi um ato político, eles queriam um herdeiro, mais especificamente um menino, forte e saudável e sobre tudo cruel com tanto poder mágico destrutivo quanto eles pudessem ensinar, mas todos os seus planos falharam quando minha mãe deu a luz, era uma menina. Eu não fui criada com amor, fui criada para ser rainha e não uma rainha justa, mas para o infortúnio  de meus pais, além de estragar os planos deles com minha parte intima feminina eu ainda nasci com bondade e senso de justiça, e todas as vezes que ouvia minha mãe falar com repulsa de sua casinha eu sentia fascínio. Eu era obrigada a estudar magia das trevas, mas sempre estudava magia de cura escondido e com 12 anos fugi da nossa mansão para a casa de minha avó. E meus pais foram me procurar? Não, claro que não, eu não era merecedora de seu reinado, com 16 anos eu ajudei a cavalaria real a prende-los, mas sabendo que eles iam fugir, dei um jeito de encontra-los e com a magia que aprendi dei um jeito de eles sumirem para sempre. Conheci meus companheiros e formei meu grupo viajando com rebeldes, a guarda real não me prendeu na época, troquei minha liberdade por meus pais, não me orgulho disso, mas foi necessário, porém hoje em dia eu não posso dar bobeira perto deles e por isso meu grupo e eu nos escondemos no ultimo lugar que eu gostaria de estar, mas que é o lugar mais seguro da terra, a mansão dos meus pais (Bem no jardim real, a gente pode peidar na cara do rei se quiser. /Kaira, não estamos no jardim real, foi uma metáfora e isso foi rude! Chega ninguém me interrompe mais).

 

 

  

 

 


Notas Finais


Espero que tenha gostado até aqui, há muitas surpresas por vir, até a próxima leitore.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...